História Corrompidos - Capítulo 7


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Categorias Dove Cameron, Justin Bieber
Personagens Dove Cameron, Justin Bieber
Tags Corrompidos, Dove Cameron, Justin Bieber
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Palavras 2.843
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - 06. Surto


Alaska

Coloco dois comprimidos de largura mediana na ponta da minha língua, levando logo em seguida o copo de água que a garçonete acabara de colocar na minha frente. O líquido deslizou pela minha garganta fluindo junto com o remédio. Fazia cerca de dois dias que eu não ingeria minhas vitaminas e calmantes, e assim que Justin saiu de casa comecei a notar os sinais de minha ansiedade.

Primeiro a tremedeira. As vozes dizendo coisas ao mesmo tempo, impedindo-me de fazer qualquer coisa além de me arrumar e espairecer por essa medíocre cidade- se é que isso pode ser chamada de cidade. Assim que pisei nas ruas cobertas por camada de gelo, senti as lágrimas brotarem em minha face e parecia que todos os olhares se resumiam a mim. Não conseguia olhar para nenhum lugar além do chão, como se ele fosse meu ponto de paz. Após verificar minha bolsa, encontrei as duas caixinhas que me proteger desse ataque.

Ao sentar no banco forrado de um couro vermelho, e, obviamente, falso, senti o meu peito afundar, e a respiração falhar. Quando me dei por percebida, minhas mãos soavam e eu as esfregava nervosamente. Implorava para minha mente parar de se auto-torturar. A garçonete que saiu com Justin há alguns dias atrás percebeu o meu pavor, assim como alguns clientes ali; não me impressionaria se eles estivessem desconfortável com meus espasmos.

Agora estou com a testa pressionada na mesa, com as mãos pousadas na coxa e pensando como irei reagir quando voltar para a posição ereta, pois consigo sentir os olhares sobre mim. Meus dedos finos e esbranquiçados se moveram algumas vezes até pararem finalmente. O esmalte vermelho me fez lembrar que eu tinha de ir a manicure o mais breve possível.

De repente, duas pernas femininas se juntaram na minha frente. Sem entender e por impulso, levanto meu olhar a figura. Era a garçonete. Seus fios morenos caiam sobre seu rosto redondo, os olhos grandes e castanhos piscavam mostrando-me seus enormes cílios. A roupa justa realçava seus seios vantajosos, me fazendo encolher por pensar que não tenho nem metade deles. Ela me lança um olhar apaziguador, com um meio sorriso. Desdenhei sua ação de tentar me ajudar.

— Sim? — cruzei os braços, esperando o que ela tinha a me dizer.

Suas bochechas coraram, ela fica sem saber o que fazer, apenas limpa a garganta e torna a encostar no assento.

— É… é que eu vi você meia estranha. Parecia estar passando mal. Está bem agora? — sua voz é tão calma que não tem como sentir raiva, porém eu ainda estava armada, de cara fechada.

— E por acaso é de seu interesse saber se estou bem ou não?

Eu esperava uma ação rude, ou ela se contorcer com minha resposta, ao invés disso, um sorriso se formou em seus lábios.

— Do que está rindo? — revirei os olhos, irritada.

— Você é exatamente como o Justin dissera.

O nome do Justin na conversa atiçou meu interesse por algum motivo. Me inclinei um pouco em sua direção, apoiando meu rosto na mão, mas ainda sim sem gracinhas com a garota.

— O que aquele babaca te disse sobre mim?

— Ah… — ela deu de ombros, sutilmente — Que você ergue uma sobrancelha quando está desconfiada — soltou um risinho —, a esquerda em especial… Você nunca está de bom humor, e sempre tenta se desvencilhar quando alguém mostra se preocupar com você.

— Não me desvencilho nada! — resmunguei.

— Ah… E você adora contrariar as pessoas, sua voz afina quando você sabe que os outros tem razão, e por aí vai… — ela apoiou os braços na mesa, me fitando.

Abaixei o olhar, tendo em mente apenas aqueles olhos castanhos e seus lábios que eu adoro pensar, porém me puno quando me pego perdida neles.

— Não é você aquela transa que o Justin teve esses dias? — perguntei, sem censura. Ela não se abalou.

— Sou eu sim…

— E você não se sente usada? — meus olhos a mediram.

Ela se mexe desconfortável.

— Ele é assim mesmo, mas trata bem as garotas depois da transa, é um cavalheiro. Além de ser ótimo na cama.

— Um cavalheiro? — ri pelo nariz — Então você denomina um cavalheiro por te tratar bem na cama e não fora dela?

