História Como perder alguém em 10 dias - Camren - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camila Cabello, Camren, Lauren Jauregui
Visualizações 149
Palavras 6.841
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Intersexualidade (G!P)
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey, pessoas! Voltei, mas quase que não vinha. Me desculpem, eu não gosto de demorar, mas foi difícil me inspirar dessa vez (e uma das protagonistas não andou colaborando muito). Mas fanfics, fanfics, vida real à parte. Aqui é tudo lindo e azul, ou quase tudo. E agora, sem mais enrolação, vamos ao capítulo? Enjoy!

Capítulo 17 - Diamantes DeLauer: Iluminem-se


Fanfic / Fanfiction Como perder alguém em 10 dias - Camren - Capítulo 17 - Diamantes DeLauer: Iluminem-se

Nova York - Domingo - dia do jogo que a Camila também estava assistindo - 03:15 p.m

POV LAUREN

Acredito que a sociedade poderia aniquilar o uso de roupas e viver mais confortavelmente. Não, não estou incentivando que andemos nus por aí, embora não fosse me importar se alguém de fato fizesse, me refiro ao uso contínuo do pijama. Tem coisa melhor do que ficar em casa o dia inteiro, tomar uma ducha e entrar naquele tecido macio? Seria perfeito se pudesse estender isso para qualquer ambiente que me deslocasse, se bem que considerando meu atual estado de espírito, "sair de casa" era a última coisa que eu pretendia fazer. Acordar, comer, tomar banho, assistir algo na tv, comer, dormir, desenhar, comer, jogar, dormir... Essa era minha rotina nos últimos dias. Nada de trabalho, nada de socialização, nada de roupas, apenas eu e meus surrados e aconchegantes pijamas. Me sentia o próprio urso polar em época de hibernação. Mas, naquele momento, estava um pouco mais confortável por estar sendo ouvida...

- ...Não, não há nada pra me orgulhar, é lógico que se eu pudesse mudar, faria algumas coisas diferentes - continuo a conversa que mantinha há um bom tempo - Mas é bom conversar com você, viu? É mesmo! - sou encarada de forma atenciosa e completo meu raciocínio - E é isso tudo que te falei... mas não quero mais te encher com essa história... vamos nos acomodar aqui nesse sofá fofinho e assistir o jogo juntos? - digo e ele se curva até a mesinha de centro em frente ao sofá, pegando o ingresso que eu havia comprado para o jogo dos knicks - Você quer ir? Quer ir no jogo? - ele apenas me encara novamente - Tá, pode ir, porque eu não vou, embora nem eu saiba o porquê de estar aqui, ao invés de estar naquela arquibancada - completo e ganho um latido estridente do cachorro. É, acho que meu discurso não convence nem um filhote e sim, meu papo extremamente cabeça é com um cachorro, ou melhor, com meu parceiro Krull. Ele é a única companhia que me permitir ter depois de tudo que aconteceu.

Mas quem eu queria enganar? É lógico que eu sabia o motivo de não tá vendo aquele jogo de perto. A cadeira ao lado da minha estaria vazia. Ela não estaria lá, assim como estava ausente da minha vida há quase duas semanas. Durante esse tempo, os meus dias simplesmente passaram, sem idas ao escritório, sem campanha, sem amigas - que fiz questão de recusar qualquer aproximação - sem o tormento.. e a raiva.. e os planos mirabolantes.. e as chantagens.. e a transformação na minha rotina.. e minha irritação diária.. e as vergonhas.. e os aborrecimentos.. e aquele sorriso.. e aquele abraço.. e o beijo... Não tinha mais suas manias que me levavam a loucura e estava indo a loucura sem ela ali.

Meu tempo se resumia a falar sozinha lamentando por tudo, ou ter longos diálogos, como os de agora pouco com Krull. Camila havia me deixado - mesmo sem querer - na companhia do chinese crested. Um dia antes de toda confusão que nos metemos, o filhote acabou vindo comigo e permaneceu por falta de uma atitude de ambas as partes. Mas devo confessar que ele estava me fazendo um bem enorme. Mesmo sem falar, sua presença me preenchia e me dava o conforto que precisava para não me sentir ainda mais sozinha, além de ser ''um pedacinho'' da minha latina.

- Minha - falo em voz alta e sorrio negando com a cabeça - Ela nunca foi minha, não é filho? - questiono e ele apenas continua me encarando - É, eu sei, tudo não passou de um acordo - eu, assim como ela, havia sido a peça de um jogo, jogo este que nós mesmas iniciamos - Você é o único que conhece nós duas, quem está mais errada, Krull? - pergunto e ele abaixa a cabeça sem me responder.

É, eu também não sabia a resposta. O discurso que ouvi naquela fatídica noite de segunda-feira, ainda ecoava em minha mente. A culpa por tê-la enganado me consumindo, a raiva por ter sido enganada, me dizimando. Eu sei que as palavras proferidas em minha direção, foram motivadas pela raiva. Tenho certeza, porque eu fiz a mesma coisa! Machucar utilizando o que pode sair de nossa boca, é muito eficiente e igualmente letal. Eu também sei disso, porque ainda me incomoda e mesmo que eu queira muito reverter toda situação, a mágoa existente ainda preenche mais espaços do que a vontade de lhe encarar outra vez.

