História Corrompidos - Capítulo 4


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Categorias Dove Cameron, Justin Bieber
Personagens Dove Cameron, Justin Bieber
Tags Corrompidos, Dove Cameron, Justin Bieber
Visualizações 162
Palavras 1.940
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


O capítulo está pequeno, aproveitem!

Capítulo 4 - 03. Aposta


Alaska

Brincava com o canudo entre os lábios enquanto mexia em meu celular. O meu twitter estava sendo bombardeado por fãs me perguntando onde eu estava desta vez, e minha lista telefônica estava tão longa que demoraria horas para ligar para todos. Faz três dias que estou nesta cidadezinha afastada de todos, mesmo adorando o silêncio, o pequeno lugar parece me sufocar. Não tenho nada para me divertir, além das boates próximas.

Depois de horas enfurnada naquele hotel meia-boca resolvi descer para ver se encontrava alguma coisa para jantar, até que me pareceu uma ótima ideia comer um belo hamburger com milk-shake. Depois de me deliciar com esta carne artesanal, resolvi pedir outro milshake de chocolate, tentando fazer o tempo passar mais rápido.

Bloqueio a tela do celular com um clique após ver o horário- se passava das nove e meia. Observo gentilmente pela imensa vidraça ao meu lado as ruas pouco movimentadas. Pequenos flocos de neves surgem entre as nuvens negras, que, há pouco tempo atrás jurei que iria chover. A suavidade com que as pequenas esferas brancas caiam no chão era bonito e ao mesmo tempo torturante pela demora de atingir o solo. Amanhã tudo estaria branco, todas as arvores e estradas, e é esta paisagem com que eu mais me identifico, por mais que seja monótono. 

Aperto meus dedos contra o copo largo e deixo com que uma de minhas mãos caiam sobre meu colo, deixando-as entre minhas coxas para esquentá-la. Não é uma boa ideia tomar algo gelado com esse tempo, mas quem se importa a final?

Como num flash me lembro de Matty e como ele está sofrendo com minha mãe e meu pai juntos em nossa casa, e, quando decido finalmente ligar para ele, o sininho da frente soa, e foi impossível não medir o homem de moletom preto e jeans gasta, juntamente com dois caras, sendo um loiro e o outro de cabelos tão negros que parecia ser pintado. Os olhos investigadores correm pelo local, e párea sobre mim, levou cerca de dois segundos para que o sorriso idiota se formasse naquele rosto. Ele é um babaca.

Justin vira de costas para mim, cochichando com os amigos que olham para mim sob o ombro musculoso de Bieber, que volta a me olhar. Caminhando até mim, ele desliza no banco a minha frente, e eu encaro os novos rostos com desdém.

— Oi, baby-doll.

Revirei os olhos.

— Você não se cansa, né? — tirei meus lábios do canudo.

— Você consegue beber tudo isso? — encarou o de cabelos negros, observando o copo.

Ignorei a pergunta, deixando-o sem graça.

— Alex, Chris, essa é a Alaska... — Justin me fita rapidamente. Ambos assentem para mim.

O de blusa longas e jeans rasgados era Alex, que parecia estar me comendo com os olhos, já Chris era mais quieto, com seus olhos azuis mortais. Eles me encaravam como se eu fosse uma obra prima, como se já me conhecesse há tempos, ou como se Justin tivesse dito tanto sobre mim que eles esperavam que cada movimento meu fosse como Bieber narrara. Mas havia algo a mais, ele sabia quem eu era.

— Alaska... Que nome exótico. — Alex diz, desviando o olhar para a bunda de uma mulher que passava perto de nossa mesa.

— O que vocês querem? — indaguei, ríspida.

Chris dá uma cotovelada na costela de Justin, que se contrai.

— Seu babaca — Justin empurra Chris, que ri.

— Você que quis... — Justin o interrompe com um pigarro, e Chris soca sua costela, eles riem.

— Para de me bater, filho da puta. Você sabe que sou mais forte — Justin empurrou Chris novamente, de forma risonha. Eles começam a discutir quem acabaria com quem primeiro e mais rápido, Justin se mantêm em silêncio enquanto Alex e Chris debatiam; Alex dizia que era Justin, e Chris estava na defensiva, tentando provar aos outros que com toda certeza derrubaria. É incrível a capacidade masculina de tornar algo não pequeno em um escarcéu. 

