História Consequência Perfeita - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna
Personagens Luna Valente, Matteo, Personagens Originais
Tags Lutteo, Sou Luna
Visualizações 745
Palavras 2.586
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ois <3
Aviso aos cardíacos que esse capítulo tem uma cena que vai transportar vocês ao inicio da primeira temporada e fazer o coração bater mais forte por como Lutteo era a coisa mais preciosa lá.
E tem uma outra coisinha também, mas isso vocês vão descobrir lendo.

BOA LEITURA!!!

Capítulo 30 - O rei da pista


Matteo Balsano

É claro que fiz isso por impulso. Quem em sã consciência aceita de ultima hora ser treinador substituto de patinação, sendo que não patina com frequência faz anos? Mas era isso ou deixar Luna sair da minha casa toda machucada, o que estava totalmente fora de cogitação. Tivemos uma breve discussão e com sorte consegui convencer ela de que tudo que os alunos dela precisavam era da uma aula de confiança com Matteo Balsano.

- Muito bem. – patino até onde o grupo de adolescentes desesperados está.

- Matteo? O que faz aqui? – Emma patina e para do meu lado – Como a Luna está?

- Bem, mas sem poder se movimentar muito. E nem pode pensar em patinar por algumas semanas. Mas isso vocês vão resolver com ela depois. Estou aqui porque sou o treinador substituto de vocês por um dia. – cruzo os braços.

Olhares confusos e desconfiados. É isso que vejo. Pelo menos eles poderiam fingir uma felicidade por estarem sendo treinados por mim, o rei da pista.

- Desculpa, mas desde quando você é treinador de patinação? – o garoto que tem certa paixão pela Luna pergunta.

- Desde hoje. Estou aqui pura e exclusivamente para garantir que vocês façam tudo que ela já ensinou e não errem por nervosismo ou coisa parecida. Minha melhor qualidade como patinador é a perfeição em cada detalhe. Nunca deixei passar nenhum erro e sempre confiei em mim mesmo. É isso que vim fazer. Transformar vocês em versões de mim para que ganhem esse campeonato.

- Emma, isso não vai dar certo. – uma das garotas murmura.

A mais velha das quatro meninas paradas ali na minha frente me encara com uma expressão que não sei decifrar. Está me analisando e pensando no que fazer. Exatamente como Luna faria, mas sem a parte da desconcentração, que aconteceria com mi chica.

- Ok. Se ele está aqui é porque a Luna o mandou. Certo? – olha para mim com certo receio e eu concordo – E ele foi parceiro de patinação dela. Conhece o jeito dela, sabe como ela trabalha e viu alguns ensaios nossos. Tudo que precisamos hoje é de alguém que nos diga o que fazer e acho que ele pode fazer isso. – sorri nervosa – Você pode fazer isso, não é?

- Não posso fazer. – os sete franzem a testa com a mesma expressão de pânico que tinham quando cheguei – Eu vou fazer!

Eles têm potencial. Vi isso nos poucos ensaios que presenciei. Mas se estou aqui, farei as coisas ao meu modo. Isso vai os fazer voltar para casa com um troféu e deixar a treinadores deles sem palavras. E quando ela fica sem palavras tenho oportunidades para beijá-la, então é melhor que eles ganhem mesmo.

Observei a coreografia algumas vezes e anotei os defeitos de cada um. Erros básicos, mas que os jurados adoram usar como desculpa para tirar pontos da equipe toda. Penso rápido para ajustar tudo de uma forma que não prejudique o que eles estão acostumados a fazer. Só tenho algumas horas para transformar essas criaturas na equipe mais confiante de patinação.

- O que falta em vocês é acreditar que estão fazendo o melhor. Que são os melhores. Você, de cabelo ruivo. – apontei a menina – Seus braços precisam ficar estáticos no ar. Você, loirinha, precisa manter os pés juntos depois dos giros. O insuportável ali... – fui interrompido.

- Está falando de mim? – riu e cruzou os braços.

