História Citysaille - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 13
Palavras 2.410
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


BOA LEITURAAA!

Capítulo 25 - Nada é para sempre


Sinto meus olhos queimarem ao refletirem a cor dos de meu pai, suas mãos estão quentes no meu rosto, tento disfarçar um fio de medo dentro de mim, porém é impossível. O ambiente parece pesado fazendo-me suar. Fita meus olhos por alguns segundos, até que se afasta subitamente. Suspiro aliviada nem sei direito o porque.

- Então, o que ia fazer? - pergunto.

- Uma besteira, mas não quero transformar a sua vida em mais inferno do que deve ser - me puxa para mais perto beijando minha cabeça. Como sentir falta disso!

Enxugo algumas lágrimas tentando em vão conter a felicidade. Não acredito que está sã e comigo! Quantas vezes não sonhei com isso!? Fecho os olhos apoiando a cabeça em seu peito. Ele fica calado fazendo carinho no meu cabelo.

- Pontas vermelhas! - dá um riso nasal. - Querida, eu tenho algo a dizer. Talvez não vá gostar, talvez ache que vá destruir sua vida, eu não sei...- diz nervoso e ergo a cabeça para olhá-lo curiosa. - Creio que Cerridwen já se materialiazou a você, não é? Invoquei antes da viagem, ela me disse que você já sabe de tudo....menos mal.

- Sim, pai - ponho uma mecha atrás da orelha me sentando direito distânciando um pouco dele.

- Está chegando as férias de verão, não é? A Cerridwen quer o Galdrabrok que Owen mantém escondido. Todas as viagens que fiz durante a vida antes de ser internado foram para achá-lo. Sem sucesso. Mas agora eu descobrir o padrão de escapada dele, sabe que está sendo perseguido.

- Pera aí, pai! Owen Lemeske está vivo!? O primeiro maldito dessa linhagem!? Como assim!?

- É uma longa história, vou tentar resumir. Há muito tempo, Ághata Victória, Owen Lemeske e Morgan Defhalle foram amaldiçoados pelo o destino a serem obsessivamente apaixonados uns pelos os outros, um triângulo amoroso bem intenso, Ághata tinha duas doses da eternidade, parece que ela amava mais Morgan que Owen, porém ele descobriu e aparentemente ele não amava Morgan tanto assim, conseguiu matá-la, aí a maldição se quebrou com a morte de um.

- Eu conheço a Ághata, por assim dizer, entendi - lembro um pouco do que ela falou. - Esse Owen....é chato, hein?

- Pois é. Eu não confio em Lemeskes. Sabe o que é mais estranho? Até hoje ninguém sabe como ele a matou? Não encontraram nada no corpo dela que indicasse causas de morte normais. Foi como se ele a tivesse matado espiritualmente...- fica pensativo. - Bizarro....e olha que meu padrão para bizarrice é bem alto.

- Nossa! - me admiro. - Então, o que é esse Galdrabrok? Nunca ouvir falar.

- Um dos livros de magia mais poderosos do mundo. Cerridwen quer ele, não sei porque ao certo. Acha que tem problema faltar essa semana que antecede as férias?

- N-não...ligue para a escola e dê seu jeito - falo e ele sorrir.

- Tem mais uma coisa - diz sério. - Ninguém pode saber onde vamos ou que faremos, principalmente Aksel e Faye Lemeske. Sei que ainda mantém laços com eles. Talvez eles sabem da existência de Owen, mas não te dizem porque sabe o que é coisa de família. Aksel não é burro, eu acompanhei o crescimento dele de perto, tem tudo para ser o pai dele da cabeça aos pés.

- Ótimo! Minto o lugar para onde vamos! - exclamo. - Que tal?

- Eles tem teletransporte. Podem aparecer onde você está, filha - suspira. - Okay. Deixa eu analisar a situação, me conte como as coisas estão até agora.

Preciso de uns vinte minutos dando cada detalhe ocultando algumas coisas para meu próprio bem. Ele ouve atento.

- Estou vendo que sua amizade com Faye é bem intensa - dá um riso curto abafado. - Ela não lembra de você, tudo bem, menos uma. E Aksel? Talvez ele te deixe de ligar para você, se disser que não quer mais nada com ele. Quando chegar você concerta.

- NÃO PAI! NADA É SIMPLES ASSIM!? SABE QUANTO TEMPO EU SONHEI COM AQUELE MALDITO!? PAI EU AMO ELE!

- E ele sente isso na mesma proporção? - faz um pergunta retórica. - Nunca na minha vida vi um Lemeske amar uma mulher de verdade. Tá na cara que ele só quer ter a última Defhalle nas mãos. Talvez você não saiba, mas é um grande feito. A única Defhalle que quis algo com um deles, foi Morgan e onde ela tá agora?

- Pai....- suspiro. - Eu quero acreditar que eu posso conseguir o afeto dele, okay? Foi difícil, eu não posso simplesmente acabar com tudo e achar que quando voltar ele vai estar me esperando...

- Se gostar mesmo de você, ele vai esperar sim - se levanta. - Vou fazer o jantar, deve estar com fome. Não vamos falar disso, só faça o que tenha de fazer - beija minha testa e sai para a cozinha.

