História Blueberry - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Abo, Bts, Jikook, Jimin!bottom, Jimin!uke, Kookmin, Lemon, Namjin, Sangue, Vkookmin, Vmin, Vminkook, Yoonseok
Visualizações 693
Palavras 6.437
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, voltei mais cedo :)

Capítulo 13 - The hug that heals the disease itself


Fanfic / Fanfiction Blueberry - Capítulo 13 - The hug that heals the disease itself

Jimin POV
 

Em estado de alerta, com os olhos quase saltando para fora do meu rosto, ouvia atentamente cada palavra que as outras duas pessoas ali na cantina proferiam. A conversa possuía um teor esquisito, um dos homens claramente reclamava das ordens de Yoongi, então logo deduzi que eles trabalhavam para ele. Enquanto Jungkook tampava a minha boca para que eu não fizesse barulho, a minha mente trabalhava em processar todas aquelas informações.

Finalmente os dois alfas foram embora. Esperamos um tempo para poder sair debaixo da mesa na qual nos escondíamos. Olhei cheio de dúvidas para Jungkook, mas sem que eu pudesse abrir a boca para questionar algo, ele fez um “shh” com o indicador, e saiu me arrastando para fora da cantina.

― J-Jungkook. – Sussurrei tentando chamar a sua atenção, enquanto ele me arrastava pelo corredor.

― Faça silêncio, quer que alguém descubra que estamos acordados? - Sussurrou de volta entre os dentes me repreendendo. Fiz uma careta. Não poderíamos mesmo conversar de modo algum naquela noite. 

Ele me levou até o meu quarto, sempre cauteloso, olhando para os lados para ter certeza de que ninguém estava por perto. Não consegui falar nada, nos encaramos por breves segundos, não queria ter que me separar justo agora, depois de tudo que aconteceu. Mas já não havia mais clima. Apesar disso, antes de voltar para o seu quarto, ele puxou o meu rosto, depositando um beijo em minha testa, e logo seguiu o seu caminho. Entrei em meu quarto, e dei de cara com Hoseok roncando tranquilamente em sua cama, enquanto a minha estava vazia e bagunçada.

Suspirei apoiando minhas costas na porta fechada, olhando o ômega ali. A minha mente fervia, e eu me controlava para não entrar em pânico a qualquer minuto. De tudo o que os dois alfas haviam conversado, o que mais me intrigava naquele momento era: quem seria o tal ômega importante para Yoongi?

Bom, não é como se houvessem muitos ômegas aqui na base. De acordo com o meu conhecimento só existiam Jin, Hoseok e eu, pelo que eu sabia, Jin e Yoongi não tinham nenhum tipo de laço ou desavença. A única coisa em comum que ambos possuíam era o contato com Hoseok, pois um odiava e o outro era melhor amigo, e por isso, não podiam ter nenhum contato amigável. Pensei que por alguma razão o tal ômega pudesse ser eu. Mas... O que eu teria de importante? Nada. Eu sou um ninguém aqui, e minha única qualidade – que mais parece defeito – era ser um ômega em um exército de alfas. Nem o prestígio de ser filho dos antigos líderes de Busan eu possuía mais, logo, estou descartado.

― Será...

Fiquei encarando Hoseok, todo esparramado na cama, nem imaginava como eu estava nervoso àquela hora. Só poderia ser ele. Forte, com uma alta patente, em relação a nós, e até mesmo Yoongi, somente ele poderia ser algum tipo de empecilho e obstáculo para qualquer coisa que o Min planejasse, e agora que Hoseok o forçou a trabalhar com ele, com certeza estava muito irritado.

Refleti se deveria acordá-lo naquele instante e avisar sobre tudo que havia escutado. Não era justo deixa-lo sem saber de nada. Estavam tramando contra a sua vida, e como amigo, eu deveria ajuda-lo. Mas olhei para o relógio, já eram 3 e meia da manhã, e talvez não fosse o melhor momento para uma conversa. Me enfiei debaixo dos meus lençóis e esperei, que de algum modo, o sono viesse logo para que na manhã seguinte eu pudesse contar tudo à Hoseok.

Se eu realmente pensava que teria um resto de noite minimamente tranquilo, estava completamente... não, estritamente enganado. Como se pudesse ter paz nesse lugar...

Acordei assustado com a minha cama toda molhada, pensei estar me afogando, ou que tivesse feito xixi, mas foi apenas a água que usaram para me acordar.

― ACORDA, PARK! – Berrava o capitão Choi, com a sua voz que eu reconheceria sempre. Olhei para o lado, Hoseok nem estava mais na cama, provavelmente já tinha ido trabalhar. Cocei os olhos, ainda desorientado, olhei meio emburrado para o capitão que estava parado ao lado da minha cama, acompanhado pelo sargento Seungri. O que diabos eles queriam àquela hora, eu não sabia. Mas que inferno. ― Tá esperando o que pra sair da cama, Park?!

― Sim senhor... – me levantei, os ombros caídos de cansaço, a boca seca, e os olhos ardendo. Seungri estendeu um balde com panos e produtos de limpeza, juntamente com um rodo. Observei aquilo por alguns minutos com uma interrogação na cabeça.

