História Como se livrar do melhor amigo do seu namorado - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Aatmosphere, Bangtan, Bts, Colegial, Drama, Fluffy, Hentai, Imagine, Imagine Bts, Imagine Jimin, Jimin, Kim, Kim Taehyung, Namorada X Melhor Amigo, Nao Sei, Park, Park Jimin, Romance, Shortfic, Taehyung, Vmin!friendship, Você
Visualizações 36
Palavras 3.448
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, mochis! ♡

Eu realmente não demorei, eu achei que ia demorar mais – estava até planejando postar esse capítulo, que eu ainda não havia terminado, no próximo sábado. Mas eu finalmente terminei, inclusive terminei agora e dei uma betada bem rápida, então pode conter uns errinhos sim.
Espero que gostem desse capítulo com 3448 palavras, pra vocês verem o quanto eu escrevi.

Boa leitura, mochis ♡

Capítulo 2 - Método 1: Apresentando novas pessoas


Fanfic / Fanfiction Como se livrar do melhor amigo do seu namorado - Capítulo 2 - Método 1: Apresentando novas pessoas

Método 1 Apresentando novas pessoas

De preferência, alguém que não faça competição de high-notes.

Narração por (S/N)

 

Quando comecei a montar a lista de métodos para me livrar de Kim Taehyung, sequer cogitei em pesquisar no Google ou Naver – que eram ótimas opções – como me livrar dele, afinal, eu queria fazer algo original. Só que, eu tenho um sério problema com criatividade: ou eu a tenho demais ou eu a tenho de menos. Então eu tive que ir para o Google pesquisar sobre o assunto.

Obviamente, eu não pesquisei “Como se livrar do melhor amigo do meu namorado”, até porque é antiético e eu ficaria com a consciência pesada; então eu pesquisei “Como se livrar de um cara chato”, assim minha consciência ficaria – um pouco – mais leve.

Assim que apertei o botão de busca, apareceram muitos – muitos mesmo – resultados e métodos diferentes; o problema é que, todos eram para se livrar de um cara no sentido romântico.

E eu não tenho nem um relacionamento romântico com Taehyung, nem quero. Deus me dibre.

Então eu fui olhando cada site – como a boa desocupada que eu sou – e escolhi alguns, modificando à minha maneira. Eram muitos métodos e eu tenho certeza de que não seria necessário usar todos. Claro, se Kim Taehyung colaborasse, eu não usaria todos.

Agora, eu estou me preparando para testar o primeiro método: Apresentar novas pessoas à Jimin. Falando assim, até parece que eu estou tentando apresentar um pretendente amoroso ao meu namorado. Irei acrescentar rapidamente: Jimin é bem fiel – até onde eu sei.

Para apresentar alguém à Jimin, eu teria que ter alguém em mente. E isso eu não tenho, o que é meio óbvio. Se eu tivesse alguém em mente, eu com certeza não estaria tagarelando em meus pensamentos sem parar.

— Ela ‘tá com cara de peixe morto. – Taehyung apontou para mim, me tirando dos meus pensamentos.

Estávamos reunidos na nossa mesa do refeitório – que por sorte era bem comprida para ficarmos todos juntos. E quando Taehyung abriu a boca para ‘bostejar, os meninos pararam de comer e olharam para mim que tentava melhorar a minha cara de sono-barra-pensativa-barra-foda-se.

— O que foi, (S/N)? Pensou tanto que o cérebro derreteu? – Provocou o Kim. Deus, eu odeio tanto Taehyung que a vontade de afogar ele naquele suquinho de laranja aumenta a cada segundo, ou milissegundo. Não sei.

— O meu cérebro derreter, Kim Taehyung? Tem certeza que não é o seu, com toda essa idiotice digna de uma criança? – Retruquei, vendo o Kim revirar os olhos.

— Jesus, você só fala merda. – Ele riu com escárnio, me fazendo dar de ombros.

— Tem razão, eu citei seu nome, seu merdin-.

— Ei! Ei! Já chega, os dois. – Jimin interveio, acalmando os ânimos de mim e de Taehyung.

