História Cascata - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Wanna One
Personagens Jihoon, Kang Daniel, Seongwoo
Tags Nielwink, Ongniel, Ongwink, Relacionamento Abusivo
Visualizações 34
Palavras 4.003
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Definitivamente essa é a pior sinopse que eu já escrevi na vida, mas eu to meio desesperada pra postar essa história logo e não consigo elaborar nada decente pra colocar no campo de sinopse, tava quase apelando pro ‘leia e descubra’. Desculpa por isso, vou tentar fazer algo melhor.
Hum, eu não sou muito de falar nas notas, então boa leitura aos corajosxs que quiseram se arriscar.

Capítulo 1 - Daniel- Controle


Fanfic / Fanfiction Cascata - Capítulo 1 - Daniel- Controle

 

Observou Jihoon dançar de forma tranquila acompanhando a batida lenta, o peito coberto apenas por uma câmera pendurada por uma alça em volta do seu pescoço, e tanto suas meias como sua cueca são rosa. Com a franja já grande demais caindo sobre os olhos, ele deslizava os pés pelo pequeno espaço entre os móveis, estava tão concentrado em sentir a música, que Daniel resolveu não atrapalhar momento.

Agitou o copo com whisky, vendo o líquido ir até o limite do copo, mas não chegando a sair para fora, passou a mão pelos fios castanhos e o cansaço se apoderou de seu corpo, e depois a amargura e o arrependimento fincaram no seu peito e de forma sinuosa se espalharam por suas veias.

— Desligue a música. –mandou mal humorado por conta desses sentimentos e tomou um gole da sua bebida. O garoto acordou de seus devaneios e sem dizer nada foi até o notebook que tocava a música e a desligou—Também coloque roupas. –resmungou.

— Certo hyung. –Jihoon murmurou saindo da sala.

Virou seu copo e se afundou no sofá, estava infeliz por ainda não se sentir bêbado. Jihoon voltou, sem câmera, sem paz no seu interior, mas com roupas, assim como seu hyung tinha mandando. Ele foi tímido até Daniel e se sentou ao seu lado, se aconchegando no mais velho, Daniel resmungou, não queria Jihoon por perto naquele momento, queria se afogar em algo que não fosse o garoto, por que as águas deles haviam ficado rasas demais para isso.

— Não tem que voltar para casa? –perguntou colocando o copo perto ao lado dos seus pés.

— Disse aos meus pais que dormiria na casa de um amigo.

Esfregou o rosto e saiu do sofá, fazendo o garoto se desprender de si de forma bruta, caminhou até o outro lado da sala, se apoiou na parede e se pós a encarar Jihoon. Afinal, o que ele ainda fazia ali? Será que estava tão cego por conta da sua paixão que ainda não tinha percebido que Daniel não aguentava mais olhar na sua cara, ou o amava demais a ponto de suportar todo tipo de maus-tratos que podia receber. Daniel já tinha sido um apaixonado incorrigível por Jihoon, mas agora se incomodava apenas pena existência do garoto. As coisas se acumularam nas suas costas, e o fato de saber que nunca levaria ele a lugar, apenas o faria apagar seus sonhos o frustrava, seus 25 anos de rotinas melancólicas e pensamentos suicidas estavam ofuscando os brilhos nos olhos que Jihoon tinha, Daniel se sentia um assassino por matar o garoto aos poucos, e ele ainda tinha muito o que fazer, 19 anos de uma vida tranquila e sem muitos problemas garantiam um bom futuro para ele, mas o pobre garoto tinha se metido justamente com ele.

— Acho melhor você ir ‘pra casa. –Daniel comentou.

— Você quer que eu vá?

— Sim. –respondeu sem pensar duas vezes

O mais novo saiu do sofá. Daniel aguardou pacientemente ele passar por si com a sua mochila para ir embora. Não ouve uma despedida verbal, mas Jihoon fez questão de olhar nos olhos do mais velho, Daniel viu os olhos opacos dele e virou o rosto, a porta fez um som alto quando foi fechada, sem muita força para continuar em pé ele sentou no chão e só se levantou para encher o seu copo.

