História Cartas Para Jeon - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts, Cartas, Jungkook, Kooktae, Kookv, Taehyung, Taekook, Vkook
Visualizações 59
Palavras 3.585
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Cross-dresser, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


『HELLOOOO, gostaram da capa nova?
Eu que fiz!!!!

Mas enfim, boa leitura!』

Capítulo 2 - 2


Na privacidade de seu quarto, Taehyung sentou-se diante da escrivaninha e mergulhou a pena na tinta azul-escura.

Num dos cantos da mesa, um gato cinza de três pernas, chamado Lucky, observava-o com atenção.

Medusa, o ouriço-fêmea de Taehyung, estava do outro lado do móvel.

Lucky, uma criatura naturalmente sensata, nunca incomodava o pequeno ouriço.

Depois de checar o remetente na carta de Jeon, escreveu:

Capitão Jeon Jung Kook
1o Batalhão da Brigada de Rifles
Acampamento da 2a Divisão, Coréia do Norte 17 de outubro de 1854

Ele fez uma pausa e esticou a mão para acariciar com a ponta dos dedos a pata dianteira que restara de Lucky.

– Como o hyung começaria uma carta? – se perguntou em voz alta. – o chamaria de caro? De caríssimo? – E franziu o nariz diante da ideia.

Escrever cartas com certeza não era um dos principais talentos de Kim Tae Hyung.

Embora viesse de uma família bastante eloquente, sempre valorizara mais o instinto e a ação do que as palavras.

Na verdade, conseguia saber muito mais sobre uma pessoa durante uma curta caminhada ao ar livre do que se permanecesse sentada por horas conversando com ela.

Depois de ponderar várias possibilidades de assuntos que alguém poderia abordar com um completo estranho, enquanto se fazia passar por outra pessoa, finalmente desistiu.

– Que seja, vou escrever do jeito que me agradar. Ele provavelmente vai estar exausto demais por causa da batalha para perceber que a carta não tem o estilo de Minnie hyung.

Lucky acomodou o queixo sobre a pata e semicerrou os olhos, deixando escapar um ronronar que lembrou um suspiro.

Começou a escrever.

"Caro Jungkook,

Tenho lido os artigos sobre a batalha de Alma.

De acordo com o que escreveu o Sr. Do, do Times, a sua e mais duas outras Brigadas de Rifles se adiantaram à Guarda Coldstream e abateram vários oficiais, desorganizando assim a formação inimiga.

O Sr. Do também destacou em seu texto, admirado, que os Rifles jamais recuam ou sequer abaixam a cabeça quando estão sob fogo cruzado.

Apesar de compartilhar da admiração de Do, caro capitão, gostaria de deixar claro que, em minha opinião, não seria demérito algum à sua coragem se abaixasse a cabeça quando estivesse sob a mira de tiros.

Abaixe-se, afaste-se para o lado, esquive-se ou, de preferência, esconda-se atrás de uma rocha.

Prometo que não o admirarei menos por isso.

Chiu está com você?

Ainda morde?

De acordo com meu amigo Taehyung - o que leva ouriços a piqueniques -, o cão está agitado demais e assustado.

Como, em seu íntimo, cachorros são lobos e precisam de um líder, você deve estabelecer uma relação de domínio sobre ele.

Sempre que o animal tentar mordê-lo, segure o focinho dele, aperte de leve e diga "não" com uma voz firme.

Minha música preferida é "Over the Hills and Far Away".

Choveu em Daegu ontem, uma chuva leve de outono que mal conseguiu derrubar algumas folhas.

As dálias não estão mais florindo e a geada fez murchar os crisântemos, mas o ar está com um perfume divino, de folhas antigas, troncos úmidos e maçãs maduras.

Já percebeu que cada mês tem seu próprio aroma?

Para mim, maio e outubro são os de melhor perfume.

Você perguntou se há algum lugar tranquilo no mundo e lamento dizer que esse lugar não é aqui.

