História BoyTechno - Capítulo 12


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Categorias Originais
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Palavras 1.381
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 12 - Era muito simples


 - Sou Ohana Sato, gerente geral do hotel. Lamentamos muito o ocorrido, sérias providências serão tomadas para que algo assim jamais aconteça, novamente. O que podemos fazer de imediato para ajudá-la, senhorita Santelmo? Estamos ao seu dispor e fique certa que o hotel arcará com todo o seu custo? – Logo, depois, da constatação do roubo bem debaixo do nariz deles, uma mulher bonita, magra e elegante, de idade indeterminada, com cabelos pretos e pose de modelo surgiu através da porta, estendendo a mão para mim, aceitei o cumprimento, mas, eu ainda estava muito atordoada, para consegui pensar o que poderia fazer para resgatar Mathews.

- Preciso de um carro – falei em um impulso

- Um carro?

- Sim, um carro, de um smartcar de você.

- Sim, claro, faremos tudo para ajudá-la. Vai a algum lugar em especial? Pois, se quiser um dos rapazes pode acompanhá-la.

- Não será necessário.

Acho que estou ficando louca, mas tinha ideia para onde o pequeno cientista louco havia levado Mathews, provavelmente, para o seu covil, achando que não descobriria que foi ele, imaginando que tenha me subestimado.

 Eu sabia o endereço, estava gravado no meu DI, jamais desprezo uma informação, pois, poderá ser útil no futuro, aprendi isso na minha área de trabalho. O hotel foi bem ágil, logo estava dentro de um smartcar, foi só enviar para o sensor de direção e estava a caminho, mas, ainda sem nenhum plano em mente, não podia, simplesmente, aparecer na porta dele e dizer:

- Devolva o meu boytechno que você roubo. - Com certeza, isso não daria certo.

Eu pensava e pensava, querendo arquitetar alguma forma de entrar naquele bunker e tirar Mathews de lá de dentro, sozinha e desarmada, só podia estar louca e achar que iria conseguir. A viagem foi inacreditavelmente curta e quando percebi entrava na rua programada, com muito cuidado para não atropelar nenhuma criança. Crianças?! Era uma loucura, mas podia dar certo, essa era a única ideia que me veio à cabeça, ordenei para o carro parar em uma rua lateral, assim, não chamaria atenção. Agora, a outra parte do meu plano dependeria de alguns colaboradores. Andei em direção ao grupo de crianças barulhentas que brincavam na rua.

- Oi! – Elas olharam para mim, desconfiadas. – Vocês querem ganhar algum dinheiro? – Seus olhares ficaram mais assustados, algumas delas deram um passo para trás.

- E o que temos que fazer? - Uma menina mais velha deu um passo à frente e me encarou de um modo arrogante, erguendo o queixo, cruzou os braços na frente do peito, sustentei o olhar um tanto intimidade, apesar de ela ser bem menor do que eu.

- Eu quero fazer uma brincadeira com o homem da casa cinza – disse, em tom dissimuladamente alegre.

- Por quê?

- Porque ele é meu amigo e quero lhe fazer uma surpresa – Ela parecia não acreditar.

- Quanto?

- Cinquenta para vocês dividirem – propus.

- Cento e cinquenta – ela rebate.

- Cem, oferta final.

- Ok, fechado, cem. Agora.

Um tanto receosa, peguei minha carteira e dei o dinheiro a ela, que sorriu, vitoriosa.

- E agora o que temos que fazer?

Eu expliquei a eles com detalhes o que queria que fizessem, seria bem simples e sem risco, era só...

 Fiquei junto ao muro, de tocaia, então uma a uma as crianças se sucediam, na frente do portão, apertando o botão do antigo videofone do cientista louco, umas falavam uma besteira, xingavam um palavrão até cantava uma musiquinha, toda vez que ouvia a resposta do homem demonstrava uma raiva crescente.

 As crianças estavam se divertindo, cada uma inventando algo mais bizarro para irritar a sua vítima. Enquanto, eu esperava até que uma das crianças fazia caretas diante da câmera, percebi o portão se abrir de forma abrupta e o homenzinho surgiu esbravejando:

- Suas merdinhas, vou matar vocês!

 Era minha chance, corri o mais rápido que pude e saltei sobre ele, como uma leoa enfurecida, derrubando-o no chão, em estado de estupefação. Ajoelhada sobre ele, segurei a gola do seu guarda-pó e bati sua cabeça contra o chão.

- Onde ele está? – gritei na cara dele.

