História Clichê - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Doyoung, Haechan, Mark, Taeil, Taeyong, Ten, Winwin, Yuta
Tags Doeil, Doil, Doyoung, Haechan, Jaehyun, Jaemin, Jaetae, Jisung, Mark, Markchan, Taeil, Taeyong, Ten, Winwin, Yuta, Yuwin
Visualizações 35
Palavras 1.230
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo 1 - Prólogo;


- Você conseguiu? - Perguntou Doyoung vendo que Taeyong segurava algumas partituras em suas mãos junto de um CD.

- Ainda pergunta? - Ele arqueou uma de suas sobrancelhas. - Terminei de fazer seus arranjos ontem durante a noite, perdi boas horas de sono por você, agradeça-me. - Doyoung limitou-se a revirar os olhos e pegar os arranjos do outro.

Outra música que ele ensaiará passos complexos para uma coreografia que as pessoas nem se darão ao trabalho de lembrar quando se aposentasse.

- Obrigado. - Respondeu secamente, mantendo-se impassível.

- Doyoung, não entendo o porquê de você ainda estar nessa profissão. - Resmungou.

- É meu sonho. - Era como se essa frase fosse direcionada á si mesmo para convencer-se.

Esse era seu sonho.

Então por que não conseguia se sentir bem?

- Jura? - Respondeu um pouco debochado. - Bem cara, você tem uma música para treinar e várias coreografias para quando sair em turnê dentro de dois meses. - Disse ele. - Boa sorte.

- Nem me lembra... - Resmungou Doyoung lendo a partitura. - Já definiram as datas de audições para os dançarinos?

- Pretende ver?

- Talvez.

- A primeira fase é daqui á três dias. - Disse com um sorriso saindo enfim do estúdio abafado.

A empresa decidiu que seria interessante dar a oportunidade para as pessoas tornarem-se dançarinas, selecionando alunos do sexo masculino das melhores escolas de dança, esses que batalhariam entre si para ocupar as quatro vagas como dançarinos fixos de Doyoung, já que houve desentimentos entre os antigos que acabaram por separar-se e largar o emprego.

Mas Doyoung não ligava para isso. Marketing era tudo o que a empresa queria, e isso era irritante. Passou a se privar das coisas que achava mais natural, seu eu em frente ás câmeras é completamente diferente de seu eu real e as pessoas... A pior parte. As pessoas são rídiculas á ponto de formar uma outra personalidade uns com os outros, tudo bem que em frente ás câmeras tentam parecer mais alegres, isso é natural.

Mas assim que os flashs param, o desgosto é evidente no olhar de cada um, com algumas excessões claro, mas ainda assim a maioria é mascarada por falsidade. Eles te chamam de amigo para pisarem em você em busca do topo.

Rídiculo.

Começou a ouvir o CD e cantarolar a letra que tinha em mente para aquela canção, cantar era a única coisa que o fazia confortável em meio tanta etupidez.

Era uma música calma, essas eram suas favoritas. Gostava de cantar esse tipo de canção, embora sua empresa sempre exigisse trabalhos mais excitantes.

Sexys.

Ele estava trabalhando em uma música assim, mas tinha dificuldade. Não imaginava algo excitante para encaixar o sentimento em uma partitura. Estranho, não? Uma vida tão agitada, mas tão monótona e sem graça ao mesmo tempo.

Não tinha mais interesse em mulheres a partir do momento em que o interesse delas sobre ele passou a ser fama. Dinheiro. Ele não queria isso, queria amor. Alguém que o amaria por ser quem é, o faria sorrir, se sentir mal, voltar a sentir.

Tudo o que Doyoung estava precisando no momento era que alguém o fizesse ter mais sentimentos.

Após cantar a música algumas vezes resolveu ir embora ensaiar suas coreografias em casa, lá era calmo e poderia por a música no volume que quisesse, e diferente dali, havia um espelho enorme que refletiria seus passos.

