História Casada com um selvagem - Capítulo 36


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Palavras 6.328
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Estou muito animada com os comentários e os favoritos, mais de três leitores novos se manifestaram nessa semana e fiquei muito empolgada, nunca deixará de ser emocionante conhecer um novo alguém que esteja apreciando minha fic.
A todos que acompanham minha fic, obrigada!

O capítulo anterior dividiu mesmo a opiniões dos leitores, pensei até que aconteceria uma tretakkkk
Ficar do lado do Naruto ou do Menma, compreender os dois, adorei todos os pontos de vistas que li.


Sim, o nome do capítulo é esse mesmo, e é essa a expressão da imagem que imaginei Hinata fazendo quando descobriu! kkkkk

Capítulo 36 - Grávida


Fanfic / Fanfiction Casada com um selvagem - Capítulo 36 - Grávida

–Naruto?

O brando chamado da esposa ressoa a quatro centímetros do ouvido do grandalhão loiro a dormir de braços abertos e de costas na cama. Da boca entreaberta dele escuta-se a passagem do ar indo e vindo em lentor acompanhado do roncar.

Sustentando os joelhos no colchão ao lado direito do quadril do Uzumaki, a lady curva-se apoiando as mãos no peito dele. Humilhada constata que seu peso em nada o incomoda, perto dele sempre se sentirá um pingo de gente. Ela desprende ínfimo sorriso admitindo secretamente amar a diferença de altura.

Abruptamente os lábios dele cerram-se causando o recuar das mãos femininas. De cara totalmente desagradada, olhos mantidos fechados, o selvagem coloca o lábio inferior pra dentro da boca umedecendo-o com a saliva e finaliza retornando a sua mansuetude de sono. O som da garganta passou a ser abafado pelos lábios agora totalmente fechados.

–Ele não acordará. –Murmureja. Teve impressão que Naruto acordaria, acreditou que ele estivesse tendo pesadelos, minutos atrás parecendo aturdido sussurrara coisas desconexas. Vendo que o marido retornara a dormir tranquilamente, acha melhor deixá-lo assim, almeja que o Uzumaki descanse bastante, especialmente depois de vê-lo destruído na recente noite.

Era ela quem deveria estar destruída.

Não.

Os dois possuem motivos.

Torna suas mãos ao peito dele escorregando-as para as seis perfeitas divisões abdominais, três músculos destacáveis de cada lado da divisória central. Um momento mais Hinata usa os braços de travesseiro deitando-os no másculo abdômen e na sequência repousa a cabeça de lado no meio deles. De lado também deita os quadris esticando as pernas pela cama, no fim as pontas dos pés ficam pra fora do colchão. 

As fileiras ciliadas estremecem céleres anunciando o cerrar delas. O sono que abate na lady não é pouco, se fosse por ela estaria dormindo, no entanto, acordou faltando muito para o nascer do sol, pois se encontrara na beirinha da cama quase levando uma queda. Depois daí tentara se aconchegar ao marido, contudo, só obteve sucesso no rápido cochilo.

No presente a amena claridade do dia inicia sua sutil manifestação no quarto indicando que o sol cruzara a linha do horizonte.

Esvai-se longo suspiro feminino.

A flegma do quarto combina com a tranquilidade do sono do selvagem.

Parecia um dia normal.

Uma pequenina quantia de lágrima se acumula no cantinho do olho dela.

Não era um dia normal.

–Por que pra nós é tão difícil. –Sussurra desdobrando um dos braços para esticá-lo e alcançar o queixo quadrado do loiro, acariciando-o. –Será que estamos pagando pecados de vidas passadas...

Almeja demasiadamente um dia acordar com Naruto sem que estejam enfrentando uma tempestade de dor.

Ele poderia pensar que ela o consolou na última noite, porém a ex-Hyuuga também o usou como seu refúgio, esquecer-se da sensação de culpa por algum tempo.

Os convidados de honra quando souberam da sessão de punições, aprovaram a nova identidade de justiça que o selvagem entregava as terras, nada viram de errado, inclusive quando souberam que um dos punidos compartilhava do sangue do Senhor, tornara-se um maior motivo de admiração. Todos sabiam que as emoções, as questões pessoais não poderiam intrometer-se no dever de um Senhor.

Ela percebia o quão longe se distanciou do caminho de uma lady uma vez que julgava esse raciocínio desumano. Muita dor de cabeça teria ao cumprir seu papel de Senhora, o verdadeiro, aquele que se reserva para os afazeres do castelo e educação dos filhos, quando esses últimos viessem. A dureza maior que a responsabilidade de assumir o trono Real traz ficará para o selvagem.

–Hinata...

O murmúrio do adormecido saíra calmo, a pequena mulher se regozijou. Quis permanecer mais tempo ali, só que carecia visitar o quarto da irmã antes que os convidados de honra começassem a acordar.

 

-*--*S2*--*-

 

–Nee-san?–Hanabi balança-se sentindo a bochecha da irmã espremida na lateral de sua cabeça. –Acorde Nee-san.  –Reforça a balançada de ombro.

–Ham? –Hinata se arreda meio assustada movimentando a boca desenfreada, sua língua empurra dois fios de cabelos pra fora. Os balaústres de leões fazem-na rapidamente lembrar que estão na sacada. Sentadas de costas contra a parede, as duas dispensam cadeiras. –Perdão meu amor...continuo tendo muito sono.  –Desculpou-se envergonhada, pois dormira quando a irmã lhe contava sobre o que planejava fazer durante o dia inteiro.

