História Blackout - (Semi) - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Demi Lovato, Niall Horan, Selena Gomez, Zayn Malik
Personagens Demi Lovato, Niall Horan, Personagens Originais, Selena Gomez
Tags Demi G!p, Demi Lovato, Niall, Romance, Selena Gomez
Visualizações 118
Palavras 2.373
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oooo eu aqui.

Qualquer erro ajeito depois!

Capítulo 10 - 10


SERÁ QUE Selena poderia ter deixando mais claro do que se segurasse um cartaz convidando-a a beijá-la outra vez? E mais uma vez. E então ir além.

Recomeçar de onde pararam, com dedos roçando sua calcinha úmida…

Elas desejavam uma a outra, isso era óbvio. Demi sentira a roupa íntima úmida dela, e Selena experimentara a ereção dura como rocha de Demi. E ela acabara de dizer com todas as letras que não tinha mais futuro com Niall.

O cabelo de Demi estava bagunçado no lugar onde Selena correra seus dedos. Ela gostava disso, porque aquilo a fazia parecer muito menos intimidadora e provava que era humana.

– As pessoas dizem e fazem muitas coisas que não são verdadeiras quando estão com raiva – comentou Demi em tom apaziguador.

Será que aquilo era uma insinuação de que ela era irracional e deveria fazer concessões ao pênis errante de Niall? Ora… Demi estava muito em contato com o pensamento racional.

– Não estou com raiva.

Demi a encarou.

– Tudo bem. Talvez eu esteja um pouco furiosa porque ele me traiu e por ter sido com um homem. – Selena se encolheu por dentro, sentindo-se gorda, feia, carente e indesejada. – Como posso ao menos competir quando não tenho o mesmo equipamento?

Demi balançou a cabeça, um toque de raiva marcando seu rosto e o gesto.

– Você não entende… Por mais difícil que seja acreditar, não é você o problema.

Fácil para ela falar.

– Alguma namorada sua já confessou ter descoberto ser hetero depois de transar com você?

– Hum, não…

– Achei mesmo que não. Não acha que isso poderia fazê-la se sentir um pouco deficiente? Como se seu equipamento não fosse páreo ou tivesse um erro grave de operação acontecendo?

– Sei que a sensação é essa, mas não é porque há um problema com você, Selena. Niall é quem tem um problema. E eu, com certeza, gostaria que ele tivesse falado comigo antes de fazer algo estúpido que arruinasse o relacionamento com você.

A veemência e aparente reprovação ao comportamento de Niall a surpreenderam. Em geral, estando certos ou errados, eles  eram unidos. E Selena sempre sentira que Demi não gostava dela. Assim, a reação de Demi a surpreendeu duplamente.

Selena pegou um exemplar da People no revisteiro de bambu e se abanou.

– Estou surpresa por você não achar que é o dia de sorte dele por ter conseguido se livrar de mim.

Demi sentou-se ereta.

– Lamento por você ter se enganado assim em relação às minhas atitudes.

O quê? Como se ela fosse uma diaba neurótica que interpretara mal o comportamento amigável de Demi? Selena estava furiosa, com calor e suando.

Demi escolhera o dia e a garota errados para vir com aquela bobagem de “tenho mais virtudes que você”.

Ela ficou de pé, apoiando um joelho no sofá, e plantou as mãos nos quadris.

– Opa! Pode parar. Você lamenta por eu ter interpretado mal suas atitudes? Se vai pedir desculpas, faça direito. Se não, poupe seu fôlego. Mas nem mesmo sonhe em me oferecer algum pedido de desculpas indireto.

Demi teve a decência de parecer um tanto envergonhada, mas ainda arrogante. E muito, muito sensual sob a luz da vela bruxuleando damesinha ao seu lado.

– Você está certa. Agi como uma idiota, e ainda estou agindo como tal.

Aquilo a surpreendeu. Mas enfim, Selena nunca sabia direito o que esperar de Demi. E isso não mudara.

– Não a chamei de idiota. Não exatamente. Bem, talvez eu tenha insinuado isso. – Estava farta de todas as tergiversações. De que adiantava? – Vamos direto ao ponto, sim? Você nunca gostou de mim. Mal se esforçava para ser civilizada comigo, e eu nunca soube o motivo. Naquele dia em que você me fotografou, achei que foi diferente… Eu pensei que… bem, não importa. Sou crescidinha, e depois de descobrir que meu noivo prefere homens, não acho que as coisas podem ficar piores. Desse modo, enquanto estamos sentadas aqui sem mais nada para fazer, por que não esclarece as coisas, Demi? Diga-me por que nunca me suportou. Dizem que confessar faz bem para a alma.

– Eu não acho que…

– Ah, qual é, Demi? Deixe disso. Há algo na escuridão da noite que incita a ousadia. Você sabe como é. Pensamos coisas nas quais nunca pensaríamos à luz do dia. Dizemos aquilo que jamais diríamos em outra ocasião. É incrível, mas, de algum modo, tudo isso parece certo quando está escuro.

O beijo quente entre eles – a língua de Selena na boca de Demi e as mãos de Demi no traseiro dela, puxando-a mais de encontro à ereção – ainda permanecia entre as duas. Ela via isso no rosto de Demi.

