História Broken Hearts | Jeon Jungkook - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan, Bts, Hetero, Imagine Bts, Imagines Jungkook, Jeon, Jeon Jungkook, J-hope, Jimin, Jin, Jung Hoseok, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Longfic, Min Yoongi, Park Jimin, Rap Monster, Suga, Taehyung
Visualizações 37
Palavras 2.309
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


I know, I know, eu demorei bastante para att rsrs.
Mas não sei se quem já acompanhava a fanfic percebeu, eu comecei a escrever ela novamente, a outra forma como estava não estava me agradando então eu resolvi polir a história e organizar melhor minhas idéias para ela, espero a compreensão de vocês e peço desculpas do fundo do meu coração.

Boa Leitura!!

Capítulo 2 - 01. The comeback to Seoul


Fanfic / Fanfiction Broken Hearts | Jeon Jungkook - Capítulo 2 - 01. The comeback to Seoul

01

Sabem o tempo? Ele cura.

Os segundos que viram minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, e assim sucessivamente. No começo é difícil, dói tanto que você chega até mesmo a pensar que aquela dor nunca vai passar, e na verdade, ela realmente não passa, ela vira apenas uma ferida que você aprendeu a simplesmente ignorar a dor e tentar seguir em frente, mesmo que isto possa parecer impossível, mesmo que a felicidade seja algo aparentemente quase impossível de se alcançar.

Você tenta seguir em frente, mesmo que inconscientemente esteja à par de cada segundo que se passa do relógio se transformando em minutos, de cada mês que se passa se transformando em anos.
Quando você finalmente percebe, sete anos já se passaram.

E então sua ficha finalmente caí, cada mentira dita, cada palavra falada da boca para fora para simplesmente proteger as duas pessoas que você mais amou na sua vida; você sabe e tem plena consciência de que nenhuma mentira sobrevive para sempre, tem consciência de que uma hora ou outra terá de lidar com as consequências de seus atos e mentiras.

Eu só esperava que para a minha vez chegar, demorasse um bom tempo, mas parecia que o universo não estava exatamente conspirando ao meu favor.

Seus olhos castanhos e itensos, os olhos que eu tanto amava, agora me encaravam com raiva e mágoa, a cada segundo que se passava e ele calado apenas olhava em meus olhos, como se estivesse me implorando para ficar, pedaços do meu coração pareciam cair no chão e se desfazerem em milhares de caquinhos.

— Você prometeu jamais me deixar Jihee-ah — disse ele após um tempo naquele silêncio claustrofóbico e sufocante — Você não pode simplesmente quebrar sua promessa, não poder levar nosso filho para longe.

Eu era uma péssima pessoa, assim como era uma péssima namorada, mas eu não podia arrastar Jungkook para este furacão de incertezas que estavam por vir, ele era um Idol, uma pessoa com fãs que também precisavam dele tanto quanto eu, eu não podia deixar a criança no meu ventre estragar a carreira dele, ele merecia mais do que isso.

Eu precisava mentir para Jungkook e fugir para um local onde eu soubesse que ele não iria atrás de mim, eu criaria esta criança sozinha, era egoísta da minha parte demais acabar com o que ele lutou tanto para conseguir.

— Jungkook, nós escondemos nosso relacionamento por um ano — eu comecei a dizer — Há dois meses atrás por um descuido nosso acabaram descobrindo tudo, e agora eu tenho minhas redes sociais lotadas de mensagens de ódio gratuito e pedidos para que eu me mate, tudo isso por que eu ou estou atrapalhando o shipp delas, ou pelo fato de eu estar namorando com o Ultimalte delas — eu balancei minha cabeça — Eu não mereço isso Jungkook-ah, muito menos essa criança, ou acha que elas vão simplesmente aceitar que o ídolo delas engravidou a namorada?

— Kwon Jihee... Você consegue perceber o quão estúpida são suas desculpas? — ele fez sinal de negação — E se o problema são as Army's, eu saio do Bangtan, pronto — disse ele como se tudo fosse tão simples como ele fazia parecer que era. Mas o problema, é que não era, nunca foi e não seria agora que iria ser.

— Pelo amor de Deus Jeon Jungkook — eu disse incrédula — Eu jamais iria querer ou te pediria para fazer isso, é egoísta demais e também, acha mesmo que sua saída do grupo as faria me odiar menos? — eu ri sem humor algum — A reação delas seria mesma de dois meses atrás Jungkook, só que mil vezes pior!

— Eu não te entendo Jihee-ah — disse ele e frustado puxou seus cabelos — Eu sei que você me ama, sinto isso, vejo isso em seus olhos toda vez que olha para mim — ele suspirou — Mas você é tão complicada garota, cria tantos empecilhos para o nosso relacionamento que... Jihee, eu te amo, não faça isso comigo, não faça isso conosco.

— O problema não é o fato de eu ser ou não complicada Jeon — disse a ele, meus olhos já estavam marejando e eu sabia que poderia desabar a qualquer momento, minha muralha poderia ruir a qualquer instante — Mas sim que eu não sou boa o suficiente para você, nunca fui Jungkook.