–Durma na minha cama nee-san. –Oferece Hanabi nada chateada, costura o pescoço de um fantoche o qual senta em seu colo.

–Não...eu combinei contigo que viria cedo pra cá, você estava me esperando, sinto muito dormir assim....–Hinata puxa os cantos da boca e depois dá duas pequeninas espremidas nela, restaura sua cara de animação verbalizando: –Vai continua me contando, você e Moegi farão um espetáculo de...bonecos? –Vira seu corpo sentando com as pernas em cauda de sereia.

Hanabi exibe sorriso discreto, deixando a agulha de lado, volta-se de frente pra irmã sentando na mesma posição que ela apoiando o ombro na parede, forte abraça o fantoche inacabado.

Os vestidos das ladys compõem contraste análogo, enquanto o da mais velha é um lilás escuro, o da mais nova tende para o tom claro.

–Um festival de fantoches no final do ano, convidaremos as crianças do castelo para uma apresentação de histórias. –Durante sua resposta seu interior esbaldara-se em ansiedade.

Os olhos da Senhora flamejam, pergunta risonha:

–Que tipo de histórias?

–De...aventuras, crianças que sonham....e que exploram o mundo. –A imaginação da lady menor voou longe.

–Você tem vontade de saber o que há lá fora não é? De conhecer o mundo, aprender pessoalmente sobre outros lugares. –Hinata divertida prossegue: –Me anima que não tenha perdido esse seu lado curioso, amor.

A garota traz imediata negação no sacudir de cabeça, explicando-se:

–A ideia foi da Moegi-chan. E-eu não tenho vontade de conhecer o mundo. O perigo lá fora é iminente nee-san, estamos bem aqui. –Por entre os balaústres enxerga os muros do castelo. –Estando seguras, é o bastante apenas sonharmos. Não há mal soltar nossa imaginação se estivermos fora de perigo.

Hinata quase entristeceu, porém não foi inteiramente convencida.

–Huuum, não creio. Aceitou a ideia de Moegi por que ela é igual ao seu verdadeiro “eu”, ela manifesta os seus desejos Hanabi, são adoráveis juntas. – Acredita que a irmã libertará a verdadeira personalidade logo-logo.

Hanabi conduz o reflexivo olhar ao fantoche e descobre que é por isso que se apegou a Moegi em tão acelerado tempo de convivência, a menina de engraçados cabelos alaranjados, é sua versão original em personalidade.

–Talvez só um pouquinho...mas não faz diferença...não sairemos das terras mesmo. –A pequena lady criara sua zona de conforto.

A ex-Hyuuga não teve o que argumentar, pois realmente não sairiam das terras, se fosse possível, demoraria bastante. Sequer lembra-se qual foi sua última viagem junto do pai, de Neji ou com os dois juntos.

–Uh, é mesmo. –Hinata recorda-se de algo para elevar o clima. –Estive pensando que você poderia escrever uma carta para a abadessa. Ela foi informada que estamos bem, no entanto, daria uma melhorada na autoestima dela se você mesma escrevesse uma carta, que acha? 

Hanabi nega sem palavra alguma, resposta apenas gestual. Move-se voltando a repousar as costas na parede e pega a agulha dando continuidade a sua costura.

É incompreensível para a irmã maior que brevemente interroga:

–Por que não? –O interesse agravado é expresso pelas tensas sobrancelhas. –As abadessas sentem-se culpadas por ter deixado você partir, não será melhor se pudesse animá-las com suas próprias palavras?

–Não gosto mais do convento. –Hanabi resume.

A lady deduz que a irmã tenha ressentimento pelo fato de ter seu pedido de ajuda ignorado, a pequena tentou alertar a abadessa, mas a mesma a convenceu de que nada de errado ocorreria.

Hinata não se agrada em pensar que a irmã estará guardando rancor. Já chega de sentimentos ruins! Mesmo que inicialmente também tenha se enraivecido com as irmãs do convento, entende que elas foram vítimas como ela. Quis servir de exemplo para perdoar:

–As irmãs não tiveram culpa, foram muito bem enganadas pelo...–Consegue lembrar o nome:  –...Sai.

–....eu não gosto. –Hanabi encurta a resposta recolhendo as pernas, deixando os braços mais perto do tronco.

A Uzumaki se conservou silenciosa observando a caçula, reconhece que quando ela recolhe o corpo está se trancando em palavras.

–“Espere o tempo Hinata, espere tempo...” –Recita a si mesma. –Esse fantoche é muito bonito. –Elogiou pretendendo destruir que qualquer clima tenso, entristecido ou sofredor sugasse a irmã.

Hanabi se desarmou, não esperando a mudança de conversa. Terminando de costurar o fantoche, contempla a cabeça anormalmente grande dele, cada olho com uma cruz de linhas atravessando-o, os cabelos curtos e pretos.

–É você. –A mais nova revela.

–Eu? –O sorriso da Senhora diminui.

–Eu não achei material azul pra ser seu cabelo, mas acho que assim ficou mais bonito...

–É...é muito bonito, eu disse. –Pensava que era um fantoche menino. –Que tipo de história eu irei protagonizar?

–Você salvará uma criança de dentro da caverna de um dragão. –Hanabi responde permitindo-se apreciar o momento abandonando o assunto que a atormentou segundos atrás.

