História Caroline - A Guerra Só Começou - Capítulo 6


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Categorias Coraline
Personagens April Spink, Charlie Jones, Coraline Jones, Mel Jones, Miriam Forcible, Personagens Originais, Sr. Bobinsky, Wyborne 'Wybie' Lovat
Tags A Filha Da Coraline, Bela Dama, Caroline, Continuação De Fã, Coraline, O Filho Da Bela Dama
Visualizações 15
Palavras 1.749
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Fluffy, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Canibalismo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, blz?
Não pretendo demorar muito aqui, então boa leitura anjos.

Capítulo 6 - Enxergar a realidade


Eu e Josh nos olhamos. Meus pais pareciam ainda estar processando tudo o que acabaram de ouvir. Minha mãe se endireitou, suspirou e pegou a mão do meu pai. Pensei naquele momento que ela iria expulsar Josh da casa e me colocar de castigo, mas não foi isso que fez, pelo contrário, quem tomou posse de fala foi meu pai:

-Você quer que nós acreditemos em tudo isso?-falou simplista enquanto olhava com desdém para Josh.

-Senhor... Eu não sou como mi...-Josh não pode terminar de falar, pois fora interrompido por minha mãe.

-Você é filho daquele monstro!...-minha falou, quase que num sussurro, olhou Josh da maneira mais assustadora, olhou para ele com ódio, Josh apertou minha mão e estremece.

-Mas eu...-outra tentativa falha de falar, eu podia ver em seus olhos a tristeza, o medo e o espanto. Logo, minha mãe começou a se alterar.

-VOCÊ É FILHO DAQUELE MONSTRO! DEVE SER UM MONSTRO TAMBÉM!-ela berrou, ato que assustou tanto a mim quanto a Josh. Achei que era hora de esclarecer as coisas, antes que minha mãe endereço e para cima do garoto.

-Mãe! -eu chamei, esperando que ela retomasse consciência.- Ele não é um monstro, não é filho de um monstro, é, simplesmente, filho de alguém que precisa de ajuda!

-CHEGA!

Todos os olhos se voltaram para meu pai, ele tinha a face serena, estava em pé para que pudesse olhar a todos por cima, sua mão estava sobre a mesa, foi acariciada pela de minha mãe, ela parecia ter ficado mais calma...

-O garoto veio aqui, nos contou a verdade, confiou em nós!... Pediu ajuda para nós!...- meu pai se sentou ao perceber que agora estava tudo sobre controle.

-Não sabemos se ele contou a verdade...-minha mãe murmurou emburrada.

Josh permanecia em choque ao meu lado. Me perguntei se ele estava com medo. Ou triste. Ou com raiva...

Acariciei levemente sua mão. Ele pareceu acordar, mas logo que seu olhar se cruzou com o da minha mãe, sua expressão se voltou para uma de raiva. Tentei entender a briga mental que eles travavam mas sem sucesso.

-E sua alma, Coraline -começou Josh.- Você sabe que perdeu a aposta...- os olhos de minha mãe se arregalaram e sua boca formou um "o", meu pai estendeu a mão, que apoiava a cabeça, sobre a mesa tendo a mesma reação que a minha mãe.

-Você quer dizer... Quer dizer que a minha alma pertence a ela? -Josh se reencostou na cadeira, ainda segurando a minha mão. Ele olhou para minha mãe, ela acabara de fazer uma pergunta um tanto confusa, pelo menos para mim, porém todos no local pareciam saber o que estava acontecendo.

-Você trapaceou, mas a sua alma não serve mais, agora, você esta devendo uma alma, de alguem que tenha o seu sangue...- o menino ao meu lado falava tudo aquilo tranquilamente- Que seja de uma criança... Ou uma pessoa menor de 17 anos. -Todos olharam para mim. Eu queria perguntar, mas estava com medo da resposta.

-Eu?- falei em um fio de voz. Com medo que a resposta fosse sim, se fosse, Beldam não descansaria...

-Eu não vou deixar que nada aconteça com você. Eu juro...-Josh sussurrou ao meu lado para que só eu ouvisse. Sorri com suas palavras.

