História Born To Kill - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias B.A.P, Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V, Youngjae, Zelo
Tags Creepypastas, Lojae, Namjin, Taekook, Vkook, Yoonmin
Visualizações 17
Palavras 3.900
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie ^^
Desculpe a demora, de novo...

Relevem qualquer erro.

Boa leitura :3

"Aprendiz"

Capítulo 5 - Apprentice


Fanfic / Fanfiction Born To Kill - Capítulo 5 - Apprentice

《Jeon Jeongguk pov's》

Naquele mesmo dia, fomos ao cemitério, para o velório de meu pai. Tia JaeWoo foi a quem mais chorou. Vários amigos e colegas de trabalho compareceram. Meu tio, irmão de meu pai, disse que queria conversar comigo sobre a empresa, já que eu era o herdeiro. Apenas disse que conversariamos depois.

Após uns dias, Tobby e eu nos tornamos amigos. Nos encontrávamos quase todo dia no parque próximo à floresta, já que ele não podia ficar andando livremente pela cidade. E estávamos nesse parque no momento.

- Então Tobby, me conte o por que de você se torna um assassino. - Pedi lhe encarando. Eu estava escorado numa árvore, com as pernas cruzadas, enquanto Tobby estava sentado em minha frente.

- Não acho que irá querer saber. Você é muito curioso. - Falou brincando com os dedos.

- Sempre vou ser. - Sorri. Ele suspirou.

- Eu não tenho um motivo específico. Acho que gostei de matar. - Falou com um sorriso de canto.

- Gostou de matar? - Falei indignado. - O que a sua família acha disso? - Perguntei inconsciente.

- Bom, minha irmã morreu em um acidente de carro. Eu matei o meu pai e não sei do paradeiro de minha mãe. A única coisa que posso chamar de família, são os assassinos daquela mansão. - Seu olhar estava perdido. - Por mais que a convivência seja um porre. - Revirou os olhos. - Sei que posso contar com eles. Não é por serem assassinos que não vão ter sentimentos. - Ele sorriu. - Vamos? - Perguntou se levantando.

- Vamos pra onde? - Perguntei confuso. Não combinamos de ir à lugar nenhum.

- Suga pediu para te levar até a mansão. Seu treinamento começa amanhã. - Ele me ajudou a levantar.

- Quem vai me treinar? - Perguntei enquanto andávamos para dentro da floresta.

- Não sei. Vamos saber quando chegarmos lá. - Assenti.

Andamos por meia-hora, até encontramos o portão, e logo passamos pelo mesmo. Porque essa mansão tem que ser tão longe? Eu sou sedentário.

Passamos pelo hall de entrada, e chegamos na sala, não havia ninguém ali. Ouvimos o som de talheres vindo da cozinha, e caminhamos até lá.

Tobby empurrou a porta, revelando Masky em frente ao fogão.

- Cadê todo mundo? - Tobby perguntou assim que nos aproximamos.

- Estão espalhados pela casa. - Deu de ombros, enquanto mexia a panela. - Menino Jeon, que bom que está aqui. - Masky disse me olhando. - Irá ficar para o jantar? - Ele levantou um pouco a máscara, até aparecer sua boca, colocou um pouco do caldo que estava na colher na palma de sua mão, e levou até a boca. - Aish, sem sal. - Reclamou.

- Se o Yoon ficar, eu fico. Já que eu vou embora com ele. - Respondi.

- Entendo. - Abaixou a máscara. Por que quase todo mundo aqui usa máscara? Ninguém aqui é integrante do Slipknot. - Tobby, você pode ir chamar o pessoal para jantar? - Perguntou.

- Eu não. - Tobby respondeu se sentando na bancada ao lado de Masky.

- Por que não? Isso não vai te matar. - Masky respondeu incrédulo.

- Por que eu não quero. - Tobby revirou os olhos.

- Não interessa se você não quer, você vai! - Masky olhou para Tobby.

- E se eu não for? - Tobby se Inclinou para frente, ficando próximo ao rosto - máscara - de Masky.