Moegi chega trazendo mais luz que o dia, indo direto para a sacada cumprimentando de modo formal a lady, fracassa em controlar seu anseio de trabalhar no projeto que combinou com Hanabi, teriam um dia muito ocupado as duas.

Hinata continuou um tempinho a mais na sacada desfrutando do friozinho da terna manhã de inverno e depois resolveu retornar ao quarto, assegurada de que a irmã possui boa companhia.

 

-*--*S2*--*-

 

De volta ao seu quarto conjugal, a lady entrara nele levando a certeza de encontrar Naruto acordado.

Sentado na beirada do colchão o homem mantém a cabeça baixa, costa pouco curvada, a mão passando na lateral do pescoço ao final da nuca, ele repete esse movimento em lentas subidas e descidas. 

–Oi. –Cumprimenta simples sabendo que é observado pela esposa.

–Oi, bom dia. –A ex-Hyuuga devolve as palavras mais gentilmente. Acaricia a própria mão diante o peito. Investe-se em identificar na imagem de perfil do marido alguma emoção de ontem. Porém, ele só parece cansado. –“Com o que sonhou?” –Quase pergunta lembrando-se dele dormindo dizer o nome dela.

–Você me vestiu? –Naruto detém a mão na nuca, os azulados redondos vão para os cantos dos olhos. Não se recorda de ter pegado uma calça na anterior noite.

Fatalmente rubra Hinata sinaliza em afirmação, resumiu sua resposta em dois breves sacudir de crânio. Encostou a porta e jazeu uns instantinhos encarando a maçaneta até julgar que o rubor facial sumira.

O Uzumaki oscita poupando ele de sorrir. Volta a esfregar o pescoço, sua visão periférica o faz saber que a esposa se aproxima, quando ela está próxima bastante para fazê-lo sentir o aroma, captura a cintura dela e a traz para juntinho dele. Pressiona seu nariz no busto feminino, prolongador respira fundo e quando solta o ar encosta o lado de sua cabeça fazendo dos seios seu preferido travesseiro. 

Hinata muda seus lábios para uma meia lua, dirige sua mão à nuca do marido brincando com os cabelos espetados da região e a outra mão pousa sobre uma omoplata dele.

Perduraram-se menos de dois minutos na preciosa comodidade, deixaram que seus olhos se encontrassem, ele levantando a cabeça e ela abaixando o olhar. O contato visual se iniciou adocicado, entretanto ambos foram puxados para a dolorosa realidade que suas vidas traçavam.

–Como era o rosto dele? –Ela desembainhou a espada.

–Hinata. –Ele ergueu o escudo. 

Pela cara que ela fez Naruto soube que não seria questionado novamente. Guardou silêncio por um tempo que achou satisfatório. É. Ela não se envolveria mais em seus assuntos de Senhor. Aceitando isso, decidiu respondê-la:

–Como meu pai.

A lady julga lamentação na álgida voz. Pensa se é uma permissão para questioná-lo sobre assuntos mais íntimos. Alimentada por saudades, comenta:

–Eu gostaria de saber o porquê de ele costumar cobrir o rosto, encapar-se todo...–Uma dor aguda lhe ataca, dói só de imaginar onde Kakashi está no presente. –E-eu me esqueci de pedir para ver a face dele...que burra. –Espalma a mão direita no lado do rosto limpando com a ponta do mindinho a gotícula lacrimal que apareceu.

Naruto nota o esforço dela em evitar o choro.

–Conseguirá separar o sentimentalismo da obrigação de Senhora e Senhor? Sinto que acabará me odiando pelo que fiz com Kakashi.

–E-eu não aprendi a ver essas situações como alguém da sociedade. Ko, Lian, Menma e Kakashi, embora tristes, aceitaram o destino deles mais fácil que eu. –Naruto levara a vida selvagem aprendendo a separar o pessoal do profissional. Apenas retornou com esse lado mais rigidamente mandante. A primeira impressão que teve dele, nunca esquecerá.  –E eu assumi minha culpa tantas vezes...terei que suportar as consequências.

Ele a vê entrelaçar as mãos perante o peito, os longos dedos finos nervosos mexessem incansáveis, Hinata anseia em dizer algo a mais, sabe ele. Porém algo nela a impede.

Esticando os braços pra trás deslizando as mãos pelo colchão, o loiro se reclina e de azulados contemplativos para o alto, confessa:

–Eu queria ter a mesma aparência que meu pai. Ao menos uma única gota de sangue dele dentro de minha veia. 

A lady imaginou-o de cabelos brancos e olhos negros, pele mais clara e sem os risquinhos nas bochechas. Definitivamente, não.

–Eu não consigo enxergá-lo com outra aparência. –Tendo o loiro aberto a brecha pessoal, encoraja-se a perguntá-lo: –Você...é indiferente a Kakashi? –Lembra que na manhã do dia anterior ele se negou a respondê-la. –Sente...ciúmes dele pela relação com Sakumo? Acha que foi influenciado a exilá-lo por...

–Não. –Certo Naruto interrompe o interrogatório adivinhando aonde ela chegaria. –Eu o usei como exemplo, minha decisão de Senhor prevalece. –Seu papel perante as pessoas da terra é uma certeza incontestável.

A lady põe os lábios pra dentro amassando-os, totalmente contrariada.