― Pega logo isso, Park. Hoje é o seu dia de limpar os banheiros do dormitório.

― Eu? – Apontei para mim.

― Sim, claro, existe outro Park aqui neste quarto além de você? – Ele riu colocando as mãos na cintura ― Aqui os calouros não ficam parados esperando o empregadinho limpar nada. Vocês são responsáveis pela própria lambança, e hoje é o seu dia, como numa próxima semana, outro infeliz será responsável por aquela nojeira.

― Entendo... – peguei o balde com o rodo, sem ter muito o que fazer, afinal, ordens eram ordens. Respirei fundo, e fui fazer o que me mandaram.

Enquanto me dirigia para o banheiro, tentava pensar de modo positivo. Minhas mãos não iriam cair só por limpar algumas privadas, não é? Eu não era fresco, ajudava minha mãe nas tarefas de casa sempre que podia, Jungkook que era mais resmungão. Mas já que é uma tarefa rotativa, e só teria que fazer nesta semana, estava tudo bem.

Cheguei no primeiro banheiro, lembrando que havia um por andar, e quase caí duro no chão. Pensei que havia caído na cova de um cemitério e não sabia.

― Meu deus, isso aqui tá podre. Quem morreu aqui dentro?! – Coloquei a gola da camisa sobre o meu nariz para tentar abafar aquele cheiro horrível. Não sei o que era pior, ficar naquele banheiro, ou ser enterrado numa caçamba de lixo.

Com as minhas galochas pretas, caminhei até o primeiro box. Pedia aos céus que caísse uma mascara de oxigênio para mim, como aquelas que usavam em fábricas e lugares com produtos químicos. A privada era merda pura, quem foi lá fez o suficiente para uma semana toda. Revirei os olhos, e meti uma espécie de escova 360°, não sabia como me referir aquilo, mas sempre via as pessoas usando para limpar o vaso, então, com os meus instintos fiz o mesmo.

Fiquei um bom tempo limpando vaso por vaso, e ainda precisava limpar o chão do banheiro e as pias. Eram nessas horas que o meu lado otimista ia para o espaço.

― Ódio, desgraça, capeta... – praguejava sozinho. O que faltava para alguém me levar para o céu e me tirar daquela situação miserável? ― Calma, Jimin, é para o seu aprendizado na vida. Imagine quando você for morar só, já vai saber lavar um banheiro que alguém com diarreia usou. – Tentava me consolar de alguma forma.

A tarde toda foi daquele jeito. Deu tempo de refletir sobre toda a minha vida. Desde quando nasci, até meu primeiro dia de aula, meu primeiro beijo, o dia em que eu caí da árvore... Nossa, muitas lembranças, muitas mesmo. E esse dia seria apenas mais um para eu rir no futuro. Pelo menos, era o que eu esperava.

À medida que limpava a pia do banheiro do oitavo andar, o último, para a minha felicidade, me perguntava o que estaria Jungkook fazendo. Odiava essa situação que sempre permanecíamos. Fazíamos alguma coisa, mas nunca conversávamos sobre o que aconteceu, e se conversávamos, ele fugia ou algo atrapalhava. Tão frustrante, mas dessa vez ele não iria escapar, até porque também, pudera, eu senti e sei que não estava louco, ele quis me beijar. Jungkook me desejava tanto quanto eu o desejava.

Me sentia um pervertido pensando essas coisas, ele era mais novo que eu e meu irmão, mas, não posso mentir para mim mesmo. Ok, ele já não era nenhuma criança mais e, se minha família não tivesse sido morta, muito provavelmente hoje nós seriamos comprometidos.

― Seríamos noivos... – corei com o pensamento alto. É verdade, Jungkook era meu prometido antes mesmo de nos conhecermos. Comecei a esfregar a pia de modo frenético para espantar os pensamentos que me deixavam sem jeito, tentando descontar aquela vergonha que me consumia e queimava o meu rosto. Eu era um idiota por ficar constrangido sozinho. Ah, eu... noivo do Jungkook. Piada.

― Espera aí, vou soltar um barroso aqui.

De repente alguns alfas entraram no banheiro. Tomei um susto pois àquela hora normalmente todos estavam fazendo alguma atividade, e até então, enquanto eu limpava os banheiros, não havia aparecido ninguém para usar. Fiquei estático segurando o pano que usava para limpar a pia, enquanto via os três soldados entrarem. Bom, não tinha o que temer, eu só estava ali fazendo o meu trabalho, eles nem precisavam se incomodar com a minha presença.

Pensei errado.

― Ora, mas o que temos aqui... – o primeiro alfa falou arqueando as sobrancelhas ao me ver.

― É aquele ômega que estava rebolando com o segundo tenente Jung na festa de recepção. – O segundo riu se pondo ao lado do primeiro.

― Ah, então esse é o tal do Park Jimin que o HaDoon tentou comer? Agora entendi porque ele ficou tão louco. – O terceiro riu se aproximando um pouco. Minhas pernas bambearam, mas não me acanhei. – Ele é bonitinho mesmo.