Parecia que Bieber não estava gostando do assunto. Seus olhos desfocam para o meu copo em sua frente. Ele bate os dedos nervosamente em sua coxa coberta pela calça jeans, enquanto a outra ele deixa sobre a mesa. Seu maxilar se trancou, ele não está bravo, está... pensativo.

Um pensamento passageiro passou pela minha cabeça de como seria uma luta entre eles. Talvez, com isso, Justin ficasse tão quebrado que passasse dias em sua casa e pararia de me encher o saco. Talvez fosse uma boa ideia. Chris parece ser mais forte que Justin apenas pelo barulho que a caixa torácica emanou com o breve soco dele. Bieber queria jogar comigo, e ele com toda certeza perderia.

Tiro uma nota de cinquenta da bolsa, colocando em cima da conta de que garçonete deixara, então, passando a língua pelo meu lábio inferior eu lanço para Bieber de forma cautelosa:

— O Chris é bem mais forte que você — todos da mesa me encararam, inclusive Bieber.

Um sorriso se formou nos lábios de Chris, e ele ergue os braços para o alto e grita para Justin:

— Viu, seu otário. Eu sou melhor que você.

Alex nega com a cabeça, rindo, e Justin faz o mesmo, só que o sorriso dele era sarcástico.

— Cara, você sabe que sou mais forte que você — Justin se vira para o amigo.

— Lutem — digo, e, novamente, os olhares tornam para mim.

Naquele momento, os olhos castanhos me fitam com tanta clareza que me encolho internamente, porém por fora eu havia de manter a pose. Ele se inclina para frente, sem deixar aquele sorriso incrivelmente idiota se desmanchar. A confiança de Justin é duradoura e difícil de se quebrar. Eu poderia dizer mil vezes o quão metido a besta ele é, porém tenho certeza que, noutro dia, ele estaria aqui ao meu lado, insistente. Admito que me atrai um pouco, mas de caras assim estou farta.

— Eu topo! — Chris estava animado.

Alex fechou a cara.

— Eu não acho uma boa ideia — negou com a cabeça.

Justin e eu continuávamos ali, sem tirar os olhos um do outro. Ele estava me desafiando, e aquilo me irritava. Seu cabelo bagunçado para o lado, e a boca entreaberta me mostrava parte do seu dente. Ele estava incrivelmente sexy com aquele moletom que destacava cada parte do seu corpo, e eu apenas conseguia pensar o quão sexy ele ficava quando cruzava os braços e me fitava. Seus músculos dos braços pareciam dobrar de tamanho, fazendo com que todos pensassem que o tecido cinza se rompesse com qualquer movimento brusco.

— Lutem. Lá fora. Podemos apostar o que você quiser — gesticulei bem a boca, e na ultima frase falei pausadamente.

Justin empurra Alex para fora do banco, saindo em seguida. Alex, Chris e Justin formam uma fila indiana até a porta, e eu apenas consigo agarrar minha bolsinha e andar em passos largos até eles. Justin iria perder. Ele tinha que perder. Atravessei a porta enquanto Bieber a segurava para mim, o vento gelado bateu no meu rosto e a neve já havia parado de cair do céu. Havia apenas vestígios dela no asfalto.

— Seguinte, baby-doll... — começou ele, enquanto andávamos lado a lado — Se eu ganhar, você fica na minha casa até que seu carro fique pronto.

Minha boca se entreabriu prestes a soltar um ‘não’, entretanto, recuei, aguardando ele continuar.

— Você irá ficar lá, pode comer o que quiser, fazer o que quiser. Não iremos fazer nada de mal a você. Mas você precisa morar lá durante esses quinze dias. Se arregar, eu fico com o seu carro.

— Quê?! — minha boca ficou seca, e eu paro de andar, e todos eles param também.

— Você não disse que apostaria tudo? Então... — seus lábios se curvam para cima, e eu apenas consigo reparar o quão bonito ele fica com aquela meia luz batendo contra seu rosto.