–Eu pensei que tivesse se arrependido, não era por isso que esteve triste ontem? –Ainda podia senti-lo em seus braços, as dores que ele transmitiu até acalmar o coração e descansar a alma. Se fosse essa a causa, poderiam salvar o Hatake....trazê-lo de volta...seu coração protesta por uma chance.

O Uzumaki fecha os olhos pensando em Menma e no que ele o escondeu durante anos infindáveis de tormenta.

–Lerá as cartas de meu pai? –Naruto almeja que ela leia as palavras do Hatake e quando terminasse recebesse a verdade que lhe foi atirada pelo Namikaze. –Considero necessário que as leia primeiro.

Hinata se desvenda odiar plenamente os desvios de perguntas, em contrapartida, o que ele aborda de assunto guia sua surpresa e curiosidade:

–Você ainda não as leu? 

–Li...mais de uma vez, é como se eu escutasse a voz dele novamente pelo jeito da escrita.  –Exibe um raio de sorriso.

–Eu lerei. –Apoia as mãos nos ombros dele. –Mas você me falará mesmo o que o deixou tão mal ontem?

–Juro. –Ele cruzou os braços por trás dela e se jogou de costas no colchão com ela por cima de seu corpo.  

Hinata não se incomodou e deixou que ele a tivesse naquele abraço de urso. Só foi um desafio quando uma serva veio avisá-la que um dos reis já estava desperto, precisava sair do quarto, mas Naruto a manteve presa nos braços dele.

 

-*--*S2*--*-

 

Nos quatro dias pós-reunião os convidados de honra retornaram aos seus reinados em momentos diferentes, a cada partida eram realizadas as formalidades de despedida. No período atual o rei e rainha de Iwagakure continuam a residir no castelo.

Na opinião de Hinata o pior hóspede entre os convidados havia partido, Shibuki, o jovem rei de Takigakure frequentemente lhe arremessou indiretas sobre Hanabi e isso a abespinhava, apesar desse inconveniente outras coisas ocuparam mais sua cabeça fazendo Shibuki ter sido algo insignificante de se aturar.

Na última noite terminou de ler a segunda carta de Sakumo, esforçara-se a cada linha para entender a escrita, amassados e letras quase apagadas dificultavam a leitura.  Até onde lera descrevia-se os fatos dos quais sabia: Naruto ser tratado ruim pelos cavaleiros da equipe e a péssima experiência com as primeiras mulheres que o usaram. Quis pular essa parte, todavia temia perder um detalhe importante do que Sakumo investigou em Roran. Depois que os últimos convidados de honra partissem, disporia de maior tempo para se entregar as outras cartas, por enquanto deteria sua pressa.

–Hinata-sama. –Haku aparece na porta da sala de costura.

A lady rompe o pedaço de linha solto do roupão o qual termina de costurar. Pousando seus perolados rotundos no Asano, esmoreceu-se em desalento.

–Pois não Haku?

O indaga inserida de saudades. Nos dias corridos de programação lotada a envolver os hóspedes de honra, pouco a lady viu o servo. E nas duas vezes que o visitou na área de serviço do castelo ele ocupava-se mais que os outros.

Neutro ele a responde:

–Em uma hora o almoço será servido, devo encarregar alguém para avisar o Senhor?

Naruto está longe verificando os espaços de treinamento para o ensino de cavalaria. Sobre os compromissos no castelo ele precisava ser avisado com bastante tempo de antecedência para não se atrasar um único minuto. Na presença dos reis a pontualidade dele teve progresso admirável.

–Aguarde mais quinze minutos. –Hinata responde depois de calcular um instantinho, sabendo quanto tempo o marido levaria pra chegar. Haku a afirma com a cabeça e antes que ele se retirasse, a Uzumaki desesperada tenta controlar a voz: –Você está melhor hoje?!

O ressentimento do Asano está a cada dia mais reconhecível. Ele respira com um pouco mais de força antes de balançar o rosto pra cima e pra baixo, movimento lento.

–Haku...eu fiz o possível, livrei Menma do exílio, ele retornou para o reinado dele, tenho certeza que está muito melhor. –Hinata faz sua tentativa de animá-lo.

O Asano toma um papel analítico e a questiona:

–A Senhora não voltou a vê-lo depois do calabouço?

–Não...você o viu?

–Eu resolvi me despedir dele depois de pensar muito no recado que ele me mandou através de você, Hinata-sama. –Os serenos ébanos redondos do servo viajam em uma nuvem de angústia. –Menma não foi exilado, mas o que eu vi nele me mostrou que não faria diferença qual fosse o destino que o aguardava.

–O que você viu? –A Senhora se preocupa.

Haku sacode a face passando a mão nela, pra se acalmar.  Rápido se desculpa:

–Perdão, é algo que deva conversar com seu marido. –Pelo que avaliou Hinata desconhecia a agressão desenfreada que Menma sofreu do irmão. Não foi algo com detalhes a ser comentado aos outros reis. O Uzumaki fora bem resumido quanto a falar das punições.

Conversar com seu marido. –Repetindo as palavras a Senhora se levanta unindo as mãos na frente do peito, apertando o roupão. –A gente não está se distanciando de novo, está? Por favor, Haku, diz que não. –Estremece.

–Hinata-sama...–O servo se mantém na marca da porta.

–Por favor!