― O-olhem, eu vou sair daqui, e vocês fazem o que quiserem aí no banheiro, eu já terminei mesmo. – Peguei meu balde e tentei sair passando por entre eles, mas dois tamparam a saída. Tentei dar a volta pelo lado, e o terceiro me impediu também. Engoli em seco, não era possível que todos os alfas desse lugar fossem uns maníacos. ― Vocês podem me dar licença? – Pedi sem muita paciência, os três riram.

― Que gracinha, ele é educado. – O primeiro riu passando os dedos pela minha franja desarrumando.

― Pequenininho, bonitinho, cabelinho rosa, não sei se demos sorte ou azar por te encontrar aqui.

Não respondi nada. Enquanto eles falavam qualquer besteira ao meu respeito, pensei em uma maneira de sair dali sozinho. Não ia deixar que mais alguém fizesse nada comigo de novo.

O primeiro ergueu a mão em direção ao meu rosto, e antes que ele me tocasse, a segurei de modo estratégico, e a dobrei, o fazendo sentir dor e cair para o lado. Nesse momento os outros dois se assustaram com a minha reação, e não sabiam se me atacavam ou se ajudavam o amigo.

― Seu anão filho da puta, você vai ver só. – Gritou massageando a mão.

Corri para a porta do banheiro carregando meu balde e rodo, mas um deles me puxou pela gola da camiseta, me fazendo voltar. Aproveitei aquela força para dar um giro e sentar o rodo na sua cabeça. A força que usei foi tão grande que o cabo se quebrou ao meio.

― Ai, seu desgraçado! – O segundo chorava de dor com as mãos na cabeça que sangrava.

Quando eu finalmente ia alcançar a porta, o primeiro agarrou o meu pé, travando a minha perna e impedindo que corresse, e o terceiro deu um salto, parando logo à minha frente e me empurrou, me fazendo cair no chão. CaÍ de costas e logo senti o peso de seu pé sobre o meu peito, dificuldade que me levantasse.

― Calouro atrevido. Você acabou de bater em dois soldados de primeira classe! – Gritou pressionando com força o pé sobre mim – Só quero ver se vai ter essa coragem toda pra sempre.

― Eu não tenho medo de vocês! – Gritei de volta. Eu era mesmo um idiota.

Os três riram debochando da minha cara.

― Gosto de ômegas bravos – um deles riu – mas você é bravo até demais. – Agora já num tom de raiva ele me encarava furioso. Dois deles me seguravam ainda deitado no chão. Eu não sabia o que eles planejavam fazer, mas algo bom não era.

O alfa se posicionou logo a minha frente, e começou a desfivelar o cinto da calça. Imediatamente comecei a me debater tentando me soltar daqueles doentes.

― Relaxa, neném. Não vou enfiar isso aqui em você. – A sua risada maléfica ecoou pelo banheiro.

Caminhava pelo corredor do terceiro andar, carregando o meu rodo, o balde, e o restante da minha dignidade. As pessoas por quem eu passava pelo caminho ao notarem a minha presença, subitamente faziam uma cara feia, contorcida em nojo. Era como se o caminhão do lixo estivesse fazendo uma passagem especial ali.

― Você está podre, hein, Park? – Falou calouro que tampava o nariz. – Mijaram em você, foi? – O lancei um olhar mortífero. Estava louco para enfiar aquele balde em sua cabeça. Mas me controlei.

― Wow, você caiu dentro da privada? – Um outro perguntou enquanto ria e abanava o nariz.

Pela primeira vez o meu cheirinho de mirtilo não chamava atenção. Parecia que o cheiro de urina era forte o suficiente para encobrir o meu odor natural.

Cheguei no banheiro do terceiro andar, no qual eu já havia limpado horas atrás, e parei de frente ao espelho. Minha roupa estava imunda, e assim como ela, eu fedia. Olhei as minhas mãos, sujas com um pouco de sangue e de toda a sujeira do dia. Mas nada disso era pior do que a humilhação que havia passado. Nenhum daqueles alfas me tocou de forma íntima, eles não me violaram. Só fui realmente tratado como um lixo, um pedaço de merda. Literalmente.

Isso tudo porque eu não quis dar papo pra eles. O que é engraçado, pois se eu fosse simpático, provavelmente me xingariam de omegazinho fácil, putinho ou qualquer coisa do tipo. Mas como não sou, eles ficam com raiva. Me perguntava se todas as pessoas desse lugar eram babacas e não sabiam o significado de respeito e espaço pessoal. Parecia que nunca haviam visto um ômega na vida. Não entendo porque não podia ser tratado de igual para igual se eu fazia as mesmas tarefas que todos, e aguentava todas as atividades, apesar dos pesares, a minha desvantagem não era tanta. Embora eu não possuísse a força de um alfa, ou o pensamento sagaz de um beta, ainda tinha as minhas qualidades.