Há poucos dias, o jumento do Sr. Min escapou da baia, desceu correndo pela estrada e, de algum modo, acabou conseguindo entrar em um pasto fechado.

A égua premiada do Sr. Oh estava pastando inocentemente quando o sedutor mal-educado a atacou.

Agora, parece que a égua está prenha e há uma contenda entre Oh, que exige compensação financeira pelo ocorrido, e Min, que insiste que se a cerca do pasto estivesse em melhor estado o encontro clandestino não teria ocorrido.

Pior ainda, ele sugeriu que a égua é uma sirigaita que não tentou preservar sua virtude com o empenho necessário.

Acha mesmo que tem um lugar no inferno?... Não acredito em inferno, ao menos não na vida após a morte. Acho que o inferno é criado pelo homem, aqui mesmo na Terra.

Você disse que o cavalheiro que conheci não é mais o mesmo.

Como eu gostaria de lhe oferecer mais conforto do que apenas lhe dizer que, não importa quão mudado esteja, você será bem-vindo ao retornar.

Faça o que for preciso.

Se isto lhe ajudar a enfrentar o que tem pela frente, coloque suas emoções de lado por enquanto e tranque a porta.

Talvez, um dia, possamos abrir juntos essa porta para as suas emoções.

Com carinho, Jimin"

Ele jamais enganara alguém de propósito.

E teria se sentido muito mais confortável se pudesse ter escrito para Jeon como ele mesmo.

Mas ainda se lembrava dos comentários pejorativos que ele certa vez fizera a seu respeito.

O capitão não iria querer uma correspondência do "estranho Kim Taehyung".

Ele pedira uma carta ao lindo ômega Park Jimin dos cabelos ruivos.

E, afinal, receber uma resposta escrita com base em uma mentira não era melhor do que não receber nada?

Um homem na situação dele precisava de todas as palavras de encorajamento que alguém pudesse oferecer.

E, por algum motivo, depois de ler o que Jungkook escrevera, descobriu que realmente se importava.

▁ ▂ ▃ ▄ ▅ ▆ ▇ █ ▇ ▆ ▅ ▄ ▃ ▂ ▁  

A lua da colheita trouxe um tempo seco e claro e os colonos e trabalhadores tiveram a safra mais abundante de que se lembravam.

Como todos na propriedade,Kim estava ocupado com a colheita e com a festa comemorativa da fartura.

Os gramados da casa eram palco de uma refeição substanciosa ao ar livre e de um baile.

O evento contou com a presença de mais de mil convidados, entre eles arrendatários de terras, empregados e moradores da cidade.

Para a decepção dele, Jisoo não pudera comparecer às festividades, pois seu marido, Jungkyung, fora tomado de uma tosse persistente.

Que ficara em casa para cuidar dele.

"O médico nos deixou alguns remédios que já fizeram com que Kyung melhorasse bastante", escrevera Ji, "mas também alertou que é muito importante que ele fique de cama para que se recupere por completo."

Perto do fim de novembro,caminhou até a casa dos Jeon's, pegando uma estrada que atravessava um bosque cheio de carvalhos retorcidos e faias de copas largas.

As árvores de troncos escuros pareciam mergulhadas em açúcar.

Conforme abria caminho por entre as camadas de nuvens, a luz do sol projetava reflexos brilhantes sobre a geada branca.

As solas de seus sapatos resistentes quebravam a mistura congelada de musgo e folhas secas que cobria o solo.

O jovem se aproximou da casa, uma construção ampla, coberta de hera, que assentava em meio a dez acres de floresta e já fora um pavilhão real de caça.

Quando chegou à encantadora trilha pavimentada que levava à casa, deu a volta pela lateral e seguiu em direção à fachada da frente.

– Taehyung.

Ouviu a voz tranquila e se virou para ver Jisoo sentada sozinha num banco de pedra.

– Ah, olá! – cumprimentou, animado. – Não a vejo há dias, por isso pensei em... – Então se calou ao chegar mais perto da amiga.

