História Como eu conheci seu pai (Yaoi - Originais) - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Como Eu Conheci Seu Pai, Yaoi
Visualizações 96
Palavras 1.887
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu sei...falei que não ia criar mais fanfics yaoi mas...É IMPOSSÍVEL! QUERO SER UM HOMEM SÓ PARA FAZER YAOI SOCORRO! YAOI É VIDA! EU VIVO YAOI, LEIO YAOI, ESCREVO YAOI, RESPIRO YAOI, ASSISTO YAOI, VISTO YAOI, ME ALIMENTO DE YAOI, BEBO YAOI...HELP MY!!!

...Espero que gostem da fanfic :3 é uma antiga fic minha só que reescrita com um contexto meio diferente!

Capítulo 1 - Sthefanni, nossa pequena curiosa


Fanfic / Fanfiction Como eu conheci seu pai (Yaoi - Originais) - Capítulo 1 - Sthefanni, nossa pequena curiosa

Takahiro é um jovem homossexual, com seus 28 anos. Casado e com 3 filhos, vive feliz com o seu marido em uma casa não muito luxuosa, porém confortável. Escritor de sucesso, tem uma boa condição financeira. Ele tem uma vida invejada e desejada por muitos, mas nem sempre foi assim.

Hiro já sofreu muito e passou por dificuldades inimagináveis. Digamos que...tudo isso só foi possível por causa de um..."simples" ato feito no passado.

Em um dia frio de inverno, Takahiro estava sentado em uma poltrona na frente de sua lareira, aguardando seu marido voltar do trabalho e seus 2 filhos voltarem da aula de patinação.

Ele estava à ler o seu suspense favorito, que era cheio de mistério, drama e até romance (Hiro adorava esse tipo de livro), enquanto sua filha caçula, Sthefanni, estava sentada no tapete aveludado daquela sala de estar, vendo as fotos antigas da família e fotos da época que seu pai era adolescente.

A garota encontrou fotos antigas de seus dois pais juntos. Ela solta uma risadinha fofa e pensa "_Meus pais fazem realmente um casal muito lindo! Eles são os dois homens mais bonitos do mundo inteirinho hihi_". Porém, logo uma pergunta surge em sua cabecinha curiosa: como seus pais se conheceram?

-- Papai! - Diz a garota indo na direção do mesmo.

-- Oh o que foi minha criança? - Diz deixando seu livro de lado, e pegando a mais nova e a colocando eu seu colo.

-- Pai, como você conheceu o meu outro papai? - Diz a pequena Sthefanni aconchegada no colo de seu pai.

-- Ah filhinha é uma longa história...- Responde Takahiro fazendo carinho no rosto da mais nova.

-- Aaaahhh! - resmunga a garota de 7 anos - Me conta essa história papai!

-- Hum...Está bem! - Diz o mais velho cedendo aos pedidos de sua filha - Vou te contar de como eu conheci seu pai!

-- Yey! - Ela esclama alegremente.

-- Pois bem, vamos lá. Tudo começou...

××××× 10 anos atrás ×××××

××××× P.O.V Takahiro ×××××

Cansei. 

Cansei de ser julgado pela minha opção sexual. Cansei de apanhar apenas por gostar do mesmo gênero que o meu. Cansei de ser abusado sexualmente por caras mal intencionados, cansei de ser uma putinha de homofóbicos. 

Cansei de apanhar por "não ser homem de verdade". Cansei de viver nessa sociedade ignorante, homofóbica e preconceituosa. Cansei...cansei...

Vou colocar um fim nisso.

Onde estou? Encima de uma ponte, correndo o "risco" de cair. Chorando demais, com mil e um pensamentos e memórias correndo em minha mente. Vou mesmo fazer isso? Me jogar e morrer? Qual é o sentido de viver? Prefiro morrer do que apenas existir e sofrer.

Não vou fazer falta mesmo, não tenho amigos e meus próprios pais me odeiam. É...lá vou eu.

Fico de pé na "berrada" (aquela parte onde tem uma espécie de grade de concreto para ninguém "cair" de lá, fico encima disso) da ponte. Curiosos começam a se aproximar. Muitos cochicham, pegam seus celulares, filmam, fotografam...mas não me importo. Não me importo mais com nada nem ninguém. 