O Asano observa o restante do cômodo, a meninada reunida no canto rodeada de fantoches preenche o ambiente com risadas infantis enquanto as costureiras mais velhas empenham-se nas rodas de tear e outras se espalham pelo chão central do espaço. Haku certifica-se que ninguém esteja prestando atenção nos dois.

–Não se exalte Hinata-sama...–Ele sorrir um pouco, mesmo que não fosse o melhor dos seus sorrisos. –Quando os reis forem embora arranjaremos mais tempo juntos.

–Promete?

–Sim.

–É uma promessa, não...na verdade como Senhora eu ordeno termos um tempo juntinhos.

Haku dessa vez dá um sorriso melhor, saindo da nuvem de neutralidade que o devorava nos dias antecessores. Em meio às dores gigantes Hinata lhe trazia um amenizo. Ele assentiu e pode partir sem mais ser detido pela Senhora.

A lady retorna a sentar, fecha os olhos permitindo apreciar cada segundo do alívio que insurgiu-lhe. Passando essa preciosa sensação, abaixa a cabeça, reabre as pálpebras focando-se em sua gigante peça de roupa que tem em mãos. Rompe a linha, seguidamente, estende o material e o balança para examiná-lo. Orgulhosa, seu sorriso floreja de modo natural. Orlando as tiras usara brocado de seda em cor laranja e um leve tom avermelhado, combinou com o veludo azulado escurecido. Resultado: Um roupão virtuoso, digno de ser vestido por um Senhor!

Soube que na noite da comemoração com os reis, Naruto voltara ao quarto vestido apenas na parte debaixo. E o caso se repetiu em mais duas noites. Pensara que tinha convencido ele a andar de roupas formais pelo castelo. Entretanto, o hábito de selvagem dele ainda falava mais alto no quesito de conforto, o loiro ainda não se apegara a todas as vestimentas de Senhor, então a lady decidiu criar roupas mais confortáveis.  Meio que se constrange sempre quando pensa nessa decisão, pois seu intimo sabe que não tomava essa atitude só pelo Uzumaki, mas também para o bem dela mesma. Cobrir totalmente a figura imponente de seu homem ajudará em parar de babar nos músculos dele, sim, a cada dia seu fogo pelo marido cresce, uma vez que as noites ardentes retornaram, se acostumara com o sexo frequente.

Não sabia explicar o que se expandia neles na cama.

Depois de cada exaustivo dia, cada um tendo realizado suas obrigações, se consolavam sobre o colchão.

Sem troca de palavras, conversar durante a transa não rolava mais.

Os corpos falavam por eles.

Começavam calmos e depois o contato carnal se intensificava a um nível intrigante. A Senhora conhecia mais e mais da pegada selvagem, se surpreendendo a cada noitada.

Os sons de prazer divergiam-se no quarto.

O contato visual alternava-se entre sério e sereno.

O resultado era esse para a lady: Fincar-se desejosa pelo loiro.

Antes de cada banho confirmava que sua parte íntima jazia úmida, podia ver a linha de gozo se romper quando tirava a roupa debaixo. Tornou-se inevitavelmente faminta pelo selvagem loiro, nem fazia ideia que as nádegas masculinas poderiam ser tão atraentes.

Apesar de todas essas chamas do casamento, percebia que o sexo tratava-se de um refúgio para os dois, transformou-se em uma terapia praticamente.

–Tudo bem Senhora? –Uma das costureiras se preocupou, pois o rosto da ex-Hyuuga chegara a um nível incomparável de vermelhidão.

–Está tudo bem sim, obrigada.

A lady fala depressa segurando seu ofegar. Ainda preocupada a costureira se afasta voltando ao seu lugar. Hinata meneia a cabeça tapando as feições com o roupão.

–Uau, que roupa grande. –Suzumebachi vai entrando no local feminino, puxa um assento quadrado de madeira e senta ao lado da ex-Hyuuga. As costureiras adultas levam seus olhares para a recém-chegada, mas quando a rainha sustenta cada atenção sobre si, elas se desfazem da curiosidade pressentindo que atrairiam inimizade da mulher. –Pro seu marido?–Destrava a cara sorrindo amigavelmente.

Hinata desce o roupão para o colo, seu rubor diminui.

–Sim, quero que ele se acostume a dormir com a parte de cima coberta. Ele havia vestido roupas luxuosas por minha causa antes, mas ultimamente acho que está sendo mais agoniante pra ele.   Quero convencê-lo a ficar vestido até o último instante antes de entrar no nosso quarto, por sorte nenhum dos reis testemunhou é preciso evitar que aconteça.

–Entendo, ele ainda não se acostumou a usar roupas apropriadas hein. Você deveria fazer roupas no estilo de um habitante comum das terras, só que com tecidos luxuosos. Consegue se lembrar do que ele vestia quando era um selvagem?

Hinata fez pequeno esforço pra se lembrar das roupas antigas de Naruto, mas só o que lhe vem é o peito desnudo ou armadura. Além das roupas que ofereceu pra ele, tem certeza de que não chegara a vê-lo com roupas rotineiras, usadas fora de missão.

–Acho que ele usava vestimentas discretas, lã e linho áspero ou liso.

As duas imaginam um conjunto sem enfeite de uma única cor. Ainda sim a beleza do viril selvagem permanecia intocável.

–Acha uma boa ideia tapar o corpo de seu homem? Eu no seu lugar estaria tirando e não botando roupa nele.