— Foi ele que começou. – Grunhi, enquanto Taehyung me dava a língua e voltava a tomar seu suco de laranja. – Infantil.

Por mais que eu tivesse cochichado para Jimin não ouvir, Taehyung leu os meus lábios e deu um chute na minha perna esquerda, já que eu estava na sua frente.

Por isso eu quero me livrar de Taehyung; ele é insuportável, infantil, sarcástico e idiota! Eu odeio Kim Taehyung!

 

‹♥›

 

De volta às salas, tortura em forma de matemática, física ou química, multidões de alunos, cheiros de desodorante barato ou de cecê mesmo.

— Eu soube que a professora dragão vai passar um trabalho pra todos as suas turmas, em dupla! – Uma das assistentes dos professores passou por mim e Jimin, cochichando com outra garota.

Há um enorme – outro – problema na minha vida: a Professora Dragão, também chamada de Professora Heo Gayoon. Além de linda, é inteligente. Ela é o tipo de mulherão que faz outras mulheres héteras questionarem a sua orientação sexual – como eu, por exemplo.

O ruim na professora Gayoon é que ela sempre passa lição demais, quase como se quisesse nos torturar de tanto escrevermos. Não duvido muito que ela realmente pense assim.

— Tchau, Chim. – Me despedi do meu namorado, assim que cheguei na porta da minha sala.

Acho que a única razão para eu suportar Taehyung – pelo menos, até agora – foi e é Jimin. Ver como meu namorado fica feliz quando tem o melhor amigo por perto, me faz bem.

Ver Jimin bem, sorrindo e fazendo seus olhos virarem dois risquinhos muito fofinhos, me faz feliz. Só de pensar nisso, me faz sorrir.

— Tchau, princesa. – Jimin deu um riso anasalado, enquanto eu deixava um beijo na sua bochecha.

Entretanto, a hora em que me separei de Jimin, suas mãos se firmaram em minha cintura e ele deixou um beijo em meus lábios.

— Jimin! – Dei um tapa no braço do meu namorado, fazendo um bico quando ele se distanciou. – Sabe que não gosto disso! O que as pessoas vão pensar?

— Que eu amo a minha namorada tanto, que não aguento ficar 5 segundos longe dos beijos dela. – Ele riu, quando viu minhas bochechas ficarem vermelhas.

— Vai para sua sala, anda. – Empurrei ele, embora só saísse do lugar porque quisesse.

Quando Jimin estava na metade do corredor, eu saí correndo para minha sala. Embora soubesse que levaria uma bronca se houvesse algum professor ou inspetor por ali.

— Te amo, jagi! – Jimin gritou no meio do corredor, rindo alto ao constatar que eu havia ficado vermelha.

Pabo. – Sentei em minha carteira, afundando meu rosto em minhas mãos.

Poucos minutos se passaram até ter algum professor na sala. Como eu temia, quem daria aula agora era a Professora Gayoon com a minha morte: a aula de Física.

— Bom dia. – Ela desejou, embora seu rosto estivesse carrancudo. Enquanto ela se virava para anotar algo no quadro, metade da sala olhou diretamente para a bunda dela.

Eu também olhei, porém tenho o orgulho de dizer que a bunda do meu Jimin é maior. Mas com a bunda do Jimin ninguém compete; ele tem um puta ‘rabetão.

— Eu quero que prestem atenção em mim um minuto. – Ela se virou para frente, olhando para todos nós como se fôssemos fezes de cavalo ou de qualquer animal. Eu duvido que alguém seja bom o suficiente para aquela mulher, credo. – Como todos sabem, estamos no segundo bimestre já. E eu preciso de notas para vocês, então acho bom que vocês se esforcem nesse trabalho que eu estou passando. Eu estou passando trabalhos para todos as minhas turmas de Física, e quem não entregar no dia ficará sem nota, porque eu não tenho o mínimo de paciência com adolescentes preguiçosos.

