História Choices. - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Castiel
Tags Amor Doce, Daniel Sharman, Ian Somehalder, Zoey Deutch
Visualizações 24
Palavras 5.660
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente, apareci aqui com o primeiro e longo capítulo oficial da fanfic, mas, antes dela se inciar de verdade fornecerei algumas informações a vocês abaixo;

A primeira parte da fanfic será postada assim; Metade de cada capítulo será postada se passando no presente, e a outra no passado, mostrando os acontecimentos que levaram até a situação da Mia.

A parte médica da fanfic é bem enxuta, por meus conhecimentos sobre isso não serem lá abrangentes.

Castiel terá sua personalidade modificada algumas vezes na fanfic até eu chegar no ponto que quero ele.

Ambre será legal aqui, porque sim hahahaha. E ela não será irmã de Nathaniel, isso vocês entenderão depois.

A fanfic se trata de um triângulo amoroso, e não, eu ainda não decidi como ela acabará hahahaha.

É isso, Boa Leitura!

Capítulo 2 - Destino.


Fanfic / Fanfiction Choices. - Capítulo 2 - Destino.

O relógio causava um barulho irritante na parede da sala de espera daquele hospital. A cada toque que soava, quando um ponteiro girava, mais a expectativa das pessoas que estavam sentadas nas inexpressivas cadeiras brancas, aumentava. Cada um daqueles esperava por noticias de seus parentes, amigos, namorados  e etc. Todos esperando e ansiando por uma boa noticia.

         A madrugada parecia não querer acabar nunca e a forte tempestade que banhava a cidade, parecia fazer com que o ritmo para que o tempo passasse, diminuísse cada vez mais. O silêncio reinava naquele ambiente, todos perdidos em seus próprios pensamentos ou lamentos, ou folheando algumas das  revistas que eram oferecidas, durante a espera. As únicas vozes ouvidas, eram os sussurros dos funcionários, que divulgavam os diagnósticos dos pacientes que haviam entrado na ala de emergência há mais tempo. Os mesmos queriam tranquilizar os acompanhantes, mas, não era fácil, não quando tinham que comunicar tragédias. Eles mesmos se afetavam, às vezes, por terem que ser portadores das más noticias. Mas, o fato de que de vez em quando, poderiam relatar um milagre, reparava as partes ruins de seu trabalho.

            O hospital San Martin é um dos mais famosos da cidade de San Diego. Reconhecido por sua eficiência e por seus recursos modernos, ele contava com os melhores profissionais, nos mais variados ramos da medicina. Uma instalação muito bem adaptada e confortável; Equipamentos de ultima geração, salas especializadas, e apartamentos luxuosos. Fundado por uma família influente da Califórnia, o mesmo fazia jus a sua fama, ostentando preços altíssimos em qualquer mera internação ali. Para ter uma boa imagem diante da sociedade, o hospital fornecia uma ala beneficente que contava com um numero de cotas para determinadas situações, e tinha um limite a ser gasto em todos os casos de internação e também um prazo para que o paciente ficasse instalado. Seus recursos não eram explorados totalmente na área que ajudava aqueles que não podiam pagar o tratamento completo lá. Já que eram investidos nos casos particulares e que renderiam mais dinheiro.

         Para qualquer médico que quisesse alavancar uma carreira bem sucedida, San Martin era o melhor ponta-pé inicial. O currículo de um médico de lá tinha que  ser acima da média dos exigidos em outros hospitais. Só os melhores conseguiam vagas e lutavam com todas as garras para conseguirem.

        Mas, para Nathaniel Dilaurentis esse tipo de  fama não  importava,  formado em medicina na faculdade de Oxford bem cedo, o médico mostrava talento e maestria na profissão. Ele gostava do que fazia; Cuidar das pessoas sempre foi seu sonho, desde pequeno. Isso acarretou  um rompimento com os pais, eles não aprovavam sua escolha, pois queriam que o filho assumisse os negócios da família, mas, ele nunca mostrou interesse por números ou ações. Facilmente conseguiu ser encaixado no quadro de funcionários do San Martin, por seus diplomas e suas notas extremamente elevadas. Seu real interesse ao começar a trabalhar no hospital era melhorar o sistema beneficente, pois não suportava injustiças. O Dilaurentis tinha como sonho  criar um hospital comunitário e trabalhava muito  para conseguir fazer isso sozinho e durante o processo de realização, salvava muitas vidas.

