História Contraste - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Girls' Generation
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jikook, Lemon, Namjin, Romance, Vhope, Yaoi, Yoonseok
Visualizações 11
Palavras 2.634
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Jimin


O dia havia amanhecido nublado e chuvoso. As nuvens carregadas pareciam fazer parte de algo maior no céu, como se fosse uma grande pintura e elas a decorassem. O clima frio estendeu-se pelo restante do dia, fazendo com que os estudantes usassem agasalhos. Jimin andava ao lado de Taehyung, com passos mais apressados devido ao horário de início da aula de música que seria a próxima e última do dia.

― E as coisas com o senhor Jeon Jungkook? ― Taehyung indaga com certa moleza. O frio, estranhamente, o deixava mais sonolento em todos os aspectos possíveis.

― Hoje ele vai para a minha casa. ― Jimin diz como se estivesse esperando alguém perguntar sobre isso para contar para alguém ― Bem, ele ainda não sabe, mas vou contar assim que vê-lo. ― ele relata sorrindo e cruzando os braços quando um vento gelado vai de encontro ao seu rosto, bagunçando os cabelos levemente.

― Como assim ele vai para a sua casa e ainda não sabe? Aliás, tem a sala de música aqui da escola, vocês poderiam muito bem ir para lá. ― Taehyung diz como se fosse óbvio, apertando seu casaco preto contra o corpo. Seu cabelo estava bagunçado devido à ventania que passou mais cedo, mas, até no momento, ele não tinha arrumado e não ligava.

Jimin para no meio do caminho e fita o amigo com os olhos semifechados e um sorriso de lado. Taehyung sabia o que aquilo significava.

― Ah, não... Jimin, cuidado com o que você fez, está fazendo ou vai fazer... ― ele dizia com um rosto desapontado, mas nada surpreso. Anos de amizade foram suficientes para prepará-lo para qualquer coisa que Jimin fizesse. Ele esperava.

― A sala de música está reservada para depois da aula. Eu disse para um garoto do grupo que ele precisava treinar alguma coisa na voz dele, não lembro o quê, e recomendei que alugasse a sala de música para isso, então... ― Jimin dizia com um misto de vitória garantida e orgulho de si mesmo.

― Você não vale nada, Park Jimin. ― Taehyung diz com um sorriso de lado simbolizando sua ironia e travessura compartilhada entre ambos.

Jimin ia responder, mas, atrás de Taehyung, Jungkook surge. Ele ia entrar na sala do grupo de música que Jimin estava indo. O garoto volta a olhar para o amigo e murmura apressadamente:

― Vamos, dispersa, dispersa.

Taehyung olha para trás ― nada disfarçadamente, diga-se de passagem―, nota o garoto que estava chegando e eleva a mão ao coração dizendo em falso drama:

― Achei que amizade vinha antes de rolos, namorados ou o que quer que isso tudo seja. Você me magoa a cada dia, Jimin...

Jimin suspira fundo e o fita, colocando as mãos nos seus ombros:

― Você é o meu melhor amigo desde que éramos crianças. Não, não. Desde que éramos simples espermatozoides nos...

― Nojento. Muito nojento. Extremamente nojento. ― Taehyung o interrompe tirando as mãos do menino dos seus ombros ― Você venceu, eu saio. ― ele balança a cabeça ― Que porra, Jimin, agora estou imaginando espermatozoides brincando e... ― ele balança a cabeça mais ferozmente  e da um grito exasperado e com nojo. Com isso, ele vai saindo lentamente massageando as têmporas como se os pensamentos que estava tendo o machucassem.

Jimin ri da maneira que o amigo saiu, mas Jungkook logo se aproxima. Jimin odiava ficar o encarando, mas ali estava ele, mais uma vez, olhando o menino. Jungkook era perfeito aos olhos do outro. Era um dos, se não o, garoto mais lindo da escola. Além disso, era inteligente, adaptável e gentil. Ele era o cara que Jimin sempre sonhou. Juntos, eles seriam o melhor casal da escola, o mais bonito, o mais talentoso e o mais carinhoso. Juntos, eles seriam como os reis da hierarquia escolar. Jimin sorri ao pensar nisso, mas seus pensamentos logo focalizam no presente. Ele caminha até o que estava chegando, seus sapatos fazendo barulhos quase inaudíveis no chão.

