História Camp Jones - Capítulo 11


Escrita por: ~ e ~goodwolf

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Acampamento, Califórnia, Camp, Camp Jones, Colegial, Escolar, Los Angeles
Visualizações 6
Palavras 1.814
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Então... Faz 85 anos que eu não posto nenhumas das minhas histórias, mas finalmente ta ai.


O motivo de eu ter demorado tanto pra postar essa buceta de capítulo foi o bloqueio criativo, que no final não me levou a nenhum lugar. Eu não queria fazer um capitulo q n me levasse a lugar nenhum, então por isso eu queria ele maior, porém, foi o que aconteceu. Esse capítulo praticamente não avança a história e só enrola, o que eu venho percebendo tipo... Estamos ja no capitulo 11 e ainda está no segundo dia de acampamento.

Se esse capítulo tivesse ficado muito extenso eu acho que ai se tornaria bem massante, então finalmente, eu decidi finalizar do jeito que ele estava.

Desculpa pela demora e espero que gostem.

Capítulo 11 - Por que eu não sentia raiva daquele garoto?


Vincent

Uma luz de cegar preenchia a minha visão me forçando a voltar a fechar os olhos. Eu havia dormido? Como? Ah sim, eu havia sido esmurrado. Por um hipster de 16 anos.

Voltava a abrir os olhos. Dessa vez, a luz se mostrava ser apenas o sol pela janela estampado na minha cara. Por sorte, ele estava frio, o que significava que era cedo. Eu havia dormido realmente por tanto tempo assim? Aquele maldito havia me deixado desacordado por tanto tempo?

Me levanto do sofá (sim, quem havia me trazido não havia nem se dado ao trabalho de me colocar na minha cama?). Minhas costas doíam como as de um idoso. Esse sofá era duro feito o dos Flintstones. A dor no pescoço era pior ainda. Resumindo, eu estava quebrado e quadrado como um boneco daquele jogo que as crianças jogam... Mine sei lá o que.

-Merda... – Sentia como se estivesse em ressaca, o que realmente estava acontecendo já que eu estava parcialmente bêbado ontem. E é claro, o porre que eu havia levado, meu corpo inteiro ainda conseguia sentir aquela mesa... E os cupcakes nas minhas costas.

Eu não ia tomar banho agora, eu não ia fazer barulho agora. Não queria ouvir Kyle, nem Rachel enchendo meu saco com perguntas sobre ontem, se eu estava bem ou talvez alguma zombaria... Vindo de Rachel, bem provável que isso acontecesse. Já de Kyle... “Você está bem mesmo?”, “Quer ir pro hospital?”, “Quer algum remédio pra dor?”.

Olho mais de perto pela janela, apenas os sons dos pássaros e uma leve brisa era o que eu escutava. Até dava pra ouvir a água correndo pelo lago. Mais nada. Nada de vozes, de pessoas, de contato. Perfeito.

Abro a porta, sentia as olheiras perfurarem por baixo dos meus olhos. Eu não gosto muito de natureza, mas aquela paisagem... Ela era realmente bonita e tranquilizante. Era um tempo de paz daquele bando de adolescentes baderneiros e barulhentos que no momento estavam roncando e babando como Doodles, o cachorro do Kyle e da Rachel (eu não gosto de cuidar de animais, então tecnicamente ele não é meu). Meu cabelo é bagunçado levemente pela brisa. A visão estava linda, realmente. Claro... Nada do que eu não tenha visto todos esses anos que compramos esse local, mas ainda assim, continuava a surpreender, como se fosse uma mini Disneylândia em um paraíso “parque-aquatical”?

Da área dos chalés era possível ver o restante do acampamento, pelo menos uma parte dele, já que esse lugar era enorme. O lago se abrindo a esquerda, contornado pela floresta e pela ponte de madeira, brilhando com o sol que era nítido no céu enquanto subia para dar as boas vindas ao dia. As mesas de madeira na beira do lago estavam imundas com a sujeira da festa de ontem. Alguns pombos comiam os farelos que haviam ali. Logo mais ao lado, no centro de minha visão estava o salão, o refeitório o depósito. O campo de beisebol/anfiteatro, as quadras e a piscina não eram visíveis dali, já que havia uma leve trilha no bosque para chegar até lá.

