História Como tudo começou... - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Aldebaran de Touro, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Kanon de Dragão Marinho, Mascára da Morte de Câncer, Miro de Escorpião, Mu de Áries, Saga de Gêmeos, Shaka de Virgem, Shion de Áries, Shura de Capricórnio
Tags Afrodite, Aiolos, Aldebaran, Aventura, Camus, Dohko, Dourados, Máscara Da Morte, Milo, Romance, Saga, Saint Seiya, Shaka, Shion, Shura
Visualizações 106
Palavras 1.824
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, meus amores! Como estão?

Estou aqui de volta para vocês, trazendo aquele capítulo quentinho com algumas surpresas. Espero que gostem. :)

Agradeço a todos que estão acompanhando a fic e aos que estão deixando seu carinho nos comments. Fico muito feliz a cada capítulo. Vocês são minha inspiração!

Boa leitura a todos!

Capítulo 20 - O reencontro


Fanfic / Fanfiction Como tudo começou... - Capítulo 20 - O reencontro

Quase uma semana depois daquela inesquecível noite em que os futuros cavaleiros de Athena compartilharam entre si, começava a se aproximar outra data muito importante para muitos deles: O Réveillon.


Aldebaran olhou para seus pequenos amigos jogando futebol e pela primeira vez em sua vida, não sentiu vontade de participar do jogo. Voltou o olhar desanimado em direção da saída da arena e suspirou profundamente. Cada dia que acordava sem a presença de seu melhor amigo, parecia apertar ainda mais seu peito com a ânsia que tinha de tornar a vê-lo.


Shaka observou o taurino sentado a alguns metros de onde estava e se levantou. Sabia que estava daquele jeito por causa de Mu e no fundo, sentia falta dele também (ainda que, por muitas vezes, o considerasse chato por causa de seu comportamento).


O pequeno se aproximou do maior e sentou ao lado, juntando as mãozinhas sobre seu colo.


– Shaka tamém senti falta…


Aldebaran olhou para o louro e assentiu em silêncio. Não era tão próximo de Shaka quanto gostaria, mas mesmo assim tinha mais convívio com ele do que os outros.


– Logo, eli vota… eli prometeu, lemba?


Aldebaran olhou agora para o céu e viu uma nuvem que lhe chamou a atenção pelo seu formato incomum. Soltou um riso, deixando o outro curioso e apontou.


– Óia… óia lá!


Shaka olhou para o céu de um lado para o outro, mas não viu nada demais. O brasileiro continuou apontando, insistindo para que o louro olhasse na direção que apontava e como o pequeno não entendeu o que ele enxergava, tratou de explicar.


– É o Mu.


– Mu? – coçou a cabeça e balançou a cabeça para os lados. – Nau. Nau é eli. É uma nuvi.


– Eu sei…mai lemba eli. Palece aqueie bissu fofinho.


– Bissu? – ergueu uma sobrancelha e começou a achar que o outro estava ficando louco.


– É… qui dá leti… dóga… nau lembo o nomi.


– Vaca? Debaian tá dizeno que Mu lemba uma vaca? – indagou ainda sem entender a referência.


– Isso! Puque Vaca faiz Mu e são fofinhas. – disse e abriu um sorriso.


Shaka desviou o olhar para a nuvem e começou a pensar sobre o raciocínio do amigo. Depois de alguns segundos, cruzou os bracinhos e fez bico.


– Saka quelia sê lembado como uma vaca tamém…


Aldebaran olhou para ele e o abraçou, surpreendendo-o. Assim que o maior se afastou, Shaka o viu se levantar e estender a mão a ele.


– Vem! Vamu zogá bola.


Shaka olhou para o brasileiro e depois para os outros, balançando a cabeça em negativa. O brasileiro fez bico e como na outra vez, levou o outro nos braços sob protestos do menor.


– Nau quelu i! Sóta Saka!


– Voxê nau vai ficá sozinho lá. Tem qui diveti tamém. – respondeu com um sorriso no rosto, enquanto o levava até os outros.


– Põe Saka nu são. Pufavô. – disse e teve o pedido atendido.


– Tá. Dicupa, mai é qui voxê tem qui aproveitá tamém. Vai fazê bem. Eu zulo.


Shaka alinhou o sari que vestia e colocou as mechas pra trás, passando a olhar para o brasileiro. Sentiu o rosto esquentar com os olhares dos outros e quando deu por conta, já estava pertinho de seu amigo.