- Você mesmo. Você é bom, mas flexione os joelhos para saltar. E você com a blusa colorida faça o mesmo. Você com boné, presta mais atenção no inicio. Você ai do canto. – gritei para o garoto que bebia água – Mantenha estabilidade na ultimo passo E você, Emma, não fique nervosa por fazer um solo. Tente dar dois passos a mais e outro salto, vai ficar melhor.

- Você só pode estar maluco. – a ruiva falou – Treinamos isso por meses. Luna disse que estamos ótimos. Não vamos mudar só porque você acha que estamos errando.

- Ela tem razão. Não podemos mudar os passos da Emma. Está tudo contado. Vai interferir nos nossos. – o insuportável faz seu trabalho – Você não é profissional.

Pensa rápido, Matteo. Pensa rápido.

- Ramiro Ponce. – um sonoro “o que?” entrou pelos meus olvidos enquanto na minha cabeça, Ramiro era a solução perfeita para que eles aceitassem de uma vez que minha teoria sobre ser o melhor sempre esteve certa, ainda que às vezes eu exagerasse – Ramiro é treinador. Profissional. É amigo da Luna e também a pessoa com mais autoconfiança que vocês vão conhecer dentro da patinação. Vou dar quinze minutos para vocês procurarem vídeos dele e verem o que é preciso para se sair bem. Se depois disso ainda acharem que estou errado, saio daqui, mas caso contrário. Vamos ganhar essa competição.

Depois dos quinze minutos estavam todos sem coragem de me contrariar. No fundo, a Luna também é assim. Ela busca perfeição em tudo. Não desiste até que cada passo saia perfeito. A única coisa que falta nela é cobrar mais deles.

Depois de várias horas sobre patins não sinto mais meus pés. Minhas pernas doem um pouco e tudo que quero a minha cama. E sabendo que a Luna está na minha cama, eu realmente queria muito estar lá. Mas estou do lado de fora de uma pista de patinação cheia. Com platéia por todos os lados. É um lugar montado especificamente para esse evento e devo admitir que não imaginei que teria tanta gente assim. Dou ultimas instruções. Meu celular não para de tocar com ligações da Luna, que está assistindo o campeonato pela internet. Infelizmente preciso deixar ela sem resposta, porque sei que vou ouvir uma bela bronca por ter trocado algumas coisas que ela fez, mesmo que tenham sido coisas mínimas.

Só vou ver ou ouvir a reação dela quando chegar em casa.

 

(...)

Não sei como virei a chave na porta com o tanto de coisas que tinhas nas mãos, mas descobri que pais tem essa habilidade, comigo não é diferente. Sol aparece correndo, vestindo seu pijama de unicórnio, que mais parece uma fantasia do que qualquer outra coisa, e que me faz pensar que ela é um bebê, minha bebê.

- Papi, papi. – pula na minha frente – Você ganhou! – bate palmas e espera eu colocar as coisas que trouxe na bancada da cozinha.

- Sua mãe ganhou, anjo. – olho para ela, que está nos observando do sofá da sala.

- Você ainda vai ter que me explicar porque mudou os passos da Emma e o que fez para eles parecerem tão...

- Confiantes? – sorrio e pisco para ela, que mostra a língua e cruza os braços.

- Ia dizer calmos, mas confiantes também é um bom adjetivo. – Sol volta para o sofá – Ela passou o dia inteiro dizendo que queria ter ido com o papai.

- Eu queria ver o papai patinando. Porque sempre vejo você, mas nunca vi ele. – suspira fundo.

- Qualquer dia nós saímos para patinar. Quando a sua mãe já estiver boa. Hoje você teve que ficar aqui cuidando dela. – ando até lá e deixo um beijo na testa dela.

- Isso vai demorar?

- Não muito. – Luna diz mais para si mesma do que para Sol.

- Então tá, mas temos que fazer promessa de dedinho.

Cruzamos nossos dedos e ela se dá por satisfeita. Isso significa que até levarmos ela para patinar, ela não vai para de falar nisso, ou pelo menos vai nos lembrar semanalmente que temos uma promessa com ela. Assim que Luna se distrai com algo na televisão, faço um sinal que combinei com a Sol para ela nos deixar um pouco sozinhos e ela corre para o quarto. Somos uma boa dupla de cúmplices.

