História Como (Não) Se Livrar De Um Humano Apaixonado - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Palavras 2.031
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente, alguém por aqui ainda? HUASHUSAHUHU'
Então amores, eu quero super agradecer por todo o carinho que recebo de vocês! Nos comentários, por mensagem privada, eu me senti tão feliz por ter pessoas que realmente gostam do que eu faço. Obrigada, mil vezes obrigada!
Peço desculpas pela demora, com a loucura da faculdade e o desanimo de escrever, fiquei um tempo off. Mas estou voltando com força total e vou tentar sempre atualizar com frequencia.
Aliás, um fato importante, já faz UM ANO Como Se Livrar De Um Demônio Apaixonado foi escrita AAAAAH <33333333

Mas sem mais enrolaçao, aproveitem o capitulo.

Itálico = Flashbacks

Capítulo 6 - Meu Reflexo


Gostaria de deixar registrado aqui o dia em que me senti um canalha, sujo e falso. Um traidor. 

As palavras “Eu prometo te amar, te respeitar, ser justo, sincero...” nunca soaram tão falsas ao escorregar de meus lábios. Eu havia prometido isso frente a mais de cem pessoas, mas não consegui honra-las dentro de nossa casa, no nosso relacionamento, no nosso dia-a-dia. Porque eu me deitava ao seu lado sabendo que ainda haviam segredos, mesmo que este estivesse lá no fundo trancado a sete chaves. Mesmo que, na verdade, eu nem lembrasse disso porque não tinha importância mesmo. 

Eu não contei. 

E tê-lo me encarando, com os olhos marejados, eu não sabia como pudesse ser um fingido todos esses anos. 

— O que você disse? — perguntou Jungkook com certa dificuldade. 

— Eu... 

— Você sabe o que as palavras “Eu prometo” significam? — ele desviou seu olhar para o chão. 

De repente, era como se todos ali tivessem sumido e a tristeza vindo de sua voz era como uma tortura psicológica para mim. Quando toquei sua mão, Jeon a puxou com violência e se levantou, indo em direção a cozinha rapidamente. Os outros, que ainda estavam ali, disseram que já estavam de saída. Me desejaram sorte e pediram para que eu tomasse cuidado, visto que Suhan já estava completamente apaixonada por ele. 

— Eu vou ficar de olho, não se preocupe. — respondi. 

Após acompanha-los até a porta e fechar a mesma, levei uma das mãos a nuca e esfreguei ali. Enquanto encarava o chão, pensava cuidadosamente no que fazer ao entrar naquele cômodo. Estava preparando-me mentalmente para o “castigo” que receberia, e caso Jungkook decidisse que nunca mais iria olhar na minha cara, eu não iria questionar. 

Eu havia, novamente, omitido algo sobre o meu passado. 

Suspirei antes de caminhar e seguir até a cozinha, encostei na entrada desta observando Jungkook próximo a geladeira com o copo em seus lábios. Pude perceber que seus olhos estavam um pouco vermelhos, indicando que ele já havia chorado. Ficamos um tempo em silencio, o que sempre acontecia quando estávamos prestes a brigar, porém sempre tentava contornar esta situação começando a conversar calmamente. 

— Seu nome, na verdade é Kwan.

Disse enquanto mordia o lábio inferior de leve.

— Foi muito antes de te conhecer. — capturei sua atenção ao me pronunciar. — Eu era um recém chegado no inferno. Acho que, como qualquer idiota que não sabe onde está se metendo, eu fiz merda. A pior de todas na verdade. 
O moreno pôs o copo sobre a pia e encostou na mesma, cruzando os braços enquanto me observava. 

— Eu sempre disse que era um merda, que você deveria ter pensando mil vezes antes de entrelaçar sua alma a minha por toda a eternidade. — desviei meu olhar para o chão. — Você não merecia ser enganado desse jeito, você não sabe como me sinto um canalha. 

Voltei a encara-lo enquanto limpava a garganta. 

— Mas eu vou te contar, mesmo sendo tarde demais. 
 

(...) 

 

Após minha primeira temporada na terra, havia conquistado mais algumas centenas de almas no período de cinco anos que estive fora. Os humanos caiam facilmente na minha, não sei se era pela forma como eu sabia convence-los, Taehyung dizia que eu tinha um talento natural para seduzir, que se admirava por eu não querer mudar o meu senhor e começar a servir ao Príncipe da Luxuria, ao invés de continuar com a Ira. Eu sempre ria dizendo que permaneceria no que eu era de verdade. 
 

Um louco que se deixava levar pela raiva. 

Ficar junto dele me ajudava a controlar isso, de alguma forma. 

— Meu..., ops, cassete viu. — escutei sua voz com um tom de descontração ao entrar em sua sala. — Olha como essa bunda ficou mais apetitosa nos últimos cinco dias que você saiu. 