Ela estava usando um vestido simples do dia a dia, o tecido cinza se confundindo com o bosque atrás dela.

E estava tão silenciosa e quieta que Kim não a notara.

Os dois eram amigos havia três anos, desde que Jisoo se casara com kyung e se mudara para lá.

Há um certo tipo de amigo que só se visita quando não se tem problema algum - esse era Jimin.

Mas há outro tipo de amigo que se visita em momentos de dificuldade ou necessidade - essa era Jisoo.

Franziu a testa ao ver que a amiga não mostrava a cor saudável que lhe era característica e que seus olhos e seu nariz estavam vermelhos e inchados.

– Não está usando uma capa, ou um xale – comentou o maior, preocupado.

– Estou bem – murmurou a outra, mas seus ombros tremiam.

Balançou a cabeça e fez um gesto de recusa quando Kim começou a despir a pesada capa de lã que usava e passou-a ao redor de seu corpo esguio.

– Não, Tae, não...

– Estou quente por causa da caminhada – insistiu.

Se sentou ao lado da amiga, no banco de pedra gelado.

Um momento se passou sem que nenhum dissesse nada, e o único som era da respiração entre cortada da mais nova.

Algo estava muito errado.

Tae se obrigou a esperar, com paciência forçada, sentindo o coração apertado.

– Ji – disse por fim –, aconteceu alguma coisa com o capitão Jeon?

A mesma encarou o outro com um olhar confuso, como se estivesse tentando decifrar uma língua estrangeira.

– Capitão Jeon – repetiu baixinho e balançou de leve a cabeça.

– Não. Até onde sabemos, Jungkook está bem. Na verdade, ontem mesmo chegou um maço de cartas dele. Uma delas é para Jimin.

Kim quase desmaiou de alívio.

– Levarei a carta para ele, se você quiser – ofereceu-se, tentando parecer discreto

– Sim, seria de grande ajuda. – torcia os dedos no colo, entrelaçando-os e desentrelaçando-os.

O outro estendeu a mão lentamente e pousou-a sobre a da amiga.

– A tosse do seu marido piorou?

– O médico esteve aqui há pouco –respirou fundo e continuou em um tom perplexo – kyung-ssi está com tuberculose.

Esta apertou a mão do amigo com mais força.

Ficaram em silêncio, enquanto um vento frio sacudia as árvores.

Era difícil aceitar a enormidade daquela injustiça.

Ele era uma pessoa decente, sempre o primeiro a aparecer quando sabia que alguém precisava de ajuda.

Ele pagara pelo tratamento médico da esposa de um dos aldeões porque o casal não tinha como arcar com as despesas, colocara o piano da casa à disposição para que as crianças da propriedade tivessem aulas e investira na reconstrução de uma loja que vendia tortas e que fora quase completamente destruída por um incêndio.

Ele fizera tudo isso com total discrição, parecia quase envergonhado ao ser pego praticando uma boa ação.

Por que alguém como ele tinha que sofrer um golpe desses?

– Não é uma sentença de morte – o amigo falou por fim. – Algumas pessoas sobrevivem à doença.

– Uma em cinco – concordou num tom de voz desanimado.

– Seu marido é jovem e forte. E alguém tem que ser o um de cinco. Será Jungkyung.

Jeon assentiu, mas não respondeu.

Outra brisa soprou ao redor deles, e o frio entrou pelas mangas da blusa do loiro

A outra procurou se recuperar da névoa de infelicidade que a dominava, levantou-se e devolveu a capa ao amigo.

– Vamos entrar. Vou buscar a carta para você entregar a Min.

▁ ▂ ▃ ▄ ▅ ▆ ▇ █ ▇ ▆ ▅ ▄ ▃ ▂ ▁  

Quando chegaram ao topo da escada, ouviram uma tosse abafada que vinha de um quarto no fim do corredor.

O ômega se encolheu.

– Tae, se incomodaria de esperar um instante? Preciso ver jungkyung-ssi... está na hora do remédio dele.

– Sim, é claro.