- Você será punido. - Masky colocou a mão na coxa de Tobby, que engoliu seco.

- Tô indo. - Tobby saiu de cima da bancada, e caminhou até a porta da cozinha. - Masky, fica de olho no Gguk. - Disse enquanto sumia pela porta.

Eu estava me segurando para não rir da cara de Tobby. Ele ficou vermelho igual a um pimentão.

- Jeon, você pode chamar o Suga e o Fox? Eles devem estar no quarto. É no terceiro andar, última porta do corredor. - Pediu enquanto pegava algo no armário.

- Tudo bem. - Respondi e sai do cômodo. Andei até as escadas, e logo subi os degraus.

Quando cheguei ao terceiro piso, senti um arrepio subir pela minha espinha. O local era frio e estava totalmente escuro. Quase não consegui ver o final daquele corredor. Adentrei o breu, e fui me orientando pela parede, quando cheguei no meio do corredor, por instinto, olhei para trás, e vi a silhueta de uma pessoa, ela estava segurando uma faca, e começou a andar em minha direção. Por impulso, comecei a correr, e quando olhei para trás novamente, a pessoa estava correndo também. Quando cheguei na última porta do corredor, comecei a bater descontroladamente, sentindo a adrenalina consumir meu corpo. Continuei batendo como se a minha vida dependesse disso; e dependia.

A porta foi aberta com brutalidade, fazendo-me cair no chão, e bater a cabeça, senti uma ardência em minha testa do lado direito, devo ter abrido um corte. Ouvi a porta sendo fechada e senti alguém me virando para cima. Não conseguia enxergar direito, já que o lugar estava escuro e minha visão um pouco turva.

- Jeongguk? O que houve? - Senti um mão em minha bochecha. - Hum...sua testa está machucada. Vou fazer um curativo. - Meu corpo foi erguido do chão. Pisquei algumas vezes e consegui recuperar a visão. Fui colocado em algo macio. Tentei levantar, mas fui interrompido.

- Fique deitado. - Olhei para o dono da voz. Era o Fox. Ele se sentou ao meu lado, e molhou um pedaço de algodão em alguma coisa e passou no meu corte.

- Arhgg! Isso arde. - Reclamei e coloquei a mão sobre o machucado.

- Fica quieto! - Fox disse pegando minha mão. Olhei em seus olhos, ele me encarava de uma maneira diferente? - E-eu vou pegar o band aid. - Ele se levantou e foi até uma cômoda no canto da parede.

Passei a observar o local. Era pequeno e aconchegante. A cama de solteiro estava escorada na parede, ao lado de uma janela de vidro, que dava a visão perfeita da lua nova.

Nos pés da cama, havia uma escrivaninha, com alguns papéis espalhados e um notebook. Próximo à cômoda, havia um guarda-roupa - ambos encostados na parede. Ao lado da cama, havia uma porta - provavelmente o banheiro - e ao lado da porta, havia uma estante cheia de livros.

Ele voltou e se sentou na cama, próximo a minha cintura, e colocou o band aid no meu machucado. Me sentei na cama e escorei na parede.

- Então, vai me contar o motivo de quase derrubar a porta do meu quarto? - Perguntou me olhando. Não conseguia ver seu rosto direito, por causa da má iluminação, só não ficava mais escuro por conta da luz da lua.

- Masky me pediu para chamar você e o Yoongi para jantar, mas quando eu estava no meio do corredor, alguém apareceu. - Respondi brincando com meus dedos.

- E você correu? - Segurou a risada.

- Sim, por que ele correu atrás de mim. - O olhei. - Com uma faca! - Dei ênfase na última frase.

- Deve ser coisa do Jeff. Ele ama assustar todo mundo.- Falou sorrindo. - Principalmente garotos inocentes. - Ele tocou no meu nariz. Senti meu rosto esquentar e murmurei um "eu sou inocente." - Bom, vamos? O Yoongi foi falar com o Slender, ele deve nos encontrar lá em baixo. - Se levantou e estendeu sua mão para me ajudar; mas nesse caso não necessitava.