MEIA-HORA DEPOIS....

Jantamos em silêncio. Como ela ainda sabe cozinhar tão bem assim? Apesar de tudo me sinto ótima perto dele. Talvez eu devesse esquecer as coisas ruins que fez, segundo o livro de Cerridwen. Ela é a culpada indiretamente. Mas tem algo que me intriga bastante...

- Pai - o chamo atenção enquanto lava a louça de costas para mim. - Você conheceu bem Candace...?

- Não erámos amigos ou amantes, filha - se vira devagar exugando um prato. - Tínhamos só um propósito que era trazer você ao mundo. Foi muito trabalhoso. Acho que três bebês morreram no processo, quando ía desistir, ela pediu para tentarmos de novo, então deu certo. Você tá aqui.

- Ela sabia que ia morrer no parto?

- Sim. Até hoje não sei como ela ainda aceitava tudo de boa. Você tinha quer ver como ela era tranquila, bonita, inteligente e conhecedora de muitas artes ocultas. Sempre te achei muito parecida com ela...falando nisso, ela deixou umas coisas para você, tenho que procurar no porão, são muito anos desde que ela partiu...

Não tenho muito o que dizer. Por que será que ela aceitou isso? Inspiro fundo pensativa. Lhe dou boa noite e subo para meu quarto. Tomo banho, visto o pijama e deito na cama, logo recebo mensagens de Noah. Leio deitada na cama de luz apagada.

"Não deu! Eu sinto muito! Faye está muito chata! E só fica dando uma de hetera! "

"Aproveita, então cara!", sorrio.

"Fala sério! Ela lembra de todas as mil garotas que transou, mas diz que não sabe o que viu nelas! Nesse momento ela está no maior lance com o Matthew! Cara do meu ódio!"

"Matthew? Ele está aqui? Ou é outro?", me sento surpresa.

"Sim, é ele. O melhor amigo idiota do Kay, por que ele não ficou mesmo na Austrália!?"

"Isso é ótimo! Foi nele que ela deu o primeiro beijo! Pode ser o destino!"

"O primeiro beijo dela não foi em você, não?"

"Não. O meu foi nela, mas não conta, porque ela só estava me ensinando para quando eu fosse dar o primeiro beijo oficial em Kay..."

"Assim você acabou com a emoção do primeiro beijo, né!?"

"Você fez o mesmo, Noah", deito de novo.

"Ah, é...kkkkk. Bom, eu vou ficar por aqui. Ainda não sei porque aceitei vim nessa maldita boate. Tem uns caras dando em cima de mim aqui! Não sabia q eu era irresistível assim! Kkkk Vou é dar o fora! Fui!"

Deixo o celular sobre a mesa de cabeceira. Matthew Williams? Quem diria! Sorrio. Nunca mais falei direito com Kay. Decido mandar uma mensagem. Ele responde de imediato.

"E aí, linda? Tudo bem?"

"Sim. E vc e Adalin?"

"Nada bem, existem certos problemas no paraíso kkkk. Não gosto de falar de relacionamento, não sou bom nisso. E então, quem será o próximo de nós que vc vai surtar e matar? Kkkk"

"Isso não vai mais acontecer. Matthew está de volta a Citysaille?"

"Já sabe, é?kkkkk Tô aqui na boate com ele. Tô tentando não beber, para ter uma conversa descende com Adalin...aí Faye é lésbica ou bissexual? Ela tá enfiando a língua na boca do Matt bem aqui do meu lado! Kkkk Se eu soubesse da possibilidade dela se interessar por homens, não teria inventado de namorar agora! Kkkk"

"Conversa! kkkk Ela nunca me falou sobre esse tipo de coisa. Vai ver é coisa sobre o período pós-morte dela ou a queda dela por Matt sempre fora real. Vai saber!"

"Falando em casais estranhos, soube que ta rolando algo entre tu e Aksel"

"Quem disse isso? Kkkk"

"Adalin teve umas previsões bem dá hora de vcs dois! Não posso contar muito pq ela vai se chatear...quer saber, q se dane! Não vai dizer nada a ela mesmo! Ela viu vcs dois nus cobertos de sangue se pegando, mas acho que fã do Marron 5 como ela é, deve ter assistido Animals antes de dormir! Mas acho também q ela num tá brincando! Muito louco! Kkkk"

"E as coisas não podiam ficar mais estranhas....impossível Aksel e eu fazermos esse ritual Defhalle diabólico! Não vou unir a minha alma com a dele!"

"Cê que sabe, mas já que Adalin prevê o inevitável, seria esquisito se vcs me deixassem assistir? Parece muito excitante!"

"Vc tá bêbado, só pode ser. Boa noitada para vc, Kay! Kkkk"

"Lembra de mim, tá? Kkkk Brincadeira, linda! Tchau!"