A lady sorriu, começava a tolerar as brincadeirinhas da mulher, sendo que na presença de Naruto, Suzumebachi se comportava com todos os protocolos de uma rainha. Numa ocasião “sem querer” espiou quando os dois, sem ninguém por perto, cruzaram suas andanças, trocaram menos de três palavras e seguiram seus rumos opostos. Teria sido uma oportunidade pra rainha se oferecer ao Uzumaki já que naquele momento inexistiam testemunhas.

–Por outro ângulo, considerando sua condição é uma boa ideia que o cubra. Quererá deixá-lo menos atraente quando estiver de barriga toda estufada. Será a pior parte não poder desfrutar da virilidade de seu marido. –Suzumebachi fecha os olhos decaindo sua expressão em puro lamento. –Que dó, que dó.

 –O que disse?–Hinata não compreendeu.

–Ah para, não precisa fingir de desentendida. –A rainha sorrir travessa. –Eu reparei na noite da comemoração que ficou enjoada, então a observei nos outros dias, você tenta esconder seus momentos de enjoos pra não preocupar ninguém. –Adicionou séria: –Deveria anunciar logo sua gravidez, antes que todos já saibam.

As mãos de Hinata tremem, o roupão escorrega por entre seus dedos e cairia no chão se a rainha não tivesse se curvado e aparado a peça. Suzumebachi estranhando observa a palidez preocupante na pele da lady.

Saindo do choque Hinata vê a costureira-chefe caminhar em direção da porta, sequer tinha reparado quando ela entrou, soube que a mulher estava indisposta para o oficio daquele dia.

–Kurenai. –A chama despontando do seu lugar, se apressa parando no caminho da gestante antes que a mesma cruzasse a saída.

–Bom dia Senhora, eu só vim pegar meu material...preciso ficar deitada, mas enquanto isso quero ao menos trabalhar em mais uma roupinha pro meu bebê. –Circula a mão na barriga, dando um sorriso por sentir seu pequeno mexer.

–E-eu prometo não demorar, somente pretendo tirar uma dúvida, quando os sintomas de uma gravidez começam? –Aperta as mãos arregalando os olhos focalizando-os intensamente sobre a imagem da costureira-chefe.

A luminosidade na face de Kurenai evidencia-se, os olhos escarlates pousaram no ventre da Uzumaki.

–Observando as mulheres de minha família, os sinais começaram na quinta ou sexta semana de gestação.

Hinata nervosamente começou a contar nos dedos, entretanto sua correria de pensamentos a atrapalha e refez a conta mais de três vezes até que Kurenai tocou-lhe o ombro:

–Você se casou há pouquinho mais de quatro semanas Senhora, espere só mais uma e se a sua menstruação não vier, poderá dizer que há um herdeiro a caminho.  –Sugeriu vislumbrada em ter sido uma das primeiras em saber da novidade. –Tenho que ir minha Senhora. Desde agora eu desejo que venha a trazer uma saudável criança ao nosso mundo. –A costureira levando seu material de costura, sai da sala com um belo sorriso.

Quatro semanas...

Pensando nesse tempo, a lady considera que o casamento na Vila do Rio ainda se preserva em segredo. Significa que estava grávida de cinco semanas e poucos dias. Já passou de um mês! 

–“Eu arrisquei a vida do meu filho...” –Pensa pondo as mãos no ventre e lembrando do risco que se enfiou indo atrás de Hanabi, recorda-se até do desmaio que teve ao receber a notícia de que a irmã havia sido levada por um desconhecido. –“Mas...depois que retornei do resgate de Hanabi nós fizemos sexo...e...” –Desde aquele dia se passou três semanas e poucos dias. –“Kurenai me respondeu em base nos exemplos da família...talvez seja mais variável o tempo de aparição de sintomas...”. –Não deve ser algo raro os sinais surgirem antes da quinta semana de gestação, tenta se consolar, evitar a todo custo que pudesse ter arriscado a vida da semente que germinava em seu ventre.

–Você não sabia? –Suzumebachi chega perto da Senhora.

–E-eu não quero causar um alarme falso. E-u vou esperar mais uma semana, pra ver se minha menstruação desce. –Sorriu sem ânimo. –Meus dias costumam atrasar a cada dois ou três meses...vou seguir o conselho de Kurenai. –Insegura está com as próprias palavras.

–Entendo, é por isso que ainda não contou, prometo ficar de bico calado.

–Obrigada. –Agradeceu sincera.

 

–Sim registre, Naruto Uzumaki me garantirá filhos. –Hinata busca profunda respiração e apõe: –Caso venham frutos fora dos laços matrimoniais, somente quando usufruirão do que os pertencem. –É humilhante sobre essa parte, porém não podia fantasiar um casamento perfeito, não há amor entre ela e o noivo. Eram interesses de ambas as partes. Ainda que os dela não se comparassem aos dele.

 

Na primeira vez a mencionar filhos, Hinata tinha sido tão prática e direta, não imaginava quantas coisas diferentes seu marido despertaria nela. Agora os filhos lhe ultrapassam a ideia de serem apenas frutos de um acordo.

Será que Naruto teria a mesma visão?

 

-*--*S2*--*-

 

Deitada de barriga pra cima Hinata tem as pernas seguradas por Naruto na altura do peito dele, se considerasse o corpo do Uzumaki o chão, ela estaria de cócoras nele.

