História Case-se comigo. - Capítulo 1


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Albert Spencer (Rei George), Capitão Killian "Gancho" Jones, Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Violet, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Casamento, Emma Swan, Femme Slash, Política, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen, Swen
Visualizações 308
Palavras 1.886
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, [email protected]!
Estávamos nós, revendo algumas cenas da primeira temporada de OUAT (a melhor "ever", em nossa opinião) esses dias, e ficamos envolvidas por todo aquele clima de tensão maravilhoso que nos fez Swen´s. Relembrar, trouxe saudades de escrever uma história na qual elas (ou pelo menos uma, como acabou sendo o caso) se odiassem no início, como em "Um paradoxo de sentimentos", a primeira que publicamos. E, foi assim que nasceu a fic que lerão aqui. Esperamos que gostem.
Boa leitura!

Capítulo 1 - Você precisa se casar!


Fanfic / Fanfiction Case-se comigo. - Capítulo 1 - Você precisa se casar!

– Regina, isso é uma temeridade! – Zelena tentava trazer razão à amiga, convicta em uma decisão na sua opinião disparatada

– Por quê? – A morena virou a cabeça para o lado, olhando-a por cima dos óculos de sol.

Estavam deitadas em espreguiçadeiras, à beira da piscina, aproveitando seus últimos dias no hotel em Las Vegas, onde passaram um mês de puro ócio financiado pelo padrasto de Regina.

A generosidade dele consistia em sempre tentar mantê-la longe de Detroit, a maior parte do tempo, para evitar atritos, mas havia pouco que a jovem começara a aceitá-la sem protesto.

Sua preferência era de fato estar a vários quilômetros de distância do homem cuja presença muito lhe aborrecia. E, há alguns meses, sentia-se livre para aproveitar esse afastamento, passando a viajar bastante.

Para aqueles que conviviam com Albert Spencer e Regina Mills, não era nenhuma novidade que ela o odiava, porém, o motivo, pouco conhecido. Nem mesmo Zelena West, melhor amiga da moça, entendia a razão de tamanha raiva.

– Por onde você quer que eu comece? – A ruiva, dona de marcantes olhos azuis perguntou em tom de ironia. – Pelo fato de que se casar com uma mulher estranha é uma loucura ou pelo detalhe que você não é nem mesmo uma lésbica? – Pegou um Tom Collins da bandeja que carregava alguns drinques oferecidos por um garçom.

– Zel, eu já disse um milhão de vezes... – a morena começou – Nada disso tem a menor importância. Tudo não passará de uma fachada. Nestes termos, a convivência com uma mulher me parece bem mais tranquila do que com um homem. É possível que sejamos até boas amigas e esse maldito ano passe rápido. – Depois sorriu, completando: – Se já não fosse casada, você seria ideal. – Piscou o olho, bebericando a sua Piña Colada.

A ruiva gargalhou em resposta, divertindo-se com a ideia de um casamento de mentira com Regina.

As duas, praticamente irmãs, conheciam-se desde a infância. As famílias de ambas sempre estiveram bem próximas, unidas por negócios em comum.

Foram ao colégio juntas, cursaram a mesma universidade, embora em áreas diferentes, e aos 27 anos, ainda eram inseparáveis. Causando até mesmo os ciúmes do marido da ruiva, Robin, que fora contra a viagem prolongada delas.

– Tenho certeza que Cora vai se revirar no túmulo no dia desse seu casamento. – Zelena disse, enquanto usava o enorme chapéu, antes em sua cabeça, para abanar-se.

Aquele estava sendo um dos dias mais quentes da estada delas em Nevada.

– A culpa não é minha. – Regina retrucou, dando de ombros. – Se não fosse a ridícula condição que ela foi praticamente obrigada a estabelecer para que eu pudesse ficar com sua herança, nada disso estaria acontecendo. Eu jamais me casaria. Nem mesmo com um homem. – Fez uma pausa. – Muito menos com uma mulher.

– Não coloque as coisas assim, Gina. Você fica parecendo uma mercenária. – A ruiva aconselhou-a.

Tinha consciência que não era dinheiro a motivação principal daquele ato.