                O loiro caminhava pelos extenso corredor daquele enorme prédio, com uma prancheta na mão direita. Seus olhos claros estavam cobertos por olheiras profundas. Também pudera, o homem estava trabalhando há dois turnos seguidos, sem descansar. Estava cobrindo o turno de sua amiga, que tivera de viajar para a sua cidade natal, por conta de um problema pessoal. No começo o Dilaurentis até tentou negar, pois estava exausto, mas, Ambre sabia, exatamente o que fazer para convencê-lo. Assim que Nathaniel chegou a recepção, que era seu destino, desde que ele havia saído de seu consultório, o louro cumprimentou os acompanhantes de seus pacientes, tentando sorrir e passar uma imagem confiante. Caminhando em seguida em direção ao balcão de atendimento, onde a recepcionista. — Que sempre tentava sair com ele — estava. Ela teclava algo freneticamente, mas assim que viu o médico, tratou de lhe dar toda a atenção. Nathaniel, lhe entregou os relatórios e a mesma os pegou, folheando as páginas em seguida. Ela era bonita, isso ninguém podia negar. Mas, o problema era que ela não fazia o tipo dele. Apesar de Melody ser simpática e esforçada — Já que trabalhava na recepção do hospital, apenas para pagar sua faculdade de administração, a qual ela logo logo estaria formada — Ela ainda continuava sendo volúvel, e tinha uma lealdade duvidosa em relação aos homens. Nathaniel não achava que eles dariam certo, por isso não aceitava as investidas dela.

— Peça para a enfermeira desse plantão trocar o soro do quarto 266 por favor, e peça também para que os medicamentos do quarto 146 sejam trocados por algo mais fraco. Quando for fazer minha vistoria, não quero que meu paciente esteja dopado. Preciso falar com Armin para que mude seus hábitos de receitar medicamentos tão fortes, os métodos dele me parecem suspeitos, apesar dele afirmar que surtem efeitos. E por favor, Melody, prepare um café bem forte para mim. — ele pediu simpaticamente para a loura, que parou de folhear as pastas e o encarou mordendo os lábios.

—Pode deixar Doutor Dilaurentis, irei dar os avisos e farei o café exatamente do que o senhor gosta. — ela disse de forma maliciosa, se inclinando no balcão, fazendo com que seus seios, expostos pelo uniforme se destacassem. Mas, Nathaniel, não deu nenhuma atenção para isso. Era educado demais para se focar em atitudes vulgares. O louro agradeceu e estava pronto para voltar para seu trabalho, tanto que girou os calcanhares. Mas, foi impedido de executar o ato, por Melody, que o chamou. — Desculpe a intromissão Doutor Dilaurentis, mas, pelo que eu sei seu turno já acabou, o que o senhor ainda faz aqui? Não parece muito disposto. — ela comentou enquanto tentava mais uma vez chamar a atenção dele. O mesmo a encarou e suspirou.

—Tem razão meu turno já acabou. Mas, estou cobrindo o turno da Ambre e quanto a minha disposição, não se preocupe, Melody, me sinto suficientemente atento para atender um paciente. Agradeço por perguntar e pela preocupação, mas, agora eu realmente tenho que avaliar alguns exames no meu consultório. Estarei esperando pelo meu café. — respondeu ele, a resposta até poderia soar com um tom de grosseria da  forma como foi falada, mas, era impossível considerar que ele tentou ser mal educado, quando o médico por si só carregava consigo uma voz simpática e agradável. Em seguida virou-se, pronto para ir embora, sem ser interrompido dessa vez.

             O louro iniciou seu percurso em direção ao elevador que o levaria  ao seu consultório pessoal, no ultimo andar, mas, um panfleto no quadro de avisos da sala de espera chamou a sua atenção. Nathaniel, foi até lá e avaliou o pequeno anuncio, que fazia propaganda da venda de ingressos de uma exposição de fotografias que ocorreria numa galeria perto de sua casa. Ele adorava coisas relacionadas a arte; Exposições, peças teatrais, musicais, concertos. Havia puxado isso de sua mãe. O mesmo olhou a data do convite e se sentiu tentado a comprar um ingresso para ir sozinho. Apesar de ser um belo homem e de ser assediado por dezenas de mulheres, ele não era comprometido. Focava-se muito em seu trabalho e também ainda não havia encontrado a parceira certa, o jovem acreditava no amor na forma mais pura que ele poderia ser, e mesmo sendo uma raridade no mundo em que vivemos hoje, Nathaniel acreditava que todo ser humano tem alguém que é predestinado a ser seu. Ele tinha como exemplo desse amor que ele tanto esperava seus pais, que apesar da brigas, permaneciam juntos, acima de tudo. Claro, que já teve alguns relacionamentos, mas, em nenhum deles sentiu que era com aquela pessoa que queria passar o resto de sua vida e o mesmo sabia que ainda era jovem e teria tempo suficiente para procurar essa tal pessoa, ou ela acha-lo.