– Nós dois sabemos que eu nunca tive coragem de perguntar isso antes e provavelmente não terei para repetir a pergunta. Na verdade, depois desta noite creio que nossos caminhos não tornarão a se cruzar. Portanto, vamos ousar na escuridão e ter uma conversa de verdade – disse ela.

A ideia de não ver Demi de novo era bem mais inquietante que a possibilidade de não tornar a encontrar Niall. Selena estava alfinetando Demi, mas era melhor que se jogar em cima dela.

O que ela realmente queria fazer era se perder nos braços de Demi, sentir as batidas pesadas do coração de Demi junto ao seu, saborear o calor da paixão dela, chafurdar no desejo que a deixava ávida, úmida e sentindo-se desejável.

Selena ansiava por descobrir em primeira mão se a paixão real entre elas era tão potente e incrível como aquela de seus sonhos.

– Se nossos caminhos não vão mais se cruzar, que diferença faria? – argumentou Demi.

A luz oscilante pregava peças nela. Por um breve segundo Selena poderia jurar ter visto desânimo nos semblante de Demi.

– Porque isso vai me incomodar até eu ter uma resposta. Meu apelido quando criança era buldogue, porque eu não conseguia largar nada. O motivo de você não gostar de mim vai ficar atormentando o fundo da minha mente, como um negócio pendente, até, daqui a dez anos, eu precisar caçar você e exigir uma resposta, de modo que eu possa parar de tomar antidepressivos.

Demi franziu a testa, confusa.

– Está tomando antidepressivos?

Selena sorriu para ela. É meio esquisito tentar encantar uma pessoa para convencê-la a dizer por que não gostava de você. Mas nada a respeito dos sentimentos que Demi despertava nela era normal ou confortável. Entre Demi e Niall, a jornada de autodescobrimento havia tomado um rumo abrupto.

– Não, mas se você não me der uma resposta, isso vai me enlouquecer, e terei de começar a tomar. Então, vá em frente e livre-se disso.

Demi balançou a cabeça, porém pareceu relaxar, alongando o braço pelo encosto do sofá.

Ela tinha belos braços.

A quem Selena tentava enganar? Tudo nela ficava registrado em seu sexômetro. E, uhuuu, ela não precisava mais se sentir culpada por causa disso! Podia entregar-se completamente à luxúria sem nem mesmo uma pontada na consciência.

– Mais alguém na sua família se comunica deste jeito, Selena?

– Não. – Ela riu e jogou a bola de volta para Demi: – Mais alguém na sua família tenta se esquivar do assunto enfiando outro tópico na conversa?

Demi sorriu, e uma dose saudável de luxúria livre de remorso a atingiu.

– Não. Eles simplesmente não conversam.

Aquele era o máximo que Demi já revelara sobre sua família, e ela estava curiosa de saber mais.

– Britânicos emburrados?

– Algo assim. E a cabeça deles é cheia de artefatos e civilizações antigas.

De acordo com Niall, o pai de Demi era curador de um museu, e a mãe, professora de arqueologia; ou talvez de antropologia.

– Eles consideram o mundo moderno uma espécie de inconveniente.

Foi necessário um nanossegundo para Selena sentir a solidão da garotinha que sempre pairava na periferia da atenção dos pais. Selena sabia com a mesma certeza que tinha do próprio nome que Demi fora uma espécie de inconveniente também.

Ela revelou:

– Eu não fui uma inconveniência, mas sempre uma decepção.

– Nunca disse que fui uma inconveniência.

– Não precisava ter dito.

Demi inclinou a cabeça para o lado.

– Como é possível seus pais considerarem você uma decepção?

Tudo bem. Então Demi tentava desviar o foco da conversa de sua pessoa. Mas parecia genuinamente confuso pela afirmação de Selena de ter decepcionado o dr. e a sra. Gomez.

– Fácil demais. Não sou exatamente a empreendedora que minha irmã Grace é… magna cum laude da Universidade de Yale e membro em ascensão do tribunal de Savannah.

Como num tique nervoso, Selena começou a girar a aliança no dedo e percebeu que não estava mais lá. A unha arranhou o dedo nu.

– Minha irmã caçula, se casou com o filho de um dos sócios de papai. Ela e Tad têm uma casa linda em Wilmington Island, em um prestigiado condomínio fechado. Eu? Não sou tão inteligente quanto Grace nem tão refinada e graciosa como minha irmã mais nova. Falo demais, sou assertiva demais. Graduei-me em administração, porém ganho a vida planejando eventos. Cometi o pecado definitivo de ir embora de Savannah, na Georgia. Quando voltei para casa com Niall, eles ficaram encantados, embora ele não fosse sulista. Agora ficamos sabendo que é gay.

Ela estava se saindo melhor do que o esperado naquela situação. E tudo enquanto expunha todos os seus defeitos para averiguação…

– Ah, sim, minhas irmãs puxaram a meus pais, que são altos e magros. Graças aos genes recessivos, puxei à minha avó, com traseiro grande. – E acrescente falar demais e dizer a coisa errada na lista.