- Parabéns. – caio no sofá, cansado.

- Para você também. De verdade, Matteo, isso que fez por mim não tem comparação. Você mais uma vez me salvou. – os cantos dos lábios dela se levantam numa espécie de sorriso que ilumina meu mundo, desses que eu poderia ficar admirando pelo resto da vida.

- Pode soar repetitivo. – rio baixo – Mas vou te salvar sempre. Desde as coisas mais simples até as que você precise muito de mim, nunca mais vou cometer o erro de não estar aqui para você. Já fiz isso uma vez e comprovei que não tem a menor graça sem você.

E aqui estamos nós, outra vez sorrindo para o chão, bobos e apaixonados. Nos apaixonando de novo um pelo outro. É uma sensação quase impossível de descrever. Não tem outra coisa que me faça sentir mais adrenalina que estar conquistando ela, mostrando que já não existe um mundo sem nós dois juntos. Que já estamos numa fase onde vai ser difícil voltar atrás e que é só questão de tempo para ela se acostumar a isso.

- Não sei como reagir a isso. – bate os dedos na camada de edredom que está sobre ela – Eu deveria responder algo do tipo também, não é?

- Seria legal, mas estou bem com ver a sua reação. Já é suficiente. – acaricio a mão que antes estava chocando contra o emaranhado de edredons no sofá – Está tudo bem? Sentiu alguma dor?

- Estaria mentindo se dissesse que não, mas o pescoço pelo menos está melhor.

- Tá. Você vai ficar aqui essa noite mesmo, então não tenho com o que me preocupar. Posso te encher de mimos, se você quiser. – continuo fazendo carinho na pele suave da mão dela.

- Acho que não é uma boa ideia você me encher de mimos. Vou ficar mal acostumada. – devolve o carinho – E ainda estou irritada com você por ter me obrigado a vir dormir aqui.

- Sério? – afirma – Minha cama é tão ruim assim?

- Não. Ela é bem confortável, inclusive.

- Pode vir dormir quando quiser. – sei que ela só não me deu um tapa porque não pode mover os braços com força.

- Minha cama também é ótima, estou muito bem por lá.

- Vem cá, quando você vai parar de agir como se nós não fossemos isso que somos?

- Nós somos uma coisa diferente, Matteo. Ainda não estou preparada para dormir na mesma cama que você e o que vem junto a isso. O ápice da mudança da minha vida foi por causa disso, eu... Tenho certo trauma.

Que merda. Não posso culpá-la. E se ela não se sente confortável ainda, quem sou eu para fazer alguma coisa? Ela vai ser minha mulher de qualquer jeito, a gente indo para a cama hoje ou daqui meses. Eu espero que não sejam meses, porque preciso dela e não sei se ela tem ideia do quanto preciso, mas aguentei anos longe dela, mais algum tempo não faz diferença.

- Tudo bem, linda. No seu tempo. Tudo no seu tempo. E considerando que estamos evoluindo rápido, tenho fé que em pouco tempo você vai confiar em mim nesse nível. – ela balança a cabeça. As bochechas ainda estão meio coradas. É fofo – Você quer jantar?

- O que? – me encara com a testa franzida.

- Perguntei se quer jantar.

- Ouvi essa parte. Só é engraçado você mudar de assunto do nada.

- Acredite, é melhor mudar de assunto antes que ele evolua e eu termine meio mal.

Acho que não preciso comentar sobre isso.

- Tá legal, então. Já jantei com a Sol o macarrão que você deixou pronto. Aliás, estava divino.

- Obrigada! – fiz uma pequena reverencia de agradecimento – Eu trouxe comida, mas também já jantei. No camarim tinha mais comida do que eu compro o mês inteiro. Seus alunos vão voltar rolando para as próximas aulas.

- Tudo aquilo ali é comida? – aponta as sacolas na cozinha.

- Sim. Trouxe milk shakes também. Já que não podemos comemorar com bebidas porque alguém está doente, vamos de milk shake.