Liguei o chuveiro e me enfiei debaixo da água gelada. Fiquei imóvel por um tempo deixando que a água escorresse pelo meu corpo levando todas as impurezas, não somente as impurezas físicas, mas as da alma também. A vida no exército era tão desgastante, e eu podia sentir um nó em minha garganta se formar só por pensar que coisas piores poderiam vir.

Voltei para o meu quarto já de banho tomado. Devo ter gastado todo o pouco shampoo que eu ainda tinha guardado, juntamente com o meu sabonete. Queria ter certeza de que não ficaria com nenhum resquício da urina de ninguém. Me joguei em minha cama dura, mas que naquele momento era só um detalhe irrelevante, e permaneci ali por horas. Chorando. Porque eu não era de ferro.

Eu só queria ter alguém que eu pudesse deitar a minha cabeça no colo e chorar, reclamar da minha vida, o quanto tudo era uma desgraça e como eu odiava injustiças. Odiava ter de estar ali, de ter que encarar Taehyung todos os dias, de querer me envolver com o meu irmão e ser rejeitado por ele ao mesmo tempo, e principalmente, ser humilhado só por existir.

Eu possuía apenas dezenove anos, não tinha a obrigação de entender tudo que me acontecia. Achava que depois de perder toda a minha família, nada mais me abalaria, mas eu estava enganado. Às vezes parecia que eu havia me tornado ainda mais frágil. Talvez eu não estivesse aqui chorando por todas essas coisas se o meu passado fosse diferente. Todos pareciam lidar tão bem com a vida aqui, mas só eu que ficava me lamuriando por coisas tão pequenas. Quem nunca sofreu bullying na vida, não é? Talvez eu fosse um mimado. Um maldito mimado que achava que todas as desgraças só aconteciam comigo.

Foi o que me perguntei a vida toda: por que eu?

Ocasionalmente tinha a impressão de tudo que eu vivia era fruto da minha cabeça. A minha felicidade não era real, assim como nada na minha vida. Eu não tinha meus pais de verdade, meu irmão não era de fato meu irmão, e eu forçava um laço entre nós que não existiria nem em mil anos. E o meu melhor amigo nunca foi quem eu pensei que fosse. Assim como todos que pareciam me cercar. A única verdade era a minha tristeza. Eu não era feliz, nunca fui, e parecia que nunca seria.

Toc toc

Ouvi baterem na porta, me dispersando dos meus pensamentos. Levantei a cabeça, com os olhos inchados pelo choro, encarando a porta. Quem era o infeliz que estava me perturbando justo agora? Hoseok não era, pois ele só voltaria no dia seguinte, já que ficaria de vigia na fronteira hoje.

Ignorei as batidas e enfiei novamente a cabeça debaixo do travesseiro. Mas foi em vão, o barulho não cessava, e aquele som insistente começava a me irritar.

Levantei de uma vez, parecia que um demônio estava me possuindo. Agarrei na maçaneta da porta, e se eu fosse um alfa, teria arrancado ela da parede com toda a minha fúria. Entretanto, somente a abri de uma vez, mostrando a minha maior carranca, eu queria que quem estivesse atrás daquela desgraça de porta, fosse embora só de me ver.

― Oi, ChimChim! – Era Taehyung. Com o seu típico sorriso, que eu estava transtornado demais para apreciar. Ele tinha um ar leve e despreocupado, totalmente o oposto a mim.

― O que é?! – Indaguei impaciente.

― Vim te trazer uma coisa. – Ignorando o meu tom obtuso, ele se virou para trás procurando algo no bolso da calça. E todo sorridente se voltou para mim, me entregando algo. – Toma. Não sei se você lembra, mas no primeiro dia que nos encontramos aqui, você estava usando essa touca. Eu a tirei e nuca te devolvi.

Peguei a touca em minhas mãos e a encarei por alguns instantes. Nem me lembrava que ela havia ficado com Taehyung. Mas no instante em que me lembrei e a reconheci, uma onda de tristeza invadiu novamente o meu corpo. Minha única reação foi colocá-la em meu rosto e chorar. Taehyung arqueou as sobrancelhas espantado com o meu choro repentino, olhando para os lados procurando uma causa para aquilo.

― O-o que foi? Foi algo que eu falei? – Colocou os dedos na boca roendo as unhas – eu não sabia que você gostava tanto assim dela, me desculpa. – Eu parecia uma represa que precisava de reparo, a água saia dos meus olhos como eu respirava – ChimChim... – apoiou a mão no meu ombro. Eu não conseguia responder, só queria chorar. Foi nesse momento que senti uma quentura me envolver. Taehyung me embalou em seus braços, de modo tão acolhedor que não pensei em recusar. Na verdade, aquilo era tudo que eu mais queria naquele momento.

Me sentia tão frágil, tão rejeitado. Ter alguém para poder me apoiar e chorar era reconfortante, não importava quem fosse, só queria que alguém soubesse como eu estava mal, e Taehyung era a minha opção naquela hora. O seu maldito cheiro de café, que eu já conhecia bem, penetrava as minhas narinas, e meus dedos se agarravam ao pano de sua farda.