O loiro ajoelhado investe seus quadris no ritmo animalesco idolatrando a profundidade que seu pau alcança naquela posição, pousa seu sobrecarregado olhar de tesão e misto de seriedade em cima da esposa, porém os perolados dela estão voltados para o teto em todas as vezes que ele busca o contato visual.

Os pequenos lábios róseos preservam-se meio abertos, os gemidos femininos que saem por eles são verdadeiros, em som a lady profere todo prazer de cada socada do pulsante mastro a lhe larguear os lábios vaginais. E ainda com todo esse desvario deleitoso ela mantém as pratas redondas focadas em algum ponto lá no alto mostrando que está pensativa além de aproveitar o sexo.

O selvagem se sentiria incomodado, no entanto, no momento só quer se livrar da carga prazerosa que enche seu falo possante. Acha ser capacidade feminina a facilidade de pensar em mais de uma coisa num momento desses.

Perderam a noção de quanto tempo se devoram no compasso animalejo, as trilhas de gozo são múltiplas e as gotas no lençol se acumulam. 

As cabeçadas do pênis quando alcançadas no final do caminho úmido que o aperta, arranca gemido mais alto e agudo da mulher quando entre as investidas, há uma mais forte que as outras, o selvagem chega a pensar que a machuca, porém quando chega a pensar em diminuir a velocidade, sente o balançar dos quadris femininos para estimulá-lo a continuar com o ritmo desenfreado.  

A lady fechou a mão direita e mordeu a costa do dedo indicador, o braço esquerdo cai por cima dos endurecidos mamilos. Abafa seus gemidos, dividindo seu tempo de prazer com sua reflexão sobre sua descoberta daquele dia. Enlouqueceria com toda aquela grossura de membro a invadi-la, impressionantemente mantém-se capaz de raciocinar em outro assunto.  

As cortinas estão abertas, a claridade das velas alcançam o casal, deixa bastante visível as camadas de suor a competirem pelo deslizar das peles.

Hinata extermina seus pensamentos quando seu orgasmo é atingido, Naruto desliza as mãos para os tornozelos dela esticando as pernas femininas para o alto o quanto pode, dando ele a penetrada final, a pélvis completamente curvava pra frente, mantendo seu órgão sensível dentro dela até ejacular a última gota.

O Uzumaki abandona os tornozelos da esposa e ficando de quatro por cima da mesma, assiste-a fechar as camadas de cílios. Seus azuis descem aos seios os quais possuem apenas uns pontinhos escuros da noite de sexo tempestuosa que ambos queriam esquecer. As marcas recentes são de chupões dos quais ele controlou a força, nenhuma das manchas vermelhas tomam curso arroxeado.

–Está diferente. –Comenta abaixando seu rosto dando algumas lambidas nas pontas do mamilo direito e faz o mesmo com o mamilo esquerdo, a seguir retorna a fitar as feições femininas.

Hinata de volta com os olhos abertos, acaricia a face do marido vendo-o desfrutar do doce contato. Parou o polegar em cima dos lábios e breve sentiu o dedo ser beijado, umedecido pela ponta da língua do selvagem.  

–Naruto...você pensou em como será nossa rotina com filhos?

–....–Estranhando, o Uzumaki se deita ao lado da pequena mulher. –A minha rotina não será abalada, a criação dos filhos é sua responsabilidade, até a idade de ingressar na cavalaria chegar, se tivermos um menino. 

A lady aperta o lençol.

–Não dedicará tempo a eles?

O loiro aguarda um momento antes de responder:

–Vou.

Hinata não gostou da pausa silenciosa e teve a origem de uma insegurança.

–Você já quer ter filhos? –Pergunta ele, meditativo.

–Isso não depende de nossa escolha se continuarmos tendo relações constantes. –A ex-Hyuuga se senta na cama. –Você já terminou?

–Que?

A pequena mulher percorre o olhar pela nudez dele.

–Você ainda me quererá por hoje?

Naruto inexplicavelmente sentira-se desconfortável. Era uma pergunta comum das meretrizes, ouvira isso tantas vezes, porém quando ouviu isso da esposa foi-lhe diferente.

–...é...tem algo que queira fazer? –Analisa a expressão feminina, ela não desfere qualquer emoção.

–Eu tomarei um banho e depois quero começar a ler a próxima carta. –Para tentar desviar-se do assunto que criou, acrescenta: –Estou um pouco atormentada por alguns detalhes que Sakumo escreveu.

Então era isso, o loiro organizou seus pensamentos. Ela já deve ter lido a dureza da vida na cavalaria.

–Não precisa se preocupar...–O loiro se esticou no colchão. –Nossos filhos terão uma vida de conforto, não passarão por nenhum aperto que eu passei. –Fala despreocupado, eles não conhecerão nenhum pouco do inferno que vivenciou. –Se tivermos um menino será um grande cavaleiro, eu mesmo o ensinarei. –Fecha os olhos aproveitando seu descanso.

Hinata não deveria esperar que ele falasse de amor, ainda sim não se impediu de cultivar um pouco de tristeza. Afastou-se da cama e quando entrou na banheira cheia, pôs a mão no ventre. Independentemente se existisse ou não uma criança sendo gerada ali, fez uma promessa:

–“Não se preocupe, papai irá amá-lo”. –Ganhara mais um motivo pra não desistir de ser a salvação do Uzumaki.

Naruto não compreendeu quando se juntou a ela na banheira e recebeu um abraço bem apertado.

 

-*--*S2*--*-

 

Sete dias seguintes.

