História Contrato de casamento - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Personagens Alexandre Nero, Giovana Antonelli, Personagens Originais
Visualizações 113
Palavras 1.777
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLAAAAAA, VOLTEI!

Ontem, enquanto eu dormia.. tive um sonho, sonho de um novo contrato. Acordei, passei a digitar e saiu isso. Espero que gostem ♡

Boa leitura!

Capítulo 1 - "Prazer, sua esposa"


Deportada? Como assim eu séria deportada? Não acredito no que estou ouvindo. Minha mente parou de funcionar nesse exato momento, eu não poderia voltar para o Brasil, não mesmo!

- O que? Eu falei com o advogado da imigração semana passada, ele me deu certeza que estava tudo certo com meu visto!

- Ah minha cara, não seria a primeira vez que isso acontece! - meu chefe afirma. - Como você pode se descuidar tanto?

- Isso não tá acontecendo.. - fechei o punho, levando-o até a boca. - É um pesadelo, é um pesadelo! - falo sozinha, caminhando de um lado para o outro.

- Eu gostaria muito que fosse, mas infelizmente é sua realidade, você terá que voltar ao seu país de origem! - ele diz com a voz um tanto triste, na certa não querendo que eu fosse embora.

- Quanto tempo eu ainda tenho? - questionei, olhando para o alto ao sentir que as lágrimas queriam descer. Eu não posso chorar, não na frente dele.

- De acordo com o governo Americano, três meses! - senti minhas pernas fraquejarem, então finquei ainda mais os pés no chão.

Três meses? Então era isso? Mais três meses e minha vida acabaria? Tudo o que eu havia construído ao longo desses dois anos estava prestes a acabar? Isso não pode acontecer, não pode!

Vocês devem estar confusos, não é mesmo? Desculpem minha falta de educação, o nervosismo não está me deixando raciocinar direito, sem contar que apresentações não são meu forte. Acreditem, eu sempre me enrolo com as palavras. Giovanna, 28 anos, editora chefe na empresa Leluvo revistas, localizada em New York. Dois anos, dois anos foi o que meu sonho durou, dois anos em que eu vivi de verdade. O que eu vivi antes desses dois anos não importava, se é que se deve chamar aquilo de vida. O fato era que eu batalhei muito para chegar até aqui, e não vou deixar tudo se perder assim, não mesmo. Eu ainda não faço a menor ideia de como reverter isso, mas vou conseguir, nem que seja a última coisa que eu faça.

- Giovanna, você ouviu o que eu disse? - Doutor Swan diz, me trazendo de volta a realidade. - Eu quero muito que você fique, mas se não tiver jeito, Isadora ficará em seu lugar!

- QUE? - gritei sem perceber. - Meu Deus, a cada minuto piora! - bati na testa, negando com a cabeça. - Você disse três meses, certo? - ele fez que sim. Eu não poderia deixar aquela víbora tomar o meu lugar, não podia mesmo. Eu tinha que dar um jeito de ficar, agora era questão de honra! - Ok.. até lá eu penso em algo!

- Em algo? - questionou. - Em que?

- Eu também não sei, mas vou descobrir! - caminhei até a porta, mas antes de sair, olhei para trás. - Só confia em mim, eu não vou embora!

Ele confirmou com a cabeça, e então eu fui. Eu fui, mas não sabia ao certo pra onde, somente peguei meus pertences na sala que daqui a três meses poderia deixar de ser minha e fui. Ao sair do prédio principal, não consegui segurar as lágrimas, não consegui manter a pose de "dama de ferro" como todos costumavam a me chamar. Qual é, eu sou um ser humano normal!

Destravei o carro, entrando no mesmo rapidamente. E, como os vidros eram completamente fumê, pude encostar a cabeça no volante e chorar sem medo de ser ouvida.

P.O.V NARRADOR

E se passou vinte, trinta, quarenta minutos, não se sabia ao certo quanto tempo passou até que Giovanna finalmente levantou a cabeça, o rosto completamente borrada pela maquiagem. Estava completamente diferente da mulher que todos pensavam que fosse, diferente da personagem que ela mesmo havia criado para sua defesa.

- Ok Giovanna, isso não é o fim do mundo... tu vai superar, é só mais um dia ruim, vai passar.. - falava consigo mesma, enquanto tirava de dentro da bolsa um pequeno espelho, e um lenço, limpando assim todo o rosto borrado.

Ela então retocou a maquiagem, dando uma leve piscadinha para si mesma no espelho. Sua autoconfiança estava de volta. Se tinha uma coisa que Giovanna sabia fazer, essa coisa era da a volta por cima.

Ela ligou o carro, e saiu vagando pelas avenidas da cidade que nunca dorme. Pensou em parar no Central Park, mas ali era lugar pra relaxar, e hoje ela não se contentaria com menos de uma garrafa de vodka. Sim, Giovanna amava vodka.

....

P.O.V ALEXANDRE

"Me desculpe"

As palavras aind a não haviam saído da minha cabeça mesmo após quatro doses de puro uísque.

Como Karen se atrevia a dizer aquilo? Sério, ela tem algum problema.

Não existe desculpas suficientes para estar dando para o seu primo pelas suas costas e depois ficar noiva do bastardo traidor. Um bilhetinho estúpido anexado ao convite de casamento. Ela quer me humilhar? Me ver chorando por ter perdido seu "Amor"? É isso?