Antes de me jogar, decido refletir um pouco. Pensar em tudo que eu tinha antes de ser considerado uma aberração. É, realmente, para uma sociedade conservadora e tradicional, se você é gay, você vira imediatamente de, um filho bom que todo pai gostaria de ter, para um monstro, uma aberração.

××××× Dias de hoje ×××××

-- Nossa papai que triste! Você ia se matar papai? - Minha pequena me diz com um olhar triste.

-- Eu ia sim filhinha, mas graças a Deus papai não se matou! 

-- Haha que bom né? Mas o que isso tem haver com você ter conhecido o papai? - Ela da um sorriso fofo e me olha confusa.

-- Você já vai saber! Posso continuar a história?

-- Siiim

Antes que eu continuasse a contar a história, Daniel, o amor da minha vida, pai dos meus filhos entra pela porta da sala.

-- Papai! - Sthefanni sai do meu colo e vai correndo abraçar o Dani.

-- Haha oi pequena! - Ele á levanta rodopiando a mesma no ar, em seguida, da um beijo em sua testa e a coloca no chão. - Oii meu pequeno - Diz Dani vindo até mim e me dando um beijo demorado

-- Dani...eu não sou pequeno! - Digo corado e com as bochechas infladas.

-- É sim, o meu pequeno, e sempre será! - Ele ri e eu coro mais ainda

-- Haha o papai ta coradinho! Que fofo! - Diz Sthef voltando para o meu colo.

-- Concordo! Muito fofo! - Daniel complementa.

-- Seus bobos! - Digo calmamente.

-- Pois bem - Fala meu Marido se sentando na poltrona do meu lado - O que estavam fazendo antes da minha chegada? Hum?

-- O papai Hiro estava contando sobre como vocês se conheceram! - Responde a nossa pequena Sthefanni.

-- Oh posso escutar também? Ou não sei, se quiser posso continuar contando a história...- Fala Dani.

-- Claro meu amor! Pode continuar! - Digo lhe dando mais um selinho

-- Ok! Onde parou mesmo?

-- Parei quando eu estava prestes a me jogar da ponte...

-- Oh entendi! Pois bem nossa pequena curiosa, agora o papai Dani vai contar como foi a primeira vez que eu e seu outro papai nos encontramos! - Ele diz em com um tom de narrador na voz, o que me faz rir de leve. Sthefanni nos olha com um olhar fascinado, esperando ansiosamente a continuação da história.

×××××10 anos atrás ×××××

### P.O.V Daniel ###

Estava voltando de casa quando vejo uma multidão próxima da ponte. O que estava acontecendo? Não fazia ideia, mas coisa boa não era.

Decidi me aproximar, fui meio que impurrando as pessoas no meu caminho.

Logo, descobri o motivo do alvoroço: um garoto jovem, muito bonito e cheio de vida queria se jogar da ponte. Ele chorava demais e o povo o-encarava espantado. Se ninguém fazer algo, esse garoto irá se matar!

As autoridades chegaram no local, alguem deve ter chamado ou ligado para tentar evitar aquela tentativa de suicídio.

O garoto precionado, chorava sem parar e tremia enquanto recebia gritos do tipo "NÃO PULE!" dos policiais ou bombeiros (não consegui identificar) que lá estavam. Logo, notei que aquilo não iria adiantar, o rapaz iria pular se eu não fizesse algo! Cansei de só observar!

Empurrei o povo que estava na minha frente e fui me aproximando do garoto porém, fui barrado por um cara (que aparentava ser um policial)

Por favor não se aproxime! Eu e o restante dos proficionais já estamos lidando com a situação - dizia o cara. GENTE DO CÉU, O GAROTO VAI PULAR E ELES NÃO VÃO FAZER NADA DE ÚTIL PARA EVITAR?! QUE AUTORIDADE SUPERFICIAL AFF!

M-mas...- decidi mentir. É para o bem desse garoto, que é desconhecido, mas de certa forma me sinto conectado com ele - sou o namorado dele, quero falar com ele!

O homem permite minha passagem. Eu corro atrás do menino.

O garoto estava prestes a pular, ele ignora minha presença e olha para baixo. Não quero saber o nome, os motivos nem nada no momento. Só quero que...ele não pule.