E começa o último jogo da final que foi disputada em partidas emocionantes...

Saio dos meus devaneios ao ouvir o som vindo da tv ecoar pela sala, anunciando o início da partida. Em outra ocasião, eu estaria mais do que empolgada com a possibilidade de mais um título do meu time, mas a minha animação estava reduzida a - 1 e só Deus sabe quando sairia daquela caverna que entrei.

- Krull, você será meu amuleto da sorte hoje - ele me olha com uma cara comprovando minha pouca sanidade e eu provavelmente continuaria meu diálogo, se não fosse interrompida pelo som da campanhia - Não faz barulho - cochicho pro filhote e permaneço no sofá enquanto escuto o som reverberar pelo loft mais uma vez. Isso havia se tornado constante nos últimos dias.

- Lauren - Ouço a voz de Verônica e reviro os olhos - A gente sabe que você tá aí, estamos ouvindo o som da sua tv - droga - Nos deixa entrar, juba, precisamos falar com você - onde está a segurança desse prédio? - Estamos em três, vamos arrombar sua porta - bufo e me levanto sendo seguida por meu fiel escudeiro - LAAAAAAUREN

- Em qual língua vou precisar falar que não quero ver vocês, pra que me deixem em paz? - questiono furiosa ao abrir a porta e dar de cara com Verônica, Normani e Demetria - sim, sou dessas que não admite apelidos quando está irritada - Estou vendo o jogo e pretendo continuar assistindo sozinha - digo e ouço um latido - Quer dizer, eu e o Krull.

- Mas nós viemos ver a partida com você, trouxemos até sua comida preferida - Verônica ergue uma enorme sacola e eu permaneço imóvel - É o nosso ritual, lembra?

- Não temos ritual nenhum para jogo, Verônica!

- Okay, é verdade, mas todo ritual teve seu primeiro dia, certo? - diz usando sua cara de pau, como sempre - Hoje pode ser o nosso primeiro.

- Não, não pode, eu quero ficar quieta - tento empurrar a porta, mas sou impedida por um par de mãos.

- Ah, quer saber? Eu prometi a Lucy que ia tentar ser educada, mas você não colabora, então dá licença - me empurra para o lado e invade meu apartamento, seguida de Demetria que apenas ria, enquanto Normani permanecia em silêncio me encarando.

- Pode entrar, vocês já estão aqui mesmo - dou espaço e fecho a porta após sua tímida passagem.

- Que chiqueiro é esse, Lauren? - - Demi exclama ao se deparar com o atual estado da minha casa. Digamos que limpeza e organização também não fizeram parte dos meus hábitos nos últimos dias e eu apenas dou de ombros - O depósito de lixo tá mais organizado que isso aqui.

- Não mandei ninguém vir - exclamo irritada pela pouca paciência existente - Estou muito bem desse jeito, se estão incomodadas podem ir embora. Na verdade, não sei o que estão fazendo aqui.

- Como não sabe? Você me prometeu o número da Camila quando a aposta acabasse - fala indiferente e eu a encaro - Você não respondeu minhas  mensagens, descobri que as meninas estavam vindo aqui pela décima vez e resolvi acompanhá-las para pegar parte do meu prêmio.

- Eu não vou te dar o número dela e pode ir soltando meu filho - digo quando ela pega Krull nos braços.

- Mas você me prometeu, Laurenzinha - me provoca mais uma vez.

- Demi, para - escuto a voz de Normani soar baixa - Lauren, ela tá brincando, ela sabe que você se apaixonou de verdade pela Camila e...

- Eu não estou mais interessada! - interrompo tentando soar firme - Foi um equívoco.

- Então me passa o número dela.

- Não!

- E por que não? - insiste e eu respiro fundo.

- Eu não tenho mais, Demetria, é isso! - invento e ela me encara com um sorriso debochado. Eu realmente havia apagado qualquer vestígio dela no meu telefone na hora da raiva, mas seu número estava mais do que decorado e olhar a foto que ela usava como perfil do whatsapp, que eu havia printado antes e mantido como única recordação, era um dos pontos altos do meu dia. Ela estava tão linda naquela foto.

- Não disse, já tá viajando de novo... - ouço a voz de Demi e a encaro mais uma vez - Para com isso, Jauregui, vai logo atrás da sua garota, a gente sabe que você tá louca pra fazer isso.

- Não estou!

- Ah, está sim.

- NÃO ESTOU, PORRA! - aumento o tom de voz e sinto uma pontada na minha cabeça - Por que vocês não me deixam em paz?

- Mas eu nem falei ainda - Vero exclama e só agora eu noto que ela permanecia em pé ao lado de Mani que também tinha uma expressão diferente do normal - Olha, juba, eu sei que eu vacilei, vacilei feio com você, mas eu não fiz por mal, pelo contrário, a minha intenção era salvar sua pele e te fazer permanecer com a campanha - continuo em silêncio e ela se aproxima - Eu deveria ter confiado que você não combinaria nada com a sua latina, mas...