- Quem?

- Mathews!

- Quem?

- Meu boytechno.

- Eu nunca mais o vi, depois que saíram daqui.

- Mentira! – berrei. – Eu vi a gravação do hotel!

- Você é louca! Saia de cima de mim!

Nesse momento, ele caiu em si e reagiu, me pendurando com força, com as mãos nos meus peitos, na minha cara, não me deixando em respirar, em tentava resistir, sentando sobre ele com toda a meu peso, contudo ele se remexia igual a uma cobra debaixo de mim.

 - Onde está Mathews? – eu gritava, tento segurá-lo.

- Eu não sei! – Ele tentava escapar.

          - Olá, Mathews. Ajude-me! – Era a minha última cartada, vendo que não dava mais para aguentar.

Ele estava quase escapando, eu já cansada de tanto lutar, quando senti o tal homem ser puxado de baixo de mim. Olhei para cima e me deliciei com a visão de Mathews, segurando o homem pelo colarinho com os pés pendurados no ar, movendo-se como uma marionete sem cordões.

 - Mathews! – Quase tive um orgasmo nesse instante.- Largue esse traste e vamos embora daqui! – Mas, ele permaneceu com o traste no ar.

- Acho melhor imobilizá-lo.

- Você tem razão.

Ele colocou o homenzinho no chão e o empurrou para dentro do galpão, eu fui atrás dele.

- Como você nos achou? – perguntei ao homenzinho, porque não queria outra surpresa.

- Simples, rastreia você, pelo seu DI. É fácil para quem sabe – ele respondeu com um ar jocoso, fiquei chocada.

- E o outro homem que estava com você no hotel? =- continuei o interrogatório.

- Ninguém, só meu androide doméstico. – Apontou com o queixo, e ali, silencioso, estava um modelo bem antiquado, ainda vestido com as mesmas roupas que vi na filmagem. - Você está sendo uma idiota, querida. Sabe quando o seu brinquedinho vale? Muito dinheiro.

- Eu não estou interessada.

- Mas deveria, eu fiz um leilão on-line.

- Você, o quê?! Como?

- Fui rápido, podia esperar, mas queria correr risco, mesmo assim, ganhei uma pequena fortuna – respondeu, sem esconder o orgulho de si mesmo. – Podemos dividir meio-a-meio.

- Enlouqueceu!

- Certo, 60/40.

- Não!

- Então, 80/20.

- Pela última vez, a resposta é não.

Foi quando ouvimos o videofone anunciar a chegada de um visitante, corri para ver quem era, lá estavam dois homens, um eu reconheci de cara, como sempre, Jonathas Ruiz, e o outro era mais velho com um porte militar de alta patente e uma expressão sisuda. Espera aí, com um porte militar?

- Você sabe quem são os compradores? – perguntei ao homenzinho.

- Não, eles vieram aqui, levar o produto, eu dei o meu endereço após o dinheiro cair na minha conta em um paraíso fiscal.

 - Tem outra saída daqui?

- Não – o homenzinho me respondeu, com a maior cara dura.

- Ele está mentindo – Mathews rebateu

- Já esperava por essa. Como você sabe?

- Eu analisei a área – respondeu, com segurança.

 O videofone chamou outra vez, mais insistente.

- Eles não vão ficar parados ali fora muito tempo – analiso as expressões dos recém-chegados. O homem mais velho enfia a mão no bolso, tira de lá algo, uma arma, eles não estão de brincadeira. – Precisamos sair daqui. Tenho um carro esperando lá fora – comunico para Mathews, em voz baixa.

- E ele? – Mathews quis saber, olhando para o homenzinho ainda preso na sua mão.

 - A gente amarra ele – Apressada, começo olhar ao redor a procura de algo que sirva como cordas, encontro algumas tiras de um material elástico. – Isso serve.

Amarramos todo o homem, igual a uma múmia, tapamos a boca e o colocamos em um canto escondido, demoraria um pouco para encontrá-lo.

- A saída fica por ali – ele apontou para uma parede cheia de tralhas na frente, não pude acreditar que era ali mesmo, mas Mathews empurrou os obstáculos, com certa dificuldade.

- Estou quase sem energia – avisou.

Apalpamos a parede e encontramos uma porta convencional camuflada, fechada com trancas, o cientista louco não confiava, somente, na tecnologia em caso de fuga. A porta dava para uma rua lateral, mas, antes de sairmos, parei e olhei para Mathews, era muito simples.



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