Olho nos seus olhos e enxergo o sofrimento dele. Acabo escapando um - Por que você vai se matar rapaz? -

Ele apenas responde soluçando - por que é o único jeito de eu parar de sofrer.-

Aquelas palavras me quebram por inteiro. Foram as mesmas que...Uma pessoa disse a alguns anos atrás. Não importa mais nada. Eu simplesmente puxo o garoto por trás fazendo ele descer dalí de cima, o levanto e o abraço. O abraço com todas as forças e digo apenas um - Não pule...por favor...você...é especial-

Eu disse isso para um garoto que eu nem conheço, nem sei o nome, idade (aparenta ser um pouco mais novo que eu) caráter e personalidade. Mas...Sinto que ele é especial. Ele É especial.

O garoto retribui o abraço e continua a chorar. Estou com muita pena dele. O que será que ouve?

Algumas pessoas olham fascinadas, as autoridades (inúteis) vão embora e todos que estavam nos rodeando se afastam.

Não tenho coragem de dirigir nenhuma palavra para o garoto. Não sabia o que dizer, então apenas continuo o-abraçando.

A coragem vem e eu pergunto - Qual o seu nome? -

- T..takahiro...- ele sussurra em meio ao choro. Ele estava chorando menos, porém ainda lacrimejava e gaguejava

Você...Tem para onde ir? - ele me encara triste e em silêncio. Encaro isso como um sim, porém ele decide responder

- Eu fui expulso de casa... Por...Por...- ele volta a chorar sem parar.

Shii...- limpo suas lágrimas e sorrio de canto- olha, quer ir para a minha casa para você me explicar o que ouve? É a duas quadras daqui!

Você é só um desconhecido que não liga para minha existência - ai, isso doeu na minha alma!

Ei! Se eu não ligasse, por que acha que eu te abracei? Você é especial, eu já disse! E se eu sou um desconhecido, é fácil resolver isso! Basta nos conhecermos. Me chamo Daniel! - sorrio de canto

Ah...Está certo "Daniel"...Eu acho que não tenho para onde ir mesmo, nesse momento era para eu estar morto...- ele fala isso e logo, uma chuva se inicia, com grande risco de raios

- Ei, não fale isso nem brincando! Vamos, está começando a chover!

Levo o desconhecido nomeado Takahiro para a minha casa (fomos caminhando na chuva, com passos largos e rápidos para não se molhar. No caminho, não dirigimos nenhuma palavra um ao outro).

O convido para entrar. Ele entra tímido e se senta no sofá da minha sala. Ignoro o fato de que estamos COMPLETAMENTE EXARCADOS DE CHUVA e me sento do lado dele.

Então Hiro...posso te chamar assim? - ele concorda com a cabeça - quantos anos você tem?

18 anos...

Hm...Eu tenho 23 para a sua informação. O que um novinho como você estava fazendo querendo se jogar da ponte?

Eu já disse, queria acabar com meu sofrimento...

Alguem te batia? Você sofria o que? Quer ajuda? Você tem pais? - ele começa a chorar de novo - oh desculpa, ignora minhas perguntas, desculpa, desculpa... Se quiser não precisa me falar...

Olha - ele suspira e engole o choro- você fez com que eu desistisse de me matar e parece ser alguem de confiança. Eu...Acho justo você saber o motivo de tudo isso...

Certo...

Bem... Isso pode ser estranho mas... Eu sou homossexual e...sofri e sofro muito por causa disso. Eu...só queria parar de sofrer - ele começa a chorar muito - Agora você também vai me abandonar certo? Me xingar, espancar, abusar como todos os outros. Tudo bem, já estou acostumado...

Abraço ele com todas as minhas forças, porém sem machucar Hiro.

Olha Hiro fique calmo. Eu não irei te machucar nem fazer nada que seja contra sua vontade. Pode confiar em mim, não sou esse tipo horrível de gente! E acredite se quiser eu...também já sofri o mesmo que você...Também sou homossexual - ele me olha suspreso - se depender de mim, você nunca mais irá sofrer! 

Obrigado Daniel...- ele, ainda chorando, da um sorriso, e que sorriso...

Continua..?



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