– Muita gente pensa isso sobre mim. Sei que meu amado padrasto – usou seu melhor tom de sarcasmo – adora espalhar boatos como esse por aí. É um clichê seu dizer que não canso de gastar o que ele luta para acumular. – Deu espaço a um risinho irônico. – Como se Albert tivesse construído alguma coisa na vida que não viesse da minha mãe. – Seu semblante assumiu um ar de dor ao lembrar o que diria a seguir: – E aquele escroque conseguiu jogá-la contra mim… – Passou um breve tempo pensando, depois prosseguiu, mais confiante: – Porém, isso é passado. – Agora, o que preciso impedir a todo custo é que a guarda de Violet seja dele.

Quando terminou o discurso, a raiva a dominava. Dava-lhe repulsa até mesmo referir-se aquele homem.

Violet, a irmã mais nova de Regina, atualmente  com 15 anos, fora mandada para um colégio interno na Suíça há seis meses, pouco antes do falecimento da mãe delas.

A exemplo da irmã, também era enteada de Albert, apesar de referir-se ao homem como pai, por Cora ter se casado com ele quando a menina ainda era uma recém-nascida.

A morena amava Violet mais que tudo e sempre preocupara-se em protegê-la. Havia até quem achasse que em virtude da considerável diferença de idade entre ambas, ela tinha sido mais mãe da garota do que a falecida.

Por isso, achara muito injusta a imposição testamental de Cora de que só poderia ter acesso aos bens que lhe foram deixados, ao final de um ano de casamento. A mãe sabia melhor do que ninguém a ojeriza que Regina tinha por aquele assunto e, sem dinheiro, seria impossível brigar de igual para igual com o padrasto pela guarda de Violet.

– Ok. Continuo achando uma péssima ideia, mas entendo seus motivos. – Zelena voltou a falar, atraindo novamente a atenção de Regina, que estivera um pouco pensativa. – Porém, o fato é que desde que chegamos aqui você diz que está procurando essa tal mulher e ainda não gostou de nenhuma. Se o casamento fosse real, talvez não estivesse sendo tão difícil. – Brincou.

– Não vou fazer sexo com a minha esposa, mas terei que conviver com ela em uma mesma casa, isso faz parte da imposição. Então, não pode ser qualquer uma. Precisa ser alguém em quem eu possa confiar. – Respondeu séria.

– E como você pode saber que alguém é de confiança só de olhar? Não lembro de tê-la visto abordando ninguém. – A amiga permanecia incrédula.

– Eu sou ótima com primeiros julgamentos. Nunca errei nenhum.

Zelena revirou os olhos. Adorava Regina, entretanto não tinha muita paciência para a sua pretensão.

– E depois? – Questionou.

– Depois de quê?

– Depois que você encontrar essa mulher confiável, o que vai fazer para ela aceitar casar-se com você nos seus termos?

– Essa será a parte mais fácil, querida. – Estava absolutamente segura. – Eu serei muito rica dentro de um ano. Obviamente, casaremos com regime de separação de bens, no entanto, firmaremos um contrato pré-nupcial estabelecendo uma quantia razoável para a futura ex-Sra. Mills dispor depois do fim.

– Você não acha estranho dizer isso?

– O que exatamente?

– Sra. Mills…

– Não. – Deu de ombros. – Já pensei tanto sobre tudo que me acostumei.

A ruiva tinha certeza de que aquela ideia não soava bem sob prisma nenhum, entretanto, era um assunto delicado e pessoal demais para que ousasse interferir, mesmo em se tratando de Regina.

– É, parece que você já pensou em tudo mesmo... – Disse pausadamente. – Só espero que depois não venha a considerar o preço muito alto. – Levantou-se. – Agora vou aproveitar essa piscina. Se não, acabo desidratada.

Regina olhando para cima, observou a outra de pé por um instante.

– Eu vou só passar mais filtro solar e em seguida irei também.

Zelena assentiu, saindo em direção à água, onde outros vários hóspedes do hotel aproveitavam o dia de sol intenso na capital do pecado, deixando Regina por mais algum tempo sozinha, perdida em seus próprios pensamentos.

...

Dez da manhã. Killian Jones permanecia sentado em sua suíte, tomando café, e olhando para a porta do quarto, onde sua melhor amiga, Emma Swan, entrara muito bem acompanhada durante a madrugada, e onde permanecia desde então.

Estava indeciso se deveria acordá-la. Eles precisavam ter uma conversa séria, mas a loira não costumava ser muito amistosa quando despertada precocemente.

Passaram o fim de semana em Las Vegas para participar da despedida de solteiro de Neal Cassidy, amigo de longa data dos dois. Porém, agora que os “dias de loucura” chegavam ao fim, era preciso voltar à rotina normal. Afinal, estavam em plena campanha eleitoral. A ex-tenista postulava uma vaga no Partido Democrata para concorrer ao cargo de Prefeita da cidade de Los Angeles.