- Camila! - interrompo e ela revira os olhos.

- Okay...Camila! Eu sei que você não faria isso, mas a Mani estava mais por dentro do que eu de toda situação que envolvia vocês duas, eu não fazia ideia que você realmente estava apaixonada por ela.

- Eu n...

- Ah, sim! Você não está! - revira os olhos mais uma vez - Olha, eu sei que a culpa dela ter sabido daquele jeito foi minha e que eu não posso voltar atrás pra desfazer a merda que fiz, mas eu estou te pedindo desculpas, Laur! Por favor, não se afasta de mim. Você pode, sei lá, me bater pra descontar sua raiva, mas me desculpa! Não tenho mais ninguém pra contar minhas piadas e falar minhas besteiras... A Lucy me ameaça de divórcio, a Demi é estranha e a Mani é muito séria, só você ri das minhas idiotices - não consigo segurar o riso com a fala da minha amiga. Verônica consegue ser impossível! Senso e Noção das coisas, nunca foram seu forte - Esse riso significa que estou desculpada?

- Estou pensando no seu caso, sua idiota - ela se joga nos meus braços e caímos desajeitadas no sofá - Sai Verônica, você ainda não tem toda essa intimidade de volta.

- É claro que eu tenho, você não vive sem mim - ganho um beijo estalado na bochecha - E devo te dizer que você ficou ainda mais juba estes dias.

- Verdade - ouço a voz de Demi e ameaço ir em sua direção - Continua assim que vou ganhando seu espaço na concorrência.

- Vão se foder vocês duas!

- Aí está ele, senhoras e senhores, o foder voltou e quando ele está presente, a intimidade está inabalável outra vez.

- Você é inacreditável, Iglesias! - ela ri me apertando novamente em seus braços e eu não resisto mais ao seus carinhos. Precisava mesmo disso.

- E você, Mani, vai continuar aí muda? - Demi questiona minha outra amiga e eu volto ao meu estado defensivo. Acho que o lado ruim de ser a melhor amiga, é que o peso de um erro sempre será maior também - Se quiser ter esse papo a sós, azar o seu, porque eu continuarei aqui, linda, morena, sentada, comendo e vendo o jogo.

- Na verdade..é.. - ela começa mas logo sua insegurança ganha espaço. Ela sabe exatamente o que eu estou pensando - Eu também queria me desculpar, mas estou atrasada pra um compromisso agora e.. - noto sua inquietude, mas permaneço em silêncio - Eu queria te dizer que o Philip deseja falar com você, Lauren. Eu inventei uma desculpa e ele te liberou esses dias, mas o prazo com a campanha já está em cima e temos que trabalhar nisso. Você - limpa a garganta - Você ganhou a aposta, a campanha continua sendo sua.

- Acredito que você possa cuidar disso sozinha - digo firme e o clima antes leve, pela brincadeira de Demi e Vero, volta a ficar estranho - Eu não quero me meter mais nisso, Normani, já me deu muita dor de cabeça.

- Mas Lauren, eu entendo apenas da produção, aliás adiantei o máximo que consegui, não consigo cuidar da parte criativa, isso sempre foi com você.

- Se vira, pede ajuda pra Alexa e pra Keana, você confia tanto nelas, tenho certeza que vocês farão um trabalho incrível juntas.

- Não fala assim, Laur, eu sei que pisei feio na bola, mas a gente precisa conversar - diz ainda na defensiva e eu a encaro.

- Você vai se atrasar para o seu compromisso.

- É, eu realmente vou, se não sair agora, mas eu espero que repense sua decisão sobre a campanha. Independente de qualquer coisa, você lutou por ela e sabe que é importante fazer isso para que possa permanecer aqui na cidade.

- Tanto faz.

- Nossa conversa ainda não acabou, Lauren, você sabe disso - dou de ombros e ela caminha até a porta - Tchau, meninas, a gente se fala - se despede me deixando com aquelas duas idiotas.

- Você é tão insuportável, puta que pariu - Vero exclama sentada do meu lado - Por que me desculpou tão rápido e faz isso com a Mani? Conhece ela há mais tempo que eu!

- Exatamente! E mesmo assim, ela não confiou em mim e  vacilou feio comigo.

- Mas ela tá se esforçando, juba - defende - Você também não colabora.

- Quer ir embora também? - ameaço perdendo a paciência - Já perdi o primeiro tempo do jogo por culpa de vocês.

- Okay, eu não vou falar mais nada, porque também quero ver o jogo, mas ainda vamos conversar e você vai arrumar esse apartamento, isso tá nojento.

- E nem conte com minha ajuda - Demi se antecipa mas logo sorri de forma debochada - Se bem que eu posso deixar tudo um brinco se você me der o número daquela latina sensual em troca.

- Vai sonhando...