 

 

*****

 

 

O escritório da editora continuava igual a todo dia, Daniel conferia os emails e revirava os olhos a cada novo email que começava com “meu maior sonho é publicar um livro”, o que as pessoas achavam que iam conseguir com isso? Pena, e com isso a publicação da sua história aconteceria mais rápido? Daniel fazia questão de repassar os manuscritos para o redator com um comentário em vermelho no cabeçalho do documento, “mais uma alma que deseja pena”.

O dia já tinha escurecido e o horário de sair se aproximava, finalmente poderia sair do meio daquele monte de emails. Fisgou o celular do bolso para conferir as horas e deu de cara com mensagens de Jihoon, suspirou fundo e decidiu abrir.

 

–Jihoon

 

Hyung hoje vou ficar até mais tarde na faculdade, poderia me buscar depois do trabalho? (3:39 pm)

Sei que deve estar cansado, mas eu gostaria de passar um tempo com você (3:39 pm)

Me avise se não for vir (4:01 pm)

 

Passou a mão pelo cabelo, não tinha certeza se queria ver o garoto.

 

Que horas vai sair? (6:37 pm)

Fiquei para fazer um trabalho, combinamos de ficarmos na faculdade até ás 7:30 (6:40 pm)

Sabe que eu saio ás oito(6:40 pm)

Vai ficar me esperando? (6:40 pm)

Vou sim (6:41 pm)

Se você vir é claro (6:41 pm)

Se quer tanto me ver vá para minha casa (6:42 pm)

Vai me mandar embora no meio da noite de novo? (6:45 pm)

Apareça se quiser, não vou te buscar na faculdade (6:45 pm)

 

Bufou frustrado, guardou o celular e voltou a sua infinidade de emails, as coisas tinham ficado um pouco mais interessantes de ler já que agora eram as informações de uma gráfica e de um jovem escritor que queria debater sobre a capa, Daniel riu um pouco da empolgação do rapaz com a paleta de cores.

O relógio bateu as sete em ponto da noite e Jisung se empoleirou em sua mesa, Daniel prontamente largou o que estava fazendo para encarar o chefe. Jisung é um cara bacana, mas é um irresponsável, só tinha um cargo alto como aquele por ser sobrinho da atual dona da editora, passava o dia inteiro na sua sala jogando e quem realmente cuidava das coisas para elas não saírem do controle é um homem baixinho, Ha Sungwoon, seu assistente.

— Daniel, meu querido. –saudou de forma alegre, parecia que havia bebido um pouco já— Largue isso! Vamos, quero encher a cara essa noite!

Coçou a cabeça preocupado, já tinha conversado algumas vezes com Jisung quando se encontravam na copa, o homem lhe segurava até o ponto de Daniel praticamente implorar para voltar para o trabalho por estar com medo de receber menos no mês por estar procrastinando, Ha Sungwoon não é um cara tão bacana como Jisung.

— Meu expediente vai até ás oito subaenim.

— Por mais que goste de ver gente me chamando de subaenim, não quero ouvir você me chamando assim, você não tem quarenta anos de idade e se corrói por dentro por eu ter 27 e ocupar um cargo que você tenta conquistar a dez anos. –disse divertido— Então me chame de hyung apenas... E eu sou o chefe Daniel! Se eu estou mandando você largar isso para ir encher a cara comigo você vem!

— Sungwoon subaenim não vai gostar disso, acredito que é melhor eu ficar.

— Sungwoon... –resmungou irritado— Ele é só um baixinho atiçado, eu mando nele como mando em todo mundo nesse escritório Daniel, ele só cuida das coisas para mim, mas continuo mandando aqui rapaz!

— Certo, mas antes eu preciso arrumar as minhas coisas. –murmurou e Jisung deu um soco no ar em comemoração.

— Me encontre na garagem do prédio então...  Vamos nos divertir bastante hoje!

Daniel assentiu e Jisung saiu dando pulinhos, arrumou suas coisas de forma rápida, conferindo se tudo estava no seu devido lugar, vestiu o casaco pendurado na cadeira e foi em direção ao elevador. Seus joelhos travaram quando trombou com Ha Sungwoon no caminho, engoliu em seco e já estava se preparando para pedir desculpas de joelhos e voltar ao seu trabalho, faria até hora extra sem cobrar nada por conta de sua audácia.

— Aonde vai? –o homem perguntou.