Heo Gayoon sempre faz esses malditos discursos – que levam a aula inteira – quando quer algum trabalho. Não posso reclamar, prefiro ela falando do que nos fazendo escrever até a mão cair.

— Ele será em dupla e eu vou escolher, assim como estou fazendo com todas as salas. – Ela informou, fazendo todos os alunos reclamarem. No entanto, quando ela bateu com o apagador na lousa, todos se calaram. – Pesquisem sobre Movimento Vertical e Movimento Oblíquo, quero tudo na minha mesa antes do fechamento de notas. As demais informações estão na lousa. Daqui a pouco, eu vou organizar as duplas.

Demorou um tempo até eu ver a oportunidade que eu tenho em minha frente. E que puta oportunidade.

O destino realmente quer que eu me livre de Kim Taehyung.

Assim como eu, Jimin também tem aula com a professora Gayoon; se ela vai passar trabalhos para todas as salas, é óbvio que a sala de Jimin também vai ter um trabalho!

Ou seja, se Jimin também vai ter um trabalho e a professora vai formar as duplas, significa que eu posso transformar a pessoa da dupla de ChimChim no melhor amigo dele.

Isso faz muito sentido, e não tem como Jimin e Taehyung serem uma dupla, já que a professora sabe muito bem que os dois juntos não fazem nada.

Nunca fiquei tão agradecida pelo perfeccionismo e preguiça de Jimin quanto agora. Graças à G-Dragão, amém.

 

‹♥›

 

Enquanto Jimin me carregava em suas costas e os meninos conversavam animadamente sobre qualquer coisa – que eu nem faço mais tanta questão de prestar atenção –, eu pensava sobre o trabalho da professora Gayoon.

Até onde sei, Taehyung não ficou na mesma dupla de Jimin, coisa que o Kim deixou bem claro quando ficou reclamando até cansar. Taehyung ficou com um tal de Baekhyun, que só sabia suspirar por um garoto de orelhas salientes da sala deles, mas que aceitou fazer o trabalho na casa do Kim.

— Quem é sua dupla, Jagi? – Jimin perguntou, segurando forte em minhas coxas, me fazendo suspirar.

— O Jungkookie, oppa. – Deitei minha cabeça em seu ombro, dando um beijinho na orelha do meu namorado.

— Eu não sou seu oppa, temos a mesma idade! – Jungkook interrompeu a conversa que estava tendo com NamJoon e Jin, apenas para gritar isso para mim.

— Jungkook, eu ‘tô chamando o Jimin de oppa. – Franzi o cenho, olhando para o garoto parado um pouco mais à frente com as mãos na cintura.

— Me empolguei, desculpa. – Ele riu, fazendo todos nós cairmos na gargalhada também.

Assim que Jeongguk voltou a conversar com NamJoon e Jin, eu passei a dar beijinhos singelos nas bochechas de ChimChim.

Sinto saudades das bochechas cheinhas do meu namorado; mas fico feliz se ele está feliz assim: com a sua aparência de agora.

— E quem é a sua dupla, Jiminnie? – Perguntei, dando tapinhas nos ombros dele para me colocar no chão. Assim que pisei no chão, coloquei minha mochila nas costas e entrelacei meus dedos com o de cabelos róseos.

— Um tal de Jongdae, acho que você o conhece. – Ele olhou para mim, enquanto eu tentava lembrar de quem ele estava falando.

— O Chen? – Ele assentiu. – Conheço, ele é legal.

Que comece à sessão “Elogios à Jongdae”, para que o Park pense que a sua dupla é um cara legal e queiram se tornar amigos.

Embora eu saiba quem é Jongdae, pouca coisa sei sobre ele. Jimin sabe que conheço ele porque já apontei Jongdae como um cara legal que me ajudou com um problema no colégio; algo sobre eu estar dormindo em uma palestra e ter roncando, mas Chen ter falado que era o seu estômago. Cara legal.

— Parece ser uma boa oportunidade para a gente se aproximar dele, sabe? – Jimin franziu o cenho quando ouviu minha pergunta, meio retórica, eu acho.