Sua casa não era própriamente sua, ele costumava morar com seu grupo de dançarinos, mas os mesmos mal conversavam entre si, sua única ligação era a dança e isso acabou não sendo forte o bastante para segura-los.

Não é como se não fossem conseguir outros empregos, eram bons no que faziam afinal.

E ele não tinha expectativas de que seria diferente com os novos, principalmente vindo de uma competição daquele tipo. Eles se odiariam.

A música Dramarama estava tocando em seus fones de ouvido e ele cantarolava. Os meninos do grupo eram simpáticos, diferente de muitos outros que conhecerá.

Estacionou seu carro na garagem e alongou seus braços á medida que caminhava para sua sala de ensaios.

E mais um dia se passou em um piscar de olhos, ensaiando.

 

 

Quando levantou, dois dias após receber os arranjos, seu celular já apitava com a pilha de compromissos que teria, começando por uma entrevista onde teria que sorrir como se fosse a pessoa simpática que fingia ser.

Se parar pra pensar isso é até meio humilhante, tentar se transformar em algo que não é para ser aceito.

Pessimismo ou realismo? Realmente é difícil separar.

O carro de sua empresária o levou até o local, assim que entrou pôde ver uma multidão de pessoas com câmeras e microfones sentadas á sua frente enquanto se ajeitava atrás do pequeno balcão com somente sua empresária ao seu lado.

"Sorria", era provavelmente o que ela estaria pensando.

E ele deu seu melhor sorriso ao cumprimentar á todos.

- Agradeço por terem vindo até aqui. - Falou, mantendo-se sempre simpático.

Mas a verdade é que aquilo era irritante, as pessoas se metendo em seus assuntos pessoais como se fizesse algo de ruim... Estava em seus vinte anos e já era privado de coisas que qualquer um fazia.

- E como se sente com o grupo de dançarinos desmanchado? - Perguntou um deles, sobressaindo sua voz dentre tantas outras.

- É realmente triste, passei um longo tempo com aqueles garotos... - Ele coçou a cabeça e a abaixou, como se se sentisse mal, mas pensando á todo momento como eles deveriam estar irritados ouvindo isso, chamando-o de hipócrita. - Espero que possa me adaptar logo á isso. - E deu um sorriso tristonho, algumas pessoas fizeram múrmurios de compreensão.

- E sobre as audições, você comparecerá? - Perguntou outro.

- Espero poder achar um tempinho livre para ver ao menos um dos candidatos. - Respondeu, evasivo. - Quem sabe eu não vire fã de algum deles? - Brincou, juntando suas mãos ao final da frase e dando um sorrisinho.

Perguntas e mais perguntas rolaram e já se sentia exausto ao sentar-se no banco do carro, ganhando um parabéns indiferente da empresária. Cochilou ali mesmo á caminho de seu próximo compromisso, pois sabia que era melhor dormir enquanto havia tempo. E acertou em cheio, pois a partir de seu ensaio fotográfico não teve tempo nem para uma refeição bem feita.

Chegou em casa com muita fome, mas ainda assim não comeu muito, visando o peso máximo que a empresa atribuia.

De certa forma, ele não queria ser cortado, esse trabalho permite que ele cante e isso é mais do que qualquer outro pode fazer.

Bocejou recebendo uma mensagem da empresária. - que mal havia saído. - e viu que haviam dado o dia seguinte de folga para ele.

Já que muitos estavam ansiosos pelas reações de Doyoung sobre os novatos.

Aparentemente seria gravado, o programa já havia entrado ao ar com um episódio que falava sobre os sentimentos que os dançarinos tiveram ao receber essa oportunidade. Era engraçado, dava para perceber a falsidade em alguns deles.

Talvez ele já estivesse acostumado com essa face do mundo.

Mas ele não se importava nem um pouco.

Não ficou muito tempo vendo a televisão, as notícias eram todas distorcidas para a mídia ganhar poder e perder tempo com algo assim não o agradava.

Então resolveu deitar-se, afinal teria um longo dia amanhã.



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