História Colorless - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Colorless, Luke, Originais, Romance, Sophie
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Palavras 2.903
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hey gente, estou começando uma nova história, espero que gostem!
Vou tentar atualiza-la o mais breve possível!
Aproveitem.. ;3

Capítulo 1 - O estranho possuidor dos olhos ônix.


Fanfic / Fanfiction Colorless - Capítulo 1 - O estranho possuidor dos olhos ônix.

Cidade de Liverpool, Inglaterra.

5:30

Sophie Watson

Acordo com o som do despertador apitando em minha cabeça aquele “pi-pi-pi” chato, não consegui dormir direito nessa noite, mas me levanto novamente para mais uma semana de aula. Levanto de minha cama e vou direto para o banheiro, me olho no espelho e o mesmo rosto sem graça de sempre, meus cabelos negros, meus olhos brancos e minha pele pálida. Me dispo e entro para o chuveiro, a água quente bate no meu corpo fazendo-o se arrepiar ao sentir a água rolando, enquanto me lavo penso em como será o dia de hoje, as mesmas aulas e as mesmas pessoas, pelo menos posso contar com alguns amigos. Ok, eu sei não sou tudo isso, mas sim, tenho alguns poucos e bons amigos, começando  por Elise Black, uma menina de cabelos claros e bem animada, Arthur Carter, um menino que admiro muito, de cabelos e olhos claros e que tem uma quedinha por Elise e por último, mas não menos importante tem o Edward Evans que conheço desde pequena, seu jeito é rebelde, mas também ele é bem protetor e sempre vive discutindo com Arthur, os dois são ótimos amigos.

Me desperto de meus pensamentos com a voz de minha irmã me chamando pra sair do banho:

- Soph, sai logo dai, to apertada, por favoooor - Diz Marie minha irmãzinha mais nova.

- Ok, ok já estou indo, só não grita, são seis horas da manhã ainda maninha, por favor né? - Digo me enrolando na toalha e abrindo a porta do banheiro.

Ela entra como um jato dentro do banheiro, nem sei o que deu nessa menina acordada uma hora dessas. Enfim, entro no meu quarto, pego meu uniforme e troco minha roupa, penteio meus longos e lisos cabelos, arrumo minha mochila e vou para a cozinha onde sinto um cheirinho de torradas sendo feitas. Na cozinha vejo minha mãe, que se parece muito comigo, fazendo torradas na frigideira.

- Bom dia minha pérola, como está? Dormiu bem esta noite? - Minha mãe me chama de pérola, pois segundo ela, meus olhos são parecidos com pérolas, pena de eu nunca conseguir ver eles, apenas o mesmo branco de sempre.

- Bom dia mãe. Estou mais ou menos. - Respondo ela com um meio sorriso e pegando um pedaço de torrada.

- Ei filha, você sabe que hoje tem mais uma consulta com o Doutor Peter né? Como vão essas minhas duas pérolas? - Minha mãe fala me lembrando da minha infelicidade de possuir uma doença rara. Sim, sou doente e não tenho uma vida perfeita.

- Eu sei... - Falo desanimada – Como se isso fosse mudar algo... - Sussurro em som quase inaudível, porém mães são mães e ela ouviu muito bem.

- Sophie... Tenha esperança, nunca podemos desistir filha... - Ela faz a mesma cara de pena que sempre faz. Como terei esperanças se sou assim desde que nasci, e para a ciência de hoje isso não tem cura?!

É isso mesmo, tive a infelicidade de nascer com uma rara doença que atinge de uma a cem milhões de pessoas e logo eu fui nascer com ela, e sou o único caso clinicado em toda Inglaterra. Tenho uma atrofia cerebral que me faz apenas enxergar preto e branco, não vejo cores desde que nasci, tudo que eu sei é apenas o que me falaram, bem, meu mundo é assim e sempre foi desde que nasci, vivo num mundo totalmente diferente de todas as outras pessoas, um terrível mundo preto e branco sem emoções. E pra piorar minha situação, o especialista mais famoso de toda a Inglaterra o Doutor Peter Adams, disse para mim que não existe cura e dificilmente posso mudar isso, mas enfim, segundo minha mãe tenho que ter esperanças, mas ainda pergunto, como ter? Não a culpo, mas né...