— Por que? Só por que ele te salvou de um castigo ou uma suspensão? – Meu namorado apertou suavemente nossas mãos. Talvez um pouco ciumento.

— Também, mas porque ele parece ser um cara legal, meu amor. – Jimin assentiu, e eu sorri. – Jiminnie?

— Hum?

— Amo você. – Deixei um beijinho no canto da boca dele, vendo Jimin morder o lábio inferior para não sorrir.

— Também te am-

— Hey, casalzinho, para de ‘melação. – Taehyung surgiu, revirando os olhos ao notar nossa aproximação. Ele se meteu no meio entre mim e Jimin, colocando o braço nos ombros do meu namorado.

— Taehyung, eu vou te dar um gato; assim você cuida das 7 vidas dele, antes de cuidar da minha. – Resmunguei, apertando a alça da mochila entre meus dedos. Taehyung me irrita, até demais.

— Não estou cuidando da sua vida, estou cuidando da vida de Jimin, que é meu melhor amigo. – Retrucou o garoto, empurrando-me levemente quando fiz menção de me aproximar de ChimChim.

— Já chega, vocês dois. – Meu namorado interviu, novamente. Eu sei que Jimin odeia quando eu e Taehyung trocamos “farpas”, mas o Kim me irrita demais.

Continuamos calados o resto do caminho, com Jimin chateado com a minha briguinha com Taehyung. Pouco a pouco, os meninos seguiam para suas casas. Taehyung foi o penúltimo, já que morava duas ruas antes de mim e Jimin, que somos vizinhos.

Quando paramos em frente à calçada das nossas casas, Jimin passou a mão em seu cabelo cor-de-rosa, os colocando para trás. Enquanto mordia o lábio inferior, eu segurei sua mão, o fazendo olhar para baixo até onde nossos dedos se encontravam.

— Me desculpe por ser tão sem paciência com Taehyung, mas você sabe como ele me irrita. – Resmunguei, arrancando um suspiro do meu namorado.

— Eu não quero que meu melhor amigo odeie a minha namorada, nem que a minha namorada odeie o meu melhor amigo. – Ele contou, passando, novamente, a mão nos cabelos. – Se tentassem, poderiam ser bons amigos.

Durante o primeiro mês que conheci e fiquei com Jimin, eu até tentei ser legal com Taehyung. Mas, ‘sei-lá, depois de um tempo, eu não suportei mais que ele me tratasse como quisesse e comecei a “meter o bedelho”.

— Jongdae vai vir agora à tarde para começarmos o trabalho. – Ele informou, me puxando para um abraço carinhoso. – Se você quiser que nós nos aproximemos, preciso de ajuda da minha garota e sua infinidade de assuntos.

— Sabe que eu sou tímida.

— Eu sei. Mas você consegue ser bem “sociável” quando quer. – Ele riu, causando um sorriso bobo em mim. Eu amo ouviu Jimin rindo, é uma das coisas que mais amo no mundo. – Até mais tarde, vizinha.

— Até mais tarde, vizinho. – Ri baixo, ficando na ponta dos pés para dar um selinho em Jimin.

Assim que nos separamos, cada um foi para sua casa. Jimin ia para se preparar para receber Jongdae, eu ia para minha suspirar apaixonada pelos cantos.

 

‹♥›

 

A campainha ressoou por toda a casa, logo em seguida passos apressados descendo a escada de madeira. Quando a porta foi aberta, eu vi Jimin com uma marca de baba na bochecha, os olhos semicerrados e sem camisa. Esse é o paraíso, senhoras e senhores.

— Jongdae não ia vir fazer o trabalho? – Perguntei, desviando do corpo do meu namorado e entrando em casa.

— Sim, ele ‘tá pra chegar. – O meu namorado afirmou, ainda meio sonolento. Enquanto subíamos para seu quarto, Jimin segurava o corrimão para não cair da escada. – Eu acho que dei uma cochilada depois de almoçar.

— Certo, então vai tomar um banho, enquanto eu arrumo as coisas aqui. – Mandei, olhando para a bagunça que se encontrava o quarto do Park.