– Mai vai sovê… óia quem tá aqui… – disse Milo, ao se aproximar ao lado de Aiolia.


– Vai zogá cum a zenti, Saka? – o leãozinho perguntou animado.


– Nau. Eu num sei...Saka num góta.


– Mai como num góta? É legal. – insistiu.


Milo notou a proximidade de Shaka com o brasileiro e o puxou para seu lado, enciumado. O louro arregalou os olhos azuis e notou pelo olhar do grego que ele se sentia incomodado com algo.


– Ai! Pu que feiz issu? – perguntou ao alisar o pulso.


– Puque sim! Nau dicuti com quem manda aqui!


Aiolia cruzou os braços e olhou seriamente para o amigo.


– Nau pecisa massucá eli. – disse e pegou o bracinho do louro e olhou pra ele, sentindo as bochechas esquentarem.


– Nau si peocupa…


Aiolia soltou um sorriso e deu um beijinho sobre o local, deixando Shaka corado.


– Meu imão sempi faiz Issu e fuciona. – disse e permaneceu com o sorriso nos lábios.


Milo revirou os olhos e olhou para Aldebaran.


– Vamu zogá… essis aí vão ficá namolanu pelo zeitu.


O maior olhou para ambos que ficaram sem jeito com o comentário do grego e cobriu a boca com as mãozinhas para abafar o riso.


– Tá. Vamu. – disse e acompanhou o menor, deixando os outros para trás.


Shaka juntou as mãozinhas envergonhado e abaixou a cabeça. Aiolia olhou para ele e pegou uma de suas mãozinhas, puxando-o para outra direção.


– Ondi tá levano Saka?


– Voxê vai vê… – disse e o levou para um canto afastado da arena, junto às arquibancadas.


Ao se aproximarem, Aiolia parou na frente, soltando a mãozinha do outro e olhou para o único lugar do coliseu que continha vida.


Shaka deu um passo e olhou, surpreendendo-se com o pequeno ramo florido e sorriu. Aiolia olhou para ele e segurou sua mãozinha.


– Ela mi lemba voxê… – disse ao olhar para a flor de cor rosada que balançava suavemente conforme a brisa passava.


– Lemba? – olhou para ele timidamente.


– É… voxê é difelente dus otos.


– Hum...


– É qui… – esfregou o pezinho no chão, envergonhado e segurou firme a mãozinha do louro.


– Saka sabi o puquê di muta coisa, na vedadi.


Aiolia parou de mexer o pé e olhou para ele.


– Puquê? Mai…


– É. – soltou da mão dele e se ajoelhou perante a florzinha, olhando para ela. – Saka cegô aqui fai algum tempu e pecebeu o quato nau sabia di nada em sua volta… – disse e tocou na pétala, sentindo a textura – Comu essa fô, cada um aqui é lalo i apesenta uma cosa que Saka nau conhecia po vivê lonzi dus otos. Saka apendeu, apendi i vai apendê ainda mai… taz sesação boa, aida qui estanha. Saka nau senti mai tão só, puquê sabi o qui é famia… Saka queceu e tevi uma vida difelenti e potanto, sabi o que voxê qué dizê…


Aiolia ficou boquiaberto com as palavras do menor e se aproximou, ajoelhando ao seu lado.


– Cetu… voxê é pecial memo. – disse baixinho, quase como um sussurro.


Shaka levou o nariz até a flor e fechou os olhos com o perfume que exalava dela. Olhou para Aiolia e soltou um pequeno sorriso, o que fez com que pequeno grego fizesse o mesmo.


Eli é tão gacioso…


– Bigadu pu me tazê aqui. – disse e voltou a posição de antes, segurando a mãozinha do leãozinho.


– Ah...nau foi nada. – disse e olhou de canto de olho, notando que Shaka continuava olhando para a florzinha.


Eli é memo gacioso.


–CTC–


Camus tomava água, depois de jogar futebol com os outros e não viu quando alguém se aproximou, parando ao seu lado. Ao notar a presença, tomou um pequeno susto e sorriu sem graça.


– Dicupa. Nau vi voxê…


– Tudo bem. Não queria assustá-lo. Você está bem?


– Tô. I voxê?


– Também. – respondeu e sentou sobre o degrau, olhando para ele. – Ah, Camus… eu preciso falar com você sobre…


O ruivo tomou mais um gole e sentou ao lado do louro, olhando ao redor.