Vou até o quarto da Sol dizer a ela que pode voltar para a sala e a encontro entretida com o tablet. Ela diz que já vai e percebo que o nível de atenção na tela é alto porque digo que trouxe uma surpresa e ela só responde um “legal, já vou”. Não sei como vou lidar com isso quando ela for adolescente. Não sei como vou lidar com muitas coisas quando ela for adolescente e nem quero pensar.

- Ela disse que já vem. – entrego um dos copos a Luna.

- O joguinho dos elefantes e pandas?

- Esse mesmo.

- Ela logo cansa dele.

- Temos mais um tempo juntos. – abro o copo e coloco o canudo.

- Você tira a tampinha? Quem tira a tampinha? Ela tem uma utilidade.

- Não acho. É mais fácil mexer o canudo sem a tampinha.

- Você é estranho, Matteo Balsano.

- Você não diz isso quando te beijo.

- Porque nunca tive oportunidade. – retruca e se concentra no sorvete de morango batido dentro do copo.

Aproveito a distração dela para me aproximar e colocar a cabeça num ângulo que pudesse beijá-la.

- Ei! – protesto assim que sinto algo gelado caindo na minha roupa. Ela virou a mão e deu um tapa no meu copo, impedindo minha estratégia – Eu só ia te beijar.

- Desculpa. – tento limpar camisa para não sujar o sofá – Isso sai com água e sal. Ou era água e açúcar? – passa as mãos tentando dissipar a mancha.

- Que eu saiba é água e sabão.

- Perdão mesmo. – solta uma gargalhada e fico feliz ao vê-la assim mesmo com tudo que aconteceu ontem. Feliz por ter ajudado ela a conseguir o prêmio hoje com os alunos. Feliz por estar com ela e fazê-la feliz.

- Tudo bem, não tem problema. – puxo o canudo para fora do copo e jogo nela.

- Matteo!

- O que foi? – jogo um pouco mais – Você que começou.

- Isso não é justo. – tapa o rosto com as mãos.

- Eu quero brincar também! – ouço a voz da Sol e os passos dela correndo até nós – Por que você não disse que íamos brincar com o milk shake?

- Porque essa não era a intenção. – jogo um pouco na direção dela – É culpa da sua mãe.

- É culpa do seu pai. – Luna faz o mesmo e logo Sol está tão suja quanto nós dois.

Somos duas crianças que são pais de outra. Mas fazer algumas coisas bobas não é ser imaturo, é ser feliz.

- Melhor pararmos. A mamãe não pode ficar se mexendo muito e o sofá corre um grande perigo com toda essa guerra.

- Mas pai... - faz um biquinho e sou obrigado a apertar as bochechas dela – Tá. Mas então eu posso comer cookies de chocolate amanhã?

- Não sei. Lembra que a mamãe não pode sair e temos que cuidar dela? – mexo nos cabelos ondulados da minha filha.

- Tá bom. – suspira frustrada e todos sabemos que isso é o sono chegando. Não me pergunte como aprendi isso, nem eu sei.

Olhando as duas vejo que estou onde quero, com as pessoas que quero. Isso me faz feliz. Voltar a patinar, nem que só por um dia, me fez feliz. Poder sair um pouco do meu mundo de executivo me fez bem.

Desvio olhar para outro canto da sala, onde deixo meu violão e algumas folhas com letras que de composições minhas. Toda felicidade está me inspirando. Talvez seja hora de voltar a compor para Luna.

- Sei unica. – digo aleatoriamente a primeira coisa em italiano que penso sobre ela.

- O que? – as duas me encaram com um claro ponto de interrogação no rosto.

- Sei unica.


Notas Finais


E ai?
O que me dizem?
Matteo voltou a patinar pela Luna, eu ainda estou assimilando isso.
Quem é a melhor cupido que tem um sinal especial com o papai para deixar ele e a mãe sozinhos e porque é Sol Balsano? <3
Recriei uma cena sim, podem me julgar, mas é a minha cena preferida e eu não poderia deixar passar.
E por ultimo, mas não menos importante >>> SEI UNICA <<<

Comentem e façam Luana feliz :)
Nos vemos <3


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