— Ji-Jisung hyung mandou eu encontrar ele no estacionamento. –murmurou de forma atrapalhada— Mas se você não autorizar eu volto para o meu trabalho agora mesmo.

Ha suspirou cansado— Então é você que ele queria que eu batesse o ponto. –passou a mão pelo cabelo nervoso— Desça antes que eu resolva ir atrás de Jisung. –mandou.

Se curvou para ele e saiu apressado para o elevador, quando as portas se fecharam a última coisa que viu foi os olhos de Ha o mortificando, suspirou aliviado por não estar mais na mira daquele olhar, podendo assim finalmente relaxar a postura e respirar de forma calma, o nervosismo já tinha lhe deixado.

Jisung lhe aguardava com as chaves do carro na mão quando saiu do elevador, ele passou o braço por seu ombro o puxando para mais perto e o levou até o carro, o homem não parava de lhe falar o quanto eles iriam encher a cara e que Daniel não deveria se preocupar com dinheiro, já que ele pagaria tudo, ficou meio tenso isso, mas não discutiu, apenas decidiu não consumir nada naquela noite.

Foi arrastado para dentro de uma boate, ficando surpreso pelo lugar já estar cheio, ainda é considerado cedo para cair na noite. Jisung não parava de falar um segundo e Daniel mal conseguia o acompanhar. Foram direto para o bar, um dos barmen reconheceu Jisung e eles trocaram poucas frases antes de um copo com um líquido vermelho e espeço aparecer na frente de Daniel.

— O que é isso? –perguntou inseguro enquanto Jisung já tomava o seu.

— Suco de melancia. –murmurou e tomou mais alguns goles, Daniel continuava receoso quando aquilo— Vamos lá cara! É suco!

Respirou fundo e tomou um gole, o gosto de melancia sumiu rápido, porém o gosto de álcool impregnou a sua boca, fez uma careta, arrancando uma gargalhada do seu chefe, ele deu tapinhas amistosos na sua coxa e voltou a tomar a sua bebida.

— Isso é só para começar a noite meu querido, espere Ong chegar, beberei tanto que serei incapaz de lembrar o meu nome. –disse feliz empurrando o copo já vaziou para o barmen— Encha de novo. –mandou.

E o homem voltou a desatar a falar, Daniel não tinha noção de horas e também não queria conferir no seu celular, pois sabia que se sentira tentado a reler sua conversa com Jihoon, então que ele continuasse no seu bolso.

— Ong! –Jisung gritou, Daniel virou para ver quem era e reconheceu o rapaz do setor de contabilidade da editora, ele abraçou Jisung e ganhou um beijo estalado na bochecha, a música mudou e chefe gritou mais uma vez— Eu amo essa música!

Largou Ong e saiu aos tropeços em direção a pista de dança, fazendo o recém-chegado rir. O rapaz logo tomou o lugar que Jisung estava sentado, Daniel travou, se lembrava de o chefe ter comentando que o rapaz se juntaria a eles, só não esperava ser deixado sozinho com ele assim logo de cara.

— Ele já bebeu quantos copos? –perguntou se ajeitando no banco.

— Uns cinco. –respondeu baixo.

— Deveria ter chegado antes, o idiota é fraco para bebida, deve estar assim só com suco de melancia batizado.

— Bom, sim, ele só bebeu isso. –Ong riu.

— Prazer, Ong Seongwu. –ofereceu a mão e Daniel a apertou de forma cordial.

— Kang Daniel. –também se apresentou.

— E você, bebeu quanto até agora?

— Esse ainda é o meu primeiro. –apontou para o seu copo na metade e ele sorriu.

— Por que? Sei que Jisung disse que pagaria. –seu sorriso divertido estava relaxando Daniel ao poucos, mas ainda estava com medo de dizer algo errado.

— Não devo beber às custas do meu chefe.

— Diz isso agora, se foi convidado uma vez vai ser convidado outra, e depois vai perceber que a sua intimidade com o chefe vai ser tão grande que não vai se importar com isso, na verdade vai beber muito de propósito.

— Foi assim com você? –a pergunta escapou antes que pudesse impedir, abaixou a cabeça envergonhado e Ong riu.

— Foi assim mesmo. –ele respondeu tranquilo com o fato— Bom, o que faz na editora? Não me lembro de ter trombando com você nenhuma vez por lá.