– O bezo. Eu sei. Nau vô falámos pá niguém. Eu nau falei nada.


Angel colocou uma mecha para trás da orelha e encarou o chão por um instante.


– Tudo bem. Não é isso, é que… talvez pense que eu e…


– Nau penso. Nau é pobema meu. Apendi que nau se devo zugá ou metê o bedeio na vida aieia.


Angel sorriu com o jeitinho do outro e acariciou o rosto dele.


– Faz muito bem. Continue assim, ruivinho. – disse e deu um beijinho na bochecha dele antes de levantar.


Assim que Angel se afastou, Camus levou a mão até a bochecha e não viu a bola vindo em sua direção.


Milo olhou enciumado para a cena e foi buscar a bola, vendo o amigo alisar a cabeça.


– Ai, doeu…


– Pesta mai atenção da póxima veiz, pica-pau… – disse e pegou a bola, virando a cara para o outro.


Camus deixou o louro se virar e deixou o pé, fazendo o outro tropeçar e cair no chão. Ao olhar para o ruivo, o viu assoviando e olhando as unhas.


– Voxê… mi delubô.


– Eu? – olhou fingindo surpresa – Asso qui devi pestá ateção tamém.. pelu meno, po ondi anda… – disse e voltou o olhar para as unhas.


Milo se levantou, batendo as roupas e saiu resmungando, o que fez com que o pequeno aquariano risse internamente.


Nau madei si metê a besta…


– CTC–


Saga treinava com os maiores, quando viu o amigo se aproximar.


– Saga, posso falar com você? – perguntou e viu o mesmo assentir.


Ambos se afastaram dali e pararam próximos de um pilar.


– O que aconteceu?


– Saga, eu vi uma coisa muito estranha hoje, quando estava indo para o vilarejo.


Saga cruzou os braços e franziu o cenho, um tanto preocupado, pois Aiolos não era uma pessoa de se impressionar tão facilmente com as coisas.


– O que viu?


– Bom… enquanto me distanciava do santuário, vi a silhueta de alguém e podia jurar que era você. Era igualzinho…


Saga mudou sua expressão e logo pensou no irmão, mas como pensava estar morto refutou a possibilidade do mesmo estar vivo.


Não. Não pode ser ele.


– Você… você falou com ele?


– Não. Quando me dei conta de que estava com os meninos, eu simplesmente não dei mais importância. Mas que eu achei curioso… ah, isso eu achei.


– Certo. E onde o viu mesmo?


– Perto daqui. Naquele trecho que dá para o rio.


– Certo… – olhou para outro ponto, enquanto pensava no que o amigo havia lhe revelado.


Aiolos percebeu o quanto Saga havia ficado estranho depois de ter lhe falado aquilo e tocou em seu ombro.


– Saga? Saga?


O geminiano voltou a si e olhou para o amigo.


– Sim? Desculpe, acabei me distraindo com meus pensamentos. Falava alguma coisa? – disse e tocou sobre a mão dele.


– Não. Não era nada… Bom. Eu vou voltar para treinar os pequenos. Depois nos falamos. – disse e tirou a mão do ombro dele. – Até.


Saga assentiu e o viu se afastar, voltando a pensar no que o outro havia lhe dito.


Não custa tirar a prova…


– CTC–


Algumas horas depois…


Saga deu uma desculpa para o amigo, ao terminar o treinamento e saiu às pressas do coliseu. Foi o mais rápido que pôde até os arredores e sentiu o coração apertar assim que se aproximou da entrada. Pensou mais uma vez na possibilidade de Kanon ter saído de lá de algum jeito e seguiu pela estrada, procurando por alguma pista.


Depois de procurar por todos os cantos, considerando até cruzar o rio para ver se havia algo dentro da cachoeira, parou de frente para o rio e suspirou.


Deve ter sido outra pessoa… eu não deveria ter vindo. – pensou e fechou os olhos, inspirando o ar devagar.


Após ser observado por quem mais ele queria ver, finalmente pôde ouvir sua voz:


– Estava a minha procura… maninho?


Saga abriu os olhos, achando que sua mente havia pregado uma peça nele e se virou. Ao vê-lo, sentiu as pernas fraquejarem e entreabriu os lábios não acreditando no que estava vendo. Seu irmão estava de volta.


– Kanon!



Notas Finais


Então? O que acharam?


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