― Jimin... – ele chamou o meu nome enquanto me afastava com delicadeza do abraço. Não conseguia encará-lo, somente soluçava passando o dedo sob os meus olhos. Seus dedos tocaram o meu queixo o levantando, me fazendo encará-lo. Seus olhos demonstravam preocupação, assim como as suas sobrancelhas juntas. O seu ar inocente e confuso me tocava. Ele se importava. – O que houve? – Perguntou baixinho, carinhoso, mas nada respondi. – Hm... – Vendo que eu não falaria nada, pegou na minha mão e saiu me puxando para fora do quarto.

― E-espera, para onde está me levando? – Quis saber enquanto ele me puxava subindo as escadas do corredor do dormitório.

― Você vai ver.

Como os nossos quartos ficavam no terceiro andar, subimos as escadas até o oitavo andar e finalmente chegamos no terraço. Taehyung caminhou comigo até o meio e se sentou no chão.

― Vamos, sente-se. – ele sorria batendo a mão ao seu lado no chão esperando que eu sentasse também.

Encarei o céu por um instante. Dali era possível ver a extensa área de nossa base, e uma parte da floresta. A vista era linda de certa forma, às vezes não tinha noção em como aquele local era imenso, e como deveria ser difícil tomar conta de cada canto daquela imensidão. Suspirei fundo e deixei que as minhas pernas se dobrassem para que eu sentasse.

― Você quer conversar? – Perguntou.

― Acho que ir para um enterro seria um entretenimento melhor do que conversar comigo. – Respondi seco, apoiando os braços nos joelhos e escondendo o rosto.

― Tudo bem se não quiser falar sobre o que está te aborrecendo. A gente pode ficar só aqui olhando o céu. – Sorriu – você continua com essa mania.

― Que mania? – Perguntei ainda com o rosto escondido.

― De ficar guardando tudo para si e querendo resolver as coisas sozinho, como se tivesse que carregar o peso do mundo nas costas.

Levantei o rosto o encarando, com vontade de lhe dar um soco. Mas, ele estava certo.

― Idiota...

Riu zombeteiro. Meus xingamentos para si já não tinham mais nenhum efeito.

― Eu sou.

Passado um momento de silêncio, resolvi falar algo. Não aguentava mais não ter ninguém para conversar... Mais especificamente, tinha saudades de conversar com Taehyung. Então resolvi parar de frescura.

― Sabe aquela touca que você me entregou hoje? – Ele assentiu olhando atentamente para mim – Então, foi o meu pai quem me deu. Um ano antes dele ser morto. Era um presente especial que eu guardei comigo até hoje, e no momento que você me entregou, eu lembrei dele. Lembrei da falta que sinto tanto dele e da minha mãe. – Minha voz embargou, mas não queria chorar de novo. – Acho que eu estou sensível. – Ri de minha própria fraqueza.

― Eu também sinto falta de casa. Não faço ideia de como meus pais e os meus irmãos estão. Já faz tempo que quem toma conta de mim é Yoongi.

Me surpreendi com a sua fala. Yoongi cuidava de Taehyung? Quem era o louco que deixaria o filho com um maluco daquele?

― Por que você obedece ao Yoongi? Ele só te trata mal.

― Não é pra tanto. – Sorriu sem humor – Yoongi hyung cuida de mim, apesar dos pesares.

― Eu não consigo entender. Ele bate em você. – Falei num tom acusatório. Mas Taehyung parecia não me dar ouvidos. Olhava para o céu no qual já era pintado por cores quentes indicando que o sol estava se pondo.

― Sabia que o pôr do sol é mais brilhoso do que a alvorada? – Falou de repente.

― Hã? – Dei um sorriso um pouco confuso.

― Alvorada é o nascer do sol. – completou – O vermelho do por do sol é a cor que mais consegue alcançar a superfície da terra. Por isso todas as cores são tão intensas. Minha mãe falava que não ficaria triste quando eu viesse pra cá, porque ela saberia que mesmo de longe eu estaria a encontrando toda vez que ela visse o céu dessa cor, porque o meu cabelo lembrava o pôr do sol. – um pequeno sorriso brotava em seu rosto ao ditar aquelas lembranças carregadas de nostalgia e saudade. – eu comecei a gostar do meu cabelo por causa dela.

Sorri sem jeito. Não fazia ideia do por que tão subitamente Taehyung estar falando sobre o pôr do sol. Mas aquele já era um hábito seu, sempre falando de assuntos aleatórios ou curiosidades que ele se lembrava de ter visto em algum canto. E eu sempre o ouvia atento e entretido em seus devaneios. Dessa vez não foi diferente. Taehyung ainda era um pouco do que eu conhecia.

― Vermelho combina com você.

Ele se virou surpreso, sem acreditar no que ouvia.

― Você acha mesmo?

― Uhum. – Assenti vendo como ele estava feliz ao saber daquilo.

― Você também fica bem de rosa.

Dessa vez fui eu quem fiquei sem graça. Fiquei sorrindo meio bobo, por alguma razão em meu interior, me sentia feliz por ouvir aquilo. Taehyung gostava do meu cabelo.