Ele fechou seus olhos com força antes de os abrir e me dizer:

— Cadê a minha Jihee? Onde está a menina determinada e que não ligava para opinião alheia que eu conheci há alguns anos atrás? Eu não consigo acreditar que você está realmente ouvindo o que aquelas mensagens de ódio dizem — ele me olhou incrédulo — Jihee, não são os garotos, minha família e muito menos as Army's que tem que dizer se você é ou não o suficiente para mim; sou eu, e aqui, neste exato momento, eu estou dizendo que você é mais do que o suficiente para mim Kwon Jihee, eu amo você, nada do que dizem por ai vai mudar este fato — ele deu um passo em minha direção, eu dei dois para trás, se ele simplesmente conseguisse tocar sua pele na minha tudo iria por água a baixo, eu jamais teria coragem suficiente para deixá-lo se nossas peles se tocassem, pois isso levaria à sua boca cobrindo a minha, e eu não podia deixar meu coração fazer minha decisão final naquele momento.

— Elas já me odeiam, acha mesmo que com essa criança será diferente? — eu suspirei — E não é só isso Jungkook... _ olhei em seus olhos antes de despejar em cima dele a mentira que definitivamente acabaria com tudo o que tínhamos construído neste um ano e dois meses de relacionamento: — O hospital me ligou ontem pela tarde, meu exame de sangue acabou sabe-se lá como sendo trocado pelo de outra paciente, meus enjôos e o desmaio nada mais eram do que efeitos colaterais do estresse que venho passando ultimamente. Eu não estou grávida Jungkook-ah.

— O-O que!? — ele gaguejou enquanto piscava freneticamente tentando assimilar minhas palavras — Diga que está mentindo Jihee. Diga-me que isto é apenas mais uma daquelas suas pegadinhas sem graça que você e Taehyung vivem fazendo comigo, Lichae e os outros garotos!

— Acha mesmo que mentiria sobre isso Jeon? — eu menti novamente, e aquilo foi como um soco em meu estômago — Eu queria esta criança tanto quanto você Jungkook, mas adivinha? Não há nenhum bebê vindo por ai.

Ele ficou ali em silêncio olhando para o chão calado enquanto eu me permitia chorar, lágrimas molhavam minhas bochechas. Eu era uma maldita sem coração! Como eu podia estar fazendo aquilo com ele? Mentindo tão descaradamente sobre algo tão sério como nosso filho? Eu sabia, tinha consciência de que aquilo era errado, que haveria consequências futuras para tudo aquilo; afinal uma mentira por mais bem mentida que seja, uma hora ou outra acaba sendo descoberta.

Porém eu precisava escolher o que era melhor para nós três, e se essa escolha incluísse deixar Jungkook e cuidar sozinha de nosso filho sem que ele soubesse da existência do mesmo, eu faria isto sem pestanejar ou reclamar.

— Eu não me importo — disse ele após aquele longo silêncio — Eu não me importo se você não está grávida Jihee-ah, somos jovens, teremos outras oportunidades reais de sermos pais — ele olhou em meus olhos suplicante — Só não me deixe Jihee, por favor, eu te imploro para que não me deixe.

— Eu não aguento mais isto — disse eu a ele, era a minha última chance de voltar atrás — Eu preciso ir embora Jungkook — eu soluçei. Era oficial, minha escolha estava feita e não havia mais volta, assim como eu também não me importava em mais tarde ter de lidar com as consequências daquela escolha.

Eu me virei para ir embora mas senti sua mão macia segurar delicadamente em meu pulso me impedindo.

— Eu te imploro Jihee, não se vá, não me deixe — ele me implorando para ficar foi a última coisa que ouvi antes de meus olhos se abrirem abruptamente.

Meu coração batia freneticamente contra o meu peito, a camisola de seda estava grudada em meu corpo suado, assim como alguns fios de cabelo em minha testa.

Respire Kwon, acalme-se, foi apenas um sonho.

Mas enquanto eu me dirigia para o banheiro e ligava o registro d'agua para encher a banheira, eu sabia que aquilo não era apenas um mero sonho, mas sim uma lembrança, uma lembrança que depois de sete anos viera me atormentar na forma de um pesadelo.

*****

— Onde você está? — perguntei enquanto soltava um suspiro de impaciência, ouvi sua gargalhada do outro lado da linha.

— Acha mesmo que eu poderia ir até ai Jinnie? Bem que eu queria poder — ele suspira — Um dos meus seguranças está ai, eu estou fritando aqui dentro do carro enquanto te espero.

— Certo — eu digo enquanto olho para frente, logo avistando um homem com uma plaquinha escrito "Kwon Jihee e Yangmi" — Achei ele, já chego aí.

Okay — diz ele — Como ela está? — Jimin pergunta.

Olho para Yangmi praticamente dormindo no colo de Yoora.

— Ferrada de sono, ela dormiu muito pouco no avião — eu respondo.