Acabo de comer a torrada e tomar um copo de leite, volto ao banheiro e faço toda minha higiene bucal, dou mais uma olhada no espelho e observo minha pele e olhos extremamente brancos e sem graça. Por último arrumo meu cabelo e minha franjinha na testa, não gosto de maquiagens, me desapego deles, não gosto de me enfeitar, não que eu seja linda, muito pelo contrário, mas também não tenho o porque de me arrumar toda. Olho as horas e observo que já são 6:40 se não correr vou me atrasar, odeio atrasos, então pego minha mochila e saio correndo apenas dou um breve “tchau” pra minha mãe.

- Não se atrase para voltar pra casa filha, lembre do horário de sua consulta, boa aula. - Finjo que não ouvi o que ela disse, as vezes quero me sentir apenas uma garota normal.

Vou andando bem rápido para a escola, quase correndo, não é muito longe, mas se não andar rápido vou me atrasar, agarro minha bolsa contra meus peitos e vou andando. Pelo caminho encontro várias pessoas com os mesmos uniformes que o meu, mas como sou quase imperceptível, vou seguindo o meu caminho olhando apenas para a frente.

Chego na escola e quando olho no meu celular são 6:50, faltam apenas 10 minutos pro sinal bater, corro pra sala, pois a primeira é aula de história com a professora Joene e ela odeia atrasos. No caminho eu esbarro em um menino que não reconheço, mas não há tempo para desculpas. Chegando na sala, todos meus amigos já estão em seus lugares, coloco minha mochila e sento em meu lugar, que é o penúltimo da fileira do canto, não gosto de me sentir nerd o bastante para sentar na frente, não que eu não tire boas notas. Atrás de mim está o Edward e na minha frente Elise e na frente dela se senta Arthur. Acabo de me arrumar em minha cadeira e sou bombardeada de perguntas sobre meu quase atraso:

- Aconteceu algo Sophie? Você nunca chega tarde, está se sentindo bem? - Começa perguntando Edward.

- Eii amiga, como você tá hoje? Acordou tarde? Sonhou com algum gatinho? - Elise pergunta toda animada me abraçando.

- Bom dia Sophhh, tá tudo tranquilo? Teve pesadelos? - Pergunta Arthur com uma voz animada quase que gritando de tanta animação.

- Calma gente, e estou bem sim, só demorei demais no banho e comendo, estava pensando sobre a vida, vocês sabem como é né?! - Falo dando um sorrisinho para todos.

- Pensei que tinha acontecido algo Soph, você nunca agiu assim, menos mal. - Fala Elise mais aliviada. - Eii, vocês ficaram sabendo que o conselho estudantil falou que hoje entra um novo aluno na sala e dizem ainda que é uma pessoa famosa, será verdade? - Fica esperançosa, esperando alguma animação dos amigos.

- Ahh Elise sabe como é né, boatos são boatos... - Comenta Arthur tirando a esperança de Elise.

Ao mesmo tempo o sinal da primeira aula toca, coloco meu livro e caderno em cima da mesa, a professora Joene entra na sala, pede para o restante da sala sentar e começa a dizer que precisa anunciar algo para toda a turma:

- Pessoal, a partir de hoje teremos um novo aluno conosco, espero que se deem bem com ele e tratem-no como se fosse um de nós.. Entre por favor. - Diz Joene olhando para a entrada da sala.

 

Cidade de Liverpool, Inglaterra.

6:00

Luke Cooper

Mais uma noite que eu não consigo dormir direito, e quando olho a tela do meu celular já são 6:00 da manhã, eu tenho que levantar, é mais um dia nessa minha vida e hoje vou começar numa escola nova, a renomada escola de arte fundada por John Lennon e Paul McCartney. Segundo meu irmão mais velho Matthew preciso fazer novos amigos já que sou uma pessoa muito antissocial e melhorar minhas habilidades, como se eu ligasse pra isso. Levanto e abro a porta de meu quarto onde dá para a varanda, daqui consigo ver a vista do centro de Liverpool, o vento gelado bate em meu rosto e gosto da sensação, uma das únicas vezes que me sinto realmente vivo, assim como quando estou cantando.