Ele percebeu a minha satisfação com o seu elogio, e nem eu conseguia disfarçar. Seus olhos castanhos me fitavam, pareciam me perfurar e chamar o meu corpo para si. Taehyung era como um ímã e eu estava atraído. Aquela imagem tão bonita que ele possuía, com a luz vermelha caindo sobre si, praticamente me convidaram para os seus braços. Eu estava hipnotizado com tanta beleza.

― Você é lindo, Jimin. – Sua voz rouca me deixava mais embriagado que bebida. A nossa aproximação foi instantânea, e meus olhos ficavam presos em seus lábios, e na sua mania de passar a língua pelo inferior, tão sedutor.

― Você... Gosta? – Perguntei sem me dar conta, e quando dei por mim, nossas bocas já estavam coladas. Meu corpo não o rejeitou. Eu não consegui. Sentir os lábios de Taehyung sobre os meus era tão bom, parecia como um remédio para todas as minhas dores. Eu precisava daquilo, precisava do Taehyung, e as minhas mãos em necessidade foram atrás dele, agarrando um de seus braços, enquanto uma de suas mãos segurou a minha nuca, juntando ainda mais as nossas bocas, me forçando a virar a cabeça. Era a primeira vez que eu sentia o gosto da sua língua. Era a primeira vez que eu deixava ele sentir o gosto da minha.

― Eu gosto. – Sussurrou um pouco ofegante em meio ao beijo. Meu coração batia tão forte, eu estava louco, só podia. Por que eu deixei que ele me beijasse? Por que eu gostava do beijo? Eu perdia os sentidos toda vez que ele me tocava minimamente que fosse, e por mais raiva que eu sentisse, um olhar seu era o suficiente para me dominar. Maldito!

― Hum... Er... É um pouco difícil de manter, mas eu gosto. – Falei me separando do beijo, quando me dei conta do quão profundo já estávamos. Meu corpo estava tão quente que precisei me abanar com uma das mãos, e ao meu lado Taehyung possuía um sorriso bobo, com a boca vermelha. Tão lindo. ― Não é difícil manter esse vermelho não? – Tentei mudar de assunto, como se fosse muito fácil apagar o fato de que acabamos de nos beijar e eu estava gostando. Mas ele pareceu não se importar.

― É natural. – Respondeu simplista. Dei uma risada descrente. De repente a nossa conversa mudou dos maus-tratos do Yoongi para cores de cabelo.

― Natural aonde, meu filho? O seu cabelo é pretinho pretinho.

― Já foi, agora não é mais.

― Como isso? Ninguém muda a cor do cabelo do nada assim.

― Estou falando sério.

― Ora, e eu também. Onde já se viu um asiático de cabelo vermelho?

― Antigamente os humanos não tinham genes de lobo. Agora somos a mistura dos dois. Muitas coisas aconteceram, Jimin.

Não entendia o que ele queria dizer com aquilo. Taehyung tinha a expressão de quem escondia tanta coisa consigo que se eu não sentisse raiva dele, o faria me contar tudo agora mesmo.

― Não vai mesmo me contar o que aconteceu com você? Não é somente saudade dos seus pais... – insistiu voltando ao assunto que nos levou a tudo isso.

Ponderei por um momento pensando nas melhores palavras. Não sabia se deveria confiar nele, ele era envolvido com Yoongi, e depois de tudo que ouvi na cantina, estava com medo de falar com qualquer pessoa em que eu não confiasse plenamente.

― Digamos que alguns alfas estavam me enchendo o saco... – suspirei receoso, com medo de sua reação – Eu estava limpando os banheiros do dormitório, e eles apareceram lá para me encher o saco...

― Eles fizeram alguma coisa com você? – Sua expressão ficou severa, assim como a sua voz grave e profunda. Mordi os lábios, o que ele faria se eu contasse tudo? – Hein, Jimin? Fala! – Insistiu sacodindo o meu ombro.

― O-olha, eles não fizeram nada que me machucasse. Não fisicamente...

Taehyung bufou dando um soco no chão, vi algumas rachaduras se formarem no piso e fiquei um tanto quanto boquiaberto.

― Jimin, quando você tiver algum tipo de problema como esse, me chame.

― O que...

― Sei que você não confia em mim – me interrompeu ― mas eu não vou me perdoar se alguma coisa acontecer com você.

Revirei os olhos cruzando os braços, até parecia que eu era uma criança indefesa.

― Não preciso de uma babá.

― Não é questão de ser babá, Jimin, e sim de sobrevivência. – Odiava quando Taehyung falava sério. Me sentia idiota. – Se eu puder ser útil de alguma forma, quero ser por você. – Ele encarava a própria palma da mão enquanto abria e fechava refletindo nas próprias palavras, irredutível.

― Sempre esse mesmo papo de sobrevivência. Não tem medo que Yoongi te castigue novamente só por estar me ajudando? Não acho que ele gostaria de uma aproximação entre nós. – Apoiei as mãos atrás do meu corpo, balançando os pés, tentando me mostrar despreocupado. Mas fato era que eu estava curioso.