Sua mão estava gelada, mas mesmo assim estava macia.

Caminhamos lado a lado até a cozinha. Não conversamos durante o percurso, o silêncio era agradável. Ao chegarmos no cômodo, somente Masky, Tobby e Yoongi estavam presentes, e logo sentiram nossa presença.

- Por que demorou? - Perguntou Masky. - O que foi isso na sua testa? - Masky se aproximou e observou o curativo.- O que você fez? - Apontou o dedo para Fox.

- Eu não fiz nada. - Fox disse e revirou os olhos.

- Não foi nada. Não se preocupe. - Falei calmo.

- Certo. Se sirvam logo. Daqui a pouco o pessoal estão chegando. - Disse e pegou uma panela, levando-a para a enorme mesa de madeira.

Nos sentamos à mesa e nos servimos. Masky, fez uma comida bem simples.

- Jeongguk, nós vamos dormir aqui, ok? - Yoongi falou ao se sentar ao meu lado. - Está muito tarde pra passarmos pela floresta. - Explicou. Apenas assenti.

Assim que terminamos de comer, me levantei e fui até a pia lavar o que sujei. A porta da cozinha foi aberta, e por ela passou várias pessoas. Aquela menina que brigou com a Nina, entrou no cômodo ao lado do menino com o moletom branco, ele olhou em minha direção, seu rosto me causou arrepios, era totalmente pálido, ele não tinha nariz, e sua boca... um sorriso foi cortado.

- Não encare muito. Jeff é meio problemático. - Fox disse. Um garoto de madeixas ruivas se aproximou de nós. Ele estava segurando uma bolsa em uma das mãos.

- Toma. - Ele jogou a bolsa para Fox. - Slender disse pra ter cuidado com o garoto. - Mexeu a cabeça em minha direção. O encarei confuso. - Olá, eu sou J-Hope. - Sorriu para mim.

- Olá. Eu sou o Jeongguk.- Sorri fechado.

- Tobby tinha razão quando disse que ele era fofo. - Falou e olhou para Fox. - Cuidado com ele Menino biscoito. - Falou ainda encarando Fox, mas logo se direcionou à mesa.

- Vamos subir? - Yoongi perguntou já nos empurrando para fora da cozinha. Subimos o lance de escadas até terceiro andar e entramos novamente no corredor escuro. - Jeon? - Olhei para Yoongi. - Você vai dormir no quarto do Tae, tá? - Parou em frente à uma porta.

- Quem é Tae? - Perguntei confuso. Já ouvi esse nome.

- Sou eu. - Fox disse.

"Ele só me falou de um tal de "Tae". - Ele soltou uma risada breve.

- Então. O Fox é o "Tae". Mas o nome dele é Taehyung. - Soltei um "Ah" - Fox é o nome que lhe deram, pelo jeito que mata suas vítimas. - Explicou de uma forma tão simples, e o encarei inconformado."

Eu sou tão idiota. Havia esquecido do que Tobby me disse. O Tae é o Fox, e vice-versa. Eu sou um idiota.

- Ah. Você é o menino da ligação. - Falei e eles riram. O encarei nos olhos, tentando buscar algo mais dentro da minha mente, até que lembrei do menino da floresta, no qual eu esbarrei. - Você é o menino da floresta. - Ele arregalou os olhos.

- Eu não acredito que é você! - Falou surpreso. - Você ficou com a minha touca. - Franziu o cenho e apontou o dedo na minha cara.

- Minha touca. Não é mais sua. - Fiz um bico. - Você perdeu ela, e agora ela está sobre minha proteção! - Bati em sua mão. - E você quase me matou! - Gritei ao lembrar do dia em que ele foi pra cima de mim naquele beco.

- Eu só estava fazendo o meu trabalho. Não tenho culpa se você apareceu. Não posso deixar testemunhas. - Deu de ombros. - Você tem sorte de estar vivo. - Estreitou os olhos.