— E se eu ganhar... — comecei — Você irá ficar sem comer nenhuma menina, sem sair de casa para beber ou para festas durante os meus quinze dias aqui. Se você arregar, irei tirar seu nome de todas as listas de boates e até mesmo, pagar para não deixar você entrar.

Ele desmancha um pouco o sorriso. Porém, quando chegamos no campo no qual ele me socorreu há alguns dias atrás, Justin se aproxima de mim tão perto que sinto sua respiração bater contra a ponta do meu nariz. Achei que ele iria me beijar, portanto me afasto um pouco, assustada.

— Você não deveria ter apostado contra mim, baby-doll.

Como num movimento rápido, o rosto de Chris fora acertado por um soco certeiro no nariz. Ele cambaleia com o golpe inesperado, mas se recompõe, fazendo sua posição de luta. Sinto uma mão me segurar com força no antebraço, puxando-me para longe dali.

— Você não deveria ter desafiado ele a lutar com Justin. — Alex diz, colocando as mãos dentro dos bolsos. — Tudo menos luta.

— Por quê? — engoli em seco quando vi o maxilar de Chris estalar quando Justin o golpeia.

— Você não deveria, primeiramente, ter desafiado ele. Qualquer desafio que Justin faz ele leva a sério.

— Eu também. — não conseguia deixar meus olhos permanecidos no rosto de Chris. Ele estava acabado, e a quantidade de sangue era enorme — Nós não deveríamos fazê-lo parar? — comecei a me desesperar.

As séries de acertos era assustadora. Bieber não errava um, e, quando Chris arriscava acertar Justin, ele nunca conseguia. Talvez porque estivesse cada vez mais perto do desmaio, seu corpo logo cairia desfalecido. Senti uma pontada de dó quando vi o olhar de Chris perder o orgulho e partir para o medo, eu também ficaria se estivesse no lugar dele, Justin estava alterado. Parecia que um lado implorasse para que ele mesmo parasse, mas o outro, não queria. As vozes na minha cabeça começaram a se alarmar, elas me culpavam por aquilo.

— Não. Ninguém consegue pará-lo.

— O Chris vai morrer ali — comecei a me aproximar, com medo.

— Desculpa, cara. Mas eu preciso ganhar.— ouvi ele murmurar

— Alaska, não vai. Ele vai te machucar — Alex gritou, e eu senti um pequeno surto em sua voz.

Quando chego ao lado de Justin, ele não continha os socos no rosto do amigo que estava irreconhecível.

— Está bem, Justin. — grito para ele, sentido meus olhos arderem — Para! — gritei novamente — Você ganhou, Justin. Você ganhou.

Ele iria acertar mais um soco no rosto de Chris, mas quando me ouviu ele para no meio do trajeto. Quando saiu de cima de Chris, me ajoelho próximo ao corpo desmaiado, verificando pulso e qualquer suspiro que ele der será uma vitória.

— Chris — sacudi ele, e Alex se junta a mim.

— Ele está bem, relaxa — disse, e eu me atraio com a voz do moreno.

— Tem certeza, Alex?  — minhas mãos tremiam.

Ele solta uma risadinha.

— Sim. O Chris já apanhou tantas vezes do Justin que já sabe se recuperar dos ferimentos.

Minha respiração estabilizou, contudo a culpa continuava a bater forte no meu peito. Eu não deveria ter dito aquilo, não deveria. O Alex disse que era uma má ideia, e eu não o escutei. Agora o estado de Chris é tão deplorável que uma pontinha de medo surgiu que ele pudesse ter algo a mais, como uma convulsão ou algo do tipo.

— Relaxa, baby-doll — Justin se inclina, pegando o Chris e o jogando em seu ombro — Eu cuido dele, sempre cuidei.

Quando me levanto e começo a caminhar junto a eles, reparo que o rosto de Justin estava sem nenhum ferimento, intacto. Apenas sua mão tinha alguns ferimentos pela intensidade dos golpes e o sangue escorria e pingava no asfalto, porém o sangue não era de Justin.

— Eu acho que alguém precisa ir arrumar as malas — ele se vira para mim, com um sorriso de ponta a ponta no rosto. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, amores <3


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