Cuide dela Jihee-ah — diz ele me fazendo revirar os olhos.

— Chega Park — eu rio encerrando a chamada.

— Senhorita Kwon, eu estou aqui para acompanhá-la até o carro do senhor Park —diz um homem alto.

— Tudo bem — eu assinto.

Caminhamos até o carro, que está estacionado numa área mais deserta do aeroporto, bem, estas são medidas necessárias quando mesmo após anos e anos, você ainda corre riscos de ser atacado por fãs malucas.

Ele usava uma máscara, óculos escuros e um boné preto, mas assim que viu Yangmi logo tratou de tirar os óculos e a máscara, ela também mesmo estando em um estado quase catatônico de sono pulou do colo de Yoora e correu para os braços de Jimin.

— Appa — disse ela sorrindo enquanto enchia o rosto do louro de beijos, e ele ria de uma maneira fofa dela.

— Ya! Já conversamos sobre isto Yang — eu a repreendo, mesmo Jimin sendo o mais próximo de uma figura paterna que ela teve durante todos esses anos, não é certo ela chamá-lo de pai — E você não é mais um bebêzinho e entende muito bem o mamãe te diz.

— Deixe ela Jinnie, relaxe um pouco — ele diz sorrindo, fazendo seu eye smile que sempre o deixou ainda mais bonito — E ela é um bebê sim, é o meu bebê — ela beija a bochecha dela.

— Annyong Jimin-ah, quanto tempo, não é mesmo? Também estou feliz em te ver - eu digo irônica e reviro os olhos, ele e Yangmi riem de mim.

— Você continua a mesma reclamona ciumenta, não é? — ele diz vindo para perto de mim e me abraça de lado, ele deixa um beijo em minha testa — Também estou feliz em te ver Jinnie, e nem faz tanto tempo assim, nos vimos no natal.

— Mas já fazem três meses app... tio Jimin-ah — diz Yangmi e cora levemente, deixando suas bochechas em um tom ainda mais rosado do que o normal — É bastante tempo sim - ela faz um bico.

— Certo, certo — ele diz e sorri — Vamos para casa então? Vocês devem estar cansadas.

— Eu estou com soninho — minha filha diz e boceja, em seguida enterra sua cabeça no peito de Jimin e fecha seus olhos.

— Acho que eu sou um bom travesseiro, não acha? — diz ele enquanto caminhamos para dentro do carro — Tal mãe, tal filha.

— Besta — reviro os e rio baixo — Mas sim, você é um bom travesseiro ChimChim.

Já dentro do carro, Jimin e eu conversamos sobre várias coisas, e é óbvio, dentre delas os dois tópicos dos quais eu mais estava com medo: Jung Lichae e Jeon Jungkook, cada um a sua maneira, mas ainda assim com muito medo.

— Ela está muito brava? — perguntei a ele baixinho, tentando não acordar Yangmi que já dormia profundamente.

— Jinnie-ah, ela nem sabe que você voltou ou que Yangmi existe — disse Jimin — Mas é, ela deve realmente estar furiosa com você.

— E..... ele?

— Ele parou de tocar no seu nome há alguns anos — Jimin dá de ombros — E nenhum de nós gosta de falar sobre você perto dele, nem Chae gosta, você machucou muita gente Jihee, feriu os sentimentos de muitas pessoas.

— Me desculpe — eu sussurrei para ele com os olhos marejados.

— Calma, vai ficar tudo bem, eles vão entender, todos nós te amamos — disse ele a mim — Só... tente ficar calma.

Eu encostei minha cabeça no ombro de Jimin enquanto me permitia deixar algumas lágrimas rolarem por minha face.

Eu sabia que os tinha magoado, eu entenderia perfeitamente se nenhum deles quisesse me perdoar, é como Jimin disse, eu magooei pessoas demais com minhas mentiras, mas eu juro que tinha a melhor das intenções, minha única intenção era não causar problemas, mas a verdade, é que talvez eu tenha causado outros problemas ainda maiores.

Respirei fundo naquele instante tentando me preparar para o outro dia, um outro dia onde eu provavelmente reencontraria minha melhor amiga que possivelmente iria querer me assassinar. E também encontraria ele, Jeon Jungkook, o pai de minha filha, o dito cujo eu escondia um segredo que eu teria de fazer o possível e o impossível, mover céus e terra para que não descobrisse a verdade pois eu sabia que se ele descobrisse, Jungkook jamais iria me perdoar pelo que fiz.

Desde criança sempre fui ensinada a lidar com cada ação de meus atos, sempre soube que cada ação gera uma reação; e eu fiz o que fiz por amor, não me arrependo de nada, e talvez, só talvez, eu estivesse pronta para lidar com as consequências e reações de minhas próprias ações.


Notas Finais


Ps. Não odeiem a Jihee, sei que o que ela fez não foi legal (foi horrível, na verdade) e eu não estou aqui para justificar as ações da personagem, só quero que se lembrem que tudo o que ela fez, foi por amor :)

Bye, bye, até mais sz


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