- Sonho mesmo, ela virou meu sonho de consumo e só não dou meu jeito de ir atrás dela de verdade porque sou sua amiga, mas ela tá solteira, olhinhos verdes, e as pessoas não terão a mesma consideração que eu. Abre o olho e toma uma atitude, antes de perdê-la definitivamente - ameaço retrucar mas ela levanta o dedo na minha direção me impedindo - E tenho dito.

- Você fica na sua que já ouvi demais hoje - falo na direção da minha outra amiga, ao notar que ela também se nanifestaria e ela desiste, erguendo as mãos em sinal de rendição - Agora me deixem em paz que eu quero ver meu time ser campeão.

Em paz não foi exatamente como fiquei nas próximas horas, mas devo admitir que ter a presença daquelas duas ali, fez meu estado de espírito melhorar um pouco. Vibrei com a vitória dos knicks, num jogo emocionante, comi decentemente, graças a refeição que elas haviam me trazido e, mesmo sob protestos, tive ajuda para tornar meu apartamento habitável mais uma vez. Aquele domingo, que havia começado de forma tão solitária e angustiante, havia ganhado um colorido com a presença das minhas amigas ali comigo. Eu realmente amava essas idiotas.

- Você tá me devendo a vida por essa faxina que fizemos aqui, Jauregui - estávamos largadas no sofá e Demi tinha os olhos fechados, suspirando tamanho era o cansaço - O que era aquilo dentro da sua geladeira?

- Uma vitamina que tentei inventar.

- Deixe suas invenções e criatividade apenas para sua área de publicidade, aquilo mais parecia uma mistura de vômitos.

- Credo, Demi, cala essa boca - torço a cara e fecho os olhos com nojo, aquilo realmente tinha ficado horrível.

- Bem, agora que a paz está restabelecida, pelo menos parcialmente, vou voltar para minha mulher, que me aguarda dentro da banheira para um amorzinho gostoso - encaro minha amiga que ri sugestivamente - O que foi? Nem vem falar nada porque se tem alguém que merece sexo depois de tudo que teve que organizar, esse alguém sou. Você tem noção que nem dentro de casa, sob ameaça de morte e greve da Lucy, eu faço isso? - sorrio convencida e ela bufa - Nem comemora muito! Só fiz pra me desculpar da minha mancada... Agora já posso aprontar de novo.

- Não exagera, Verônica! Ainda estou engolindo a burrice que você cometeu.

- Você e a Camila já tinham apelidinhos? - Demi me pergunta  curiosa.

- Por que você insiste em trazer o nome dela na conversa?

- Só me responde! O que é que custa?

- Não, a gente não tinha.

- Tinha sim - Vero se intromete e eu a encaro confusa - No dia da festa, na hora que eu..bem, na hora que eu fui falar com a Camila no banheiro, ela te chamou de um jeito diferente. Não foi nenhum daqueles apelidos que ela usava para te irritar.

- E qual foi? - Demi se antecipa e eu confesso também estar interessada no rumo que a conversa havia tomado, apesar de não admitir nem sob tortura.

- Lolo. Ela se referiu a você assim quando disse que não queria atrapalhar sua festa.

- Lolo? - pergunto retoricamente e Vero afirma - Ninguém nunca me chamou assim, nem em casa.

- Eu sei. Na hora eu estava nervosa tentando te ajudar mas depois lembrando, eu achei fofo.

- Combina com você, Laur, é tão gay - Demi me provoca mas eu estou absorta demais em meus pensamentos para me importar com isso agora.

Ela criou um apelido pra mim, mesmo estando diante de toda aquela aposta. Quer dizer, ela falou isso pra minha amiga e estava parcialmente bêbada, ela não precisava fingir naquele momento, certo? Foi realmente querendo ser carinhosa que ela me chamou daquele jeito. E também estava preocupada comigo. Ela não precisava fingir isso também.

- Nossa, se só em saber que ganhou um apelido dela, você ficou com essa cara, por que insiste em ficar aqui sozinha, ao invés de ir atrás e esclarecer tudo?

- Eu não posso, Vero.

- E por que não?

- Não consigo. Ela quase me enlouqueceu só por causa de uma porcaria de matéria - me defendo e elas reviram os olhos.

- Então para de ficar com essa cara de trouxa toda vez que ouvir algo relacionado à ela, já que não vai tomar nenhuma atitude.

- Só me surpreendi com isso, ela nunca me chamou assim diretamente, acho que quis retribuir ao apelido que lhe dei enquanto a gente.. - interrompo minha fala ao me dar conta que falaria demais.

- Enquanto o que, Jauregui? - Demi praticamente se joga na minha direção - Você e a Camila...

- Transaram.

- Verônica! - dou um tapa estalado em seu braço e ela grunhe de dor.

- Eu não acredito que você dormiu com aquele mulherão da porra - Demi fala inconformada, mas no fundo eu sabia que era puro teatro.

- "Dormir" não é bem a palavra, né!

- Okay, chega Verônica e chega você também, senhorita Lovato - me levanto indo em direção à porta - Esse assunto já rendeu demais pra um dia só. Você - aponto para minha amiga fotógrafa - Volte para sua mulher e você - aponto para minha outra amiga - Trate de ir atrás de alguém e esqueça a Camila.