Não que eu esteja me gabando, mas moro na cobertura de um prédio de luxo no centro de Manchester, além de ser o cantor de uma das mais novas bandas de rock de Liverpool, a Black Sun. Admito que tenho uma vida até que boa e se meus pais não estivessem mortos eu sei que estariam brigando mandando eu estudar ao invés de tocar guitarra, mas é o que eu gosto de fazer e como eu disse é uma das raras vezes que me sinto vivo e realmente feliz. Posso ter muitas garotas ao meu pé, mas odeio isso, odeio esse tipo de gente, que querem o corpo e não a pessoa, que querem o status e não o coração, por isso sou conhecido como frio, mas na verdade como diz o ditado: “Melhor estar sozinho do que mal acompanhado.” Só que dessa vez, prometo que tentarei ser o mais simpático que o meu eu consegue ser nessa nova escola.

Deixo a água do chuveiro escorrer pelo meu cabelo, respiro fundo para aguentar o dia longo que será hoje, passo as mãos pelo rosto afim de me despertar e tirar minha terrível cara de sono. Saio do box, enxugo meu cabelo e meu corpo, coloco me novo uniforme, me observo no espelho dando o nó na gravata em meu pescoço, bem acho que estou arrumado. Vou direto pra cozinha, tomo uma xícara de um café puro pra me manter acordado, além do vício que tenho no mesmo líquido quente.

Passo pelo quarto de meu irmão e observo que ele não está em casa, já que vive mais na empresa da família do que em casa, estou mais do que acostumado com isso. Pego minha bolsa com apenas um caderno e vou a procura do meu capacete. Assim que o acho eu me dirijo até a porta de entrada, saio de casa, tranco a porta e vou direto pra garagem. Coloco o capacete e monto na minha moto dando partida na mesma, antes de sair do prédio olho o celular e percebo que são 6:40, calculo uns quinze minutos para chegar até a escola, acelero minha moto e vou a caminho da nova escola.

Estaciono minha moto em uma vaga no estacionamento interno da escola, dou uma olhada aos arredores e observo várias pessoas me olhando surpresos e outros indiferentes a mim, vou logo procurar onde é a sala da diretora da escola, me direciono no corredor do prédio, estou perdido, sinto uma menina baixinha com os cabelos pretos como um céu noturno, lindos, esbarrando em mim, apenas a vejo correndo em meio a multidão das pessoas dessa escola, penso comigo mesmo que minha sorte estava mudando e pra muito melhor.

Observo uma menina loira de olhos azuis no corredor e a abordo perguntando onde seria a sala do diretor e a mesma um pouco assustada me responde:

- A sala da diretora é por aqui. - Fala a menina apontando para a direita do corredor. – Por acaso você não seria Luke Cooper? A menina me perguntou me analisando, bem cedo ou tarde iriam descobrir quem sou eu, pelo menos essa não fez escândalo, pelo visto minha sorte tá mudando.

- Sim. - Respondo sério, não estava com muita paciência, fui andando acompanhado pela menina ao meu lado.

- Também preciso falar com a Milene. - Não ligo pra ela me seguindo e imagino que esta Milene seja a própria diretora.

Entro na diretoria e vejo uma mulher loira, com uma aparência até jovial,  porém com uma cara cansada como se não dormisse a dias. Antes que eu pudesse falar algo, ela começa:

- Bem, Luke Cooper certo? Sou Milene Allens, a diretora daqui, aqui está seu horário e sua sala, você ficará na sala A da terceira série do ensino médio, bem, com isso a senhorita ao seu lado te acompanhara, até porque a mesma é da sua sala. Espero que tenha um bom ano letivo conosco e sem bem recebido por seus colegas de classe. Qualquer problema fale comigo, agora você é um de nós Cooper. Bem vindo a Lennon and McCartney Art School. - Diz a diretora ríspida me entregando um papel com meus horários e a sala em que ficarei. - Estão dispensados.

- Obrigado, se precisar de algo falarei com você imediatamente. - Digo me direcionando a saída da sala.

Saio da sala da diretora faltando alguns minutos para tocar o sinal de início da primeira aula. Olho para a menina ao meu lado e ela me diz o seu nome, Lucy White, lhe agradeci, e pela minha sorte ela não é tão irritante como muitas outras. Nós dois fomos para a sala a chegando lá ela entrou e eu esperei pela professora na porta da sala. Ao mesmo tempo o sinal da primeira aula toca e uma mulher alta de cabelos castanhos e olhos esverdeados aparece apresentando-se como a professora de história:
 

- Bem, você deve ser o aluno novo, sou a professora de história Joene, espero que nos darmos muito bem este ano. Espere aqui que vou dar o anúncio para a sala. - Ela fala entrando para a sala de aula.

