História Chains Of Life. - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sai, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara
Tags Abuso Sexual, Cárcere Privado, Drama, Mistério, Revelaçoes, Sasusaku
Visualizações 63
Palavras 4.271
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, desculpe a demora.
Espero que goste, e por favor, perdoe-me pelos erros ortográficos.
Xoxo!

Capítulo 13 - Capítulo-12


Fanfic / Fanfiction Chains Of Life. - Capítulo 13 - Capítulo-12

 

Nos dois primeiros meses internada, Sakura se encontrava exasperada. Observava tudo e desconfiava de todos, ficava desconfortável perto de alguém. Ela preferia ficar sozinha, e não gostava que a tocassem.

O medo de tudo voltar a ser como antes era enorme, e por pensar nisso, havia vezes que ela dava alguns surtos... Como o de hoje.

 

- Sakura, que tal se déssemos uma caminhada lá fora?

 

A Haruno o olhou pelo canto dos olhos, enquanto se mantinha calada, voltada para a enorme janela no quarto.

 

- O que me diz?

- Não.

- Ah, por favor! Será divertido.

- Eu já disse que não.

- Será bom se você sair. Vamos dar um passeio.

 

No mesmo instante, a Haruno paralisou, enquanto seus olhos se moviam, sem observar ao redor. A frase ficou a ecoar em sua cabeça.... “Vamos dar um passeio... vamos dar um passeio...  vamos dar um passeio.”

 

 

Sakura on

 

 

Aquela maldita frase! Aquela maldita sensação!... “Leve-a para passear... Vamos passear um pouco... Irei ficar muito feliz em te levar para passear”. Eu o escuto dizer... Aquele desgraçado ainda me perturba, mesmo eu tendo o matado. Eu não gosto dessa frase. Eu não gosto que me tratem como um animal! Eu odeio as pessoas que me tratam desse jeito. Elas pagaram!

 

 

Autora on

 

 

O enfermeiro não pode previ o que veio a acontecer. Sakura em frações de segundos pulou sob o corpo do enfermeiro, derrubando-o e arranhando-o, enquanto gritava e agredia ele. O pobre homem tentava se proteger, pedindo a moça que parasse, mas Sakura não o ouvia. A voz continuava em sua cabeça, a confundido. O enfermeiro então gritou por ajuda, que prontamente foi realizada.

O surto foi tão forte, que ninguém conseguiu acalmá-la após separá-la do homem. Ela ficou a gritar e a se contorcer nos braços de um outro enfermeiro que estava a segurando, até o momento em que ela o acertou com um chute na região genital, que urrou e foi ao chão. Ela foi com tudo para nocauteá-lo, porém mais enfermeiros adentraram ao cômodo e ela então se encolheu no canto do quarto. Mãos envolta da cabeça, grossas lágrimas sendo derramada e gritos sendo emitido, era assim que Sakura se encontrava.

Horas se passaram e ela não aceitava ser tocada e não queria se alimentar. Tsunade ficou a tentar convencê-la, mas nada entrava na cabeça da Haruno, que somente ficou encolhida no canto do quarto enquanto ficava a se balançar e a chorar. Ela até mesmo ameaçou machucar alguém que entrasse e tentasse tocá-la.

 

- Doutora Tsunade, o que vamos fazer? Ela tem que se alimentar, tem que tomar os remédios... E tem que confiar em nós. – Cochichou a psicóloga da clinica.  

- (Suspiro) Eu sei Shizune, mas eu entendo o lado dela. Há coisas que nós fazemos ou temos que fazer, que a faz lembrar do hospício.

- Sim, eu sei. É por isso que ela fica agressiva. Mas o que podemos fazer para ajudá-la?

- Estou pensando em algo, mas não sei se o conselho dos diretores irão aprovar.

- E o que seria?

- ... Quer saber, eu não estou nem ai se eles irão ou não aprovar... Chame o Tenete Uchiha.

- O tenente?!

- Sim. Ele é o único que ela confia. Peça a ele para vir... Além do mais, a presença dele irá ajudá-la.