Ela pensou um pouco

— Bem, eu o conheço há muito tempo, desde de criança. Justin teve uma infância meio triste, perdeu os pais e etc. e isso afetou um pouco o seu relacionamento com as pessoas. Foi comigo que ele perdeu a virgindade…

Senti a bile subir a garganta.

— Dentre as meninas com quem ele transa, sou a única que ele conversa de verdade… Mas acho que estou perdendo para você… — ela sorriu, cutucando de leve meu braço que estava apoiado na mesa.

Me contrai interiormente.

— Desculpa, não queria roubar o seu cargo, na verdade, não quero nem proximidade dele.

— Bieber pode ser um babaca sim, mas eu nunca o vi tão perdido e sem confiança. Justin parece meio… confuso ao seu lado.

— Confuso? Perder a confiança? — revirei os olhos, negando com a cabeça — Estamos falando do mesmo Justin? Porque o que eu conheço é totalmente irritando e cheio de ego.

— Estamos sim. — confirmou de leve com a cabeça — Na verdade, eu fico bem feliz por ele ter encontrado a quem amar a não ser a si mesmo.

— Ele não me ama — gritei, envergonhada pela conversa.

— Mas ele parece bem dedicado em te amar e te fazer amá-lo.

Minhas bochechas esquentaram no mesmo segundo, senti todo meu rosto ficar vermelho, e ela ri baixinho, se levantando e limpando as mãos na saia branca do uniforme que já estava completamente suja.

— A propósito, sou a Megan…

— Alaska.

— Todos da cidade sabe quem é você — ela piscou para mim, sorridente — Nos vemos por aí…

Quando ela se distanciou, um turbilhão de coisa passou por mim cabeça, então comecei a recapitular toda a conversa, partido no início, depois ao meio, até o fim. Tentando esclarecer a mim mesma e cair na real. Justin Bieber não estava apaixonado por mim, ele mal me conhece, ele quer transar comigo. Nós temos uma aposta, na verdade duas. Quem perder primeiro, está livre e o outro será punido. E assim que levaremos nossas vidas até o final dos quinze dias. Eu não serei dele.

Peguei meu celular da bolsa, começando a digitar seu número na tela. Ao ver o último número na tela, respirei fundo, pensando no que falaria quando sua voz falasse do outro lado da linha. Então, subitamente, desisti.

Soltei minhas mãos na mesa, preparada para sair e gritar com o vento. Mas aí meus olhos se encontraram com de um moreno. Ele me mediu e lançou um sorriso, não do tipo sacana que nem o do Justin, ele sorriu de forma fofa. Relutante, lancei outro para ele. Cliquei no botão do meu celular para desbloqueá-lo, faltava algumas horas para todos os meninos da casa voltar para casa, exceto Chris que está passando o dia no hospital.

Eu sentia o desejo que aquele homem emanava sobre mim, e eu não podia negar que sentia o mesmo. Ele poderia ser uma transa rápida. Preciso disso, mereço, na verdade. Não posso simplesmente passar a tarde toda pensando em um cara que nem ao menos vou me entregar, eu posso, pelo menos, entregar meu corpo a este desconhecido.

Novamente o seu olhar se encontrou ao meu. Eu não queria ficar mais tempo neste restaurante, mas ficar aqui de ‘’papinho’’ com ele me pareceu bem convidativo.

Pedi um milkshake para a Megan que assentiu e saiu depressa. Fiquei um tempo olhando minhas redes sociais até um copo médio pousar na minha frente. Levo meus lábios ao canudo, erguendo o olhar para ele. Um sorriso brotou em seus lábios e eu faço o mesmo.

De repente, o cara se levanta, caminhando como se não quisesse nada até mim. Ele se senta na minha frente, e eu inclino um pouco a cabeça para o lado, como se soubesse o que viria a seguir.

— Adam — disse.

— Alaska — assenti.

— O seu nome faz sentido com o clima lá fora — falou, levando o copo à boca.

— Tudo relacionado a mim faz sentido com o inverno. Não costumo sair no verão.

— Sério? — ele sorri novamente, mostrando-me seus dentes perfeitamente alinhados. Seus olhos titubeiam sob meu ombro, olhando as pinturas atrás de mim, logo após ele encara meu copo — Está nevando, você não é uma pessoa calorenta, seu nome é Alaska, e está bebendo milk shake. É… Tudo faz sentido agora.

Não pude evitar sorrir de volta.

— Seus olhos são familiares… — comentou, fazendo-me engasgar com o líquido.