– O quarto de Jeonggul, onde ele fica quando vem visitar, é bem ali. Deixei a carta sobre a cômoda.

– Vou pegá-la.

A beta foi ver o marido, e o outro entrou cautelosamente no quarto de Jeon, não sem antes espiar do batente da porta.

O cômodo estava na penumbra.

Abriu uma das pesadas cortinas, deixando a luz do sol iluminar o chão acarpetado num triângulo ensolarado.

A carta estava sobre a cômoda.

Pegou-a ansiosamente, os dedos coçando para romper o lacre.

Mas a correspondência estava endereçada a Jimin, ele repreendeu a si mesmo.

Com um suspiro de impaciência, guardou o envelope lacrado no bolso e se demorou um pouco mais diante da cômoda, observando os artigos de higiene arrumados com elegância sobre uma bandeja de madeira.

Um pincel de barbear com punho de prata... uma navalha dobrável... um pote para sabão vazio... uma caixa de porcelana com tampa de prata.

Incapaz de resistir à tentação, Kim levantou a tampa e espiou o que havia lá dentro.

Encontrou três pares de abotoaduras - duas de prata e uma de ouro -, uma corrente de relógio e um botão de bronze.

Tornou a fechar a caixa, pegou o pincel de barbear e tocou o rosto com ele.

As cerdas eram sedosas e macias.

O movimento das fibras suaves fez com que um aroma agradável se desprendesse do pincel.

Um perfume intenso de espuma de barbear.

Levou o pincel até mais perto do nariz e inalou o aroma... intenso, másculo... cedro, lavanda, folhas de um castanho escuro

Imaginou Jeongguk espalhando a espuma pelo rosto, esticando a boca para um dos lados, fazendo todas aquelas contorções faciais masculinas.

– Taehyung?

Sentindo-se culpado, pôs o pincel de lado e saiu para o corredor

– Encontrei a carta – disse – E abri as cortinas... Vou fechá-las novamente e...

– Ya, não se preocupe com isso, deixe a luz entrar. Detesto cômodos escuros. – O sorriso no rosto de Jisoo era tenso. – Jungkyung-ssi tomou o remédio

– Faz com que fique sonolento. Enquanto ele descansa, vou conversar com a cozinheira. Kyung acha que talvez consiga comer um pouco de morcela branca.

Os dois desceram a escada juntos.

– Obrigada por levar a carta para Jimin – disse a menor

– É muito gentil da sua parte intermediar a correspondência entre eles.

– Ah, não é problema algum. Concordei pelo bem de Jeongguk. E admito que fico surpreso por Jimin gastar o tempo dele escrevendo para ele.

– Por que diz isso? – o maior perguntou.

– Acho que não se importa nem um pouco com Jeongguk. Na verdade, alertei-o sobre Jimin antes de ele partir. Mas estava tão encantado pela aparência do menino e por sua animação que conseguiu se convencer de que havia alguma coisa genuína entre os dois.

– Pensei que você gostasse de Park, Ji.

– Eu gosto. Ou pelo menos... estou tentando gostar. Por sua causa – ela deu um sorriso irônico ao ver a expressão do amigo.

– Resolvi ser mais como você, Tae.

– Como eu? Ah, eu não faria isso. Não notou como sou estranho?

O sorriso da amiga ficou mais largo e, por um momento, ela voltou a parecer a jovem despreocupada que fora antes da doença de seu marido.

– Você aceita as pessoas como elas são. Acho que as vê da mesma forma que vê seus animais... é paciente e observa seus hábitos e desejos, não as julga.

– Julguei seu cunhado com severidade – argumentou Kim, sentindo-se culpado.

– Mais pessoas deveriam ser severas com Jeongguk – comentou ela, ainda sorrindo.

– Talvez melhorasse o caráter dele.

A carta fechada no bolso de Taehyung era um verdadeiro tormento.

O ômega voltou correndo para casa, selou um cavalo e cavalgou até a casa dos Park.