- Mas Tsun...

- Agora Shizune! Se não é capaz dela cometer mais algum homicídio.

- Si-sim. Verdade. Irei comunicá-lo prontamente.

 

 

****

 

 

- Teme, sai um pouco desse escritório. Tu já finalizou o caso do roubo da joalheria. Não temos mais trabalho no momento. Vamos sair, espairecer, tomar umas cervejas...

- Primeiro, agora é duas e meia da tarde, não é hora de beber cerveja; segundo, agora não Naruto. Estou ocupado.

- Ocupado com o quê? Eu acabei de dizer que não temos trabalho. Você está é inventando coisas para não sair comigo e com os rapazes.

- Naruto...

- Não teme, não vem tentar me convencer não, porque eu sei que eu estou certo.

- Você não sabe de nada. Agora, se já terminou, saía da minha sala.

- Alá, sempre tentando se livrar de nós... Vai acabar sozinho se continuar desse jeito.

- (Suspiro) Você ainda está aqui?

- Itachi e Kakashi tem plena razão por querer dar a você uma licença no trabalho... É, quer dizer...

 

Foi com essa frase, que Naruto conseguiu a atenção do amigo. Que levantou os olhos, semicerrando-os em seguida e perguntando.

 

- O quê?

- Nada não teme. – Respondeu o Uzumaki enquanto coçava a cabeça e abria um largo sorriso, de sem graça. – Acho que vou indo, já né te...

- Fala.

- (Suspiro) Você está querendo todo trabalho do departamento só para si mesmo. Está se sobrecarregando, e isso está deixando-os preocupados.

 

Naruto conhecia perfeitamente o temperamento do seu amigo, e sabia que naquele momento, raiva era o que o moreno sentia. E sabia que ele poderia surtar e fazer alguma coisa num piscar de olhos.

E bom, foi isso que ele fez. O Uchiha levantou num baque de sua cadeira e saiu de sua sala. Naruto o seguiu, perguntando onde ele iria e tentando pará-lo. Todos os olhares foram voltados para o Uchiha, que passou por todos feito um touro, apertando os punhos e trincando os dentes.

A passos largos, Sasuke foi até a sala do irmão, que estava em uma reunião com Kakashi e Shikamaru. Abrindo a porta com certa violência, Sasuke seguiu até onde o seu irmão estava.

 

- Irmãozinho tolo, o que...

 

Itachi não teve tempo de terminar a frase, pois seu irmão caçula havia lhe desferido um belo soco na face, fazendo o Uchiha mais velho cair da cadeira e cuspir sangue.

 

- Sasuke! – Kakashi brandou, enquanto seguiu juntamente com Naruto e Shikamaru, para separar os Uchihas.

 

Após conseguir segurar Sasuke, que estava enfurecido, Kakashi ajudou Itachi a se levantar, enquanto prosseguiu até a porta a fechado, para que os curiosos não continuassem a ver o espetáculo.

Itachi limpou o sangue que escorria da boca na própria camisa, enquanto encarou com raiva e questionamento o irmão.

 

- Mas por que porra você socou?

- Por que quer me dispensar?

- O quê? – Os olhos de Itachi foram do irmão ao amigo loiro, que somente riu sem graça, enquanto pedia desculpas por ter aberto a boca. – Naruto, Naruto... Sempre tagarela.

- Foi mal Itachi. Foi sem querer...

- Tudo bem... (Suspiro) O motivo, irmãozinho tolo, é porque você está mais estressadinho do que antes.

- Não estou! – Respondeu o Uchiha enquanto empurrava seus amigos, fazendo-os o solta.

- Não? Então porque veio como um animal furioso para cima de mim e me socou?

- ...

- Desde que voltou, você só está pegando caso atrás de caso. Está agredindo mais do que antes os suspeitos. Está mais cabeça quente e mais pensativo também. Nós percebemos isso... Por que está desse jeito? O que mudou?

- Nada mudou! – Disse Sasuke dando as costas aos demais homens e seguindo para a saída.