- Vai nos expulsar depois de tudo que fizemos hoje? - a última, pergunta incrédula e eu afirmo - Okay, eu dei carona para a amiga loira da Camila e agora que eu sei que elas se conhecem e moram juntas, já tenho um destino certo - ela para diante de mim e ergue meu maxilar - Chora neném!

- Demi, você não... Ela não vai mesmo fazer isso, né? - pergunto chocada para Vero que me encarava de forma debochada.

- Ela eu não sei, mas fica esperta, juba, você tá vacilando por orgulho - ganho um beijo em meu rosto e ela caminha na direção do elevador, me deixando novamente sozinha, ou melhor, com Krull, que parece tão cansado quanto eu, devido toda baderna do dia.

- Será que ninguém me entende? - pergunto o encarando - Você me entende, não é filho? - ele late e eu me aproximo o pegando no colo - Eu não queria ficar nessa situação, mas eu não consigo esquecer o que aconteceu - ganho uma lambida no rosto - O que será que sua outra mãe está pensando, uhn? Será que ela também teve vontade de vir falar comigo? E se eu der um jeito de você passar um dia lá com ela, você escuta tudo e me conta depois? E se entrarmos na justiça por sua guarda, com quem você vai preferir ficar? - depois dessa última pergunta, o filhote se contorce e pula do meu colo, indo em direção à escada - Isso quer dizer que você já tomou sua decisão e vai me abandonar? - ele continua subindo os degraus sem me dar atenção - Eu estou falando com você Krull Cabello Jauregui - mais uma vez sou ignorada - Arg, igualzinho aquela petulante... Petulante e linda.

Conformada a atitude daquele quatro patas e aproveitando o adiantado da hora, decido tomar um banho e me entregar ao sono. Amanhã mais uma semana se iniciaria e mesmo sem o mínimo de vontade, tinha que admitir que não podia continuar fugindo de tudo. Se perdi a pessoa mais incrível que tive oportunidade de encontrar, o mínimo que eu poderia fazer, era desenvolver a melhor campanha que eu já fizera em minha carreira. Aquela maldita aposta tinha que me trazer pelo menos alguma coisa de positivo. Além do mais, não poderia me dar ao luxo de perder mais nada naquele momento, já bastava ter perdido a única mulher capaz de me transformar, mesmo sem querer.

 

Nova York - Segunda-feira - 10:00 a.m

 

Depois de uma razoável noite de sono e um mediano café da manhã, cá estou eu, com meu inconfundível humor matinal de segunda-feira, prostada na mesa da sala de reunião da PHR. Esse era um excelente modo de iniciar a semana, ainda mais com as Issartel e minha super melhor amiga me encarando. A tortura seria mais divertida. Após alguns minutos, a porta é aberta com a chegada de Philip e me forço a consertar minha postura na cadeira para recebê-lo.

- Bom dia, meninas - cumprimenta educado e eu me limito a acenar fracamente com a cabeça - Lauren, soube que teve um problema com sua família, espero que esteja tudo bem agora.

- Anh - encaro Normani alguns segundos e volto minha atenção para o meu chefe - Sim, mas já está tudo bem, obrigada pela compreensão com minha ausência esses dias.

- Fico feliz que tudo tenha se resolvido e que tenha conseguido voltar à tempo de iniciarmos os trabalhos, inclusive, os DeLauer estão neste momento em nosso estúdio, só aguardando suas ideias para gravarmos o piloto da campanha.

- Claro, já tenho a maioria das coisas esquematizadas.

- Ótimo! Não esperava menos de você.

- Ainda acho isso um tremendo absurdo, está mais do que na cara que a Lauren armou toda cena de casalzinho com aquela mulher - Keana exclama inconformada.

- Exatamente, Philip - Alexa continua e eu permaneço quieta - A aposta era a Jauregui levar a pessoa escolhida, nos dando certeza que ela estaria mesmo apaixonada.

- Mas foi exatamente o que aconteceu - meu chefe indaga de maneira firme - Vocês estavam lá e presenciaram tudo.

- Mas quem nos garante que tudo aquilo era verdadeiro? - Keana insiste - Elas podem muito bem ter combinado aquele teatro.

- Eu garanto - finalmente decido falar e todos me encaram - Eu sei que tudo era uma aposta e que eu nem tinha obrigação de permanecer ao lado dela depois que tudo isso tivesse um fim, mas eu simplesmente não consegui deixá-la. Os dez dias que tivemos foram intensos e tudo que vivemos foi sim de verdade. Não estou falando isso só pela campanha. Tudo foi real, tudo - respiro pesado, sendo atingida com o peso das minhas próprias palavras.

- Seu discurso e nada pra mim valem a mesma coisa, Lauren - Keana provoca - Nem mesmo suas amigas confiam em você, como quer que sejamos diferentes? - diz e vejo Normani baixar a cabeça envergonhada - Nós queremos essa campanha Philip, sempre fomos suas melhores representantes no seguimento de joias.