Enquanto Jimin se despia, entrando no banheiro do seu quarto, eu dava uma ajeitada na sua cama – que, só para constar, estava uma bagunça. Ainda tinha o prazer de ouvir o bonito cantar We Don’t Talk Anymore.

Assim que terminei de dar uma ajeitada na escrivaninha de Jimin, ouvi a campainha tocar. Dei algumas batidinhas na porta do banheiro para que Jimin saísse do banho, afinal, estava quase acreditando que meu namorado havia caído, batido a cabeça na parede e morrido pelado. Imaginação fértil a minha, não?

Quando pus meus pés no térreo, Jimin saiu do quarto rapidamente, com uma toalha na cintura e andando até o banheiro do corredor. Park Jimin tem uma leve obsessão com deixar a minha sanidade bem longe de mim. Logo eu estava me recuperando do mini-ataque-fã-girl-do-meu-namorado e abrindo a porta para a pessoa do outro lado.

— Menina do ronco? – Chen franziu o cenho, assim que abri a porta.

— Já me chamaram de coisa pior. – Dei de ombros, rindo baixo com a cara de confusão do mais velho. – Entra aí, o Jimin já vai descer.

Me dirigi à cozinha da casa do meu namorado, com Jongdae ao meu encalço. Enquanto eu colocava uma água para ferver, Jongdae sentava-se nos banquinhos da ilha da cozinha. Eu fiquei em frente a ele, medindo-o de cima a baixo.

— Então... – Prolonguei a palavra, esperando algo que Jongdae completasse, mas o garoto parecerá mais tímido do que eu sou, ou deveria ser. – O que você acha do Jimin?

— Ele parece ser legal. – O garoto deu de ombros, me fazendo rir baixo. – Vocês são o quê um do outro?

— Melhores amigos, namorados. Às vezes só um, às vezes os dois. – Dei de ombros também, vendo Jongdae assentir e rir anasalado. – Eu não vou atrapalhar vocês no trabalho, prometo.

— Tudo bem, sem problemas. – Ele riu, agora se soltando um pouco mais. A risada de Chen é legal, dá vontade de rir junto com ele.

Ficamos um tempo calados, até a água começar a ferver e eu me virar para terminar de fazer um café, para manter Jimin acordado. Assim que o café foi coado e adoçado, Jimin desceu as escadas.

— Olá, Jongdae-ssi. – Meu namorado cumprimentou seu convidado com um aceno de cabeça, gesto imitado por Chen.

— Jongdae, você gosta de café? – Perguntei, enquanto pegava as canecas. Ele murmurou um “sim”, me fazendo pegar uma terceira caneca no armário alto. Alto ‘pra mim, no caso.

Enquanto os meninos estavam na mesa falando sobre o trabalho, eu procurei algo no armário que fizesse Jongdae ficar mais “solto” com a gente rapidamente. Assim que achei o começo de estoque de bebida do meu sogro – amém – peguei uma das pequenas garrafinhas de bebida alcóolica que haviam ali – as maiores ficam no porão, triste – e coloquei no café de Jongdae. Isso deve resolver o problema de timidez.

— Aqui está. – Entreguei a caneca de ursinhos para Jimin e a de cachorrinhos para Jongdae. Eu tomava a minha na caneca do irmão de Jimin, e torço para que ele não descubra. – Bebam tudo.

Pude ver Jongdae franzir o cenho enquanto bebia o líquido. “Não descobre, não descobre, não descobre”, é tudo o que se passa na minha mente quando Jongdae largou o copo.

— Pode me dar mais um pouco? – Jongdae perguntou.

 

‹♥›

 

Levou mais ou menos meia hora para Jongdae se soltar completamente, deixar os honoríficos ‘pra lá e pedir pra gente chamar ele de Dae ou só de Chen. Jimin pareceu gostar da loucura do garoto, já que ria sem parar sempre que o outro fazia uma piada sem-graça.

