História Boris Casoris (yaoi) - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bl1, Boys Love, Original, Yaoi
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Palavras 791
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Tá mal escrito, nem revisei, mas queria deixar pelo menos umas palavrinhas, já que vou sumir por um tempão de qualquer jeito aoisjdioaj
Vou tentar fazer um melhor e maior para o próximo

Capítulo 3 - Família nova


Não precisava ouvir com clareza para saber que minha mãe deu um escândalo, eu já estava ouvindo bem novamente, foi mais como um susto por sempre ficar mais em lugares silenciosos, meus primos estavam sendo ameaçados de processo, e se você acha que eu fiquei impune por ter sofrido, acho que levei mais xingo que qualquer um ali.

-Boris, o que diabos você estava pensando? –minha vó se abaixou um pouco na minha frente, tirando o algodão de meus ouvidos, que já tinham parado de sangrar- sei que queria ajudar Helmy, mas poderia ter chamado um dos adultos.

-O nome dele é Helmy? –Indaguei, ela parecia confusa.

-Você nem sabia quem que estava dentro da caixa? –fiz que não com a cabeça, ela riu- Boris, querido, não se jogue na frente de um ônibus por alguém que você nem conhece.

-Mas a vida de um estranho não é tão importante quanto a vida de alguém que você acabou de conhecer?

Ela ficou um pouco em silencio e depois me abraçou com um “que garoto inteligente”.

Fiquei um pouco sozinho depois que ela foi acalmar minha mãe, que estava sendo segurada por meu pai e tios, enquanto tentava acertar seu salto na cara dos pais de meus primos, acho que não vamos vir pra esse lado da família tão cedo.

-Ei! Ainda consegue ouvir? Você não ficou surdo por minha culpa né? –O garoto de antes, Helmy, senta no meu lado, segura minha cabeça com as duas mãos e olha em volta dela, como procurando algo errado- Parou de sangrar! Eu fiquei assustado sabe- eu acabei corando quando ele me encarou, era como se seus olhos entrassem em minha alma.

-É... –me afastei de suas mãos olhando para o chão.

Nunca fui bom em conversar com as pessoas, ainda mais quando tinha contato físico no meio.

-Ei, desculpa... –ele disse baixo, olhando para as próprias mãos- sabe, eu já me acostumei com coisas desse tipo, então não precisava ter ido até lá.

-Agora que diz isso? –digo baixinho, meu tênis parecia algo muito interessante- eu iria ter ido com qualquer um.

Ficamos um pouco em silêncio, minha mãe chorando enquanto batia em um dos meus tios, nem precisava de tanto.

Senti um aperto pelo corpo, Helmy me abraçava com força, ele chorava também, eu realmente não sabia o que fazer, se retribuía o abraço ou o empurrava, então só fiquei ali, paralisado.

-Desculpa.. Obrigado.. eu- ele soluçava forte- eu sempre sofri bullying desse tipo, mas ninguém nunca tinha olhado para mim, obrigado, obrigado- ele se apertava mais em mim, chorando cada vez mais alto.

Eu realmente não sabia o que fazer, então tirei um de meus braços que estava sendo apertado por ele e acariciei sua cabeça de uma forma estranha, o cabelo dele era macio e um pouco comprido, era interessante aqueles cabelos cinzas.

Ficamos naquele jeito por um tempo, até minha mãe aparecer me puxando, ela puxou Helmy também, sem separar o nosso abraço, e jogou nos dois no carro.

-Vamos embora, e vamos achar um luar para você ficar também Helmy. Nunca vi que família mais horrível, tem certeza que você é parente deles? – ela se dirige ao meu pai quando ele também entra no carro.

-Querida, eles nem sabiam.

-Não? Eles disseram que era coisa de adolescente, você acha, me responda, acha, que isso é coisa de adolescente?

Minha mãe realmente estava indignada, todo mundo ficou quieto no resto do caminho, Helmy parecia estar de boas.

Depois que chegamos, o pai sentou na sala e pediu para que Helmy respondesse algumas perguntas.

-Onde seus pais estão?

-Sabe, eu também adoraria saber- ele riu- eles me abandonaram faz um tempo

-Então você não tem ninguém para te cuidar? –Maria (minha mãe) sentou ao seu lado, o abraçando- pobre criança, as pessoas estão ficando cada vez com menos coração.

Acho que Helmy queria fazer uma pose como se tudo estivesse bem, mas quando minha mãe o abraçou ele chorou, igual quando tinha chorado momentos atrás.

Eu não estava gostando muito de como as coisas estavam ali, estava começando a ter certeza de que veria Helmy todos os dias agora.

-Sabe, Boris também é adotado, acho que ele não se importaria com um irmão mais novo, não é? –Meu pai se virou para mim, fugi os olhos para minha mãe, mas ela me encarava com seus olhos verdes, cheios de fúria.

-É... –limitei a dizer

-Então está certo, querido Helmy, amanhã já vamos buscar a papelada, não precisa ficar zanzando por ai com aquelas más criações

Helmy olhou para ela, surpreso, ele parecia que iria explodir de felicidade.

Ao contrário de mim.

Eu gostava de ficar sozinho no meu quarto, e agora alguém iria ficar no meio das minhas coisas.

Aff



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