História Bite - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Jikook, Jimin!alfa, Jungkook!ômega
Visualizações 525
Palavras 2.263
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shounen, Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha o horário que venho com o tiro msbdknddmnddmnd
Meus amores, só para avisar para quem está lendo pela primeira vez, Bite já está pertinho do fim ^^

Capítulo 9 - Capítulo 9


Jungkook

 

~Depois da ligação do alfa com o Jimin ser encerrada~

 

 

– Não precisa ficar assim assustado, não irei fazer nada que não seja preciso. – O alfa diz enquanto guarda seu celular no bolso de sua calça. Meu corpo estremece inteiro, são tantas emoções confusas dentro de mim; medo, nojo, saudades e um pouco de felicidade ao ouvir a voz de Jimin. – Vou deixar você ficar sozinho aqui, tenho coisas mais pertinentes para fazer com uma certa quantia de dinheiro. – E como fizera nas outras vezes, saiu pela porta batendo-a ao fechá-la.

Mal notei quando meu choro cessou. Fiquei um tempo olhando para o nada, apenas relembrando da voz suave de Jimin. Tudo o que eu mais quero é estar nos braços do avermelhado, sentindo seu cheiro tão característico e seus carinhos me reconfortando enquanto cuida de meus machucados. Meus pensamentos são interrompidos ao escutar o barulho de um carro saindo. Desde quando o alfa miserável possui um?

Um frio na barriga faz meu corpo todo se arrepiar em ansiedade. Estou sozinho. Quem sabe eu possa fugir. Mexo minhas mãos que agora estão um pouco mais folgadas e outro grito de dor ameaça sair pelos meus lábios. Meus pulsos estão muito machucados por causa da fricção de minha pele contra a corda quente.

Passo os olhos por toda a cabana, procurando alguma coisa que possa ser pontuda. E para minha frustração, encontro absolutamente nada.

Está absurdamente quente aqui dentro, abafado. Os raios solares estão fortes e entram pela janela esquentando ainda mais o ambiente, que infelizmente é constituído de madeira.

O único jeito é esperar. E por mais que esperar seja entediante e que tenha feito minha fome e sede aumentarem ainda mais, fico mais aliviado por saber que estou sem a presença daquele alfa. E por um lado, pareceu que o tempo não demorou tanto para passar.

Quando o sol finalmente estava para se pôr, pude respirar melhor, pois o ar estava mais fresco e não suava tanto, apesar de a cabana ainda estar bem abafada. Sem os raios de sol atrapalhando minha visão, pude ver a paisagem de fora, maravilhando-me por um momento com a visão que me é proporcionada.

Há vários Kiris-Japonês com suas flores de cor lilás. É lindo de se ver. Seu eu tivesse meus lápis de cor e meu caderno, certamente eu desenharia essa vista, ainda mais com a coloração em tons de amarelo e rosa do céu com algumas nuvens branquinhas. Suspiro triste em saber que estou trancado aqui dentro e ali fora me aguarda uma vista tão bonita.

Aos poucos o céu se escurece dando lugar a um azul escuro cheio de estrelas, com a luz clara da lua iluminando as árvores que ali tem.

Meus pensamentos são novamente interrompidos, só que desta vez, pelo barulho de um carro chegando.



 

Jimin

 

– Parece que a sorte resolveu ficar do seu lado agora. – Meu melhor amigo passa o braço por meu ombro.

Estou tão chocado com o que vejo que o máximo que consigo fazer é olhar abismado para o mapa no chão e balançar a cabeça concordando.

– Eu disse para você, Jiminie-hyung, que encontraria o Kookie. – Sou abraçado pelo meu primo e ao ter duas das pessoas que mais importam na minha vida ao meu lado, abro meu melhor sorriso com a esperança aumentando dentro de mim. Eu vou encontrá-lo.

– Então a gente pode sair agora e ir atrás do meu pequeno. O que estão esperando? – Seokjin pergunta já ficando de pé. – Nos dividimos de novo, cada grupo vai para uma rua.

– Ainda não. – Falo e todos olham para mim. Seokjin levanta as sobrancelhas e cruzas os braços. – O alfa não sabe e nem pode saber que mais gente tem conhecimento disso. Para ele, estou sozinho nisso.

– E você espera que eu vá deixar você ir correr o risco de ir sozinho atrás do meu pequeno? – O ômega mais velho bufa irritado.

– O que eu estou querendo dizer, é que precisamos bolar um plano. Ao invés de agirmos por impulso. Eu tenho uma ideia do que devemos fazer.

– Que seria? – Namjoon abraça seu ômega por trás ao perguntar.

– Vamos em dois carros separados, mas não em direções opostas. Permaneceremos todos juntos. Em um carro irão vocês cinco e no outro, mais a frente, irei sozinho. Ligaremos para a polícia quando encontrarmos o local exato, mas apenas o meu carro será estacionado no lugar, o de vocês ficará parado em algum lugar mais afastado. Ou seja, vocês irão a pé e ficarão escondidos entres as árvores.