Ele não podia saber quem sou.

— Ah… — gaguejei, limpado a boca com um guardanapo — Deve ter apenas uma coincidência — dei de ombros, e ele parece engolir minha mentira.

— Você mora por aqui? — indagou.

— Não sou daqui, na verdade. — murmurei, sem querer dar continuidade a conversa.

Quando minha boca se abriu para fazer um comentário sobre sua beleza e perguntar se ele não gostaria de me acompanhar até o apartamento, o sininho da porta da frente soou, atraindo minha atenção.

Uma figura alta, e musculosa surgiu. Seria impossível não reconhecê-lo. Seus olhos estavam banhado em ódio. Todos do lugar logo perceberam sua ira, e alguns pais sentados com seus filhos começaram a puxá-los para mais perto, numa tentativa de protegê-los. As veias do pescoço de Justin saltavam nas cores roxas e azuis, seus punhos se fechavam e abriam. Não conseguia definir o que ele estava sentido, e um medo se entalou em minha garganta ao pensar que logo ele me veria ali, mesmo sendo algo irracional.

Seus olhos correram pelo ambiente, ele me observou por um tempo, então seu olhar caminhou até Adam, que estava falando feito uma matraca desde que colocara a bunda na cadeira a minha frente.

Indignada com o modo que ele me encarou, lhe lancei um olhar desafiador. Ao perceber que ele se aproximava lentamente, meu semblante desabou, ele iria fazer algo para mim naquele momento. Rapidamente, joguei uma nota de vinte na mesa. Apoiei o rosto nas mãos e esperei Justin me alcançar.

Sinto sua mão me agarrar pelo antebraço, me debati irritada. Bieber colocara uma imensa força a mim que sou miúda perto dele.

— O que você quer? Sai daqui! — bati em seu peito, mas todas as minhas tentativas foram em vão.

Adam se levantou no mesmo segundo, e eu sabia que se ele tentasse algo Bieber acabaria com ele. A força que presenciei há alguns dias atrás fora brutal. Justin é uma máquina, quando ele bate, bate para matar.

— Justin, o que deu em você? — gritava enquanto era arrastada porta a fora.

Adam nos acompanhava.

— Cara solta ela. Quem você pensa que é? — ele tentou argumentar; cada passo que dava em nossa direção eu temia que Justin virasse um soco em seu rostinho lindo.

As mãos pesadas de Bieber apertaram mais forte quando relutei para sair do restaurante. Todo mundo olhava para nós, pasmos. Antes que a porta fechasse consegui falar para Adam:

— Se afaste, eu lido com ele.

Meio sem saber o que fazer, Adam recua, sem acreditar muito em minhas palavras.

Depois de atravessar uma rua e andar em direção ao apartamento dele, consegui morder seu braço, fazendo-me me soltar.

— Você está louco? — gritei, revoltada.

— Por que você estava com ele? — sua voz era calma.

— Nunca mais me toque desse jeito, você está me ouvindo? — minha voz ecoou em um beco do nosso lado. Senti meu rosto esquentar e lágrimas brotarem — Nem meus pais me seguram deste jeito, veja lá você! Todos do restaurante viram esse seu ataque repentino.

Justin desarmou, olhando para mim envergonhado. Nenhuma palavra saia da sua boca, apenas conseguia observar sua respiração se regulando.

— Você está me ouvindo, Bieber? — gritei de novo — Nunca. Mais. Me. Toque. Deste. Jeito — digo firme, pausadamente — Eu não sou a porra da sua propriedade!

Seus ombros caíram, e toda sua força se esvaiu. Me vi de frente para um cara de quase dois metros de altura, se sensibilizando por uma garota de um metro e cinquenta e sete. Meus cabelos esvoaçavam em meu rosto, uma brisa gelada nos atingiu. Senti meu corpo estremecer, e toda minha raiva se congelar diante dele. Percebi e senti no meu interior que toda aquela brutalidade tinha um motivo. Os olhos de Justin não desgrudava do chão, percebi sua vergonha e falta do que falar.

— Me desculpa, babydoll — murmurou — Eu estou tendo um dia difícil — coçou a nuca, me olhando finalmente.

Senti a piedade em sua íris e toda aquela fúria de antes se desgastar e sumir aos poucos. Meu corpo todo fraquejou; eu nunca tinha visto Bieber com a feição tão caída como agora. Para mim ele sempre está tão sorridente e cheio de si, que, vê-lo tão pra baixo é como um soco no estômago. Ele estava arrependido, isso é óbvio.