Do lado de fora da sala ouço-a dizer para a turma:

- Pessoal, a partir de hoje teremos um novo aluno conosco, espero que se deem bem com ele e tratem-no como se fosse um de nós.. Entre por favor. - Diz Joene olhando para mim na entrada da sala.

 

 

Lennon and McCartney Art School

7:00

Sophie Watson

Observo o novo menino que entra na sala e ao mesmo tempo que o ele entra a sala já começa a ser inundada por vários murmurinhos que vem principalmente da parte das meninas. O menino realmente é lindo, alto, com uma pele tão branca, como se o sol de Liverpool esqueceu de brilhar para ele. Além de todo o conjunto vir com cabelo grande bagunçado e lindos olhos ônix, um preto totalmente diferente que já vi em toda minha vida, uma cor que eu podia jurar que estava viva ali, presa ao incríveis glóbulos do menino. Sou tirada de meus pensamentos quando ouço a voz do até então menino novo:

- Meu nome é Luke Cooper, espero que nos demos bem. - Ele diz com uma voz suave e melodiosa, como se entoasse uma nota musical e olha diretamente aos meus olhos, ficamos ali, um encarando o outro por alguns segundos, os lindos ônix vivos, inundando os meus olhos pálidos, naquele momento pude perceber que tinha algo de diferente com aquele menino.

Nossa troca de olhares é interrompida pela voz de Joene falando para o mesmo se sentar na cadeira vaga ao meu lado, isso só poderia ser sorte ou um jogo muito interessante que o destino estava fazendo comigo neste momento. Ouço a voz de Elise em minha frente baixinha no tom de sussurro:

- Eu não falei!? – Pelo jeito os boatos que Elise contara mais cedo eram verdade e o menino que estava ao meu lado era o então menino novo e famoso que falaram.

Pera ai, famoso? Ahhhh, seu nome é Luke Cooper, se me lembro bem é o nome do cantor daquela banda que acabou de estrear aqui em Liverpool. O mais estranho ainda é ele ter me encarado daquele jeito. Bem, no que estou pensando ele deve ter me achado a coisa mais estranha do mundo, até porque, quando que alguém como Luke Cooper falaria com alguém como eu, a invisível e problemática Sophie Watson, enfim... Enquanto tento voltar ao mundo real ouço a voz do possuidor dos olhos ônix me chamando:

- Ei, por acaso você se importaria de dividir o livro comigo? Ainda não recebi o meu. – Ele pede e eu envergonhada apenas assinto com a minha cabeça.

Ele junta a mesa com a minha e eu coloco o livro de história na junção das duas mesas. Me sinto envergonhada e mal educada por não dizer nada, devia pelo menos me apresentar, não sou tão tímida assim, mas quando se trata de conhecer pessoas novas, parece que me faltam palavras, mas pelo menos tenho que dizer o meu nome a ele. Viro meu rosto e digo:

- O-olá, meu no-nome é So-sophie Watson.. – Digo envergonhada quando percebo que me encara novamente, para ser mais precisa, encara meus olhos.

Desvio o olhar dos lindos ônix para a boca do mesmo, e observo-o abrir para falar alguma coisa:

- So-phi-e. – Ele sussurra apenas meu nome como se fosse a coisa mais linda e interessante do mundo.

Isso faz meu coração bater um pouco mais rápido. Observo seu rosto ficando de uma coloração mais forte e mais destacada, ele continua a me encarar, porém, desvio o olhar para o livro a nossa frente e ele faz o mesmo. Não sei o que está acontecendo, viro meu rosto para a janela e observo o vento gélido da manhã banhar o meu rosto e as folhas verdes das árvores balançando ao ritmo e o céu azul se abrindo para mais um dia.

Calma ai, estava tão distraída no que estava acontecendo entre mim e o possuidor dos ônix, que percebo que pela primeira vez na minha vida consigo enxergar todas as cores.Será possível que este estranho menino, poderia ser a resposta para me tirar deste mundo preto e branco, estes ônix seriam a minha cura?

Continua...


Notas Finais


Obrigado por lerem!
Continuo o mais breve possível! :D


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