- Mas não terão - a voz dele soa calma e todas o encaramos em expectativa - A aposta foi feita, vocês concordaram e ela foi devidamente cumprida. Eu vi, falei diretamente com a moça escolhida e ela realmente está apaixonada pela Lauren. Inclusive tive oportunidade de encontrá-la um dia depois da festa e ela estava fascinante enquanto apresentava sua matéria na revista - escuto suas palavras e franzo o cenho completamente confusa. Ele havia encontrado com Camila depois de tudo e ela não tinha me prejudicado? - Minha decisão está mais do que tomada, a campanha fica com a Jauregui e a reunião está encerrada - as Issartel deixam a sala contrariadas. Normani também se retira após me parabenizar e quando caminho em direção a porta depois de recolher meu material, sou interrompida pela mão de Philip em meu ombro - Você ganhou mais do que uma aposta e uma campanha, Lauren! Eu como dono dessa empresa, reconheço que foi um modo pouco convencional tudo isso que aconteceu, mas no fundo, topei essa loucura por confiar no seu talento e não me refiro ao da conquista - sorrio fraco - Pelo pouco que conheci da Camila na festa e o que pude ouvir à respeito do trabalho dela, você minha cara, é uma mulher de sorte. Não desperdice isso.

- Não irei.

- Eu sei que não. Agora vamos, temos a campanha da nossa vida para produzir.

Sigo o longo corredor até o estúdio de gravação, onde o Sr. e a Sra DeLauer já nos aguardavam para o início das filmagens que daria vida a nova propaganda da marca.

- Sr. e Sra DeLauer, bom dia - cumprimento cordialmente ao me aproximar dos dois - Lembram-se de mim?

- Como esquecer de uma jovem tão atraente como você, querida? - diz acariciando meu rosto e todos riem do jeito que ela me encara.

- Agora entendi o porquê de você fazer tanta questão de ser a garota propaganda desse comercial - o Sr. Frederick exclama divertido e logo beija minha mão direita - Mas devo concordar que é um prazer revê-la, senhorita Jauregui, o Philip nos garantiu que você seria nossa melhor opção e eu espero que ele esteja certo.

- Com certeza. Faremos um ótimo trabalho juntos.

- E o que você sugere neste primeiro momento? - questiona interessado.

- Bem, há pelo menos uma semana, nossa equipe de produção já adiantou o trabalho de marketing nas ruas. Nada divulgando os diamantes - explico ao notar seu semblante duvidoso - Apenas para deixar quem visse os outdoors curioso pelo que estava por vir. É um modo de atrair e dominar o público.

- Mas o nosso público não anda pelas ruas observando letreiros, Lauren.

- Eu sei que não, mas os investidores e outras agências interessadas em associar sua imagem à sua marca sim, veja - estendo um documento em sua direção - Esta é uma lista de todos os meios de veiculação que desejam exibir a propaganda que iremos gravar daqui a pouco. Não vamos precisar correr atrás de nada, todas já se dispuseram e o Sr. só precisa escolher.

- Você é realmente muito perspicaz, minha jovem.

- A minha equipe inteira é, Sr. Frederick. Que tal começarmos a produzir e eu mostrar pra vocês todas as ideias que andei tendo?

- Oui, mademoiselle! Vamos agora mesmo.

As próximas horas foram recheadas de ideias da minha parte, mais ideias da parte do meu chefe e de muitas objeções da parte dos DeLauer, o desespero já começava a tomar conta de mim, porque nada parecia agradá-los.

- Lauren, não nos leve a mal, todas as sugestões que nos deu, foram maravilhosas, mas queríamos algo mais simples, assim como sugeriu na apresentação de nossa festa. Queríamos deixar a própria joia chamar atenção, sem muitas palavras.

- Iluminem-se? - pergunto curiosa e ele assente - Bem, a ideia de tudo iluminado foi para a festa, mas se Sr. acha que podemos manter essa palavra, criarei um slogan para deixá-la ainda mais interessante.

- Não precisa criar nada, querida - a Sra DeLauer se aproxima e me agarra novamente - Eu já tenho a frase perfeita: "Quem precisa de homens? Mulheres, iluminem-se".

- Tem certeza? - pergunto com cautela - Eu não sei, os homens podem entender que não precisarão comprar as joias para presentear.

- Meu bem, vá por mim, não queremos ser presenteadas, só queremos o cartão sem limites para nos presentear - rio de sua lógica e encaro os homens a minha frente - Fred, eu quero assim.

- Lauren, acredite em mim, se ela já decidiu não há mais nada que possamos fazer - ele diz rendido - E se tem alguém que entende de se presentear com cartão sem limites, esse alguém é ela.

- Bem, se é assim, então vamos gravar um teste - Philip sugere e me encara - Lauren?

- Claro, sem objeções - encaminho a anfitriã para marca que desejo e me posiciono atrás da câmera dando início aos trabalhos. Diante da tela cromada, a senhora mais do que divertida, faz suas caras e bocas, enquanto eu tento manter o comercial o mais refinado possível - E... corta! - faço sinal e as luzes voltam ao normal - Era isso que o Sr. imaginava? - questiono depois da gravação do piloto.