Solto o celular meio perplexa. Morgan sempre suja a imagem dos Defhalles, a única em toda a geração que fez isso para no fim Owen a matar. Muito esperta. Tem que ter um jeito de evitar o inevitável. Deito na cama mirando o teto. Quais as chances de Adalin poder fazer alguma coisa? O destino não é para ser o ditador de tudo, a vida é algo para ser direcionado e redirecionada a cada minuto, por aqueles a quem ela pertence. Fecho os olhos, abro-os ao ver que ainda não passa de nove da noite.

- Aí, pai. Eu vou dar uma volta - paro na sala onde ele lé um livro.

- Ah, sim. Mas cuidado. E se for dormir na casa de um certo alguém me ligue e amanhã vamos viajar la pelas as três da tarde - diz sem tirar os olhos do mesmo que segura e eu sorrio meio sem jeito. - E mais uma coisa. De hoje em diante qualquer sonho que tiver me conte. Eu amo você.

- Também te amo. Tchau - beijo sua testa bem rápido e saio.

Uso o teletransporte para ir na mansão Lemeske, especificamente até a porta. Por coincidência ele já vai saindo, ao abri-la parece meio surpreso, então da um sorriso sereno.

- Engraçado, eu ia falar com você...

- Sério? Nossa! - cruzo os braços. - Que coisa....

- Quer ir dar uma volta no parque?Hoje é lua nova, é legal andar por lá a noite....

- Com certeza é. Nunca mais fui lá. Pode ser legal....- sorrio dando de ombros.

- Beleza - passa por mim fechando a porta. - É perto daqui. Vamos? - me estende a mão.

- C-claro! - pego-a sem jeito.

Descemos rua abaixo de mãos dadas. Ele fica calado o trajeto inteiro, uma caminhada de vinte minutos. A noite esta fria, a lua nova no céu ilumina o caminho. Sinto minha mão suar na dele. Separo-a da dele fingindo amarrar meu cabelo negro em um rabo alto. Chegando no parque central há um número pequeno de pessoas sentadas no gramado extenso mirando o salgueiro a luz da lua ou mesmo casais sentados aos bancos próximo ao lago. Umas barracas de venda. Realmente bonito. Faz mesmo um tempo que não venho aqui. Dá até uma nostalgia.

Sentamos na grama atrás de umas pessoas olhando para o salgueiro das almas. Me pergunto quando ele vai morrer? Normalmente salgueiros não vivem mais de trinta anos, no entanto, ele está de pé há mais de cem anos. Talvez alguém planta outro ja adulto escondido de todos. Seria incrível se existisse algo por trás disso. Deve ter explicação.

- Ta pensando em que? - Aksel interrompe meus pensamentos, deitando com as mãos atrás da nuca.

- Em besteira....- digo. Será que ele sabe de algo? - Posso te perguntar uma coisa? - deito também olhando em seu rosto.

- O que?

- Bom, eu sei que é loucura, mas como o salgueiro das almas pode viver tantos anos? - digo e ele sorrir dando atenção ao céu.

- A resposta é simples. Ele é uma planta que liga esse mundo ao espiritual. Não somos normais, porque o coitado tem que ser? - me olha. - É isso. Nunca parei para pensar nele - aponta.

- Ei, pode me fazer um favor? - um garotinho de gorro azul e cabelo loiro chuta de leve ele aparentemente com uns oito anos de idade.

- O quê pirralho? - o encara sem interesse algum.

- Meus pais disseram que iam numa lanchonete e não voltaram mais...estou com medo.

- E vem dizer para mim? - fala grosso, mas suspira. - Então, eles te mandaram esperar em algum lugar?

- Não. É o que estou dizendo! - abre os braços meio alterado me assustando. - Estou com medo! Medo! - chuta Aksel de novo com força e ele se senta bem sério.

- Vai atrás de outras pessoas! Tem um monte aí, moleque! E para de mim chutar se não te mato! - fala entre dentes.

- Ai meu Deus! - bate o pé no chão. - Você é muito mal!

- Ai meu Oggam...- Aksel sussurra desacreditado e balança a cabeça negativamente. - Vem cá! - puxa o garoto pela a cintura deitando entre nós no chão fazendo o mesmo seguida. - Presta atenção. Na real tem poucas pessoas e também o parque não é tão grande, cedo ou tarde seus pais vão rodar isso aqui inteiro e te achar bem aqui! Então fica quieto! - põe o braço sobre os olhos em um suspiro.

- Tá bom...olha aquela estrela! É bonita! Meu pai tá lá em cima! - fala sorrindo apontando.

- É, o meu também...- Aksel fala baixo.

Muito tempo se passa em que quase Aksel o mata por falar tanto e ele só sorrir brincalhão. No final até arranca umas risadas de Aksel. Um casal finalmente chega perto da meia-noite e agradecem por cuidarmos dele. Andando para casa de Aksel fico intrigada em pensar como nunca imaginava ele se dar bem com crianças.

- Não sabia que gostava de crianças? - pergunto com um meio sorriso segurando sua mão no retorno para mansão dele.

- E quem disse que gosto? Sabia que o demônio antes de matar as crianças ele gosta de brincar com elas? - dá um sorriso torto me olhando e eu fico séria. - Tô brincando. Nunca matei nenhuma - me puxa para si com um risada abafada.


Notas Finais


Obrigado por ler! 😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...