- Por que não posso dormir com você Yoongi? - Perguntei manhoso.

- Não tem espaço. - Abriu a porta. - Boa noite. - Entrou e fechou a porta na nossa cara. Olhei para Fox, e ele já caminhava para o final do corredor.

- Você não vem? Não é seguro ficar sozinho por aqui. - Segurou a maçaneta e empurrou a porta. - Principalmente nesse corredor. - Entrou e começou a fechar a porta.

- Espera! - Gritei e corri até a porta e passei por ela, logo fechando a mesma.

Fox puxou um colchão que estava em baixo de sua cama, foi até o guarda roupa e pegou alguns lençóis e jogou em cima do colchão.

- Tem uma toalha sobrando no banheiro. Vou ver se acho algo que caiba em você. - Falou mexendo no guarda-roupa. Assenti e entrei no banheiro.

Me despi e liguei o chuveiro. Dei um pulo para trás, a água estava quase me congelando.

- Esqueci de falar. O chuveiro queimou hoje, e ainda não troquei. - Taehyung disse, e logo em seguida ouvi uma risada. Desgraçado.

Tomei o banho mais rápido da minha vida. Foi literalmente um banho de gato.

Voltei ao quarto com a toalha enrolada na cintura. Fox estava deitado na cama virado para a parede. Havia um par de roupa sobre o colchão, peguei o mesmo e vesti, uma calça com o tecido fino e uma blusa que ficou desproporcional para o meu corpo. Coloquei o lençol no colchão e deitei no mesmo, e me embrulhei com a coberta.

- Durma bem, pois amanhã começa o seu treinamento. - Tae disse.

- Como sabe disso? - Perguntei tentando ignorar o frio.

- Sou eu quem vai te treinar. -Disse apagando a luz do abajur. Pouco tempo depois, peguei no sono.

- x -

Acordei no meio da noite por conta do frio, eu estava encolhido, meus dentes estavam batendo, e meu corpo estava com a temperatura muito baixa, a coberta não servía para nada no momento.

Senti uma mão em meu ombro, abri os olhos parar ver quem era, mas estava um breu.

- Calma, sou eu. - Ouvi a voz de Taehyung, ela estava mais grossa por conta de ter acordado recentemente. - Você está congelando. - Ele tirou o cobertor de cima mim e me pegou em seus braços, e me colocou em sua cama. - Vou pegar outro cobertor. - Ele me embrulhou com o cobertor que eu estava usando e pegou outro no guarda-roupa. - Eu falei para ligarem o aquecedor. - Murmurou irritado enquanto arrumava a coberta sobre mim. - O que eu faço? Você está congelando. - Falou para si mesmo, logo depois ele deitou ao meu lado, e se cobriu com os cobertores que estava sobre mim e me puxou pela cintura, colando nossos corpos, por instinto, escondi meu rosto na curvatura de seu pescoço, senti o cheiro de lavânda do sabonete em sua pele. Ele estava quente. - Você está frio. - Riu de nervoso e me abraçou mais.

Depois de um tempo, acabei pegando no sono.

- x -

Acordei algumas horas depois, sozinho na cama. Levantei-me e fui para o banheiro fazer minha higiene matinal e tomar banho. Quando sai do banheiro, havia um par de roupa em cima da escrivaninha, juntamente com um bilhete.

"Vista-se e desça para tomar café.

Não demore. Já está atrasado.

- Taehyung."

- "Já está atrasado." Quem ele pensa que é? - Murmurei pegando a roupa, havia uma blusa de manga longa cinza e uma calça preta. Vesti tudo rapidamente e coloquei meu all star.

Antes de sair do quarto, olhei em volta e lembrei que dormir abraçado com Tae. Senti meu rosto esquentar. Balancei a cabeça para espantar qualquer pensamento inconveniente no momento, atravessei a porta do quarto, e comecei a caminhar pelo corredor até as escadas, mas no meio do caminho, uma porta foi aberta e dela saiu o ruivo de ontem. J-Hope.