― Se for por você, eu não tenho medo do Yoongi. – Seu olhar estava tão pesadamente fixado em mim, que senti o meu rosto arder, e voltei a olhar pra frente. O céu já começava a ficar escuro.

― Se você não tem medo por você, eu tenho por mim. Não quero que a relação estranha de vocês caia sobre mim.

― Não importa, eu vou ficar de olho em você agora. Não dá pra confiar em ninguém aqui, eles só respeitam os fortes e poderosos.

― Uau, que novidade. É assim no restante do mundo também, sabia?

Taehyung fez uma careta com a minha ironia. Ele parecia mesmo disposto a fazer algo por mim. Mas eu não queria a sua ajuda, não dessa maneira. Eu o odiava, não era certo eu receber ajuda de alguém que eu tinha quase como um inimigo. Por mais que conversássemos minimamente e ele me ajudasse em algumas tarefas, isso não nos tornava amigos novamente. Taehyung foi um escroto, babaca, e eu não esqueceria isso tão facilmente. Não seriam palavras bonitas e atos heroicos que me fariam ter olhos de corações agora para ele.

― Seu teimoso. – Bufou fazendo uma cara entediada.

― Sou mesmo, não gostou, vai embora.

― Pena que eu também sou. – riu lançando um olhar desafiador. Grunhi de raiva em meu interior, que garoto insuportável!

― Ok, chega. – Me levantei ajeitando as minhas roupas, e limpando o meu rosto ― o-obrigado pela conversa, mas agora vou embora.

― Mas já?

― Mas já? – Imitei a sua fala com uma voz tosca – Não vim aqui discutir receita de bolo com você. Na verdade, você que me arrastou até aqui e eu, bom... Nem sei porque eu aceitei ficar...

― Ficou porque sente falta da minha companhia. – acusou se levantando com um sorriso convencido nos lábios ― dos meus abraços... – piscou para mim, e a minha boca se abria e fechava sem ter o que responder indignado com tal afirmação descabida. Aquilo era um ultraje! Como ele podia dizer tal coisa sabendo que eu estava abalado?

― Chega. Adeus. – Girei os calcanhares e comecei a caminhar apressadamente em direção a porta, apertando os punhos. – E não venha atrás de mim! – Berrei sem olhar pra trás. Mas parecia que o meu aviso só havia o chamado ainda mais.

― Espera. – Ele me puxou pelo pulso, e eu acabei voltando de encontro aos seus braços, sendo envolvido por eles. Taehyung me abraçava como se pudesse me perder a qualquer minuto.

― Eu sei que não vamos voltar a ser amigos de um dia para o outro, mas... – ele me encarava um pouco cabisbaixo, seu olhar portava uma dor notável – eu quero consertar as coisas. Quero que a gente possa conversar sem você ficar tão irritado a cada cinco minutos...

― Pare... – falei baixo com a cabeça deitada em seu peito. – Isso não vai acontecer... – queria soar decidido e firme, mas a minha voz fraca só mostrava o quão duvidoso eu era com as minhas próprias palavras.

― Jimin... – ele continuava a me envolver. E por mais que eu me odiasse por não lhe dar um soco e me afastar, eu permanecia ali, pois me sentia tão seguro. – Eu não posso te explicar nada agora, mas... Um dia eu vou.

Fiquei calado. Para bom entendedor, meia palavra bastava, mas pelo visto eu era bem burro, porque não entendia metade das coisas que ele tentava dizer. Por que ele não pode explicar algo que pendurou por cinco anos? O que tanto o prendia a Yoongi? Por que ele não me deixava em paz?

Toda a minha cabeça estava uma bagunça. Estava triste, cansado e sentia falta da minha família. Quando era mais novo, por muitas vezes tentei tirar a minha própria vida, até notar que aquela não era a solução para os meus problemas. Quando conheci Jungkook, percebi que ainda havia uma razão para eu continuar seguindo com o meu caminho, por ele valeria a pena o meu esforço. Me arrependeria tanto se tivesse seguido as minhas ideias estúpidas, não teria conhecido ele, nem seus pais, e principalmente, não teria a chance de me reencontrar com Taehyung. E essa era a parte que mais me frustrava. Ele era o culpado por metade das minhas mágoas, mas ao mesmo tempo era quem conseguia fazer com que elas sumissem. Irônico.

O meu coração era mesmo muito mole.

No final do dia eu já nem me lembrava mais do que havia acontecido no banheiro. Bom, pelo menos não estava mais tão frustrado, já que só conseguia agora pensar naquele maldito beijo, naquele abraço tão acolhedor, naquele cabelo vermelho, nos olhos castanhos, na boca rosa... Arg!

Voltei para o meu quarto com um maldito sorrisinho no rosto. Quem diria, saí chorando e voltei sorrindo. Parabéns, Park Jimin, seu bobinho.

Me sentei na cama, olhando para a touca em minhas mãos. Suspirei fundo e deitei sobre o meu travesseiro, fechando os olhos e lembrando da sensação do beijo.