         O caráter daquele homem era algo invejável, era solidário, bondoso, sensível e cativante. Poderia conquistar qualquer mulher com toda aquela personalidade favorável, mas, nunca se sentiu realmente apaixonado. O que poderia ser considerado uma injustiça, como um homem daquele ainda não havia alcançado o que queria se só tinha qualidades louváveis?.

                Sentiu seu celular vibrando no bolso de seu jaleco branco e o retirou de lá, sorrindo  e balançando a cabeça negativamente ao ver que se tratava de uma mensagem de Ambre. Só ela mesma para mandar uma mensagem de madrugada. — Pensou ele. A mensagem   perguntava como estava indo o plantão, ele respondeu que até agora as coisas estavam indo bem e ocultou a parte de sua exaustão.

     Deixou para pensar depois, sobre se iria ou não para a exposição e finalmente se encaminhou ao seu consultório.

          [...]

        Suas mãos foram de encontro com a maçaneta da porta e o homem adentrou a sala. As cores predominantes daquele cômodo, com certeza eram cinza e bege. Havia uma enorme estante de livros de medicina na parede esquerda, junto com vários objetos de decoração, tais como: Jarros, estatuetas, esculturas e etc. Alguns quadros de artistas famosos estavam exposto na parede próxima a janela enorme, que se destacava, perto de um sofá cinza. Existia também uma pequena mesa de centro que estava preenchida por revistas. No outro lado do escritório estava a mesa de trabalho dele, com instrumentos tecnológicos, perto de um armário bege, onde a maioria dos exames  e relatórios de suas consultas e atendimentos importantes estavam.

           O homem sentou-se na sua cadeira giratória e ligou seu computador, pronto para avaliar os exames do paciente do quarto 266. O hospital não estava muito movimentado naquela madrugada, as pessoas que estavam na sala de espera, eram apenas acompanhantes de casos antigos que não se conformavam em ter de ficar longe dos enfermos.

           O Dilaurentis passou a mão por seu queixo, soltando um suspiro de exaustão, enquanto lia alguns relatórios importantes e prescrevia alguns medicamentos. Levou seus  olhos até a enorme janela e observou a chuva que caia sem cessar até as duas da madrugada. Ele não gostava de noites de tempestade como aquela, os acidentes aconteciam com mais facilidade e portanto mais vitimas de tragédias chegavam lá e mais famílias perdiam seus entes.

        Depois de alguns minutos,como prometido, Melody havia trazido o café, do jeito que ele gostava. A gradeceu e a recepcionista saiu de sua sala — a contragosto diga-se de passagem. — O homem bebericou o liquido escuro e quente e voltou a sua leitura.

        Ficou tão entretido com os papeis, que nem percebeu o tempo passando. Só notou quando olhou para tela do celular e viu que já se passavam das 3 da manhã. Agora, mais atento por conta do café, levantou-se, pronto para a próxima vistoria que teria no quarto dos pacientes. Mas, antes deveria passar na recepção para pegar alguns carimbos com Melody.

             Ao chegar na recepção novamente, afundou suas mãos nos bolsos do jaleco e se encaminhou novamente em direção a secretária. Sorriu com negação ao ver a mulher conversando atentamente com Armin — seu melhor amigo — Os dois olhavam um para o outro de forma maliciosa e pareciam estar flertando. O loiro sabia que o amigo, nunca tomaria jeito, sempre seria um verdadeiro conquistador. Assim que se aproximou dos dois, Nathaniel soltou uma tosse forçada, misturada com uma risada, chamando a atenção de ambos, vendo o médico ali, Melody se recompôs e forçou-se a ficar séria. Se xingando mentalmente por ter deixado ele ver ela com seu melhor amigo.

— Pois não, Doutor Dilaurentis. Precisa de algo? — ela disse tentando soar profissional, fingiu arrumar seu coque e ergueu sua postura. Nathaniel prendeu o riso diante da atitude dela, pelo menos uma coisa o animava naquela longa e interminável madrugada. Armin o repreendeu com o olhar, por ter chegado na hora errada, mas, aquilo só serviu para que ele visse mais graça na situação. Quando se recompôs falou:

— Na verdade sim Melody, preciso de novos carimbos, os meus acabaram e sei que você tem alguns reservas, aqui na recepção. — ele falou em tom educado e ela assentiu, saindo da vista dos médicos logo depois. Seu melhor amigo virou-se na direção de Nathaniel imediatamente, pronto para questionar o porque dele ter atrapalhado seu flerte, mas, antes que ele perguntasse Nathaniel respondeu a questão que estava por vir.