- Sim, mudou. E todos nós achamos que o motivo se chama Sakura Haruno.

 

No mesmo instante o Uchiha caçula parou. Os olhares dos homens presentes na sala se voltaram a ele, que se mantinha parado no mesmo lugar.

 

- Algo mudou, e nós sabemos e você sabe. O meu palpite é que você sente falta dela.

- Itachi...

- Passaram um mês juntos.

- Ela não tem nada haver.

- Será mesmo?

 

Sasuke se vira e encara os homens presentes.

 

- O que quer dizer?

- É como Itachi disse, Sasuke. Você sente falta. – Shikamaru.

- Teme, só por curiosidade. Você por acaso está transando com alguém?

- Não devo satisfação da minha vida sexual a você, dobe.

- Ah qual é teme, não é uma pergunta difícil.

- O que isso tem haver?

- Só responda irmãozinho.

 

Desconfiado e receoso, Sasuke responde enquanto bufa.

 

- Já tem algum tempo que eu não transo.

- Agora sabemos o motivo de tanto estresse. Para um cara que transava todo dia, um dia faz falta. – Shikamaru.

- Você tinha uma vida bem ativa. O que houve? - Itachi

 

Nesse meio tempo, os assentos da sala foram ocupados pelos cinco homens presentes.

 

- Após voltar, eu saí com algumas mulheres. Uma breve conversa e logo seguíamos até os apartamentos delas e bom...

- E?

- Digamos que o sexo foi ruim...  Nunca sexo foi ruim pra mim, mas todas com quem eu fiquei após voltar, todas elas eram sem graça... Não tinha de certa forma, maldade nós olhos.

- Maldade?! Olha o teme.

- Ela tem... Certo? - Kakashi

- Quem? – Naruto

- A Sakura, Naruto, é dela que estamos falando. – Shikamaru.

- Ah sim, a Sakura chan... Mas espera ai, ela tem maldade nós olhos?

 

Suspirando, Sasuke passa a mão no cabelo, o bagunçando mais ainda.

 

- Tem... Oh se tem.

- E você sente falta disso? – Itachi.

- ... Depois de ficar um mês direto com ela, de escutá-la, de tentar entendê-la, eu acabei por me acostumar com o jeito doido dela. Um anjo em forma de demônio.

- Ela não é tão mal assim, teme.

- Esquece Naruto! - Shikamaru

- Sabe, semana passada eu fui visitá-la. - Naruto

- E como ela está? – Perguntou o Uchiha enquanto levantava os olhos.

- Bem... Bom, ela está tentando se adaptar.

- Hum.

- Não foi vê-la? – Kakashi

- Não.

- Por que irmãozinho?

- Ando ocupado.

- Atá, sabemos. – Disse Naruto, enquanto balançava a cabeça em negação.

- Cala a boca dobe.

 

Eles são interrompidos pelo Neji, que entra na sala segurando um telefone.

 

- Sasuke, é Shizune Katō. É a respeito da Haruno.

 

 

No mesmo instante ele se levanta e segue até o Hyūga, pegando o telefone em mão.

 

- Uchiha.

- Sasuke Uchiha, é Shizune Katō, a psicóloga da clinica. Estou ligando a pedido de Tsunade Senju, a médica responsável pela Sakura.

- O que houve?

- (Suspiro) Tivemos recentemente um problema com ela.

- Que problema?

- Teria como você vim aqui? De preferência agora.

- Hum. Estou a caminho.

- Obrigada tenente.

 

Encerando a ligação, Sasuke devolve o telefone ao amigo e diz para os homens presentes.

 

- Irei sair.

- Irá ver a Sakura chan, teme?

- Sim.

- Aconteceu algo com ela, irmãozinho?

- A psicóloga disse que sim. Ela me pediu para ir até lá.

- Quer que eu peça alguém para ir com você? – Kakashi

- Não precisa.

 

Dando as costas, Sasuke segue para fora do cômodo. Ele vai até a sua sala, pegando o distintivo, revolve e as chaves do carro. Logo ele seguindo para fora do edifício.