- Está perfeito! Magnifique!

- Ótimo, mas este foi apenas um teste - explico - Vamos rodar mais uma vez para testar a iluminação e o som e amanhã podemos gravar definitivamente, o que acha? - ele assente animado e eu dou continuação no meu trabalho - Pessoal, vamos lá! Mais uma vez. Silêncio no ambiente, por favor - sinalizo para a equipe e o estúdio volta a escurecer - Vamos trabalhar. Mani, posso ver o playback? - ela afirma e as próximas horas são dedicadas a elaboração do comercial e eu nem me dou conta que já se passavam das 10:00 p.m, quando sou interrompida pela voz da minha amiga na ilha de produção.

- Acho que podemos finalizar isso amanhã. Já deu de diamantes por hoje.

- Eles escolheram a frase que a Camila me deu sem querer.

- O quê? - desperto assim que noto o olhar da minha amiga sobre mim.

- Anh, nada, só pensei alto, essa foi de longe minha campanha mais difícil - desligo o computador e pego minha bolsa - E você está certa, eu já vou indo.

- Lauren, até quando você vai ficar agindo assim comigo?

- Não sei Normani, eu só preciso esquecer.

- Então me escuta pelo menos e depois faz o que quiser, vou te acompanhar até sua casa - diz me seguindo.

- Melhor deixar pra depois, tá meio tarde agora.

- Eu não te perguntei. Eu disse que vou te acompanhar até sua casa - reviro os olhos e ela me segue até o estacionamento.

Cerca de vinte minutos depois, já estávamos dentro do meu apartamento e eu sabia que o que viria a seguir, me deixaria com uma tremenda dor de cabeça.

- Olha, eu até poderia fazer igual as meninas ontem e tentar te agradar e etc, mas nunca funcionamos assim - ela começa e eu a observo - Serei o mais honesta que conseguir, falarei todas as merdas que fiz e você decide no final se pode me desculpar ou não.

- Isso realmente precisa ser hoje? nosso dia foi tão cansativo.

- Sim precisa, não estou disposta a esperar mais quinze dias, até você decidir que quer me ouvir.

- Okay - digo vencida e me sento no sofá, tendo sua figura a minha frente.

- Olha, Lauren, nós somos amigas há muitos anos e sempre estivemos juntas nas mais diversas situações, desde os seus problemas na adolescência, suas descobertas, suas bobagens e até o fato de nos mudarmos juntas pra cá. Eu errei feio com você ao meter os pés pelas mãos e não evitar que a Camila descobrisse tudo daquela forma - fala firme e eu permaneço em silêncio - E eu até poderia esconder essa outra informação, mas creio que será questão de tempo até você saber, mas se ela não descobrisse no banheiro através da Vero, saberia pela amiga, já que contei sobre você no dia que nos conhecemos no bar.

- Você o quê? - questiono retoricamente só pra saber se ouvi direito o que ela acabou de dizer - O que você fez Normani?

- Bebi além da conta e na empolgação da conversa, falei que uma amiga estava fazendo uma aposta e estava tendo que encarar uma mulher bem maluca - cubro o rosto com as mãos, nervosa. Meu Deus, a Camila deve me odiar mais do que eu já imaginava - Contei pra Dinah, aquela loira que apareceu lá na festa para ajudar a Camila.

- Por isso que ela me falou aquilo - lembro de sua expressão e tudo começa a fazer sentido.

- É, provavelmente e..tem mais.

- Caralho, Normani - me levanto irritada sem nem saber do que se tratava - Você quer o quê? Acabar com minha vida?

- Dessa vez eu fiz pensando em te ajudar, quer dizer - ela começa a fazer gestos demonstrando seu nervosismo - Com exceção do bar, tudo que eu fiz foi tentando te ajudar, por mais que agora não pareça, você sabe que eu só quero seu bem, Laur.

- Eu iria tá ainda mais fudida se você não quisesse.

- Okay, eu mereço ouvir isso.

- O que você mais fez, Hamilton?

- Eu me encontrei ontem com a Dinah, ela estava chegando de viagem e concordou em me encontrar - lhe encaro incrédula - Eu queria tentar juntar você e a Camila de novo.

- Você tá de sacanagem comigo...

- Não, eu achei que era o mínimo que eu podia fazer pra reverter tudo que te causei, só estou te falando porque ela não topou me ajudar.

- Pelo menos alguém tem uma amiga sensata.

- Qual é, Lauren? Você pode bancar a durona pra Vero e pra Demi, mas você sabe que não me engana, eu vi o estado do seu apartamento e como você está. Eu sei que não estava nos seus planos, mas você se apaixonou e agora tá aí toda orgulhosa porque descobriu que não era a única inocente na história.

- Você realmente tá me dizendo tudo isso? - começo a andar de um lado pro outro - Normani, você tava lá, você ouviu tudo que ela me falou, apontando para minha intersexualidade como se eu tivesse uma doença contagiosa.

- Eu ouvi isso, mas também ouvi um dia antes, que vocês tinham transado na casa dos seus pais e que ela te tratou como nenhuma outra havia feito.