— Eu precisava dos carimbos. — disse em um tom divertido, fazendo o outro bufar.

     Os dois haviam feito faculdade juntos — dividiram até dormitórios —  na Inglaterra, desde então se tornaram melhores amigos, já que trabalhavam no mesmo hospital. Ao contrário de Nathaniel, que havia renunciado a fortuna dos pais para construir seu futuro, Armin ainda consumia de todos os bens de sua família, o mesmo tinha todo apoio dos pais para ser médico. Aquilo de certa forma causava uma inveja branca em Nathaniel, o médico queria que seus pais tivessem aquela mesma atitude com ele.

            Armin Lahote  era um verdadeiro festeiro, que não aparentava em nenhum momento ser uma pessoa que salvas vidas, ele aparentava mais um modelo de férias. Mas, isso se devia a sua aparência tão apresentável.

—Melody já falou com você sobre os medicamentos? Precisa prescrever remédios mais fracos. — Nathaniel disse dessa vez sério, ele estava realmente preocupado com isso. Armim soltou um logo suspiro. Também estava preocupado com aquilo, mas, não podia fazer nada a respeito.

— Cara, eu sei que isso é realmente preocupante, mas, eu só sigo ordens, foi o diretor do hospital que me pediu para receitar medicamentos farmacêuticos da empresa A&L. — ele explicou se apoiando no balcão com os braços cruzados. Nathaniel balançou a cabeça negativamente, incrédulo com aquela situação.

— Estou pouco me lixando pro diretor, eu não vou deixar vidas serem arriscadas porque ele tem um contrato milionário com aquela empresa, irei falar com ele. —  O Dilaurentis avisou determinado, odiava injustiças e odiava quando o dinheiro falava mais alto do que a saúde das pessoas.

         Armim vendo que a áurea daquela recepção estava ficando pesada por conta daquele assunto, tratou logo de muda-lo.

— Nathaniel sem ofensas, mas, você está péssimo —  disse fazendo uma careta, avaliando os rosto do amigo, enquanto ria. Nathaniel o encarou, indiferente a sua brincadeira.

— Tudo bem Armim, eu não me sinto ofendido, porque eu realmente estou péssimo, estou há dois turnos seguidos sem dormir. Já que eu estou cobrindo o turno da Ambre. — ele comentou distraidamente, enquanto esperava Melody voltar com o que ele pediu. Aquele comentário despertou a atenção de seu amigo, era só ouvir o nome de Ambre que o mesmo se interessava intensamente pelo assunto e o interesse de Paul não passou despercebido pelo Walters.

—A Ambre?...Humm...aconteceu algo com ela? — ele questionou se fazendo de indiferente, mas, por dentro implorando por uma resposta.

— Está tudo bem com ela. Ela só foi a uma daquelas reuniões de famílias importantíssimas. — Nathaniel disse vendo as emoções da face de Armim se oscilarem.

       O motivo para Armim se interessar tanto por assuntos relacionados a Ambre, se devia ao fato, de que os dois eram ex namorados, o relacionamento havia acabado por conta das traições  constantes de Armim  e por causa do desgaste do namoro, quando precipitadamente os dois resolveram morar juntos, ele não conseguia ser fiel e isso era um fato, o mesmo ainda era um verdadeiro galanteador, divertido e festeiro, só que quando se tratava de Ambre, ele se mostrava outra pessoa   e mostrava também que essa outra personalidade só havia sido criada, para superar o término de seu mais longo namoro, mesmo que tudo tenha sido culpa dele — Ou talvez um pouco da Ambre também, afinal ela era controladora demais. Mas, apesar de tudo, podia se ver que um ainda gostava do outro, só que  fingiam ser indiferentes a isso. É claro que os dois tinham que se falar, por trabalharem no mesmo lugar e às vezes até usavam Nathaniel como intermediário em suas conversas. Fato esse que irritava ele. E isso era surpreendente levando em conta, que Nathaniel não se irritava com facilidade.