- Menino biscoito, bom dia. - Disse sorridente.

- Dia. - Sorri mínimo, e descemos as escadas juntos.

- Você não deveria andar por aí sozinho. - Disse sério, mas logo abriu um sorriso. - Bom, eu vou indo, tenho que entregar algumas coisas para o Namjoon. - Disse quando chegamos no primeiro piso e se direcionou para a saída.

Andei até a cozinha, não havia ninguém. Peguei uma fruta na fruteira sobre a mesa e sentei-me na bancada.

- O que eu falei sobre não demorar? - Taehyung falou encostado no batente da porta. Revirei os olhos e desci da bancada. - Vamos. - Disse quando eu já estava próximo. Caminhamos para trás da mansão, que dava para a floresta e entramos na mesma.

Após um tempo andando, chegamos em um rio, no qual havia várias pedras grandes em volta do mesmo, e as árvores ao redor deixavam as águas do rio escuras, menos um certo ponto no meio do rio.

- Você nunca matou ninguém, certo? - Perguntou enquanto deixava sua mochila encostada em uma árvore. Assenti. - A primeira vez nunca se esquece, por isso tem que dar tudo de si, e fazer o possível para não dar errado. - Se aproximou de mim. - É como perder a virgindade. Você nunca fez isso antes, mas quer que dê certo, mesmo sabendo que vai dar errado. - Sorriu de canto.

- E como foi a sua primeira vez? - Ok, essa pergunta saiu estranha. Ele arqueou a sobrancelha. - Digo, seu primeiro assassinato. - Reformulei a pergunta.

- Eu tinha cinco anos. Era noite e estava chovendo muito, eu estava na sala assistindo um filme com meu irmão mais velho, só estávamos nós dois na casa, já que meus pais estavam trabalhando. - Ele ficou na posição inicial para uma luta, mãos fechadas e próximas ao rosto, pernas separadas, fez sinal para fazer o mesmo. - Ouvimos o barulho de algo quebrando do lado de fora da casa, e logo em seguida, às luzes da casa se apagaram. Eu fiquei assustado e abracei o meu irmão, ele disse que só era uma queda de energia qualquer, e logo a luz iria voltar, mas eu sabia que não era isso. Depois de longos minutos, eu ouvi passos no segundo andar, meu irmão e eu decidimos subir para ver se alguém havia entrado na casa. - Ele deu o primeiro golpe, um soco com o braço direito, mas desviei com facilidade. Começamos a lutar. - Nós entramos no quarto dos meus pais, e havia um homem sentando na beira da cama, e passou à nos encarar quando percebeu que estávamos em frente a porta. Ele estava segurando uma arma, calibre 22. Eu lembro qual era a arma, por que meu irmão tinha uma, ele colecionava armas. Eu nunca gostei de armas, prefiro objetos perfurantes. - Ele fez uma careta. Taehyung deu um chute na direção de meu estômago, mas defendi com a mão. - Não use a mão, use o antebraço. Se fosse uma faca, ela teria machucado sua mão, e você estaria em desvantagem. - Assenti. - O homem disse algumas coisas que eu não consegui entender, mas meu irmão entendeu, e me puxou pelo pulso em direção ao nosso quarto, ele trancou a porta e nós entramos no armário. Ele pegou uma das armas dele e disse para mim pegar minha adaga. Foi tudo muito rápido. O cara derrubou a porta e abriu o armário, meu irmão foi pra cima dele, mas o cara derrubou ele no chão e apontou a arma pra cabeça dele. Eu senti algo estranho dentro de mim, um ódio, uma raiva, sei lá. - Ele acertou um soco em meu rosto, vacilei um pouco para trás. - Doeu? - Perguntou.

- Não. - Mentira, doeu sim.