― Oi, Jungkook! ―ele diz um pouco animado e alto demais, mas logo diz, novamente, de forma mais normal ― Oi...

― Jimin, oi. ― ele sorri ― Tudo bem? ― o garoto coloca uma mecha do cabelo atrás da orelha mesmo que ela não tinha saído de lá.

― Perfeitamente bem, senhor. ― Jimin queria se bater por ter soado tão ridículo com o “senhor”. Talvez, isso funcionasse somente entre ele e Taehyung. ― E você?

― Tranquilo, também. ― Jungkook diz e olha o garoto.

Jimin o olha, também, e eles ficam nisso por alguns segundos até Jungkook pigarrear e despertar o outro do transe.

― Ah, sim. ― ele diz― Claro. Então, como a professora Taeyeon pediu para que montássemos a apresentação para as competições, pensei que podíamos começar já a mexer nisso. Sabe como é, não é legal deixar tudo para a última hora.

Jungkook abre um pouco a boca e eleva as sobrancelhas, como se tivesse se lembrado daquilo no exato instante que Jimin disse.

― Claro, claro. ― ele diz mexendo na franja rapidamente ― Quando quer fazer?

― Hoje. Depois da aula na minha casa. A sala de música está reservada, antes que pergunte. ― Jimin sorri com as mãos unidas na frente do corpo.

― Oh... Você parece ser bem responsável mesmo. ― ele diz e sorri ― Okay, então, depois da aula. Melhor entrarmos, agora. ― ele diz sorrindo de lado e dando espaço para que Jimin entrasse primeiro.

― Sim, senhor. ― Jimin diz automaticamente e teria dado um tapa na própria testa se estivesse sozinho. Definitivamente, aquilo funcionava somente entre ele e Taehyung ― Qual o meu problema? ― ele murmura baixinho para si mesmo quando se senta na cadeira da sala.

 

Assim que a aula termina ― somente outra aula de técnicas vocais e demonstração da voz ―, Jimin e Jungkook caminham juntos até a parte da frente da escola. Jimin havia informado ao outro que o pai dele iria levá-los até em casa, então, Jungkook simplesmente concordou.

O senhor Park os esperava dentro de um Honda HRV preto. Ele estava com roupas mais sociais, provavelmente, saindo do trabalho. Jimin acena para o pai e vira-se para Jungkook.

― Vamos.

Jungkook nada diz e segue o garoto.

― Oi, pai. ― Jimin sorri se sentando no banco de trás ― Esse é o Jungkook. ― ele diz assim que o menino entra no carro ― Ele vai lá para casa para fazermos o planejamento musical. Aquele que eu te falei.

O senhor Park assente e vira-se para trás para sorrir para Jungkook.

― Muito prazer, Jungkook.

Jungkook sorri tímido curvando a cabeça brevemente e repete o que foi dito pelo pai:

― Muito prazer, senhor Park. Obrigado por me levar à sua casa.

― Sempre problemas, jovem. ― ele diz voltando-se para o volante e ligando o carro.

Durante o caminho, nada foi dito por ninguém, o que deixava Jimin um pouco nervoso. Ele não queria que Jungkook se sentisse um estranho deslocado ali. Mas, rapidamente, eles chegam à casa de Jimin. Jungkook havia ficado o tempo todo olhando pela janela, vendo os borrões verdes e cinzas das árvores e prédios, respectivamente, passar diante de seus olhos como se possuíssem algum compromisso e não pudessem se atrasar. Ele nem direcionou o olhar aos outros dois dentro do carro, mas, assim que chegam à casa, ele levanta a cabeça como se tivesse sido puxado de volta de uma prisão mental.

Os três descem do carro e Jungkook hesita em caminhar, já que olhava a casa. Jimin não sabia dizer o que ele estava pensando ou sentindo, então se aproxima e indaga:

― Algum problema?

― Nenhum. ― a resposta veio seca e rápida, deixando o garoto que perguntou desconfortável.