    Armin iria falar que só estava perguntando por educação, mas, foi interrompido, quando algo mais importante chamou a atenção dos dois médicos. Uma maca acabara de entrar na recepção, rodeada por vários enfermeiros. Imediatamente os dois correram até lá, abandonando a conversa. Pediram espaço e encararam a pessoa que acabara de chegar. Era uma mulher, completamente suja e ferida, que respirava com dificuldade. A mesma se aquecia com um cobertor e estava desacordada. Armim pediu para as pessoas curiosas que estavam em volta se dispersarem, enquanto Nathaniel encarava a jovem de uma forma estranha. O homem tinha sentido uma sensação que não pôde explicar ao ver a mulher naquele estado, mas, logo tratou de acabar com aqueles pensamentos e se focou no seu trabalho. Medindo os batimentos cardíacos dela, constatando que estavam fracos. Enquanto Armim avaliava os ferimentos.

— Ela está com um ferimento grave na nuca. — Armim disse tentando estancar o sangue.

— Seus sinais vitais estão baixos. — Nathaniel falou, agora medindo o pulso. — Precisamos interna-la rápido. — ele completou, fazendo Armim assentir.

—Quem é o acompanhante dela?  — Armim perguntou para um dos enfermeiros.

— Ela não tem doutor, a encontramos no estacionamento, alguém tinha a intensão de a manter viva, trazendo ela para cá ,tanto que a agasalhou para ela não ter uma crise de hipotermia, só que seja quem for que a deixou lá, não quis se identificar. — o enfermeiro respondeu, fazendo Armim suspirar e encarar Nathaniel.

—Sendo assim não podemos interna-la Nathaniel, é contra o protocolo do hospital internar alguém sem acompanhantes e sem identificações, você sabe, são regras, precisamos encaminhar ela até um hospital público das redondezas. —Armim disse lamentando e o Dilaurentis a encarou incrédulo.

— Que se dane os protocolos, quando nos tornamos médicos nosso maior protocolo e nossa maior regra é salvar vidas. E você sabe que se não tratarmos dela agora ela irá morrer, não deixarei isso acontecer. As identificações são o de menos nesse momento, podemos tratar disso depois. — Nathaniel afirmou decidido, tendo uma vontade inimaginável de salvar a vida daquela garota. E o mesmo nem sabia que aquela tinha tudo para ser uma das melhores decisões que ele tomou na vida dele.

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Há  um tempo atrás...

     Castiel Blancherd nunca foi dado a ter responsabilidades, não se dedicava a faculdade de Arquitetura que cursava e apenas se preocupava em gastar os milhões de seus pais. Ia a festas, quase todos os dias da semana e ficava com várias garotas, sem ter compromisso com nenhuma delas. Não queria se prender a ninguém, nem ter nenhum relacionamento sério, o mesmo via o inferno de casamento que seus pais viviam e não queria aquilo de forma alguma para ele.

       Dono de uma beleza que ultrapassava os padrões, poderia ser comparado a   um anjo. Seu rosto era bem desenhado, suas sobrancelhas grossas, seus cabelos lisos e negros como a noite eram cortados e não eram muito baixos, os olhos eram de um cinza intenso, seu  era nariz aquilino, uma boca tão atraente quanto um ímã, tinha um sorriso o deixava ainda mais sexy e atraente diante dos olhos das mulheres. Todas caiam aos pés dele e o mesmo adorava a atenção, vaidoso como era. Tinha plena certeza de que poderia conquistar qualquer mulher apenas com um estalo de dedos.

            Sempre arrumava um jeito de fugir de suas aulas da faculdade e dar umas escapadas para relaxar, junto com seu melhor amigo que sempre era puxado para a suas irresponsabilidades, dessa vez a fuga de Castiel havia sido para o clube onde seus pais eram sócios na cidade de Los Angeles, onde o moreno também morava. Ele sabia que várias garotas iam para lá aproveitar o sol e usavam biquinis minúsculos que poderiam ser admirados por ele. O jovem se perguntou porque só teve a ideia de ir para lá naquele instante, já que se ele fosse avaliar aquele sim era um bom point para conquistas. Além das ótimas bebidas do bar.

            O Blancherd ajeitou o óculos escuros em sua face e continuou a caminhar pela a escadaria do restaurante do clube, enquanto esboçava um enorme sorriso no rosto. Seu amigo sustentava uma carranca, era evidente que ele não queria estar ali. Castiel revirou os olhos em sinal de protesto, diante daquela atitude, mesmo sabendo que seu amigo não estava vendo seu ato e deu algumas batidinhas amigáveis nas costas de Leigh.

—Vamos lá Leigh, se anima, a gente está aqui para se divertir parceiro. —ele disse bem animado. Vendo uma loura que ele julgava ser espetacular passar por eles, o mesmo abaixou um pouco a armação do óculos e mordeu os lábios, acenando para ela em seguida, ela retribuiu lhe mandando uma piscadela.