Como eu havia dito, eu não sou fã de natureza. Mas era compreensível o porquê do meu irmão gostar tanto daquele lugar.

Um pensamento tranquilo, que poderia acalmar talvez, essa dor por todo o meu corpo e rosto vem em minha mente. Ficar a beira do lago, apenas por um tempo. Afinal, eu tinha que aproveitar um pouco aquele silêncio. Não é toda vez que eu acordo cedo.

...

Eu poderia usar óculos. Eu deveria usar.

Era eu tão cego assim para não notar o cabelo prateado de Abraham na beira do lago lá de onde estava no topo da colina? Parecia um espelho refletindo o sol. Se eu houvesse o visto, nem descer a colina eu teria descido. Por sorte, o garoto não havia me notado. Decido então voltar, mas antes de fazê-lo, um pensamento vem em minha mente. O que ele fazia ali há essa hora?

“Talvez fosse apenas mais uma coisa de hippie que aquele garoto tinha mania de fazer”, pensava. "Contato com a natureza” e idiotices como essa.

Ele apenas atacava pedras no lago, esperando que elas quicassem. Seus tênis estavam ao seu lado, com as meias dentro. Estava descalço, com as pernas parcialmente dobradas. Uma bermuda branca e uma regata completamente psicodélica. Não dava nem para descrever as cores que a preenchiam. Uma mistura de roxo, laranja e amarelo. Talvez fosse isso. Seus braços não eram nem tão brancos, nem tão bronzeados. Ele era um magro em boa forma. E eu um magro em má. Talvez por isso eu houvesse perdido pra ele ontem.

E então era só isso. Pedras no lago, olhares para o horizonte, pedras no lago, olhares para o horizonte. Não resistia de soltar algo sarcástico na mesma hora.

-É sério que você acordou cedo apenas pra atacar pedrinhas na água?

Ele estremece. Eu havia o assustado. Uau, eu era tão imperceptível assim? Ou aquele garoto era muito desatento? Sentia uma pitada de orgulho por ser tão sorrateiro.

Sua expressão feliz muda rapidamente quando ele percebe que era eu.

Cale

Eu não sou gay.

Não tenho dúvidas disso, eu nunca tive. Mas o que estava acontecendo comigo aquela madrugada era algo meio fora do comum. Já estava amanhecendo. Eu não conseguia dormir, pois toda vez que eu tentava a imagem do meu melhor amigo vinha na minha cabeça, àquela cena constrangedora e a única coisa que eu fazia era beber água da torneira do banheiro, várias e várias vezes, descendo de fininho da cama para não acordar ninguém.

-Você está bem?

Tomo um susto, engasgando com a água que eu engolia da torneira.

-Ah, droga, desculpe... – Era a voz de Enzo, ele solta uma risada baixa. Ele estava na porta, mas eu apenas enxergava a silhueta de seu corpo, sem conseguir ver seu rosto.

Me recupero das tosses, acendendo a luz e estreitando os olhos com a luminosidade. Enzo faz o mesmo. Fico olhando para ele por um tempo, enquanto recuperava o fôlego.

-O que você faz acordado? – Pergunto a ele.

-Eu estava no Netflix. Pelo celular. – Ele responde com um sussurro estranhamente otimista, agora que era possível vê-lo, era possível notar os fones de ouvido envoltos por dentro de sua camiseta. – Você não respondeu a minha pergunta.

Solto um suspiro, secando a boca no braço e focando os olhos para o olhar.

-Eu estou com um calor horrível. – Minto da melhor forma e mais fajuta que conseguia para ele. Eu não ia dizer “eu estou tendo sonhos estranhos e potencialmente eróticos com o meu melhor amigo e eu quero esquecer e sonhar com qualquer outra coisa” porque bem... Não soa bem nem na minha própria cabeça.

-Isso é notável. Bem, achei que você estava passando mal ou algo assim. Que bom que não é isso. Boa noite, se você conseguir dormir. – E então ele sai da porta se deitando na ultima beliche novamente. Não era possível vê-lo do banheiro.