Por que diabos ela mencionara seu traseiro imenso?

Demi nivelou um olhar firme em Selena.

– E você tem certeza de que quer a verdade, aqui, no escuro?

Oh-oh… Algo no tom dela a fez se lembrar de Jack Nicholson no filme Questão de honra, assegurando a todos que não conseguiriam aguentar a verdade. Selena pedira por isso, mas agora não tinha tanta certeza assim de querer.

No entanto, Seleba nunca fugia de nada, nem enfiava a cabeça na areia.

Não iria começar a fazê-lo agora.

– Totalmente.

– Se é mesmo assim que seus pais se sentem, tudo o que você precisa fazer é superar. Largar essa festa de autopiedade e enxergar as coisas como de fato são. Você diz que planeja eventos como se fosse uma conquista menor. Você é uma organizadora de eventos para um escritório de advocacia com 150 advogados ativos. De acordo com Niall, realiza um trabalho incrível de planejamento, Selena, e executa uma infinidade de funções. Isso requer uma tremenda organização e capacidade de negociação.

Ela abriu a boca para dizer que tinha uma assistente, mas Demi se antecipou erguendo a mão.

– Deixe-me terminar, e então o espaço será seu. Acho que você veio para Nova York para fugir da censura de seus pais, mas pode muito bem fazer as malas e voltar para casa se pretende continuar a se enxergar através dos olhos deles e se julgar sob um padrão mítico.

Demi abrandou o tom:

– Nunca será livre para ser você mesma até aceitar e gostar de quem é. Não sei como suas irmãs são, e não me importo. Seu corpo deixaria a maioria dos homens de joelhos. Qualquer homem com meia dose de testosterona iria dizer que você tem o traseiro perfeito. Eu gostaria de achar que os homens não são tão superficiais a ponto de se apaixonar pelo seu traseiro e se esquecerem de todos os seus outros atributos e qualidade óbvios; mas garanto que qualquer um iria amar seu bumbum. Ele seria capaz de levar um sujeito à loucura.

Bem, era a vez dela de falar, e Selena não sabia o que dizer. Demi tomara a palavra e dissera muito. E talvez estivesse certa. Ela teria se mudado para a Big Apple para se livrar dos limites e das restrições da aristocracia de Savannah, mas ainda se media de acordo com os padrões?

E quanto de sua atração por Niall e seu noivado subsequente tinham a ver com a necessidade de receber a aprovação evasiva deles?

Selena pensaria a respeito disso tudo. Mais tarde. Agora, seu ego frágil e ferido pelo noivo que sucumbiu ao charme de um homem, se agarrava à parte que dizia que seu corpo deixaria qualquer um de joelhos e que seu traseiro o levaria à loucura.

– Mesmo? À loucura?

Demi arqueou uma sobrancelha para Selena como se para dizer que sabia de onde ela estava vindo, e então sorriu-lhe; o primeiro sorriso que Selena recebera dela que de fato chegara aos olhos.

A respiração dela ficou presa na garganta. Mesmo agora, o sorriso de Demi não a englobava totalmente. Ela sempre tivera a sensação de uma parte de Demi ser fechada, como se ela mantivesse um segredo muitíssimo bem guardado.

– Pelo menos, à distração.

Em um breve espaço de tempo, a autopercepção de Selena mudava drasticamente. A jeita como enxergava a si mesma começava a se modificar.Talvez tivesse começado com os sonhos dela com Demi e sua reação a ela esta noite; o jeito como se enxergava desde que descobrira a infidelidade de Nialll; o modo como Demi a retratava em relação a seus pais.

Durante uma janela temporal muito curta, o mundo dela se deslocara e se alterara, deixando-a perdida. Talvez o último ano em Nova York tivesse sido um aquecimento, e o mais perto que Selena estivera de descobrir seu verdadeiro eu tivesse surgido nos últimos minutos.

E aquilo entre ela e Demi estava ficando real. Selena tivera um vislumbre da verdadeira Demi quando ela a fotografara para Niall. O que Selena veria em si agora, se Demi fosse fotografá-la de novo? Selena não queria que ela voltasse a recuar. Não queria sonhar com Demi esta noite. Queria a mulher de carne e osso em sua cama.

Uma ideia começou a tomar forma. Demi ficava tão mais acessível quando estava atrás da câmera… Se Selena pudesse convencê-la a fotografá-la, ela também teria uma boa chance de levá-la para a cama.

– Demi, você faria uma coisa por mim?

– Depende. Do que se trata?

Ah, a sempre cautelosa e sempre reservada Demi não estava mais tateanda em um limbo de escuridão.

– Estou mais do que disposta a pagar a você por isto.

Um sorriso malicioso fez o coração dela trovejar.

– Você tem toda a minha atenção agora.

Havia algo de obscuro e sensual sob o tom de gracejo divertido na voz de Demi, algo que enviou uma onda de desejo por Selena. Atenção era bom para começar, mas ela definitivamente queria mais.

– Você me fotografaria enquanto esperamos a luz voltar? Não para Nial, mas para mim, desta vez?


Notas Finais


Então?


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