          Estava obvio que  Leigh não aprovava a maioria das atitudes do amigo ele realmente preferia estar na faculdade garantindo seu futuro ao invés de estar naquele clube. Diferente de Castiel, ele era só um bolsista na faculdade e precisava conservar sua tão suada vaga. Mas, como seu amigo não aceitava “Não” como resposta, era impossível  negar um convite daqueles.

— A gente deveria estar assistindo nossas aulas isso sim.— Leigh disse dramatizando a um ponto que lamentou o momento em que conheceu Castiel.

—Falou certo, a gente deveria, mas, a gente nunca faz o que deve. Está vendo aquela garota de vestido rosa que está na ultima mesa? Ela está praticamente te despindo com os olhos. Vai lá falar com ela, que eu vou na área de esportes, quem sabe, eu não conheço uma nadadora gostosa. — Castiel debochou, apontando disfarçadamente para a garota de quem ele estava falando e quando viu que seu amigo se rendeu, sorriu de forma convencida e o observou caminhando até a mesa da garota.

   Castiel amava a sensação de poder que sentia, quando as pessoas o obedeciam. A forma com que o mesmo foi criado o fazia ter uma personalidade um tanto arrogante, desejava a todo momento poder controlar tudo e odiava quando as pessoas discordavam ou se rebelavam contra os seus pedidos. Desde criança sempre teve um apreço por poder ter tudo, os melhores brinquedos, as melhores festas de aniversários e quando cresceu não foi diferente, sempre teve os melhores carros e as melhores mulheres. E mesmo que considerasse Leigh seu melhor amigo, gostava de controlar as ações dele, sabia que o amigo acompanhava  para se passar por importante e para abrir caminhos, e ele não se importava com isso, não quando não o afetasse.

         O jovem por fim decidiu cumprir sua palavra anterior e foi até a área dos esportes, aproveitando para reparar mais na estrutura do clube durante o percurso. Ele não ia muito ali, gostava mais de usar seu tempo viajando, conhecendo outras paisagens, novas pessoas, tendo novas experiências.

            Depois de dar uma breve olhada nas acomodações, pôde perceber que o clube era dividido por várias áreas: A do restaurante, a de esporte, a de shows, a área infantil com playgrounds e uma exclusivamente para festas e eventos e várias outras.

     Castiel enfiou sua mão direita no bolso lateral de sua calça, retirando seu celular de dentro e desligando o aparelho em seguida, o mesmo não queria ser interrompido na hora da sua diversão, ele conhecia sua mãe o suficiente para saber que assim que ela soubesse que ele não estava em sua aula, iria persegui-lo  e insistir para saber seu paradeiro. Guardou o telefone no lugar em que estava e voltou a caminhar  — Subir as escadarias.— acenou para alguns conhecidos e molhou os lábios com malicia ao chegar perto das piscinas. Haviam árias garotas deitadas nas espreguiçadeiras deixando seu corpo a mostra. Se via pronto para ir em direção a uma ruiva que estava o encarando com interesse, mas, antes de sua ação ser executada, algo mais interessante chamou sua atenção, tanto que Castiel tirou seus óculos escuros, e se aproximou mais da quadra de tênis. Foi ali que a viu pela primeira vez, ele a observou estático tentando decifrar o porque de estar se sentindo assim ao ver uma simples garota...Talvez pelo fato dela não ser tão simples assim.

      Seus longos e ondulados cabelos caramelos  presos em um rabo de cavalo se moviam no ar, quando as mãos da garota movimentavam a raquete. Um sorriso delineava sua face, deixando suas covinhas a mostra. Seu corpo pequeno, porém esbelto, movia-se com leveza e saltava com maestria. Apesar daquilo parecer divertido para ela, seus olhos castanhos claro, quase dourados mostravam concentração. Ela jogava com satisfação, com paixão, era bonito vê-la jogando.

  Sua pele de porcelana brilhava com uma pigmentação vermelha  nas bochechas por conta do esforço do esporte. Seu parceiro de jogo perdia vergonhosamente para ela, enquanto a garota ganhava, sem errar nenhuma  vez. Castiel tocou a tela de proteção das grades da quadra e sorriu, ele a queria e muito. Aquela garota de feições de anjos havia se tornado seu novo objeto de desejo e todas as outras belezas que ele havia visto naquele dia, perderam seu encanto.