- Certamente fazia parte do teatro dela!

- Ah! Jura, Lauren? Fez parte do seu teatro também?

- Não vem querer comparar.

- Comparo sim. Ela falou um monte de merda e você retrucou no mesmo nível.

- Você é amiga de qual das duas, porra?

- Sua e é por esse motivo que estou aqui tentando abrir seus olhos - me segura pelos ombros e ficamos frente à frente - Eu errei e já me desculpei com você, não vou ficar aqui passando a mão na sua cabeça, porque na hora de me contar sobre a aposta, você estava bem animada.

- Okay, senhora dona da razão, o que sugere que eu faça agora? Pinte uma faixa pedindo desculpas e erga em frente ao prédio que ela mora?

- Se você achar que deve! - reviro os olhos - Mas acho que parar com essa marra e cogitar a hipótese de ler o que ela publicou há duas semanas, seria um ótimo começo.

- Ah, claro! Ler os truques que ela usou pra me deixar louca, só pra vender revista, é uma excelente ideia.

- Se você me der ouvidos e agir conforme estou lhe indicado, talvez se surpreenda.

- Eu não vou fazer isso, Mani, eu quero riscar esse capítulo Camila Cabello da minha vida - ela abre os braços me encaixando em seu corpo - O que está fazendo?

- Desde que inventaram, se chama abraço.

- Quero saber porquê está fazendo isso...

- Você me chamou de Mani em sua última frase, já está na fase que posso me reaproximar.

- Vai achando!

- Vou mesmo e pode me abraçar de volta - ela me aperta mais e eu finalmente cedo sem resistir ao seu afago - Você é insuportável, mas seu coração é compatível com o tamanho da sua chatice, ou seja, é enorme - lhe dou um beliscão e ela geme - Ai sua ex galinha ciscadeira! Me desculpa mesmo, Lo, eu não queria que tudo tivesse acontecido do jeito que foi e eu farei qualquer coisa pra te ajudar nessa história, se você quiser.

- Me fala o conteúdo da matéria dela.

- Isso não! - lhe empurro me afastando de seus braços.

- Mas você acabou de me dizer que faria qualquer coisa.

- Menos isso. Se quiser, vai ter que procurar e ler sozinha.

- Pode ir embora então - ela ri efusivamente.

- Eu vou, mas só porque eu quero, macumbinha, que fique bem claro.

- Te odeio.

- Odeia nada - pega sua bolsa no sofá - Ah, a Dinah falou que a Camila já estava reclamando esses dias que queria o Krull.

- Não vou devolvê-lo.

- Vai dizer isso pessoalmente, então.

- Idiota.

- Te amo - ela beija minha bochecha - E Lauren, pensa bem. Vocês se machucaram mutuamente, falando tudo aquilo uma pra outra, mas você sabe que nada daquilo realmente importa diante de tudo que vocês podem construir, não perde mais tempo.

- Vou pensar - digo e a vejo sair pela porta depois de me jogar um beijo no ar.

Vejo minha amiga deixando meu apartamento e me pego pensando em tudo que ouvi de ontem pra hoje. As gracinhas da Demi com seu fundo de verdade, os conselhos que acabara de receber. Tudo na teoria parece tão fácil. Eu só precisava me encher de atitude e procurar a Camila, pedir desculpas pela aposta idiota que havia feito e ouvir as suas por também ter me usado. Ririamos de como armamos o tempo todo e como mesmo assim nos apaixonamos. Nos beijaríamos, provaríamos do corpo uma da outra mais uma vez e tudo ficaria bem no final das contas. Estaríamos livres e sem segredos para começar uma relação, seja lá qual nome quiséssemos dar a ela. Mas na prática era tão diferente. Eu queria que ela me procurasse, que ela me pedisse desculpas primeiro, que o nosso beijo fosse uma iniciativa dela, onde eu ficasse encurralada por seus braços e não escapasse nunca mais.

É muito idiota sentir falta de uma coisa, ter vontade de tê-la, mas esperar que o outro também tenha essa mesma necessidade para que tudo possa ser resolvido? Por que abrir a boca pra falar um monte de bobagens é tão mais fácil do que pedir desculpas ou dizer "eu te amo"?
Eu não sei, eu realmente não entendo, mas alguma coisa precisava ser feita, quer dizer, eu não suportaria vê-la com outra pessoa, certo? E isso significa que mesmo não querendo admitir, eu me tornei uma trouxa por aquela mulher e quero fazer de tudo para ter um recomeço ao seu lado. Eu só não sei como, mas tenho que honrar os anos que passei na faculdade de publicidade e mostrar minha criatividade. E eu mostraria.

 


Notas Finais


E então, como estamos? Gostaria de perguntar quem tem conta no Twitter?! Deixem anotado nos comentários, ou me procurem por lá! Meu user é o mesmo (kcamilafarias). Às vezes só apareço por aqui para publicar a fic, então vamos zoar juntos por lá! Obrigada pelo incentivo de sempre e nos vemos em breve, pelo menos eu espero rs. Aloha!


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