Ao chegar na clínica, ele é recebido por Tsunade e Shizune, que estavam conversando.

 

- Doutora Senju, o que houve com ela?

- Boa tarde para você também, Uchiha... Você está horrível. Há quanto tempo você está sem dormir?

- O que houve com a Sakura, doutora?

 

Encarando-o por alguns segundos, Tsunade percebeu que ele se encontrava diferente. Com a aparência cansada, e com o temperamento mais agressivo. Balançando a cabeça e deixando essa observação de lado, ela o responde.

 

- Ela teve um surto.

 

Disse enquanto começava a caminhar, sendo seguida pela psicóloga e pelo tenente.

 

- E que tipo de surto?

- Ela atacou um enfermeiro. Derrubando-o e agredindo-o.

- Alguma coisa ele fez para ela fazer tal coisa... Ele tentou tocá-la?

 

Tsunade entendeu o sentindo do ‘tocá-la’, e já foi logo descartando essa opção.

 

- Não, ele não fez isso. Até porque o enfermeiro que cuida dela é homosexual.

- Então o que ele fez?

- Ele está aqui, pergunte você mesmo a ele.

 

Ao adentrarem a enfermaria, o moreno viu algumas pessoas presentes.

 

- Esse é Kumadori. Kumadori, esse é o tenente Sasuke Uchiha.

- Ah, oi Sr. Uchi...

- O que você fez a ela?

- Co-como?

- O que você fez para deixá-la irritada?

- Eu não fiz nada. Só a chamei para darmos um passeio.

- Passeio?... Qual foi a frase que você usou? – Disse o Uchiha dando um passo para perto do enfermeiro.

- O quê? – Intimidado, o enfermeiro se afastou.

- Responda.

 

Assustado, o rapaz olhou do Uchiha a médica, que somente deu um balançar de cabeça, permitindo.

 

- Eu a chamei a dar um passeio.

- Em hipótese alguma, a chame para dar “um passeio”.

- Por que tenente? - Shizune

- Porque eram assim que eles a chamavam quando a levavam para as salas de torturam... “Vamos dar um passeio.”.

 

Engolindo em seco, o jovem enfermeiro pediu desculpas ao Uchiha, que as ignorou e se virou para Tsunade, pedindo-a para levar até a Haruno.

Ao chegarem enfrente ao quarto dela, Shizune abre a porta e a chama.

 

- Sakura...

- Vai embora! Saía daqui! Me deixe sozinha! – Disse gritando.

 

Ela nem ao menos encarou as pessoas na porta. Continuou sentada no canto da cama, abraçada a si mesma, enquanto balançava a cabeça com as mãos a segurando.

Mas ao ouvir a voz de Sasuke, ela no mesmo instante abre os olhos e o encara.

 

- Sakura.

 

Em segundos, ela se levanta da cama e pula nos braços do Uchiha, enroscando as pernas na cintura dele, enquanto o segura fortemente pelo pescoço. Sasuke a segura pela coxa, enquanto tenta afastá-la.

 

- Sakura.

- Sasuke kun! Eu senti tanta saudades sua.

- Você está bem?

- Agora estou.

 

Após um tempo tentando convencê-la a descer, ela fez. Se sentaram na cama, enquanto as médicas estavam paradas na porta, vendo-os.

 

- O que aconteceu? – Ele pergunta enquanto ela o encarava. Receosa, ela o responde.

- Eu escutei aquele maldito. Era ele me chamando para ‘passear’.

- Não era ele Sakura. Ele morreu.

- Mas eu o ouvi. Eu ouvi ele falar... Ela só estava tentando me proteger.

- Foi a Montanha Russa que machucou o enfermeiro?

- Sim... Eu sem querer a deixei sair. Mas ela só tentou me proteger... Si proteger.

- O que você fez depois que todos saíram do quarto?

- Eu fiquei encolhida no canto da cama, chorando e ouvindo-as falarem comigo.

- O que elas disseram a você?