– E você acha seguro aparecer assim pro alfa? – Yoongi pergunta com as sobrancelhas franzidas.

– Ele me quer lá. Se não quisesse não teria dado essas dicas. – Dou de ombros.

Pude sentir a adrenalina começar a percorrer todo o meu corpo. Fomos para a rua mais próxima e encontramos apenas árvores e um riacho. Apesar de ter ficado um pouco frustrado, comecei a ficar ansioso em saber que a ultima rua restante só poderia ser onde Jungkook está.

O caminho é mais extenso que o anterior, fica na periferia de Seul a alguns quilômetros do centro da cidade. As casas bonitas com jardins bem cuidados deram lugar a casas antigas e parcialmente destruídas por causa do tempo e de maus cuidados.

Um arrepio passa por toda a minha espinha ao finalmente chegar à rua de chão que eu tanto aguardo. Diminuí a velocidade olhando tudo atentamente, para perder nenhum detalhe. A rua está deserta e as casas estão em uma situação ainda mais deplorável, só que agora ao invés de ter uma casa ao lado da outra, os espaços são bem maiores entre si, havendo muitas árvores e mato por toda a parte. Não consigo ver um fim da rua e isso me deixa ansioso e nervoso.

Olho para retrovisor vendo que Namjoon segue com o carro mais atrás. Ligarei avisando quando deverá parar.

Conforme o tempo vai passando, o número de casas vai diminuindo, até haver nenhuma. Diminuo ainda mais a velocidade e a luz do farol do veículo e em cerca de quinhentos metros de distância, consigo avistar algo que faz meu coração querer sair pela minha boca.

No meio de vários Kiri-Japonês, há uma cabana de madeira completamente escura.

Meu coração bate como um louco, meu corpo todo treme, parece que vou explodir.

Levo as mãos trêmulas até o meu celular digitando o número de Taehyung que é atendido ao primeiro toque.

– Para. – Desligo e olho novamente para o retrovisor, vendo que o farol do carro de Namjoon desligou.

Continuo indo por um caminho onde se nota que um carro já passou por aqui, amassando a grama que ali tem. Então isso pode significar que o alfa não está. Meu interior todo se agita e um sorriso teima em aparecer em meus lábios. Estaciono perto da cabana e sem fazer barulho algum, desço do veículo fechando sua porta.

Apuro minha audição de alfa, atento a qualquer ruído.

Está um silêncio completo.

Com isso, tomo coragem e a passos apressados e silenciosos vou em direção à única porta que há ali. Seguro na maçaneta, podendo escutar meus batimentos cardíacos ressoando em meus ouvidos. Respiro fundo algumas vezes e abro a porta.

 

 

 


Jungkook

 

Fecho os olhos e tombo a cabeça em meus ombros ao escutar um ruído vindo da porta. Quem sabe se eu fingir que estou dormindo, aquele alfa me poupe de qualquer conversa desnecessária.

A porta se abre e estranho um pouco pelo silêncio, por já estar acostumado com o baque da mesma. Apesar da curiosidade, continuo sem mover um único músculo, rezando para todos os deuses para que ele vá embora.

Ouço mais um barulho, só que dessa vez, da porta se fechando e antes que eu me mova ou abra os olhos, um cheiro que pensei que demoraria a sentir invade minhas narinas. Eu só posso estar sonhando.  É o cheiro de Jimin.

Não pode ser.

Em um ímpeto, abro minhas pálpebras.

Eu só posso estar sonhando mesmo. Jimin está bem a minha frente com lágrimas nos olhos.

– Jungkook, isso é um sonho, acorde agora. – Digo para mim mesmo, sem conseguir tirar os olhos do ser a minha frente que solta uma risada baixa. – É você mesmo? – Sinto meu rosto encharcar, lágrimas grossas rolam por minhas bochechas.

– Ah, Jungkook, eu amo tanto você. – Ele aproxima-se de mim e envolve-me em seus braços quentes e reconfortantes. Um soluço escapa por meus lábios e percebo meu ombro encharcar com suas lágrimas.

– E-eu também amo muito você, pensei que não me encontraria. – Ele me abraça ainda mais apertando, colocando o rosto no vão do meu pescoço.

– Você está preso! – Jimin se afasta indo para trás de mim. – Vou cortar essa corda. – Em segundos a sensação do aperto vai embora. Trago minhas mãos feridas para o meu colo enquanto Jimin volta a ficar na minha frente.

Seus olhos escuros encaram os meus e vejo-o abrir a boca para falar algo, porém o interrompo segurando em sua nuca e beijando seus lábios fartos e quentes.

Um beijo longo e demorado, carregado de saudades, com gosto um pouco salgado pelas lágrimas de ambos. Nunca mais quero ficar longe dele.

– Me perdoe. – Ele se afasta ofegante colando nossas testas.

– Não tem o porquê se desculpar, meu amor. – Passo minhas mãos por sua face, deliciando-me com a pele macia e embriagando-me com seu cheiro. – Você me encontrou e é isso o que importa. – Deposito um selar demorado em seus lábios.