Apesar de ter passado cinco anos na terra, no inferno, o tempo era diferente. 

— Luci, você não deveria ficar desejando ela assim, pode se apaixonar. — ri divertido ao me aproximar de suas poltronas e sentar em uma vaga. 

— Eu? Amar? — observei o loiro de cabelos longos rir alto e jogar a cabeça para trás em sua cadeira. — Papai me dibre. Eu nunca vou amar ninguém além de você e o Jin. Aliás, o Jin eu até reconsidero porque ele é um saco. Deveria manda-lo de presente para Anubis, ver se ele não quer leva-lo consigo pra sempre. 

— Não passe esse fardo difícil a ele. Imagina ter que carregar aquele chato pra sempre? 

— Nem fala. — suspirou. — Falando em gente chata. Amanhã teremos uma confraternização e tal, sabe como é, né? 

— Confraternização? 

— Comemoração do pacto dos sete príncipes. Um saco, bando de gente chata aqui, mas é só sorrir e balançar a cabeça. 

— Você é sempre tão merda, viu. — me estiquei na poltrona. 

— E você, as vezes, perde a noção do perigo. — só deu tempo de sentir uma caneta batendo em minha cabeça e ambos rimos. 

 

(...) 

 

Segurando-me para não sair correndo daquele salão lotado de pessoas que eu não conhecia, andava entre elas a procura de algo que distraísse minha mente. Você pode pensar que talvez seja muito mais fácil encostar em um canto e ficar observando todas aquelas criaturas em trajes a caráter, escondendo sua fase com uma máscara. Eu sempre odiei esses eventos formais na terra, até no inferno isto me perseguia. Jin estava em um canto, com seus cabelos, na época, longos e escuros, conversando com outros príncipes que eu considerava irritante. 

Cansado de procurar o que fazer, decidi parar próximo ao pianista enquanto bebericava a bebida que peguei ao ver o garçom. Eis que, de repente, sinto um toque em meu ombro e ao virar o pescoço, meus olhos se encontraram a uma mulher atraente e com um sorriso extremamente sedutor. Não sei o que conseguia me fisgar mais, seus olhos negros hipnotizantes ou as curvas que seu corpo tinha. Não tivemos nem horas de conversas, seguimos apenas para o andar de cima para uma das salas vazias afim de ir para um local “com privacidade”. 

 

— Depois disso, eu descrevi para Taehyung esta moça. Já que havia ficado encantado por ela. — voltei a encara-lo. — Ele ficou pálido e eu, sem entender. Depois foi me dito que, na verdade, aquela era a aparência de um dos leviatãs que ele mesmo mandou para o Purgatório. 
Molhei os lábios antes de continuar. 

— O que é um leviatã? — indagou enquanto se ajeitava em um dos bancos.

— É uma criatura antiga, mais antiga que eu e o Jin. Há mais de um na verdade. Eles travaram uma batalha com Taehyung, quando o inferno estava sendo construído, visto que queriam uma posição entre os sete príncipes guardiões dos pecados. Diziam que deveria servir a Inveja. Todavia, Luci não permitiu, pois sabia como estes eram e os aprisionou pela eternidade no purgatório.

Tomei um pouco de ar.

— Eles podem assumir a aparência que quiserem, mas não sabia que podiam procriar.

Suspirei antes de continuar.

— Depois de contar ao Taehyung, quase que no mesmo instante, recebemos um chamado do guardião. Dizendo que os portões haviam sido abertos por alguém. Dias depois a notícia desta maldita criatura, o meu suposto filho. Eu senti nojo, repulsa... — podia sentir náuseas. — Eu neguei na hora, não o assumiria. Ele representava um perigo extremo para todos os mundos existentes caso fosse persuadido pela pessoa errada.

Jeon escutava atentamente, boquiaberto. 

— Como era uma criatura espiritual, era diferente de um bebê humano que demora nove meses. — cruzei os braços. — Em dias, ele já havia sido concebido. Ela se escondeu durante anos no purgatório com ele, foi uma busca cansativa.

 

O purgatório era conhecido como o local onde as almas ficavam vagando pela eternidade em busca de seu julgamento. Em resumo, o purgatório era uma floresta sem fim, com criaturas perigosas e coberta por um céu negro eterno que não tinha lua, estrelas, sequer nuvens.

Era vazio.

Ainda me lembro de sentir os galhos das árvores da floresta batendo vez o outra em meu braço, mas eu não podiam parar de correr. Havia descoberto seu esconderijo, porém cometi a idiotice de ir até lá sozinho. Mesmo Taehyung insistindo para que eu não fizesse esta besteira, todavia havia segurado a responsabilidade da minha estupidez e não queria que ninguém mais fosse envolvido.

Mas havia esquecido que Kwan poderia ser tão forte quanto eu.