-Temos que pensar!- meu pai disse. Pelo jeito que ele havia falado, aquele era o veredito. Ninguém se atrevia a contrariar meu pai quando ele falava daquele jeito, ele tinha razão, estava tarde, precisávamos dormir e pensar no que fazer. Precisavamos, tinhamos e iamos fazer aquilo.

- Carol, leve seu "convidado" para a porta, por favor.- minha parecia cuspir tais palavras, seus olhos fulizavam Josh e eu tinha certeza que ela o chingava mentalmente.

-Vamos, Josh...-puxei ele para fora e continuei o arrastando até estarmos do lado de fora da casa.

- O que você achou? - perguntou Josh.

- Eu não sei...- respondi olhando para a lua brilhante que iluminava o céu.

- Acho... Quer dizer, vou embora... Tchau. - estalou um beijo em minha bochecha, coloquei a mão sobre o local, observei Josh se afastar de mim e sumir em meio as arvores da floresta. Me perguntava sobre onde ele morava.

-Tchau...-murmurei para mim mesma. Entrei na minha casa e fui para cozinha. Esperava que meus pais brigassem comigo, me repreendessem, ou sei la, mas não foi isso que fizeram. Falaram que tinham muito no que pensar, que era melhor eu ir dormir, que quando estivessem prontos falariam sobre o assunto. Se até eu estava pronta, como eles não estavam?

Fui para o meu quarto, mas não conseguia parar de pensar para relaxar. Meus pensamentos voltados para Josh e em tudo o que ele havia me contado, nos conheciamos a tão pouco tempo, ele confiava em mim o bastante para me contar aquelas coisas, eu também confiava nele, mas não tanto quanto ele demonstrava confiar em mim, até parecia que ja me conhecia. Meus olhos começaram a pesar, não sei que horas e nem no que estava pensando, mas adormeci...

-.*.-

- Você contou aos seus pais... Acredita mesmo no meu filho?!- não consegui de identificar se a pergunta era retórica ou não. Me contive, não falei nada. - Ficou muda garota?

Eu e Beldam ouvimos o barulho de um trovão e o clarão que invadiu a cozinha. Beldam, em um movimento inesperado, jogou-se ao chão, escutei pequenas lamurias vindas dela mas não consegui decifrar o que era dito. A sala tremeu. Olhei para o lugar no chão onde Beldam já não estava mais, olhei ao redor em busca de indícios de onde ela estaria, porem não vi nada. Comecei a andar pela sala tentando encontrar uma saida. Tentei abrir a pequena porta mas ela estava trancada. Então, visto que não havia mais opções, fechei os olhos e me concentrei o maximo que pude em acordar, logo começei a desaparecer e acordei.

Me levantei, fiz as minhas higienes matinais e fui para a cozinha tomar café. Meus pais estavam calmos, mas em seus olhares vazios e preocupados percebia-se o peso que carregavam nas costas. Tomamos café da manhã como uma familia normal, que não tem que se preocupar com nada, isso fez eu me sentir estranha...

Eu era a unica naquela casa que estava aterrorizada?

Fui para a escola a passos lentos, estava sem ânimo algum. Escutei passos rapidos atrás de mim e um chamado:

-Ei! Garota! Você deixou cair isso.- O menino de cabelos loiros e ondulados estava parado, com os braços estendidos e meu chaveiro na mão. Peguei o chaveiro e agradeci. Caminhamos lado a lado até a escola. Agora eu sabia algumas informações básicas sobre o barulhento: tinha 16 anos, seu nome era Eric, tinha um irmão chamado Willian e era neto da falecida sra. Forcible.

Ao chegarmos na escola, nos despedimos e cada um seguiu seu proprio rumo.

A aula estava chata e cansativa, eu tinha a impressão de ja ter escutado todas as palavras produzidas pela boca do professor.

-Que aula de merda, né?- Vanessa disse e eu concordei fazendo uma expressão de cansaço. Emilly havia me apresentado Vanessa ontem. Ela era loira, com olhos verdes, era mais baixa que eu e tinha um piercing no nariz, pelo que ela disse seus pais nem tinham ligado quando ela chegou com um piercing no nariz em casa.