- Ótimo. - Deu outro golpe, mas desviei, e chutei sua perna, mas ele defendeu. - Eu enfiei a adaga nas costas do homem, antes dele atirar no meu irmão. Ouvir ele gritar de dor, me causou uma sensação muito prazerosa. - Ele sorriu. - Enfim, o cara caiu no chão e eu cortei a garganta dele. Meu irmão me olhou assustado, por causa de minha atitude repentina. Mesmo que ele já estivesse acostumado em ver assassinatos. - Deu de ombros.

- Mas e seus pais? Eles não falaram nada? - Perguntei desviando de seus golpes.

- Só falaram que eu era muito novo. - Se esquivou de um soco.

- Muito novo? - Perguntei incrédulo. Ele assentiu. - Onde estão os seus pais e seu irmão?

- Não importa. - Respondeu sério. O clima ficou estranho. Acho que ele não gosta muito do tema família.

- Então...- Eu estava sem nenhum plano para sair dessa tensão. - Qual é a receita para ser um assassino? - Perguntei à primeira coisa que veio em minha mente. Ele parou com os golpe e entortou a cabeça para o lado.

- Receita de um assassino não existe, é bobagem. - Tentei dar um soco em seu rosto, mas ele segurou minha mão. - Mas se você quiser, te digo a porcentagem. - Ele me puxou pelo braço e tentou dar um soco em meu queixo, mas defendi, e me soltei dele. - É 5% sorte. - Ele acertou um soco em meu estômago. Tossi um pouco e cai de joelhos. - 15% dom. - Não me deixei abalar por causa de um soco, mesmo que esteja doendo. - 30% é levantar com superação. - Fui pra cima dele, mas não conseguia acertá-lo. - 50% treino com muita dedicação. - Ele me deu uma rasteira e logo em seguida colocou o pé em cima do meu pescoço, eu estava sem saída. - E 100% de certeza, com o inimigo no chão. - Ele tirou seu pé de meu pescoço e substituiu pela mão, e apertou um pouco. - Você luta bem, mas sua defesa é fraca. O soco que eu te dei, não foi forte, e você já caiu. Se quiser chegar ao 100% e matar o Youngjae. - Ele se aproximou de meu rosto. - Tem que fazer melhor do que isso. - Cuspiu as palavras.

- Você fala como se fosse o melhor. - Tirei sua mão de meu pescoço e levantei.

- Eu não treino pra ser mais um. Eu treino pra ser o melhor. - Ele olhou em meus olhos. - Você não sabe de quantas horas eu treinei, ninguém estava do meu lado quando eu evolui. - Andou até a mochila e pegou duas garrafas de água, e jogou uma para mim.

Não entendo essa mudança repentina. Ele mais bipolar do que eu.

- Todo mundo tem suas falhas, mas não precisa jogar as minhas na minha cara. - Eu realmente fiquei chateado. Ninguém quer ser chamado de fraco.

- O fraco se justifica com a sua desvantagem. - Sorriu debochado. - A diferença entre eu e você, é que eu sei o que estou fazendo, e você não sabe onde está se metendo. Você só quer se vingar do cara que matou o seu pai, sendo que ele nunca ligou pra você. - Arregalei os olhos, minha respiração ficou descompassada. - Seu pai nunca te deu valor. Não é à toa que ele te abandonou quando você era criança. Ele nunca te amou, ele nunca foi seu pai. - Disse ríspido.

Meus olhos já estavam marejados.

- Cala a boca! - Gritei, mas ele continuou.

- Você é só um garoto mimado que quer atenção, por isso seu pai te abandonou. Jungyoung era mais pai do Yoongi do que seu pai. Você nunca vai ter um pai ou alguém que te ame, por que você não merece. - As lágrimas começaram a escorrer por meu rosto. 

Ele pegou no meu ponto fraco.

- Cala a boca. Você não sabe de nada! - Gritei com a voz embargada. - Idiota. Vai se ferrar. - Xinguei e sai correndo sem rumo.

Sei que não sou o melhor filho, mas eu tento ou tentava ser. Mas não preciso que ninguém me diga a realidade, por que eu já sei como ela realmente é.


Notas Finais


Até depois ^^


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