Eu odeio esse tipo de pensamento, mas... que beijo bom.

A porta de repente se abriu, e Hoseok e Jin surgiram no quarto.

― Oh, Jimin, você ainda está acordado? – Perguntou Hoseok fechando a porta enquanto Jin se jogava em sua cama.

― Você não deveria estar de patrulha na fronteira hoje? – Perguntei me pondo sentado para encará-lo melhor.

― Troquei com o Yoongi. Estava cansado, e como ele é um bom assistente, ficou no meu lugar. – Riu. Era visivelmente óbvio que ele obrigou Yoongi a ficar em seu lugar.

― Ah, hyung, eu preciso falar-

― Jimin! – Gritou Jin me interrompendo. Estava prestes a chamar Hoseok para falar sobre o que ouvi na cantina. Olhei para o mais velho, assim como Hoseok, sem entender nada. – Que boca vermelha é essa?!

― O-o que? – Coloquei os dedos sobre os lábios um pouco assustado e constrangido.

― Hum, estava beijando quem por aí, Jiminie? – Questionou Hoseok com um olhar maldoso e acusador. Queria enfiar a minha cabeça debaixo daquele colchão, não acredito que estava tão perceptível assim.

― Ninguém não...

― Não minta! – Jin pulou para a minha cama envolvendo seu braço em volta do meu pescoço. ― Quem foi o alfa que quebrou essa armadura hein, seu safadinho? Eu conheço uma boca-pós-beijo de longe.

― Hyung! – Repreendeu Hoseok com um sorriso indiscreto, dando um tapa no ombro de Jin. – Mas agora fiquei curioso também. Quem foi?

― Vocês estão loucos, não teve nada de beijo.  – Menti descaradamente.

― Foi aquele calouro bonitinho? O Baekhyun? Youngjae? Kihyun? Minhyuk? Youngjae? Mino? Suho? – Não fazia ideia de quem eram a metade daquelas pessoas. – A sargento Chaeyoung? Ah, não, acho que ela namora a Jennie?

― Não seja besta, Jennie namora a inspetora do dormitório, a Jisoo. – Corrigiu Hoseok.

― O que?! – Berrou pasmo – não sabia.

― Enfim, pare de nos enganar, Jimin, fale logo. Não confia nos seus amigos? A gente pode até te dar uns conselhos.

Suspirei derrotado. Eles realmente não me deixariam em paz se eu não falasse.

― Estava com o Taehyung...

Os dois omegas arregalaram os olhos se entreolhando, com uma cara de surpresa. Acho que eles não esperavam que eu dissesse aquilo. Imagina como eles ficariam se eu contasse das vezes que já fiquei com Jungkook?

― Uau, sério? Tipo ... Sério? – Hoseok não sabia se ria ou se ficava indignado. ― Mas...

― É, eu sei, confuso...

― Jimin tem bom gosto, convenhamos. – Jin me olhava orgulhoso. Nem queria saber o que se passava em sua mente experiente. ― Sabia que vocês tinham alguma coisa, desde que ele foi lá em casa. A minha intuição não falha. Todas aquelas trocas de olhares.

― Isso é verdade. – Concordou Hoseok, como se não já soubesse do nosso passado.

― Ele é um pão também. – Falou Jin animadinho com os olhos brilhando.

― Ah, hyung, você parece um velho falando. – Reclamou recebendo um olhar indignado do mais velho pela expressão antiga.

― E você queria que eu dissesse o que? “Uau, que garotinho mais gostoso, hum... Delícia de alfa”?

― Nossa, credo, não! Agora você parece um velho tarado!

― Eu tarado? Me respeita! Não tenho culpa se todos querem namorar comigo, e eu quero namorar... Com todos...

Os dois começaram a discutir e aquilo me fez rir. Hoseok e Jin eram bons amigos, e eu já deveria ter aprendido isso. Realmente, eu era péssimo em esconder os meus sentimentos. Quando eu não gostava de alguém, não forçava afeto. Do mesmo jeito que quando eu gostava...

Não que eu gostasse de Taehyung.

Um toque inesperado na porta desviou a minha atenção da discussão dos dois. Corri para atender, e para a minha surpresa, era o meu irmão.

― O que faz aqui? – Questionei um pouco surpreso. Queria conversar com ele, assim como queria conversar com Hoseok sobre o que ouvi na cantina, mas não agora. ― S-se você veio conversar sobre algo, eu não estou muito bem no momento... – tentei fazer uma pose firme, mas por alguma razão a insegurança invadiu o meu corpo.

― Vim dar um recado. Nossos pais pediram que fossemos para Busan esse final de semana que será emendado no feriado de 3 dias.

― N-nós vamos pra casa?

― Sim, arrume as suas malas. Vamos amanhã de manhã. 


Notas Finais


Tenho um amigo que odeia o Jimin nessa fic, não sei porque, se mijassem em mim eu ia botar fogo no prédio.

Sei que capítulos de passagem são chaaaaaaatos, mas o próximos serão bem legais, eu juro kkk.

Desculpem qualquer erro que tenha passado, até mais.
Bjs


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