- Ela me chamou de fraca, a Bebê ficou tentando me consolar, e a Cereja ficou somente me encarando.

- Está tudo bem agora. Não se preocupe. – Ele disse enquanto a puxava para se deitar sob o corpo dele.

- Eu fiquei com medo.

- Eu sei.

- Várias lembranças vieram de um só vez... Eu o vi, me chamando, me machucando.

- Está tudo bem agora. Calma.

- Fica comigo essa noite?

- Sakura, eu não posso...

- Por favor. Somente hoje.

- Sakura...

- Amanhã é o dia do julgamento. Estou com medo.

 

Sasuke contrai a testa, encarando as médicas e indagando-as.

 

- Por que eu não fui avisado? – Tsunade então responde.

- Eu tentei ligar alguns dias atrás para o seu celular, mas você não o atendia. Ao telefonar para o departamento, algum oficial disse-me que você andava atarefado e que acreditava que não iria poder comparecer ao julgamento.

- Quem foi?

- Não perguntei o nome. 

- Moreno, você vai estar lá? – Sakura perguntou enquanto o encarava e acariciava a face do Uchiha.

- Sim, eu irei comparecer.

- ... Ele vai estar lá também? O desgraçado do médico.

- Sim, ele estará.

 

Ele sente ela estremecer.

 

- Não se preocupe. Ele não tocará em você.

- Promete?

- Prometo.

 

E o restante da tarde, Sasuke passou na clínica, junto da Haruno. Ele a obrigou a se alimentar e noite os dois tomaram banho juntos... Causando certo alvoroço entre as enfermeiras, que não queriam aceitar tal coisa... Acabou que eles não só tomaram banho juntos como também mataram a saudade do corpo do outro.

 

 

****

 

 

Amanheceu, e com isso a Haruno e o Uchiha se arrumaram. A oitiva estava marcada para começar às nove da manhã.

Foram dois meses investigando, obtendo informações e depoimentos. E eles conseguiram diversas provas para provar o quão desabilitado aquele manicômio é. Que os governantes do mesmo, aplicam punições severas e tratam mal seus pacientes. Medicando-os com diversos remédios em doses altas.

E lá estava ele sentando, calmo, rindo, enquanto encarava a rosada, que ao mesmo tempo em que tremia de medo, tremia de raiva. Ela tentava se segurar, para não ir até ele e o agredir.

Sasuke que não estava muito longe, observava com ódio o médico, enquanto pensava em diversas maneiras de machucá-lo. Quebrar os dedos dele, um por um; arrancar os dentes, um por um; desferir socos e mais socos... Era o que ele queria fazer, e se tivesse uma brecha, ele faria.

 

- Bom dia a todos... Sou o juiz Futami, responsável por esse julgamento... – Após se apresentar e começar a audiência, o juiz volta a falar, agora direcionado ao médico. - Senhor Jiryū Sendō, o senhor está ciente do conhecimento da lei 10.216, criada no dia 6 de abril de 2011?

- Sim, eu estou.

- E quais são alguns de seus artigos?

- Os direitos de proteção a pessoas com transtorno mental. Assegurando sem qualquer tipo de discriminação, seja ela voltada a raça, cor, sexo, orientação sexual, religiosa, idade, família etc.

“Que são direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais ter: acesso a melhor tratamento do sistema de saúde, de seu transtorno; ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade; ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração; ter garantia de sigilo nas informações prestadas entre outras.”

- E você acredita ter respeitado e ter pondo elas em práticas?

- Sim, acredito.

- Senhorita Haruno, o que você tem a dizer sobre o doutor Jiryū Sendō?

 

Sakura levou segundos para responder. Ela estava encarando-o, que ainda se encontrava com  um sorriso no rosto.

 

- Senhorita...

- Ele mente.

- Por quê?

- Ele pode ser formado em psicológica. Pode ter doutorado, mas não passa de um maníaco.... Sabe meritíssimo, nesse momento, estou sob efeito de um calmante para eu conversar civilizada com o senhor e os demais presentes. Porque esse maldito, conseguiu tirar a metade da minha sanidade, fazendo-me ser uma louca com distúrbios.