— Faço parte do RH, mas cuido mais da parte do atendimento ao cliente e checo os emails.

— Muita gente pedindo desesperadamente para ter sua história publicada?

— 40% dos emails começam com “meu maior sonho é publicar um livro”, os outros 50% começam de outra forma, mas tem o mesmo intuito e o últimos 10% são notas da gráfica e clientes.

— Aposto que se diverte mais do que eu lá, sou da contabilidade, passo o dia metido com números. –contou, percebendo que Daniel não estenderia o assunto tomou a frente mais uma vez— Há quanto tempo está na editora?

— Contando com o estágio faz dez meses já, mas fui efetivado a dois meses atrás.

— Isso explica o motivo de nunca ter trombado com você, Sungwoon escraviza e apavora os estagiários e novatos.

— Subaenim não é tão ruim assim. –se Ong é amigo de Jisung nada o impedia de ser amigo de Sungwoon também, não falaria mal dele nem por decreto na conversa— Apenas é exigente.

— Está com medo de falar mal dele e eu te delatar? –questionou e riu— Eu o detesto, parece que só nos esbarramos quando um de nós está em um dia péssimo, mas ele sempre está em um dia péssimo quando se trata de mim. –reclamou— Não tenho culpa de Jisung ser um vagabundo que gostou de conversar comigo, mas aquele baixinho invocado cismou comigo de uma forma absurda, se não fosse por Jisung ele teria me botado para fora de lá já.

— Confesso que ele me assusta um pouco. –contou e Ong riu mais um pouco— Ele parece que pode soltar fogo pela boca a qualquer momento e sempre age como se pudesse matar alguém com o olhar.

— Ah sim, o idiota precisou arrumar essas características para terem medo dele mesmo ele sendo baixinho. –Daniel deixou escapar uma risada— Parece que alguém aqui sabe rir e não só falar baixo. –zombou— Barmen, duas garrafas de Soju. –pediu— Hora de se soltar.

O copo de Daniel não ficou vazio em momento algum, Ong no começo empurrou as bebidas para ele e depois ele que as pedia para o barmen. Jisung voltou, parecia ainda mais alegre e se juntou a beber com Daniel, arrastado pelo o mais velho foi levado para a pista e ambos dançaram, tudo isso enquanto Ong observava sem ter ingerido uma gota de álcool. Seu celular começou a vibrar no seu bolso, decidiu ignorar no primeiro momento, mas quem quer que seja era insistente. Caminhou de forma torta até Ong, que não havia saído do bar ainda, se apoiou em seus ombros e chacoalhou a cabeça na esperança dos seus pensamentos ficarem mais claros.

— Me... leva ‘pra fora... preciso atender uma ligação. –pediu de forma embolada, Seongwu riu e segurou a sua mão até saírem de dentro da boate.

Seu corpo estremeceu ao sentir o ar gélido da noite, lá dentro estava quente por conta de todo aquele calor humano e a excitação. Ong se encostou na parede da boate e o puxou Daniel para perto do seu corpo, o prendendo em um abraço por trás, não disse nada, não conseguia assimilar muita coisa no momento e o seu celular voltou a tocar.

— Atenda Daniel. –mandou.

Acatou a ordem e fisgou o celular do bolso, o nome de Jihoon estava a tela e bufou frustrado.

— O que quer Jihoon? –a irritação tinha feito suas palavras saírem mais firmes do que julgava capaz de conseguir fazer naquele estado.

Quando vai voltar para o apartamento? Já é meia noite hyung, você tem trabalho amanhã. –Jihoon disse preocupado,

— O que está fazendo aí?

Disse que se eu quisesse ver você deveria vir até o seu apartamento, e eu fiz isso, mas você não chegou até agora...  Por favor, hyung venha logo, estou preocupado com você.

Daniel bufou outra vez. Ong apoiou o queixo em seu ombro e beijou sua bochecha, ele desligou sem dar uma resposta para o garoto. Virou-se de frente para o rapaz e sem pensar duas vezes lhe tomou os lábios, Ong tomou o controle da situação e quando o soltou Daniel sentia os pulmões doendo pela falta de ar.

— Seu namorado liga se você beija outro cara? –perguntou debochado.

— Não tenho namorado. –resmungou avançando contra os lábios de Ong novamente.