"ME DESCULPE"? Não era essa porra de pedido ridículo que eu queria ler. "Eu te amo e vamos voltar" era isso que deveria estar escrito. Sim, eu ainda amo a vadia. Karen foi o meu primeiro amor. Nós namoramos no ensino médio e anos depois nos reencontramos no meu penúltimo ano da faculdade. Nossa história era longa demais, eu merecia mais que um puto pedido de desculpas.

Balanço a cabeça, desistindo do copo e pegando diretamente a garrafa, bebendo direto do gargalo.

- Puta que pariu! - exclamaram ao meu lado.

Uma mulher entrou no bar voltando a maior parte dos olhares para ela, que respondeu com indiferença aos homens que a observavam. Naquele dia ela teria sido mais uma das mulheres no bar. Nem sua beleza magnífica me distraía do ódio que estou sentindo da Karen. Ela então se aproximou do balcão onde eu bebia e me lançou um sorriso fraco.

- Dia difícil? - olhei-a imaginando se ela era mesmo bonita ou a bebida ajudava.

- Tá falando comigo? - franzi a testa, ela revirou o belo dar de olhos castanhos avelãs.

- Tá vendo outra pessoa aqui? - diz que sim, afinal o bar estava lotado.

- Você não faz ideia de como meu dia tá péssimo! - resolvi responder a sua pergunta, sorrindo amargamente.

- Vou querer o que ele está tomando! - chamou o bartender, que a atendeu todo embascado balançando a cabeça positivamente como resposta.

- Dia difícil pra você também? - devolvi a pergunta.

- Você não faz ideia! - balançou a cabeça, sorrindo novamente. Uau, que sorriso lindo.

- Você está dando em cima de mim? - franzi a testa, droga que porra de pergunta foi essa?

- Tô vendo que tu é desses caras esquisitos que a pessoa não pode dar "oi", e eles já acham que elas querem transar com eles! - continuou rindo.

- Existe esse tipo? - perguntei, somente por ter gostado do tom rouco e ao mesmo tempo doce que tinha a sua voz.

- Você ficaria surpreso! - levou a dose que o cara do bar serviu á boca. - E não, não estou dando em cima de você! - fez uma careta. - Pedi o mesmo que você por parecer alguém que sabe escolher uma bebida e conversar com uma garota bonita sem bancar o idiota!

- E você se considera bonita? - questionei, mesmo sabendo a resposta, ela era muito bonita!

- Porra, não é óbvio? - se gabou, e eu sorri.

- E aí, por que você tá bebendo às 9:00hrs da manhã?

- Preciso de um?

- Claro! Você não me parece uma alcoólatra. - respondi o óbvio.

- Por que diz isso? - ela ergueu as sobrancelhas, na certa sem entender meu raciocínio.

- Pela cara que você fez quando provou o uísque! - disse. - Alguém que está acostumado a beber, não faria a careta que você fez!

- É?

- É!

Ela virou o que restava no copo, tomando tudo de uma vez.

- Está bom agora? - perguntou zombeteira.

- Sim, virar uma dose prova que você é uma alcoólatra! - ri.

- Seu país está me expulsando! - respondeu a minha pergunta inicial. - O meu visto foi negado e eu serei deportada! - indicou para o bartender servi-la de novo. - Isso é o meu adeus à minha vida perfeita.

Observei aquela beldade denominada mulher -seus cabelos castanhos, pele bronzeada e corpo escultural- tendo a ideias mais inconsequentes da minha vida.

- Quando você terá que sair do país? -

- Em três meses, por quê?

- Quer se casar comigo?

- O quê? - engasgou.

- Quer se casar comigo? - repeti como se fosse a coisa mais racional do mundo.

- Tu enlouqueceu?

- Se você casar com um cidadão americano pode ser considerada uma americana e permanece no país!

- É, eu sei! - disse. - Mas isso não vai me fazer aceitar o pedido de um louco qualquer que quer me comer! - revirou os olhos. - Prefiro ir embora pro meu Brasil!

- Eu não quero fazer amor com você!

- Sou eu quem não quero "fazer amor" com você, princesa! - ela ironizou.

- Não tenho intenções sexuais! - afirmei. - Você nem faz meu tipo, magra demais!

- Ahh meu amor, eu sou o tipo de qualquer um! - se gabou. E, ela realmente é o tipo de qualquer um. Até mesmo o meu tipo!

- Não o meu! - levantou as sobrancelhas duvidando. - Eu só quero fazer um acordo, e francamente o fato de ainda não ter fugido desse bar sugere que está disposta! - ela revirou os olhos. - Eu quero que se case comigo e pose de esposa ao meu lado como a Karen jamais teria sido!

- Karen!

- Minha ex namorada! - expliquei. - Ela vai se casar com o meu primo em dois meses, recebi o convite hoje!

- Tu não vai chorar, né? - pareceu apavorada com a ideia. Segurei o riso e balancei a cabeça negativamente.

- E aí? Aceita?

- Olha, é tudo muito comovente mais...

- Você e eu não temos nada a perder! - exclamei. - Aqui está meu cartão de negócios! - procurei o papelzinho no bolso do paletó. - Vê? Eu sou um advogado sério, não um demente qualquer!

- E por que você está infringindo uma lei do seu país assim, sr. Advogado?

- Porque a Karen é uma vadia traidora! - eu disse. - E eu nem fui criado nesse país, sou brasileiro de coração! - ela me olhou atentamente por um minuto e finalmente me ofereceu a mão.

- Prazer, sou Giovanna Antonelli, sua futura esposa!


Notas Finais


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