–De acordo com o novo decreto do Senhor das Terras Hyuugas-Uzumaki, você está condenado à morte. –O Hyuuga abre um dos vários pergaminhos distribuídos entre os cavaleiros, no material estão escritas todas as novas mudanças realizadas pelo selvagem. –Pegamo-nos em flagrante, é o ladrão a residir na terra vizinha, veio roubando durante a crise e aproveita a época de inverno que facilita os seus furtos.

O ladrão desesperado tem as mãos amarradas por outro Hyuuga presente, enquanto outro cavaleiro do clã enlaça seu pescoço em uma corda, logo a outra parte dela é jogada por cima de uma ramificação da árvore atrás deles.

–Últimas palavras? –Fechando o pergaminho o cavaleiro questiona.

–I-isso é sério...–O ladrão que até então desacreditava nos rumores de que as leis nas terras tomaram um rumo de severidade, agora se encontra abalado. –E-eu sou inocente...

–Eu esperava algo mais original. –O Hyuuga se volta ao colega. –Como está a corda?

–Pronta.

Os Hyuugas se preparam para puxarem-na ao mesmo tempo, já que se desproviam de algo que pudesse servir de suporte aos pés do condenado, teriam que manter a corda puxada até o homem morrer.

–ESPERE, ME LEVE A VOSSA SENHORA....–O ladrão implora sabendo que a lady é uma boa mulher.  –MEU SENHOR, ELE ME LIBERTARÁ!!!

–Seu Senhor não tem autoridade aqui, enquanto a nossa Senhora, ela não está mais inclusa a tomar decisões como essas. Você não me escutou mencionar o nosso Senhor? O trono está ocupado novamente e essa é a nova justiça a reinar por aqui.

–Mas...mas...–Degradado só então o infeliz tem noção de que sua vida chega ao fim. 

A corda é puxada pelos Hyuugas e o corpo do infrator suspendeu-se, aconteceu o espernear, o engasgar e todo aquele olhar sofredor agoniado, quando chega ao fim o cadáver despenca com tudo. 

–Devemos enterrá-lo?

Um dos cavaleiros pergunta.

O Hyuuga que lidera a equipe observa ao redor. Neve por toda parte, eles estão numa parte bem escura da floresta. Perseguiram o ladrão em um espaço que os cavalos não conseguiriam passar.

–Não, aqui nem de longe é uma rota. Vamos. –Abandonaram o cadáver, atravessaram o mato banhado da branquidão gelada e espremem-se entre as árvores até chegarem ao espaço mais aberto no qual as montarias foram deixadas.

Continuaram a vistoria e quando a cavalgada passou próxima de uma aldeia, os três Hyuugas testemunharam um selvagem decepar a cabeça de um condenado na presença de alguns aldeões.

–Quantos já mataram hoje hein? –Kiba que os avistou, ergueu a sua arma ceifadora ensanguentada.

–Ignorem-no. –O Hyuuga a cavalgar na frente pediu aos companheiros.

Chegando aos limites das terras tiveram mais um flagrante de roubo, um homenzinho perseguindo um porco.

–Parado aí. –Um dos cavaleiros soou alto e fez o estranho deter-se.

–Hyuugas! Significa que chegamos!  

–Do que está falando ladrãozinho. –Desce do cavalo o Hyuuga a liderar e caminha até a pessoa que mantém um sorriso vislumbrado. –Você está dentro do território das terras Hyuugas-Uzumaki, será punido como dita a lei de nossa região. –Pegou o pergaminho o abrindo e expondo aos olhos amendoados do sujeito.

–Punido? Eu não fiz nada, se foi por causa desse porco ele nem é daqui, ele apareceu no nosso caminho meia hora atrás, então ele é meu, eu vi primeiro e estou com fome! –Brada sem medo.

–Você é uma garota? –Outro Hyuuga veio a interferir.

–Obrigada por perceber, me chamo Tenten. –Se apresentou alegrada. –Nossa como vocês são parecidos, nunca vi tantos olhos esquisitos num mesmo lugar.

–Você disse “nosso”? –O Hyuuga a segurar o pergaminho retorna a capturar a atenção dela. –Está acompanhada? 

–Sim, mas ele está esvaziando a bexiga. Ah, olha lá vem ele!  

Os três cavaleiros movem seus rostos para o lado esquerdo, direcionando os olhares para onde o indicador da jovem apontava. Saindo de trás de uma pequena montanha de neve, apertando o cinto, Neji vem devagar na direção deles e a satisfação toma-lhe a feição quando avista seus homens.  

O trio de cavaleiros Hyuugas incrédulos enxerga na imagem do antigo líder, um fantasma, um ser a ressurgir das cinzas. As caras petrificadas perduram-se por tempo demorado que incomodou a Mitsashi.

Neji chegando ao lado dela sorriu aos seus cavaleiros enquanto a morena pôs as mãos na cintura.

–Eu esperava que fosse uma recepção mais calorosa. Posso continuar perseguindo meu porco? 


Notas Finais


Uma perguntinha: Vocês acham que eu deva inserir um dicionário nas notas finais? Eu gosto de usar palavras diferentes procurando através de sinônimos, e embora eu receba vários elogios quanto a esse modelo de escrita, creio que possa ser um incomodo para alguns. Pois recentemente li um texto quanto a autores que usam dessa mesma estratégia, e vi que alguns leitores não gostavam dessa ideia.


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