— Vocês deveriam estar fazendo o trabalho, não? – Questionei, quando entrei na sala e os dois bonitos estavam jogando video-game e contando piadas.

— Você sabe por que a velinha não usa relógio? – Jongdae perguntou, rindo alto. Ambos me ignoraram e continuaram envoltos naquela atmosfera de testosterona e piadas de tiozão.

Eita porra! – Jimin xingou, quando atiraram nele no jogo, ocasionando em sua morte. No jogo, só. Na vida real, quem vai matar ele, sou eu. – Não, por que?

— Por que ela é senhora. – Jongdae gargalhou, colocando as mãos na barriga e se debatendo. Isso é demônio, certeza. – Entendeu? Sem-hora! – E riu mais ainda.

Se eu nasci, com certeza não foi para ouvir piada tão merda assim. ‘Tá repreendido em nome do abs do Daesung.

— Caralho, velho. – E Jimin ria igual ao outro, e eu encarava aquela cena com a seguinte frase em minha mente: Onde eu fui me meter, viado?

Eu me sentei no puff no canto da sala, encarando aqueles garotos com desgosto. Pô, (S/N), deveria ter bolado um plano melhor. Ou pelo menos conhecido a pessoa que iria apresentar ao seu namorado.

— Hey, deu empate! – Jimin constatou, ao ver que ambos haviam morrido o mesmo número de vezes. – Como vamos desempatar?

— Jogando mais? – Chen sugeriu, mas Jimin negou com a cabeça.

— Meus polegares estão pegando fogo. – Meu namorado suspirou, encostando a cabeça no sofá. – Mais alguma ideia?

— Não sei... – Jongdae suspirou também. – E se nós fizéssemos uma competição de high-notes? Sabe, você tem uma voz boa ‘pra fazer high-note e...

— Beleza, vamos. – Meu namorado concordou, embarcando na loucura de um bêbado. Olha que maravilha.

Os dois ficaram de pé, em frente ao sofá e se encaram como nos filmes de faroeste. Eu queria sair, porém não queria; eu quero ver a merda que vai dar isso aqui.

— Eu conto até três, e quem fizer a melhor e mais longa high-note, vence. – Jongdae disse, enquanto Jimin assentia e eu assistia de camarote.

— Mas como vamos saber qual foi a mais longa? – Jimin franziu o cenho.

— Fácil, chama a (S/N) para ajudar a gente. – Jongdae deu a ideia, e Jimin olhou para mim com um biquinho nos lábios. – Então, (S/N), você ajuda?

Se eu não ajudasse, eles me encheriam o saco; se eu fizesse, eles me encheriam o saco com menos intensidade.

Mas será que vale a pena?

— Pode mandar que de falsete eu entendo. – Sorri, vendo os meninos assentirem animados. – Vai o Jimin primeiro, Dae.

— Certo. – Jongdae concordou, se segurando no apoio do sofá e esperando Jimin dar o seu “falsete”.

Eu levantei três dedos, abaixando-os conforme contava. Quando chegou no um, Jimin soltou o berro da pantera asiátic- digo, a high-note.

— Uou, você foi bem, Jiminnie. – Dei uns tapinhas no ombro do meu namorado, talvez com um pouquinho mais de força. – Agora você... Jongdae?

Franzi o cenho, vendo o garoto deitado no sofá de Jimin, babando. Se eu senti o arrependimento bater? Talvez.

Dei um tapa em minha própria testa, vendo que o primeiro método foi falho. Acredite, a mãe de Jimin não vai querer que o filho seja amigo de uma pessoa que babou no sofá luxuoso dela.

Então, caso você esteja pensando em fazer o método um, lembre-se: não apresente alguém tímido; não dê bebida alcóolica para curar a timidez; e, principalmente, não apresente alguém que quando tri-bêbado, faça competição de falsete!


Notas Finais


Eu disse que os capítulos iriam compensar o prólogo, não disse? Se não disse, estou dizendo agora -eoq sjfhjfks
Eu espero que tenham gostado e até o próximo capítulo, com o Método 2 ♡

byebye! ♡


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