- O que ele te fez?

- Ele me obrigou a tomar fortes doses de medicamentos, me torturava constantemente, me fazia ficar sem alimento por dias e semanas... Ele não é um homem. Ele é um animal... Eu não tinha nenhum problema... Meu sonho era poder ajudar diversas pessoas. Eu iria ser médica. Mas por culpa desse infeliz, e do outro, eu me tornei essa garota com esses transtornos.

- E quais são seus transtornos?

- Infelizmente, adquirir o transtorno esquizoafetivo; que é o transtorno bipolar juntamente da esquizofrenia. Também tenho um pouco do transtorno de personalidade múltipla. 

- Certo... Quem seria o “o outro”, em sua resposta anterior?

- Ah sim excelência, o enfermeiro que era responsável por cuidar dela. Ela o matou! Homicídio.

- Isso é verdade, Srta. Haruno?

- Claro que é, meritíssimo. Ela não sabe das leis. Ela está tentando me acus...

- Eu não citei você, Sr. Sendō.

- Perdão excelência.

 

Ao voltar seus olhos para a moça, o juiz percebe que ela encarava o médico, enquanto mantinha uma face séria, mas firme.

 

- Artigo 121, do decreto lei número 2.848, criada no dia 07 de dezembro de 1940... Eu conheço algumas das leis.... E sim, meritíssimo, eu assassinei o enfermeiro Shuradō.

- Como ocorreu?

- Antes deu matá-lo, ele havia me levado a sala de choques. Me fazendo receber fortes doses, para assim terminar e tentar me estuprar. Eu consegui voltar a mim na hora certa, e com uma forte determinação, eu o chutei na área genital e face, fazendo-o ficar inconsciente. Com esforço, eu o pus na maca e fiz todo o procedimento que ele havia feito em mim, mas eu pus mais uma placa de eletricidade, só que no órgão masculino dele. Eu o acordei para ele sentir dor, enquanto me via parada em sua frente, o observando.

“Pode soar friamente o que eu fiz, mas eu estava mais fora de mim, do que qualquer outra vez. Eu o matei, e não me arrependo. O motivo? Ele me machucava constantemente. Me obrigava a tomar diversos remédios ao dia. Se deliciava em me ver com dor. E quando eu tive a chance, eu fiz.”

- Está vendo excelência, ela é assassina, ela é quem deve pagar! Eu sou a vítima...

- Calado! Eu não perguntei nada a você, Sendō. Somente responda quando for indagado... Srta. Haruno, fui informado também que a senhora assassinou sua mãe e seu padrasto. Isso é verídico?

- Sim meritíssimo.

- O que houve para tal coisa vim a acontecer?

- Após o falecimento do meu pai, minha mãe me culpou pelo acidente. Ela se afastou de mim, me negligenciando. Alguns anos depois, ela encontrou um homem, na qual ela decidiu se casar. Eu nunca gostei dele. Ele era um patife que praticava voyeurismo. Ele aproveitava que minha babá tomava banhos em minha casa, para observá-la, e até mesmo tentou fazer isso comigo... Eu tentava alertar minha mãe sobre o “marido” que ela tinha, mas ela não me escutava. Ela achava que eu queria roubá-lo dela, e por consequência, eu acabava sendo agredida e trancada em meu quarto, sem nenhum alimento.

“Com o passar do tempo, ele tentou coisas a mais, como por exemplo, se masturbar sob mim, enquanto eu estava dormindo. Nesse mesmo dia eu dei parte na policia, o que não adiantou de nada. E novamente, por consequência, eu acabei sendo trancafiada em meu quarto sem alimento. Eu já estava com meus quinze a dezesseis anos... Semanas se passaram e minha mãe começou a me dar remédios, não para curar a anemia que eu havia adquirido, e sim remédios fortes, que estavam prejudicando minha mente. E por conta do excesso desses medicamentos, eu tive um surto psicótico. Eu os matei com o tanque de gasolina que continha em casa, juntamente com fósforo, em um incêndio.”