Eu estava quase dormindo quando o sinal tocou anunciando o intervalo. Todos sairam correndo, ignorando o que o professor dizia sobre ir com calma e sem baderna. Passei o intervalo com as minhas novas amigas.

-.*.-

-Amanhã eu sortearei os grupos para o trabalho. - Finalizou a professora com certo desânimo na voz. Todos sairam apressados com essas palavras finais, menos eu, Vanessa e Emilly, que esperavamos o tumulto passar. Nos despedimos e nos separamos. Emilly entrou no carro com seu pai e acenou para nós. Vanessa seguiu o caminho oposto ao que eu sigo lançando uma piscadela em minha direção como despedida. Elas eram completamente opostas, mas mesmo assim eram amigas.

Iniciei minha jornada até minha casa, o que não demorou nem 20 minutos. Chegando em casa, cumprimentei meus pais e fui para meu quarto.

Estava tudo voltando ao normal, a nesma rotina de sempre e, por algum motivo, eu não estava gostando disso.

Depois da janta voltei para meu quarto e sentei perto da janela para observar a linda noite.

-Oi. - vireu rapidamente a cabeça ao ouvir a vez de Joshua, um susto inesperado.

-Oi. - observei ele se sentar na minha cama, um tanto quanto apreensivo.

-O que faz aqui? - perguntei tentando não soar ríspida, eu estava realmente curiosa a respeito disso.

-Não posso vir te visitar?! - colocou as mãos sobre o peito fazendo-se de ofendido. Dei risada.

-Claro... Nenhum interesse?

-Só o de te ver!- respondeu prontamente.

-Nenhuma noticia ruim?

-Nenhumazinha!- sorriu vitorioso ao ver que eu teria desistido de fazer quaisquer outras perguntas. Tentei desfarçar a cara de desapontamento ao perceber que, assim como meus pais, ele fingiria que nada estava acontecendo...

Sou a unica preocupada?

Sou a unica que enxerga a realidade?

Se seria assim, ok. Tambem iria fingir que nada estava acontecendo. Queria ser normal um pouco. Sorri forçado e me endireitei.

-Só fale baixo, ok?- alertei e fui até ele, me sentei em seu lado e fiquei em silêncio esperando que ele se prontificasse e começasse uma conversa.

-Então... O que acha de mim? - falou sem olhar para mim e mexendo em seus dedos. O olhei confusa.

-Como assim? - onde ele queria chegar?

-É que... Sei la...- balbuciou sem-graça.

-Termina o raciocinio!

-A impressão que tem de mim! Gosta de mim? Me acha legal? Essas coisas! - pude sentir um certo arrependimento por ter começado esse assunto em sua voz.

-Ah, eu te acho legal e gosto de você.- achei que essa resposta tinha sido o suficiente, e meu pensamento foi confirmado por um sorriso vindo de Josh. Soltei um riso fraco. Iria perguntar também.

-E você?

-E eu? - fez-se de desentendido.

-É, você! O que acha de mim?

-Ah... Acho você legal e gosto de você. - ri da imitação que ele fez de mim, dei um soquinho em seu braço, o fazendo olhar para mim. - Eu gosto muito de você... Desde da primeira vez que te vi.

-No poço?

-Não, eu te conheço a muito mais tempo. Só que você não me via. - fiquei confusa nesse momento, como? Desde quando então?

-Desde quando então?

-Desde o ano passado. Quando fiquei sabendo que voce iria se mudar para cá, descobri seu endereço e passei a te seguir. Estranho, né?

-Sim, muito...

-Somos estranhos?

-Sim, muito... - nós somtamos uma risada conjunta. As condições em que estávamos, os momentos que viviamos, os nossos pais... Nada nos permitiria ser normais.

Estavamos condenados a sermos estranhos e eu gostava disso... 

-Acho que gosto de sermos estranhos... - Josh disse num sussurro enquanto olhava para a janela.

-Eu também...


Notas Finais


Espero que tenham gostado...
Bjos amorecos.




Fui...


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