        Ele continuou ali, a observando, sem ver o tempo passando e quando o jogo acabou viu ela cumprimentando seu adversário com um aperto de mão e se encaminhando até um banco de madeira  que ficava próximo aos vestiários da quadra, a jovem pegou uma toalha no móvel e enxugou seu rosto lentamente, em seguida pegou uma garrafa de água e bebeu o conteúdo sem pressa, enquanto observava as pessoas ao seu redor. Então seus olhos foram de encontro com os deles. Castanho no cinza. Cinza no castanho. Os dois permaneceram se olhando, conectados de uma forma estranha. No mesmo instante um sorriso de lado se formou no rosto dela, e aquilo agradou Castiel, que retribuiu. Ele a avaliou de cima abaixo sem nenhum pudor, podendo reparar em seus detalhes melhor agora, já que a mesma estava parada. Ela percebendo o interesse dele, arqueou sua sobrancelha direita e largou a garrafinha que estava em suas mãos no banco, a garota se segurou para não revirar os olhos. Já estava sem paciência para esses olhares maliciosos e cheio de segundas intensões que eram direcionados a ela pelos homens quando a mesma estava treinando. Pegou a mochila que continha seus equipamentos a colocou em seu ombro  e caminhou em direção a saída da quadra em seguida.

      O uniforme de tenista que ela usava realçava suas curvas acentuadas e a deixava ainda mais bonita e desejável e mesmo que ela despertasse a atenção por sua beleza, aquela não era sua intensão, a garota não gostava de se exibir usando os belos artifícios, que sabia que tinha. Mesmo sendo vaidosa e tendo conhecimento de suas qualidades.

        Ela cursava decoração na faculdade da cidade. Já que decorar era um de seus hobbys preferidos, mas, seu talento era completamente direcionado ao tênis, mesmo não tendo o esporte como profissão a garota se dedicava o máximo que podia para sempre ser a melhor. Vinda de uma família aristocrática, Mia foi criada na mais severa e rígida educação. Mas, nem mesmo isso a fez perder seu espirito alegre, atrevido e sonhador, que as vezes era disfarçado com uma mascara de arrogância e prepotência que a garota fazia questão de usar. Personalidade essa consequente da criação que teve ao lado de "sua madrasta má" como a mesma chamava a esposa de seu pai.

      Ele esperou que ela fizesse como as outras, que fizesse de tudo para alcançar a atenção dele, que se oferecesse da maneira mais promiscua, mas, ela não o fez. Fato esse que o deixou sem ação.

   Passou por ele, sem nem ao menor voltar a lhe direcionar o olhar, fingindo desdém e desinteresse. Continuou a andar forçando-se  a não olhar para trás, para saber se ele ainda continuava lá. Mas, suas tentativas de ignorar o estranho que a encarou de maneira tão interessada foram falhas. Já que a mesma caiu na tentação e se virou em direção a ele, quando ouviu sua voz forte, rouca e sensual pronunciar palavras tão cheias de interesses ocultos.

—Você é boa. — ele disse recuperando seu  sorrindo galanteador, sentindo um gosto de satisfação se aponderar de seu corpo, ao ver que ela finalmente havia caído na sua, e que seus cinco minutos de “garota difícil” haviam acabado. — não sabia ele, o quanto estava errado. — Vendo o olhar incrédulo dela ao ouvir suas palavras, já que a mesma cruzou os braços e arqueou uma sobrancelha, ele tratou logo de complementar seu elogio.— No tênis. — comentou tentando se passar por inocente, diante de suas palavras tão insinuativas, aquilo fez com que Mia sorrisse de lado, sorriso esse que ela lutou para não deixar escapar. Por mais que negasse, se divertia vendo os caras tentando paquera-la achando que a mesma era uma garota burra e fútil.

— Sei que eu sou boa. — ela disse ainda na mesma posição em que estava, em tom neutro e ao mesmo tempo convencido. Castiel começou a se interessar ainda mais pela garota, depois de vê-la sorrindo. Não podia negar  que ela tinha um sorriso bonito. Então, o imitando a mesma falou:

—No tênis. — sua resposta soou divertida. A mesma uniu suas sobrancelhas indicando que estava pensando em algo e aquilo deixou Castiel curioso. — Se bem que pensando melhor, eu sou boa em várias outras coisas. Suponho eu, que o  tênis não é nem de longe a melhor coisa que eu sei fazer. — ela disse sorrindo e por mais estranho que pareça, mesmo a resposta tendo soado tão  maliciosa, seu sorriso mostrava doçura.

— Nunca te vi por aqui. — ele disse se desencostando da grade da proteção — em que se apoiou quando começou a falar com ela — e se aproximando dela, ficando quase de frente para Mia. Ela descruzou os braços e desfez o sorriso, tentando adquirir uma postura indiferente novamente.