 

O juiz Futami a encarava sem demonstrar sua opinião. Ele a observou por um tempo, para assim voltar seus olhos ao médico, que olhava a moça, com um sorriso no rosto. Ao se ver, o juiz já sabia o que se passava na cabeça do psicólogo... “Eu ganhei.”... Engane-se quem acha que o juiz iria deixá-lo sair dessa sem alguma punição. Ele já havia cometido erros quando era adolescentes, e foi por conta de um erro, que ele conseguiu tomar rumo e ser o que era. Um juiz justo, que sentencia o réu por motivos reais e verídicos.

Se ele acreditava que ela poderia ser inocente? Sim. Ela confessou que ela assassinou três pessoas, mas essas pessoas foram as culpadas. Isso é errado, ela tem que pagar! Sim, ela tem. Ela matou pessoas... Mas essas pessoas a machucaram. Eles não foram diferentes dela. Ela se vingou. Fez justiça com as próprias mãos.

 

- Tudo bem. Daremos uma pausa agora.

 

O juiz então determina um tempo e segue até os jurados.

Sakura olha para atrás, encarando o Uchiha, que deu um mínimo sorriso para tentar acalmá-la. Ela volta a sua posição, respira fundo e fica a pensar.

Após meia hora, o juiz volta com a sentença.

 

- Sem mais delongas, eu declaro Sakura Haruno culpada, pelo assassinato de Shuradō, Mebuki Haruno e Zabuza Momochi.

 

 A Haruno prontamente fecha os olhos, apertando as mãos sob a roupa. O Uchiha arregala os olhos, um pouco extasiado. Quando o moreno ameaça se levantar, o juiz volta a falar.

 

- A sentença será de um ano e meio, mas não na prisão local, e sim, na clínica onde já está internada.

 

Todos ficaram surpresos, principalmente a rosada.

 

- Senhor, não querendo questionar a sua decisão, mas por curiosidade. Por quê?

- A clínica será um local de ajuda para você. Irão ajudá-la a voltar a si... Acredito que algumas pessoas merecem uma segunda chance.

                               

Sorrindo, Sakura agradece ao juiz, enquanto algumas lágrimas descem por sua face.

Novamente o juiz volta a falar.

 

- Jiryū Sendō, recebi provas concretas sobre as diversas coisas que você fez a essa moça e as demais pessoas internadas no Hospício Rota do Silêncio. E elas são bens explicitas e verdadeiras, ao ponto de me fazer acreditar... Eu o declaro culpado por maus tratos, abuso de poder, violência, entre outros... O sentencio a vinte anos de prisão, sem...

- O quê? Não pode fazer isso! Eu não aceito...

- O que disse?

- Ela é uma assassina! Ela é quem tem que ficar presa... Ela acabou de confessar que matou três pessoas. Ela deve pagar, não eu!

- Não pedi sua opinião sobre como eu decido os meus julgamentos... E por conta disso, terá mais cinco anos para repensar sobre tudo o que você fez.

- O quê?

- Mais alguma palavra Sr. Sendō, e eu o faço pagar mais dez anos.

 

E assim termina o julgamento. Após saudar o juiz, Sakura segue para a saída, onde ela vê suas amigas, Tsunade e Shizune, Malice, Naruto e Sasuke.

A primeira pessoa na qual abraça é Malice, que retribuiu aos prantos. Ao se separar da antiga babá, Sakura abraça sua advogada, Ameno, a esposa de Itachi e cunhada do Sasuke para assim abraçar suas amigas, Naruto e as duas doutoras. 

Ao se afastar, ela olha para atrás vendo o Uchiha, e segue até ele, o abraça enquanto derrama grossas lágrimas.

 

- Ei, está tudo bem agora.  Ele pagará.

- Eu sei. É por isso que eu choro!... Obrigada!

- Você não tem que agradecer.

- Tenho sim, moreno... Obrigada.

 


Notas Finais




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