— Jihoon parecia preocupado demais com você para não ser seu namorado. –comentou.

— Foda-se ele. –tornou a resmungar.

Ong lhe tirou o fôlego mais algumas vezes antes de decidir que estava na hora de irem embora. Deixou uma boa quantia de dinheiro na mão de Daniel para ir embora de táxi antes de entrar na boate em busca do amigo.

 

Jihoon ainda estava acordado quando Daniel chegou, seus ouvidos estavam em alerta quando detectaram o som da fechadura se abrindo, foi abraçar o parceiro, sem se importar que Daniel cheirava a bebida e a um perfume masculino que não era seu. Não fez o mais velho entrar debaixo do chuveiro, apenas o ajudou a tirar as roupas sujas e deixou ele se apoiar em si no caminho até o quarto. Jihoon deitou a cabeça no peito desnudo de Daniel, se aconchegando da melhor forma que pode.

O mais velho suspirou, envolveu o garoto nos braços e lhe fez cafuné. Odiava Jihoon por ser seu eterno lembrete de fracasso, mas precisava que no final do dia, ou no começo de um novo, que o mais novo se aninhasse contra o seu peito e lhe deixasse a sensação de que talvez amanhã provaria que não era um fracassado como lhe fazia lembrar.

 

 

*****

 

 

Seu despertador não tinha tocado, sua cabeça doía como o inferno, estava muito atrasado, Jihoon já não estava mais ali e o seu celular descarregado. Pensou em simplesmente voltar a deitar quando concluiu esses fatos, mas ao ver que dentro da garrafa térmica ainda tinha café quente ele se animou um pouco. Botou o celular para carregar e bateu na porta da vizinha, pedindo para que deixasse fazer uma ligação para o trabalho explicando o motivo de não poder ir hoje.

Deu sorte de quem lhe atendeu foi a secretaria de Jisung, que concordou em passar a ligação para o homem, se fosse Ha Sungwoon que tivesse, Daniel nem tinha se arriscado a permanecer na ligação, apenas colocaria sua roupa e iria correndo de seu apartamento a editora.

Bom dia Daniel. –Jisung murmurou de forma baixa do outro lado da linha— Não fale alto por favor.

— Não poderei ir hoje. –contou— Não estou em condições para isso.

Certo, fique em casa, não vou descontar o dia já que você está mal por minha culpa, e sorte sua poder faltar, só saiba que eu não vou poder ficar te encobrindo sempre que formos beber.

— É claro, não me importo de descontarem o dia, afinal eu assumi a responsabilidade de dar a minha falta. –respondeu.

Cale a boca, não quero ouvir o seu discurso de gente certinha, agora você é amigo do chefe e você vai usar todos os benefícios disso ao seu favor, e sem reclamar! Se precisar me ligue, mas só depois das duas, preciso de tempo para o remédio fazer efeito e vou aproveitar e tirar um cochilo.

— São nove da manhã hyung, vai cochilar até as duas? –perguntou sorrindo, estava se sentindo mais à vontade com o seu chefe.

Vou! –resmungou— Eu posso Daniel, então eu vou.

— Bom cochilo para você então hyung. –desejou.

Até.

Sua vizinha lhe olhava com uma expressão rabugenta, agradeceu e saiu antes que ela o expulsasse. No seu apartamento foi conferir a situação da bateria do seu celular, já conseguia o ligar pelo menos, voltou para o aparelho depois de encher uma xícara com café forte e sem açúcar, resmungou por isso, Jihoon é um completo desastre na cozinha, mas deu grande goladas nele antes de pôr a xícara vazia de lado e pegar o celular.

 

–Jihoon

 

Por que não me acordou hoje? (09:05 am)

Eu tentei te acordar, mas você estava tão cansado que não se levantou (09:09 am)

Deveria ter sido mais insistente (09:09 am)

Não posso ficar faltado ao trabalho (09:09 am)

Já tenho pouco, se perco esse emprego perco tudo (09:10 am)

Desculpa (09:13 am)

Prometo ser mais insistente da próxima vez hyung (09:13 am)

 

Daniel deixou o celular de lado e foi para o quarto, mesmo o café tendo espantado seu cansaço sua cabeça ainda doía, deitou na cama por cima do lençol desarrumado, fechou os olhos com força, se obrigaria a adormecer.