Uma construção refinada, com pequenas torres, pilares com detalhes intrigados na varanda e janelas com vitrais.

Como acabara de acordar, depois de comparecer a um baile na véspera que só terminara às três da manhã, o mais velho recebeu o outro ômega vestindo uma camisola de veludo, enfeitada com renda branca.

– Ya, Tae, você deveria ter ido ao baile na noite passada! Havia tantos Alfas belos e jovens por lá, inclusive um destacamento da cavalaria que será mandado para a Coréia do Norte em dois dias, e eles estavam tão esplêndidos em seus uniformes...

– Acabo de voltar de uma visita a Jisoo – disse sem fôlego, entrando na saleta particular e fechando a porta.

– O pobre Sr. Jeon está bastante adoentado, e... bem, lhe contarei mais a respeito em um minuto, mas... aqui está uma carta do capitão Jeongguk!

O ruivo sorriu e pegou a carta.

– Obrigada, Tae. Agora, sobre os oficiais que conheci na noite passada... havia um tenente de cabelos escuros que me convidou para dançar, e ele...

– Não vai abrir a carta? – perguntou, desalentado ao ver o amigo deixar a correspondência em uma mesa lateral.

O mesmo sorriu, intrigado.

– Nossa, você está impaciente hoje. Quer que eu abra a carta neste instante?

– Sim.

Se acomodou em uma poltrona macia, forrada com um tecido florido.

– Mas quero lhe contar sobre o tenente.

– O tenente não me interessa. Quero saber do capitão Jungkook.

O mais baixo deixou escapar uma gargalhada abafada.

– Não o vejo tão empolgado desde que roubou a raposa que lorde Yoongi importou da França ano passado.

– Eu não roubei a raposa dele. Resgatei-a. Importar uma raposa para uma caçada... Não considero uma atitude nada esportiva. – indicou a carta com um gesto.

–Abra!

Jimin rompeu o lacre, deu uma rápida olhada na carta e balançou a cabeça com uma expressão de incredulidade divertida no rosto.

– Agora ele está escrevendo sobre jumentos...

Revirou os olhos e entregou a carta a Kim.

"Senhor Park Jimin
Daegu, Coréia do sul
7 de novembro de 1854

Caro Jimin,

Apesar dos relatos que descrevem os soldados sul coreanos como inabaláveis.

Posso lhe assegurar que, quando estamos sob fogo cruzado, com certeza nos abaixamos, desviamos e corremos em busca de abrigo.

Graças ao seu conselho, acrescentei ainda a possibilidade de me jogar para o lado e mergulhar no chão, com excelentes resultados.

E para mim a velha fábula acabou desacreditada: há momentos na vida em que definitivamente queremos ser a lebre.

Não a tartaruga.

Lutamos ao sul, no dia 25 de outubro.

A Brigada Ligeira recebeu ordens de atacar diretamente uma bateria de atiradores norte coreanos sem nenhuma razão compreensível.

Duzentos homens e quase quatrocentos cavalos foram perdidos em vinte minutos.

Houve nova batalha no dia 5 de novembro, em Iyugwan.

Fomos resgatar soldados caídos no campo de batalha antes que os russos os alcançassem.

O cachorro saiu comigo sob uma chuva de balas e granadas e ajudou a identificar os feridos, para que pudéssemos tirá-los do alcance dos tiros.

Meu amigo mais próximo no regimento foi morto.

Por favor, agradeça ao seu amigo Taehyung pelo conselho sobre Chiu.

Ele está mordendo com menos frequência, e nunca avança em mim.

Embora tenha tentado morder algumas pessoas que vieram me visitar na barraca.

Maio e outubro são os meses de melhor aroma?

Vou defender dezembro: pinheiros, neve, lenha queimando nas lareiras, canela.

Quanto a sua música favorita... você está ciente de que "Over the Hills and Far Away" é a música oficial da Brigada de Rifles?

Parece que quase todos aqui foram vítimas de alguma doença, com exceção de mim.