Ao chegar no esconderijo, avistei a mulher um pouco distante e corri em sua direção para golpea-la, com toda a sede de sangue para dar um fim em toda aquela enganação. Porém, em um movimento rápido, senti uma mão em meu peito me jogando para trás. Logo seus olhos vermelhos encontraram-se com os meus, alguns fios de suas madeixas estavam em seu rosto e encarávamos um ao outro como dois animais prontos para briga.

 

— Eu um momento seguinte, estávamos lutando, quase nos matamos de tanto lutar. Kwan era mais forte que eu, mais rápido, como uma versão melhorada. Só que eu não queria feri-lo, eu queria chegar em sua mãe, a causadora de todo aquele sofrimento.

— O que aconteceu quando você conseguiu fugir? — perguntou Jungkook.

 

Enquanto corria com certa dificuldade em direção aos portões de saída, Taehyung e Seokjin que estavam de pé próximo dali e cercado de alguns soldados infernais, correram em minha direção. Vendo o quanto eu estava ferido, me ajudaram. Ao olhar por cima de meu ombro, pude vê-la se aproximando na aparência que havia se apresentado a mim, que por sinal, sentia repulsa. Kwan não estava ali, mas podia ouvir seus gritos em busca de sua mãe.

— Você vê o que criamos, Jimin? — disse com um sorriso diabólico. — Era tudo o que precisávamos para acabar com Lucifer. Kwan é aquele que trará o orgulho ao nosso povo! Muito obrigada por esse pequeno brinquedo.

Quase como um grunhido, me forcei a levantar, mas fui impedido por meus amigos.

— Idiota. Você não vai durar nem três minutos. — disse Seokjin como um tom de desdém.

— Eu nem preciso, minha missão já está cumprida. — pude vê-la escorregar uma das mãos por dentro de suas roupas próximo ao seu quadril.

Em suas mãos havia uma adaga, ao qual ela olhava com aquele maldito sorriso.

— Eu espero que goste de lutar, Jiminnie.

Antes que pudéssemos impedir, ela cravou a adaga em seu abdômen. Pude ver o liquido verde escorrer entre seus lábios e esta dirigiu seu olhar a mim, antes de tombar para o lado, deu uma rápida piscadela. Entre as árvores, surgiu Kwan que antes de perceber sua mãe caída o chão, olhou em nossa direção. Pude ver seus olhos lacrimejarem e ele ficou estático, em seguida desabou correndo em direção à ela.

Naquele momento, o meu rancor, repulsa, tudo isso havia sumido. Eu pude ver o meu filho ao qual eu nem sabia da existência, chorando como um humano qualquer. Ele não tinha culpa do que estava acontecendo, era apenas uma ferramenta naquela batalha.

Porém, tenho certeza que não sabia disto.

Enquanto era puxado para fora, pude vê-lo com ela em seus braços balançando-a enquanto chorava sem parar.

Foi minha última visão antes de ser retirado dali e os grandes portões se fecharem à minha frente.

 

— Eu não o contei porque pensei que jamais iria lidar com esta situação outra vez. Fora que a minha reencarnação sequer sabia da minha vida anterior. — me aproximei devagar e toquei seu ombro. — Eu amo você, Jungkook. As promessas que eu fiz foram reais. Mas isso era uma situação dolorosa e delicada da qual eu tento esquecer.

— Sabe, Jimin, eu compreendo. — ele tomou minha mão que estava em seu ombro e retirou dali. — Mas isso tudo é uma situação difícil para digerir. Porra, você tem um filho com outra pessoa! Se ponha no meu lugar, sabe? Eu... Graças que Suhan não pode ouvir essas coisas. Se eu estou destruído, imagine ela se souber?

O observei se levantar e seguir até a saída, mas parou por um instante.

— Eu irei dormir, tentar absolver tudo o que aconteceu e ver como o nosso casamento vai ficar daqui pra frente.

Enquanto o observava se afastar, sentia como se o meu coração tivesse indo junto com ele. Minhas energias, tudo estava se esvaindo. E ao olhar para geladeira, onde podia ver meu reflexo destorcido, eu sentia raiva, ódio.

Eu sentia nojo de tudo que havia feito.


Notas Finais


Ué, Kwan???????????????! Então por que ele se apresentou como Minjoo? HMMMMMMMMMMM
Será que Jungkook vai desistir do casamento?
Será que os perigos vão começar a rolar?

LINK DO TRAILER DA FANFIC: https://youtu.be/XLJoJx9-B7Y

Primeira temporada sz
https://spiritfanfics.com/historia/como-se-livrar-de-um-demonio-apaixonado-6705097

E, pra ficar por dentro das minhas atualizações, me segue aqui no Spirit ou no twitter: @myungchaaan

BEIJAUM LINDOOOOOOS


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