A casa era bem grande para três pessoas. Do lado de fora, via-se um jardim que se estendia até o portão da frente e a área do fundo. Flores e diferentes tipos de plantas decoravam o ambiente, tendo uma estradinha de pedra até a porta da frente sendo emoldurada por alguns tipos de flores desconhecidas por, bem, pelos três, já que quem gostava daquilo tudo era a mãe de Jimin. A residência possuía dois andares e as paredes possuíam um tom de branco que não era só simples, mas eram simples e luxuoso. Havia algumas varandas no segundo andar, também, mas não era possível enxergar dentro da casa pelas janelas.

Senhor Park abre a porta da frente entrando e, em seguida, os dois outros jovens o seguem. A casa por dentro era ainda mais surpreendente. A sala estava ao lado esquerdo no sentido de quando se entra pela porta da frente, os sofás de um tom preto como se tivessem acabado de sair da loja eram em formato de L . Um tapete bege deitava-se na região, com uma mesinha de centro de vidro no local. Em cima dela, havia um vaso com uma única flor roxa. A cozinha se localizava a direita, dividindo o cômodo com a sala, mas bem afastadas uma da outra. Ela era similar às cozinhas de filmes dos Estados Unidos que Jungkook havia visto algumas vezes. Era espaçosa, com uma mesa para oito pessoas no centro, possuía um balcão e alguns banquinhos alinhados a ele. Escadas levavam aos andares superiores e, logo adiante, havia uma porta de vidro de escorrer que se abria para o jardim dos fundos onde, de relance, podia-se ver uma piscina.

― Vem, vamos para o meu quarto. ― Jimin dizia indo em direção as escadas.

Jungkook assente e agradece ao senhor Park uma última vez antes de seguir o menino.

Eles sobem as escadas rapidamente e se veem em um corredor com algumas portas dos lados direito e esquerdo.

Ele nota algumas fotos, também, e certificados. Alguns retratos mostravam a família, desde mais jovens até mais recentes. Alguns certificados, também, demonstrava que a senhora Park havia sido homenageada como melhor advogada da cidade alguns anos atrás. Senhor Park possuía um, também, de reconhecimento por conseguir entender um caso complexo.

Jimin abre uma porta e suspira, fazendo com que Jungkook retirasse os olhares das molduras nas paredes e o olhasse.

― Mi casa su casa. ― ele sorri deixando que o menino entrasse primeiro.

O quarto era decorado em tons neutros e pastel. Uma cama king size estava posicionada na parte esquerda do quarto. Havia um closet e mais uma porta dentro do quarto que levava ao banheiro. Prateleiras sustentavam livros, CDs e objetos de decoração. Uma mesa estava postada ao lado direito do quarto, com um notebook em cima e alguns livros, também. Uma porta de vidro de escorrer levava a varanda. As janelas possuíam persianas e tudo dentro do quarto se harmonizava em questão de cores. Um teclado e violão estavam posicionados em outro canto do quarto. Jungkook os fita por um momento, mas logo desvia o olhar.

― Nossa. ― ele diz automaticamente.

― O que? ― Jimin indaga fechando a porta.

― Nada. Onde podemos fazer? ― Jungkook vai direto ao ponto.

― Podemos ir para a mesa mesmo. ― Jimin se sente meio frustrado por ele estar sendo tão direto. ― Aqui tem algumas anotações de sugestões dos alunos. ― ele pega uma lista com nomes de algumas músicas ― Aqui tem outra lista com anotações das aptidões vocais de cada integrante, também. ― ele diz entregando uns papéis ao outro.

Jungkook lê tudo com o rosto apoiado na mão e suspira.

― Perfeito. ― ele diz sem olhar o garoto e sério― Podemos selecionar músicas mais animadas, acho. Estrear nas competições de modo mais marcante. ― a luz que incidia sobre o garoto deixava seus cabelos mais castanhos e, Jimin se sente bobo ao fazer a associação, o deixava com aspecto de um anjo devido à luz fazer com que uma “aura” amarelada o contornasse em alguns pontos.

― Uma música calma também pode ser marcante se cantada com sentimento. ― Jimin diz meio automaticamente.