Não tenho sintomas de cólera, nem de nenhuma das outras enfermidades que estão varrendo as duas divisões.

Sinto que deveria ao menos fingir estar com algum problema digestivo por uma questão de decência.

Em relação à briga por causa do jumento: por mais simpatia que eu tenha por Yoongi e sua égua virtuosa, sinto-me inclinado a ressaltar que o nascimento de um burro não chega a ser uma má notícia.

Os burros têm o passo mais firme que o dos cavalos, costumam ser mais saudáveis e, melhor de tudo, têm orelhas muito expressivas.

E não são excessivamente teimosos, desde que sejam bem guiados.

Se está estranhando o meu aparente apego a esses animais, talvez eu deva explicar que, quando garoto, tive um burro de estimação chamado Gwan, batizado em homenagem ao personagem da Ilíada.

Não vou ousar pedir que espere por mim, Minnie, mas lhe peço que me escreva novamente.

Li sua última carta vezes sem conta.

Por algum motivo, você é mais real para mim agora.

A três mil quilômetros de distância, do que jamais foi.

Sempre seu, Jungkook
P.S. Incluo um desenho de Chiu."

Enquanto lia, os sentimentos de Taehyung oscilavam entre a preocupação, a emoção e um encantamento que o tirava do sério.

– Deixe-me responder a ele e assinar em seu nome – pediu o mesmo – Mais uma carta. Por favor, hyung. Eu lhe mostrarei o escrito antes de enviá-lo.

O ruivo caiu na gargalhada.

– Sinceramente, essa é a coisa mais tola que já vi... Ah, está bem, escreva de novo para ele, se é o que deseja.

Durante a meia hora seguinte, Kim se viu envolvido em uma conversa fútil sobre o baile, os convidados e as últimas fofocas de Daegu.

Guardou a carta de Jeongguk no bolso... e ficou paralisado ao sentir nas mãos um objeto estranho.

Um punho metálico... e as cerdas sedosas de um pincel de barbear. ficou pálido ao perceber que havia guardado no bolso, sem querer, o pincel de barbear que estava em cima da cômoda do capitão.

Tinha um novo problema.

Apesar de tudo, conseguiu manter o sorriso no rosto e continuar a conversar calmamente com o mais velho, mesmo sentindo-se alvoroçado por dentro.

Às vezes, quando estava muito ansioso ou preocupado, acabava pegando algum pequeno objeto de uma loja, ou da casa de alguém.

Vinha fazendo isso desde a morte dos pais.

Nem sempre se dava conta de que havia pegado alguma coisa, mas em alguns momentos a compulsão era tão irresistível que começava a transpirar e a tremer, até finalmente ceder e pegar o objeto.

Furtar coisas nunca havia sido um problema.

Devolvê-las é que muitas vezes se mostrava uma dificuldade.

Taehyung e a família sempre conseguiam restituir o que ele havia pegado.

Mas, em certas ocasiões, isso exigira medidas extremas – como fazer visitas em horas inapropriadas do dia, ou inventar desculpas estranhas para aparecer na casa de alguém –, o que só servia para solidificar a reputação de excentricidade dos Kim's.

Por sorte, não seria difícil devolver o pincel de barbear.

Poderia fazer isso a próxima vez que visitasse Jisoo

– Acho que agora preciso me vestir – disse o menor, por fim.

O louro aproveitou a deixa sem hesitar.

– Com certeza. Também preciso voltar para casa, tenho tarefas a cumprir. – Ele sorriu e acrescentou num tom despreocupado

– Uma delas é escrever outra carta.

– Não escreva nada muito estranho – disse Jimin.

.


Notas Finais


Então, gostaram crianças?

SIM CAPITÃO

HAJHAJSHAJSHJ parei

As atualizações vão ser sempre nas sextas-feiras mas nesta sexta eu vou na casa do meu pai e não vou poder att, então vim aqui mais cedo, espero que lhes tenham agradado.

COMENTEM SOBRE MINHA CAPA, LINDA TÁ - risos-.

BEJINNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNN


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...