Emma Swan era um verdadeiro ídolo do esporte americano. Desde cedo, despontou como uma promessa do tênis e, por quase 20 anos, amealhou títulos importantes, como os torneios de Roland Garros, de Wimbledon e o US Open, tendo figurado durante alguns anos como a #1 da WTA¹.

Aos 33, decidiu encerrar sua carreira, ainda no auge e, há dois anos, preparava-se para ocupar o cargo mais importante na Cidade dos Anjos, lugar onde passou a morar desde que sua família viera de Detroit, quando ainda era uma adolescente.

Cansado de esperar, Killian bebeu um pouco do fumegante café, pegou seu inseparável smartphone, onde acabara de ler um relatório detalhado sobre a pesquisa realizada com os membros do partido e tomou a decisão de bater na porta da loira.

Era possível que ela despertasse de mau humor, se é que estava dormindo, mas, de qualquer forma, ele precisaria acordá-la. Em poucas horas teriam que estar a 360  quilômetros de distância dali, participando de uma reunião do partido.

–  Emma? – Tentou a primeira vez, batendo levemente na porta –  Emma? –  Insistiu, desta vez, elevando o tom de voz.

–  Já vou. –  Ouviu o grunhido da amiga do outro lado.

O rapaz sorriu e se encostou em uma das colunas de gesso, que separava o living da suíte do corredor de quartos, verificando alguns e-mails que chegaram naquela manhã. Minutos depois, viu uma massa de cabelos dourados e despenteados despontando em meio à porta semiaberta.

–  O que quer, Jones? –  Sua voz saiu enrouquecida. Efeito colateral da noite de bebedeira e gritaria na boate.   

–  Precisamos conversar. –  O rapaz disse, balançando o celular na mão, sinalizando que tinha algo importante ali que ela precisava saber. –  E já são mais de dez horas. Lembre-se que marcamos o vôo para o meio-dia.

Emma passou a mão no rosto, esfregando os olhos e depois alisou os cabelos, despenteando-os ainda mais.

–  Saio daqui a cinco minutos – Murmurou e, antes de cerrar a porta, Killian não pode deixar de notar pela fresta entreaberta, dois corpos tombados sobre a imensa cama do quarto.

O moreno sorriu mais amplamente, voltando para onde estivera antes, movimentando negativamente a cabeça. Pensava em como convenceria Emma Swan a mudar urgentemente seu estilo de vida, pois a fama de “pegadora” já prejudicava sua imagem pública.

...

– Resumindo tudo isso que eu lhe falei em estatísticas, o maior entrave para que os membros do partido escolham seu nome, não é a homossexualidade mais do que assumida, mas sim, sua… –  O rapaz hesitou, buscando uma palavra que pudesse definir o comportamento da amiga, sem irritá-la –  sua fama de namoradeira.

Emma mordeu generosamente a maçã vermelha e brilhante em suas mãos, mastigando com vontade o pedaço da fruta, antes de replicar:

– Você está me dizendo que os velhos gagás... –  Parou para engolir – estão implicando com a minha candidatura, por que eu não sou casada, nem tenho um relacionamento estável? –  Cruzou os pés sobre a mesa, com expressão irritada. –  Isso é realmente relevante? Não importa que eu tenha apresentado um projeto de governo consistente, que fala de investimento em segurança, do controle do tráfico, do fortalecimento das escolas públicas… –  Parecia que estava discursando.

–  Eu entendo sua indignação – Jones a interpelou. Sabia que se não o fizesse ela não pararia. – Mas, você está nesse meio há quanto tempo, Emma? Dois anos, não é? –  Apontou de maneira retórica –  Então, sabe que essas são as regras do jogo e não há como mudá-las agora.

A loira bufou, exasperada.

–  Ok, ok… –  Mexeu-se novamente na cadeira, tirando os pés de cima da mesa. – Você quer me dizer algo. Então, deixe de rodeios, e fale logo.

Os olhos do moreno desviaram dos da amiga por uma fração de segundos. Ele respirou profundamente e despenteou um pouco os cabelos molhados de gel, num gesto nervoso, antes de sentenciar:

–  Emma, você precisa se casar!


Notas Finais


¹WTA (Women's Tennis Association) - Associação Feminina de Tênis.

- E aí, o que acharam? Até o próximo!


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