— Suponho eu, que não vem muito aqui então. —  ela debochou, e Castiel assentiu sorrindo.

—Estou começando a me lamentar por isso — comentou flertando.

—Isso é o melhor que consegue fazer? — Mia perguntou fingido-se de decepcionada.

— Quer que eu seja direto? Okay! — Castiel falou gostando da atitude da garota — O que acha de sairmos hoje a noite? Tipo um encontro ? — ele perguntou já tendo certeza da resposta da garota. Mas, como a garota em questão tratava-se de Mia Grey, qualquer resposta era surpreendente.

— Não obrigada, não estou desesperada a ponto de sair com você. — ela disse sem hesitar e sem ter papas na língua. Fazendo Castiel a encarar sem acreditar.

—Qual é! Para de se fazer de difícil. Nós dois sabemos que você quer isso. Todas querem. — ele disse com o orgulho ferido e aquilo fez Mia rir.

—Sabe o que eu sei? Que eu não sou burra o suficiente para acreditar que você quer mesmo um encontro comigo. Deixe-me  adivinhar quais são os seus planos: Você irá me levar para jantar, em um belo restaurante, vai fingir que se interessa pelo meus assuntos, vai elogiar minha roupa, quando na verdade estará louco para me ver sem ela. Se oferecerá para me levar para casa e eu vou estar tão encantada por toda a atenção que você direcionou a mim, que irei te convidar para entrar e vou te oferecer um vinho, iremos ficar levemente alterados e vamos transar e você vai sair de fininho no meio da noite e quando eu acordar e não te ver ao meu lado na cama, eu vou esperar que você me ligue, quando na verdade, eu sei que não vai. —  falou como se realmente soubesse e isso causou espanto em Castiel, era exatamente aquilo que ele fazia. Naquele momento o mesmo se perguntou se já havia saído com ela, para a mesma estar tão ríspida com ele, então para tirar a duvida falou:

— Você fala como se me conhecesse, e no entanto só falou comigo por alguns minutos. — ele disse irônico e Mia o avaliou de cima a baixo.

—Você acaba de me chamar para sair sem nem ao menos se apresentar ou perguntar meu nome, ou sequer saber se eu já sou comprometida. Isso me faz chegar a conclusão que você se encaixa no padrão  playboy ridiculamente babaca. — ela disse em tom de deboche, movendo os ombros e comprimindo os lábios de maneira charmosa.

— Não seja por isso, me chamo Castiel e você? — ele disse sarcástico, se irritando pela opinião que garota tinha dele, mesmo que ela estivesse correta.

—Mia e não, não foi um prazer te conhecer. — ela disse mordendo os lábios, segurando uma risada de divertimento.

— Então Mia, como eu disse você só me conhece há alguns minutos, e você até agora só tem suposições sobre minha personalidade, o que você perde saindo comigo? — ele indagou. Tendo a certeza que ela aceitaria dessa vez e novamente estava errado.

— Primeiramente meu tempo... Segundo minha dignidade. — disse convicta e Castiel se segurou para não expor a raiva que estava sentindo por suas tentativas frustradas.

— Você por acaso não é uma daquelas garotas que tiveram um ex–namorado canalha e agora não acreditam em homens, não é? — perguntou hesitante, tentando achar uma justificativa para as atitudes dela.

—Não. Você só não faz meu tipo —  afirmou e ele a olhou incrédulo. Ele era o tipo de todo mundo.

— E qual é seu tipo? — ele perguntou num tom sarcástico.

— Os não babacas. — ela disse no mesmo tom — Agora, se me der licença, preciso ir. — falou e sem nem esperar para saber se ele tinha algo a dizer, virou-se decidida a ir embora. Mas, antes de sequer dar um passo Castiel se pôs a sua frente.

— Eu aposto com você que posso te mostrar que sou diferente do que você acha. Se você não acreditar irei fazer qualquer coisa como pagamento. Aceita? — ele disse oferecendo a mão dele. Ela sorriu, gostando daquilo e apertou a mão dele sem hesitar. Mia Grey tinha a impulsividade como um de seus defeitos mais notáveis.

— Você só terá essa noite. — falou ainda sorrindo divertida. Ele sorriu também, mas, o sorriso começou a se desfazer aos poucos.

     Como ele provaria que era diferente, se ele era exatamente do jeito que ela disse que ele era?

         O que ele não sabia era que de qualquer forma ela o aceitaria no fim, porque Mia Grey era o amor de sua vida. E ele...Bom...Era um dos amores da vida dela.

 



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