Jungkook o olha de soslaio e assente.

― Sim, mas não sei se as pessoas levariam isso em consideração, entende?

Jimin assente. Com isso, os dois ficaram conversando somente sobre as competições e o que deveria ser feito. Por mais que o garoto quisesse falar mais que isso, ele estava satisfeito. Aliás, estava conversando com Jeon Jungkook, o que mais ele poderia querer? Até sua voz normal parecia cantada, ele pensava. Os dois estavam anotando tudo o que haviam decidido ou considerado, quando uma batida na porta os interrompe.

― Garotos? ― o senhor Park interrompe ― Trouxe um lanchinho para vocês.

Jimin sorri para Jungkook e vai até a porta, abrindo-a.

― Obrigado, pai. ― ele diz e fecha a porta sem que o pai pudesse responder qualquer coisa.

Jimin posiciona a bandeja de batatas fritas e dois sanduíches grandes acompanhados de um copo grande de Coca. Os dois começam a comer e, novamente, o silêncio do carro volta, porém, agora, no quarto.

― Seus pais possuem muitos certificados. ― Jungkook comenta.

Jimin assente, com um sorriso orgulhoso.

― Sim, eles são bem bons no que fazem. Queria que conhecesse a minha mãe, mas ela está fazendo hora extra no escritório hoje.

Jungkook assente e comenta:

― Os dois são advogados, certo? ― ele bebe um pouco da Coca.

Jimin assente de boca cheia e, quando engole, responde:

― Eles se conheceram na faculdade de Direito e desde então estão juntos. Foram destinados um ao outro.

Jungkook ergue uma sobrancelha brevemente, mas nada diz e Jimin decide não perguntar o porquê daquilo.

― Deve ser complicado você tentar argumentar contra eles para fazer determinadas coisas.

― Na verdade, não. Eles são bem tranquilos com tudo e não me prendem. ― Jimin comenta, se dando conta de que foi e é criado bem livre ― Tenho sorte de ter eles.

Por fim, o silêncio volta. Jungkook parecia absorto em sua mente, mais uma vez, como no carro. Jimin só queria entrar lá dentro do cérebro dele e saber o que pensava. Queria perguntar, também, mas estava com receio de ser invasivo. Assim que terminam de comer, Jungkook olha a hora:

― Preciso ir, Jimin.

Jimin sente um muxoxo, mas tenta não demonstrar. Ele se levanta e suspira:

― Tudo bem, então. ― dito isso, um trovão corta o céu e começa a chover muito. ― Vou pedir para o meu pai te levar.

― Não. ― Jungkook diz um pouco sem graça ― Obrigado, mas não. Sério. Eu posso ir de ônibus.

― Mas está chovendo muito. ― Jimin argumenta cruzando os braços no peito, o rosto um pouco preocupado ― Ele não vai se incomodar. Confie em mim.

― Eu não quero, Jimin, okay? ― ele diz um pouco ríspido, mas suspira se acalmando ― Desculpa, não queria soar assim. É que eu realmente prefiro ir de ônibus. Tenho que passar por uns locais no caminho, também.

Jimin sentia que algo estava errado, mas, mais uma vez, nada diz, somente assente.

― Tudo bem. Vem, vou abrir a porta para você.

Com isso, os dois vão em direção as escadas.

― Agradeça seu pai por mim. ― Jungkook diz assim que chegam à porta da frente.

Jimin assente.

― Me manda uma mensagem quando chegar em casa, tudo bem? Algo me diz que eu não deveria te deixar ir assim.

Jungkook sorri, mas algo reluzia a mais no seu sorriso. Definitivamente, aquilo não combinava com o temporal que ocorria do lado de fora. Jimin sentiu uma certa sinceridade naquele ato e, para ele, aquilo foi melhor que uma lareira no frio.

Eles se despedem e garoto que ia embora é engolido pela chuva e ventania, deixando Jimin com um sentimento que ele não sabia o que era. Na verdade, ele não sabia nem se era bom.

 


Notas Finais


Obrigado pela atenção <3
Qualquer dúvida, sugestão ou crítica, só comentar que tentarei atender!
Até a próxima!


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