– Eu vou cuidar muito bem de você, meu pequeno ômega. – Afasta-se um pouco e segura minhas mãos, depositando um beijo molhado em cima de meus pulsos.

– Vamos pra casa. – Peço em um sussurro. Jimin me ajuda a levantar, fazendo com que eu apoie todo o meu peso sobre o seu corpo, colocando um braço sobre seu ombro enquanto ele segura firme em minha cintura.

A poucos passos de abrir a porta, a mesma é aberta bruscamente por quem eu esperava nunca mais ver. O alfa.

Meus olhos arregalam ao ver que segura firme em suas mãos secas uma arma apontada para a face de Jimin. O aperto em minha cintura se intensifica.

– Acha mesmo que irá levá-lo assim? – Pergunta duramente, sem tirar os olhos frios de Jimin.

– O que você quer? – Meu alfa pergunta ríspido.

– Te fazer sofrer. – Abre um sorriso que me dá calafrios, mostrando seus dentes amarelos. Ele anda alguns passos e cola o cano da arma na testa de Jimin. Sinto todo o ar ser arrancado de dentro de mim. – E fazer Jungkook sofrer. – Jimin aperta ainda mais minha cintura. – Primeiro eu vou te amarrar ali naquela cadeira e depois usar do corpo de seu ômega até eu não querer mais, bem na sua frente. Assistirá de camarote.

– Acho bom você fazer absolutamente nada. – Jimin avisa com um sorriso esperto nos lábios. Olho confuso para onde o avermelhado está olhando quase dando um grito de alegria. Um policial está com a arma apontada para a nuca do alfa. Estive com tanto medo de que ele pudesse fazer alguma coisa contra Jimin, que nem tinha notado a movimentação que acontecia atrás do ser repugnante que abaixa a arma ao olhar para a mesma direção, jogando-a no chão.

Policiais logo chegam, prendendo-o e levando-o para fora. Estou estático, mal acreditando no que acabara de acontecer. Meu corpo é envolto novamente pelos braços do menor, trazendo-me de volta para a realidade.

– Estive com tanto medo. – Confesso assim que enterro meu rosto em seu pescoço, sentindo Jimin passar as mãos por minhas costas, afagando-as.

Logo mais braços nos envolvem e todos choramos. Estou a salvo.

Meus hyungs estão aqui. Jimin está aqui. Acabou. 

Sabe quando um filme passa por sua cabeça? Onde revemos tudo o que passamos? Para mim, ainda é muita informação para absorver, aconteceu tão rápido e tão intensamente. Ter ao meu redor o calor dos corpos dos mais velhos é incalculável.

Permanecemos no aperto até que nossas respirações se acalmassem, aproveitando do calor e conforto que um simples abraço entre amigos pode proporcionar.

Uma movimentação repentina fez com que eu retirasse meu rosto da curvatura do meu alfa e olhasse para onde a viatura da polícia estava.

O alfa ria descontroladamente enquanto os policiais o colocavam na parte de trás do veículo, até que seus orbes sem vida encontraram os meus.

– Quando eu sair daqui, irei atrás de você e provarei mais uma vez desse corpo. – Suas palavras, por mais que eu não quisesse admitir, trouxeram-me repulsa e recordação de acordar naquele quarto.

Notei meu corpo ficar frio, e ao observar melhor, percebi que Jimin havia saído de perto de mim e andava em direção ao alfa. Sua postura estava ereta, as mãos estavam fechadas em punho, seu corpo está tenso. Em um movimento rápido, o rosto do alfa, que manteve por todo o percurso de Jimin os olhos pregados nele, virou-se de um lado e depois para o outro.

Jimin havia desferido dois socos em seu rosto acabado.

Corri até ele, quando percebi seus ombros começaram a tremer, mal ouvindo o que meus hyungs falavam.

Os policiais afastaram Jimin no momento em que cheguei, agarrei-o pela blusa e trouxe-o para perto de mim.

– Acabou, vamos deixar que os policiais façam o que for preciso. Eles devem fazer justiça, Jimin. – Puxei seu queixo para que me olhasse, depositando um selinho em seus lábios fartos.

Jimin fez um afago em minhas bochechas, fitando-me profundamente.

– Queria poder ir para casa, mas os policiais irão querer nossos depoimentos.

– Eu sei, o importante é que acabou. – Senti uma lágrima teimosa escorrer e logo ele tratou limpá-la.

Sem proferir mais uma palavra, o Park passou o braço em minha volta para andarmos juntos até meus hyungs que observavam a cena de longe.

– Por que TaeTae, Hoseok e o platinado ali estão abraçados? – Cochichei no ouvindo do avermelhado que negou com a cabeça sustentando um sorriso nos lábios.

– Porque eles finalmente se resolveram.


Notas Finais


Sei que por estar repostando, a maioria só está relendo e não comenta, mas se puderem comentar alguma coisa como: "está ficando legal", já ficaria mais aliviada, sou muito insegura e tenho medo de que não estejam gostando de algumas mudanças "/
Mas enfim, boa noite para vcs e boa prova ❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...