Involuntariamente, toquei seu braço, quase sem vontade, e com medo do que viria a seguir. Seu músculo tensinou, e os olhos cor de mel estavam me encarando. Abaixo minha cabeça, receosa. Deslizo minha mão por sua jaqueta de couro, lembrando-me que por debaixo dela havia infinitos desenhos e traços escuros e cobriam sua pele desde o pescoço. O silêncio se instalou entre nós, e, por mais que eu quisesse soltá-lo, minha alma pedi para que eu permanecesse. Mordi meu lábio inferior, percebendo que fora uma péssima ideia, mas agora é tarde demais.

Meu corpo atingiu o dele com brutalidade. Justin escorre sua mão por minhas costas e para ali, como se proibisse a si mesmo de tocar em algo a mais. Inalo seu perfume e me deixo por inteira naquele abraço que nunca me permiti estar. Seus braços firmes dão a volta em minha cintura, e seu rosto afunda em meus cabelos. Percebo que ele cafunga os mesmo. Seus dedos se enroscaram em meus fios loiros, e meus braços se firmam mais em torno de mim.

Eu precisava daquilo uma hora ou outra.

— O que aconteceu no seu trabalho hoje? — perguntei baixinho.

Ele se mexe desconfortável, ainda me segurando em seus braços.

— Algumas merdas. — suspirou.

Distanciei nossos corpos, fazendo Justin desabar os ombros. Peguei em sua mão com um sorriso, odiando em vê-lo assim.

Andamos e conversamos até chegarmos no local que eu faria uma coisa que já havia feito há alguns anos atrás com umas amigas. Esse foi um dos ápices de adrenalina que eu consegui chegar, e sei que Justin vai gostar.

O sol se colocava entre as montanhas cobertas por uma camada de gelo espessa. O frio aumentava cada vez mais, e a brisa gelada logo daria boa vindas para mais um temporal. As casas começaram a acender suas luzes e uma fumaça escura preencheu o céu, mostrando-nos que quase todas as famílias acederam suas lareiras.

— O plano é o seguinte… — comecei, e ele me olha confuso — Você entra e distraí aquele velho — apontei de leve com a cabeça, e ele olha ainda sem entender — eu pego as bebidas. Quando eu sair você sai.

— O quê? Você está louca, Alaska? — ouvi Justin gritar para mim, porém eu já estava do outro lado da rua, entrando na pequena mercearia.

Lancei-lhe um olhar mortal antes de entrar, como se dissesse para ele não foder o plano todo.

Fingi estar olhando as comidas e salgadinhos, em seguida, passei os dedos com sutileza entre as prateleiras, olhando por debaixo delas Justin entrar e começar a conversar com o senhor. Com rapidez, pego duas garrafas de Smirnoff em cada mão. Ao perceber que o senhor estava sendo persuadido por Justin, me lembrei de suas técnicas de carisma, o que me deixou um pouco irritada.

Empurrei a porta pesada, e uma onda de vento bateu em mim, fazendo-me deixar cair uma das garrafas. Ela estourou, fazendo um barulho estridente. Gelei de medo. Olhei para Justin, depois para garrafa, depois pro velho.

— Corre, corre! — gritei, rindo.

Tirei a força do meu interior para correr em direção a rua. O vento cortante batia em meu rosto, fazendo-o doer. Ao meu lado, vi Justin. Ele estica a mão para mim, e eu agarro.

Viramos a cabeça parcialmente para averiguar se o senhor ainda nos seguia, porém ele havia desistido. Comecei a ofegar, sem saber mais para onde ir, sem conhecer absolutamente nada dessa cidadezinha.

— Para onde você quer ir? — parei, sugando o ar com força.

Ele parecia desnorteado, seus olhos percorreram o local, e aquele maldito sorriso sacana se formou em seu rosto.

— Você confia em mim? — perguntou.

— Eu deveria? — fiquei séria, não demorou muito para eu rir junto a ele.

Empurrei a garrafa contra seu peito, e ele segurou, experiente, depois de cambalear para trás.

— Você sabe que não deve. — ele se aproximou, consegui capturar a luxúria em seus olhos — Mas você quer — tão próximo de mim, achei que me beijaria. Sinto sua respiração bater perto, quente e com cheiro de menta.

Ele me dá um rápido beijo na testa, então começa a andar em direção a uma das montanhas.

Fico ali parada, atordoada, observando ele andar de forma despojada e começar a abrir sua garrafa. Pelos meus olhos vejo todo meu plano de não sentir atração por ele ir para o ralo.

 


Notas Finais


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