História C'est La Vie - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Hetero, Original, Romance
Visualizações 15
Palavras 1.165
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu tô gostando de escrever sobre esses dois!

Muito obrigada a quem leu, comentou e deu favs na história! *-* :3

Boa leituraa! ~chuu

Capítulo 3 - Sobre o que eu não quero que saiba


Fanfic / Fanfiction C'est La Vie - Capítulo 3 - Sobre o que eu não quero que saiba

Quando eu era criança, morria de medo do boneco Chuck. Ficava me perguntando como as lojas tinham coragem de vender aquela aberração, como poderia existir pessoas que o levavam para casa, em pleno natal. Um medo totalmente aceitável para uma menininha de sete anos de idade que não conseguia nem dormir com a luz do quarto desligada.
Eu não consigo dormir com as luzes desligadas até hoje, mas sem medo do boneco Chuck. Mentira.
O que quero dizer é que eu me tornei adulta mas continuo com meus medos bobos, e um deles - o mais latente no momento - é o tal medo de "virar abóbora".

"Hannah. Do que você tem medo?"

Não é como se Markus nunca tivesse pedido para eu ficar. A questão é o modo como ele agiu naquele momento e como ele tratou disso tão decididamente. O modo como ele chamou meu nome tinha algo que eu nunca tinha provado na sua voz. Talvez ele realmente quisesse que eu ficasse mais um pouco, não para me ver tirar o meu vestido de novo, mas simplesmente, para me abraçar e voltar a dormir.

"Nós nunca amanhecemos juntos, né?"

Talvez. . . ele estivesse mesmo se apaixonando por mim, do mesmo modo que meu coração queria se direcionar para ele, quando ele se espreguiçou na cama, com os olhos sonolentos.

Eu morro de medo de virar uma abóbora. De virar uma abóbora idiota. De novo.

[. . .]

Eu tinha 20 anos quando isso aconteceu pela primeira vez. Eu nunca tinha namorado alguém por mais de um semestre e, mesmo parecendo ridículo, cheguei até mesmo a me imaginar dividindo um apartamento com aquele cara. Bernardo, era o nome dele.

"Bernardo é nome de cachorro, não é não?" - Eu disse isso a ele no nosso primeiro encontro. Bernardo caiu na risada. Eu tagarelo feito uma criança quando fico nervosa.

Eu conhecia muito bem a garota que o vi beijando naquela noite. Era aquela tal de Isa, a garota bonita do estágio.
Ela usava uma saia curta e sapatos de bico. Uma vez Bernardo me disse que achava sapatos de bico ridículos.

"Tem uma garota muito bonita lá no meu setor. Há quem diga que até o chefe já deu em cima dela." - Eu dizia enquanto preparava um sanduíche e colocava leite na xícara dele. Morro de raiva quando lembro que gastei dinheiro comprando leite sem lactose pra ele. Bernardo era cheio de frescuras desse tipo.

"Tem é?" - Ele disse, com um ar de quem não se importa.

"Uhum. Não viu ela quando foi me buscar ontem?"

"Não vejo ninguém além de você." - Ele me abraçou por trás e beijou meu pescoço.

Eu queria poder desbeijar todos os beijos que dei no Bernardo.

Senti muita vontade de jogar os meus sapatos -sem bico- na testa deles, lá mesmo, no meio do shopping, mas eu contive o choro e o impulso de destruir tudo ali e apenas voltei para casa calada naquela noite. No dia seguinte, liguei pra ele e marquei um encontro. Terminei o namoro antes de dar um tapa na cara dele.
Isa devia ser mesmo muito gostosa porque ele apenas colocou a mão no lugar do tapa e nem me xingou, nem me pediu para voltar e conversar. Não ligou nunca mais.

No meu quarto antigo, na casa da minha mãe, eu tinha uma pelúcia de panda que batizara de "Bernardo". No dia desse tal último encontro, após o término, eu passei na casa da mamãe antes de voltar ao meu apartamento. Joguei o panda Bernardo na lixeira de metal do quintal e taquei fogo nele. Infelizmente, era o único Bernardo no qual eu podia livremente atear fogo sem ser presa. Minha mãe me espiava da porta da cozinha, assustada, mas não interferiu.
Só deixei o quintal quando todos os fragmentos do Bernardo viraram fumaça escura e sumiram no céu.

[. . .]

Felizmente, não tive tempo nenhum pra pensar na noite de sábado quando cheguei ao meu apartamento. Meu cantinho pequeno estava há duas semanas sem uma faxina e cheirava a amaciante de roupas de bebê e ao incenso de canela que eu acendia todas as manhãs antes de preparar chá.
Passei o domingo em casa, organizando os trabalhos para a semana seguinte. Os domingos parecem assustadoramente longos então eu terminei de organizar tudo antes das quatro da tarde. Depois desse horário, me entreti com filmes de máfia chinesa na internet e bolo de caneca sem glúten até as dez horas da noite, quando caí no sono.

[. . .]

Me pego cochilando no trabalho e são apenas dez horas da manhã.

-O fim de semana foi tão bom assim, Hannah? - Adrian pergunta, com um sorriso maldoso nos lábios.

-Foi sim, queridinho. - respondo entre risos.

Ele pede detalhes mas eu não conto. Volto ao trabalho depois de buscar um copo grande de café na máquina da copa. Eu realmente odeio as segundas-feiras. Tenho absoluta certeza de que se a semana iniciasse na terça, tudo fluiría melhor. E é com esse pensamento que volto para casa, são quase sete da noite, o início do mês traz um monte de trabalho extra e nessas épocas do ano, eu entendo exatamente o porquê do nome da empresa ser "Go crazy!"
Mas na maior parte do tempo, trabalhar para essa revista é encantador.
Saio do trabalho apressada e assustada, odeio andar sozinha por essas bandas e esta noite está assustadoramente escura. É segunda-feira! Cadê todo mundo indo e vindo do trabalho?
Nesse momento atento para o fato de não ter perguntado ao Markus sobre o trabalho dele, sobre o que andava fazendo. Se ainda ensinava na faculdade de música, se a Flowers in a Cup ainda tocava naquele bar aconchegante com lâmpadas japonesas penduradas no teto.
Quanto tempo faz que não escuto ele cantar ou tocar uma guitarra? Um milhão de anos. Uma vez disse a ele que ficava sexy tocando e ficou todo convencido. Os caras da banda me chamaram de "namoradinha do vocalista" pelo resto da noite.

"Não somos namorados." - Ele abanava a mão e ficava sorrindo, com os dedos pousados na minha coxa.

"Eu não beijo vocalistas." - Eu dizia com um desdém falso.

Passos estalam atrás de mim e eu me assusto, ando mais rápido. Tenho um canivete na bolsa mas não é como se meu nervosismo fosse me deixar cortar um pedaço sequer da pele de um estranho. Escolho não olhar para trás e praticamente corro até a esquina, subo no primeiro ônibus que passa. Salva.

Se tivesse um namorado, um cara legal, ele viria me buscar no trabalho todos os dias e eu não precisaria me preocupar com estranhos a espreita. Solto um riso confuso enquanto desço do ônibus aleatório e caminho de volta à minha trajetória de costume até o apartamento, tendo certeza que se eu escolhesse amanhecer com Markus, pelo menos uma vez, ele certamente se tornaria esse tipo de "cara legal".


"Hannah. Do que você tem medo?"


De você.

Notas Finais


Difícil hein, Hannah? Não pense demais! kopsakpsa

Muito obrigada por leeer! *-*

Até maais s2


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