Eu queria sentar no chão ou sentar na privada. Mas eu apenas volto pra minha cama, tentando dormir novamente e esperando não pensar muito naquilo.

“Foi uma coisa idiota pra se pensar. Só... Isso”.

Vincent

-É sério que você acordou apenas com o intuito de vir me encher o saco de novo? – Ele falava claramente, com um sorriso bobo no rosto e até um pouco irônico.

Demoro um pouco para responder. Não era que eu estava sem palavras, eu só estava desacreditado.

-Por favor... Se eu soubesse que você estava aqui eu nem tinha saído do chalé.

-Então por que está falando comigo agora? – Ele pergunta me fazendo novamente calcular o que eu ia dizer. Normalmente quando eu entro em discussões como essa (o que é na maioria das vezes) eu já tenho a coisa pronta pra dizer. Algo sarcástico, coisas assim. Mas naquele momento não.

-Porque eu quero sentar a beira do lago. – Respondo.

Um leve suspiro, fumaça saia de sua boca.

-Ninguém está te impedindo. – Ele retruca.

-Você está.

-Por que eu estaria?

-Está ai, isso me incomoda.

-Bem... Eu cheguei aqui faz um tempo antes de você, não é mesmo?

Por que eu não sentia raiva daquele garoto? Eu queria que ele me despertasse a raiva. Eu sabia que sentia, mas nada acontecia para demonstrar aquilo no momento. Era como se aquela discussão fosse uma espécie de troca de inteligências. Como se a qualquer momento um dos dois fosse falar “Haha! Essa foi ótima!”, como se nem fosse sequer uma discussão. Eu parecia estar falando tão sério para alguém que não estava se levando a sério.

-O acampamento tem meu nome nele, não é mesmo? – Devolvo.

-Uhum. – Confirma.

Ele permanecia ali, como se aquela conversa nunca tivesse acontecido.

-Isso é sério? Você vai continuar ai?

Ele confirma com a cabeça.

-Tudo bem, então vai ter que me aguentar, porque agora eu quero entrar no lago.

-Okay.

Demoro um pouco para fazer tal coisa, porque ainda estava chocado com o fato de estar gostando daquela conversa.

Eu não queria entrar no lago, devia estar extremamente gelado. Mas meu orgulho me fazia fazer tal atitude, devido ao fato de que eu havia dito que iria entrar. Logo, tiro a camiseta e a calça jeans e por algum motivo, eu havia corado. Mesmo com Abraham não olhando para mim.

Entro no lago, antes que ele notasse.

Abraham

Apenas vejo o garoto entrando com tudo no lago, me fazendo soltar uma leve risada de surpresa. Cara... Ele realmente tinha entrado? Naquele frio? Não era possível que realmente quisesse fazer tal coisa.

As pessoas costumam me chamar de lerdo, até porque eu nunca pego as coisas de primeira, mas uma coisa que eu gostava de ter como habilidade era saber quando alguém mentia. Eu li bastante sobre como o ser humano age quando vai inventar uma mentira, principalmente se ela for improvisada na hora e, adivinhe só, há varias formas de uma pessoa reagir. Tanto com tiques, tanto quando se mantiver sólido demais.

Vincent não queria entrar na água, aquilo era puro orgulho.

-Cara, você é definitivamente a pessoa mais insistente, persistente, obcecada, teimosa e orgulhosa que eu já vi na minha vida. – Uau. Todos os adjetivos haviam saído quase que ao mesmo tempo, me fazendo ter um leve orgulho da minha pronuncia naquele momento.

-Você só falou qualidades.

Reviro os olhos, soltando uma risada. Um silêncio confortável paira, ouvia os pássaros piarem, aquele lugar era incrível.

-Me desculpe por ter te socado ontem... E ter te jogado na mesa de bolinhos... E ter destruído o karaokê... Em você.

Ele parou, parecendo não saber o que dizer, talvez querer dizer algo sarcástico ao invés de aceitar as desculpas. Mas ao invés disso, ele sorriu, sem sarcasmo nenhum na expressão.

-A dor de cabeça que você me deixou entra pra conta, junto com o para-brisa do carro.

Não deixei de soltar uma risada. 


Notas Finais


Nasce então um ship...
#Abricent


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