 

 

*****

 

 

Ong estava sentado em cima da sua mesa, Daniel continuo focado na tela do computador, o rapaz balançava as pernas impaciente, não queria continuar esperando.

— Vamos logo Daniel. –pediu mais uma vez.

— Meu horário de almoço só começa daqui meia hora. –tornou a dizer.

— Qual é a parte do “isso não importa” você ainda não entender? –disse— Não vai perder o seu emprego se sair comigo agora.

Bufou já irritado com a situação e saiu da cadeira, Ong sorriu e agarrou o seu braço.

— Finalmente! –comemorou— Precisamos passar no banheiro antes.

— Precisamos?

Seongwu trancou a porta do banheiro depois de ter puxado o colega para dentro dele junto consigo, o prensou contra a parede mais próxima e o tomou os lábios. Daniel segurou seus ombros com força, o rapaz tinha um sorriso convencido no rosto quando se afastou.

— Eu precisava fazer isso antes que enlouquecesse. –confessou juntando as testas— Você faltou ontem e eu passei o dia pensando em como seria ter você contra a minha boca de novo. –sorriu— Sentiu minha falta ontem?

— Passei o dia dormindo hyung. –Ong riu com a fala do rapaz.

— Então eu sou o desesperado da relação. –murmurou baixo, então se aproximou do ouvido de Daniel— Mas o que eu posso fazer se a sua boca é tão doce?

— Quer provar ela novamente?

— Sim, a todo momento se possível. –respondeu e juntou as bocas.

Os beijos começaram a ficar mais intensos, o tempo para recuperar o fôlego diminuiu, os toques começaram a ficar cada vez mais atrevidos e Daniel se sentia quente. Ong segurou sua mão direita e a colocou sobre seu membro por cima da calça, ele se afastou, o rapaz engoliu em seco, Seongwu olhava nos seus olhos enquanto Daniel apenas ofegava enquanto tentava se recuperar.

— Aperte. –o mais velho mandou.

E assim que Daniel fez um sorriso de satisfação brotou em seu rosto, empurrou Daniel para baixo e lhe deu espaço enquanto abria o jeans, e sem dizer nada Daniel fez.

 

A situação é imprópria na sua cabeça, o gosto de Ong impregnando em sua boca, enquanto tinha Jihoon nos braços, mas era boa a sensação desse conjunto, e também errada.

— Não esperava por você aqui. –Jihoon comentou se afastando um pouco.

— Nem eu. –confessou— Um amigo da editora disse que ia me levar em um restaurante que ele gosta para almoçar, e quando eu percebi que é perto da sua faculdade decidi dar um pulo aqui.

Jihoon sorriu de forma doce, Daniel sorriu junto, é até possível ver um pouco de brilho nos olhos que costumam ser opacos do mais novo.

— Não posso ficar muito. Ong está me esperando no carro. –se desprendeu por completo de garoto.

— Claro.

Suspirou, da mesma forma rápida que o brilho tinha surgido nos olhos dele, se foi. Puxou ele para outro abraço, dessa vez Jihoon não lhe abraçou de volta.

— Vá para casa hoje. –ele assentiu de cabeça baixa— Droga Jihoon! Por que torna tudo isso tão difícil? Olhe nos meus olhos e me responda direito!

— Eu torno as coisas difíceis? –perguntou se afastando de Daniel.

— Pare agora, eu não perdi meu tempo vindo até aqui para discutir com você.

O garoto abriu a boca para retrucar, mas a fechou sem dizer nada e lhe deu as costas. A ira consumiu Daniel por inteiro naquele instante.

— Eu não deixei você sair. –disse forte e Jihoon parou na hora, mas não se virou para encara-lo— Volte aqui agora. –ele permaneceu parado— Eu estou mandando!

— Te achei! –ouviu a voz de Ong nas suas costas enquanto o garoto se voltava para ele. Seongwu se pós ao seu lado, e Jihoon mantinha um olhar firme em cima de Daniel— Prazer! Sou Ong Seongwu. –estendeu a sua mão para o garoto que a apertou por educação.

— Park Jihoon.

— Oh! –soltou surpreso— Você então é Park Jihoon. Fico feliz em te conhecer.

 

 

 



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