História Crazy Like Me - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Dove Cameron, Família, Incesto, Jason Mccann, Justin Bieber
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Palavras 2.949
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 18 - "Não sou tão inocente quanto pensa."


Point Of View Jason Mccann.

Acordei de madrugada com meu celular tocando e sem abrir os olhos tateei o criado-mudo ao meu lado, procurando o aparelho. Ao pegá-lo, li o nome de Michelle no visor e ignorei a chamada, voltando a fechar os olhos. Ela insistiu mais três vezes, então atendi.

– Fala. – Respondi sonolento.

– Está me ignorando?

– Não. – Respondi cínico.

Porra, não era óbvio?

– Não é o que parece. – Então porque insiste?

– Impressão sua. – Revirei os olhos.

– Eu queria te ver.

– Estou enrolado com a escola, Michelle. Tenho muita coisa na cabeça, também.

– Tão enrolado que não pode me ver? – Insistiu.

– São 5 da manhã. Podemos nos falar depois? Tenho aula cedo.

– Não enquanto não falar porque está me evitando.

Bufei, me levantando da cama.

– Não estou te evitando.

– Garoto... Eu não nasci ontem, pelo contrário. Sei que não está ocupado com a escola. Te vi em The City aquele dia que você supostamente deveria estar estudando.

– Você me seguiu? – Franzi o cenho, indo para a sacada do quarto, não queria que Brooke acordasse.

– Claro que não, eu tenho mais o que fazer. Acabei passando por lá e te vi, você estava acompanhado por muitas garotas, por sinal.

– Ciúmes? – Perguntei sarcástico.

– Não tenho mais idade pra isso. – Ela riu. – Vou ficar ofendida por ter sido usada por um garoto.

– Eu não te usei. – Ri, encostando o corpo no porta de vidro. – E você? Não foi isso que fez?

– O que? – Agora foi sua vez de rir. – Eu não usei você.

– Conta outra. Eu sei que foi noiva do meu pai, o que quer comigo? Chegar até ele, se vingar?

– O que? – Suspirou do outro lado da linha, ficando em silêncio por um breve momento. – Como descobriu isso?

– Não sou tão inocente quanto pensa, muito menos idiota.

– Eu posso explicar...

– Explicar o que? Que depois de anos ainda não o esqueceu? – Provoquei sarcástico. – Não vou ficar no meio disso, se você tem algum problema com ele, resolva com ele.

– Jason, nós precisamos conver...

– Adeus, Michelle. – Encerrei a chamada e voltei para o quarto. Ela insistiu, mas desliguei o celular, colocando-o de novo no criado-mudo.

Ouvi batidas na porta e abri, vendo Justin do outro lado da porta.

– Tudo bem? – Perguntou ele, observando Brooke deitada em minha cama, em sono profundo.

– Na medida do possível.

– Como ela está?

– Mal... Nunca tinha visto Brooke assim.

– Era de se esperar. – Bufou.

– E minha mãe?

– Sua mãe é mais forte do que parece. – Forçou um sorriso breve, sem mostrar os dentes. – Ela e Brooke precisam conversar. – Concordei, olhando em direção da minha irmã. – Estava acordado?

– Acordei agora.

– Pode voltar a dormir. Vocês não vão pra escola hoje.

Assenti e ele saiu pelo corredor. Fechei a porta e peguei o celular de Brooke, desligando o despertador. Deitei-me novamente, voltando a dormir.

Quando acordei, Brooke não estava mais ao meu lado. Levantei-me e fui para o banheiro fazer minha higiene matinal. A garota estava tomando banho com o box fechado, no final do banheiro. Escovei os dentes e encostei-me à parede, ao lado do box.

– Brooke... Tá tudo bem?

– Sim. – Ela respondeu normalmente, o que era bem estranho.

– Precisa de alguma coisa?

– Não, Jason. Estou bem, só quero terminar meu banho! – Falou alto para que eu pudesse escutar.

Concordei e saí do quarto, indo tomar café da manhã. Minha mãe sorriu ao me ver e eu beijei sua testa. Seus machucados estavam bem visíveis, impossível não sentir raiva ao vê-la daquela forma.

– Bom dia, querido.

– Bom dia, mãe... – Me sentei de frente pra ela que estava ao lado do meu pai. – Você tá bem?

– Já passei por coisas piores. – Ela sorriu, dando de ombros.

– Como assim piores? – Franzi o cenho, encarando meu pai.

– Não bati na sua mãe, se é o que está pensando. – Justin se defendeu ao ver meu olhar incrédulo, levando a xícara de café até a boca.

Minha mãe riu, tomando seu suco.

– Onde está sua irmã? – Perguntou ela com sua voz doce.

– Tomando banho.

– Como ela está?

– Estou ótima. – Brooke respondeu ao passar por nós, se sentando ao meu lado. – Por que desligou meu despertador? – Perguntou olhando pra mim.

– Porque eu avisei que vocês não iam pra escola. – Justin respondeu por mim.

– E por que não?

– Querida, nós precisamos conversar sobre ontem... – Nossa mãe falou, encarando Brooke. – Conheço um psicólogo muito bom e ele pode te...

– Não quero. – Brooke respondeu rápida, tomando seu suco.

– Você precisa conversar com alguém.

– Eu não quero conversar com ninguém.

– Brooke. – Justin a chamou, sério.

– Não quero! – Insistiu a garota. – Já disse que não preciso falar com ninguém. E parem de me olhar assim, droga. Eu não podia ter perdido o treino, o campeonato está chegando.

– Foi só um dia, Brooke. – Falei indiferente e ela se levantou, irritada.

– Se você não liga pra nada, o problema é seu. Eu me importo com meu futuro e o campeonato. – Respondeu ríspida, saindo batendo o pé.

– Vou falar com ela. – Minha mãe se levantou, seguindo os passos de Brooke.

 

Point Of View Brooke Mccann.

Sentei-me na cama de Jason e mamãe apareceu na porta, abrindo um sorriso breve. Ela caminhou até mim, se sentando em minha frente.

– Não quero conversar, mãe.

– Mas eu quero... – Mamãe insistiu e eu bufei.

– Não quero falar com psicólogo nenhum. Estou com vergonha, não consigo... Não quero falar com ninguém.

– Eu entendo, querida. Se não quer, não vou insistir. Mas eu estou aqui, não precisa fingir que tá tudo bem, quando não tá.

– E-eu... – Engoli em seco, segurando as lagrimas que ameaçaram escapar. – Eu sinto nojo de mim.

– Não deve. Ele nos usou, foi monstruoso, mas a culpa não é sua.

– Eu confiei nele. Amava Adam, achava que ele era bom pra você, mas... – Soltei as lágrimas e mamãe a secou com o polegar, acariciando meus cabelos em seguida.

– Me desculpe por não ter percebido nada antes, eu devia ter aberto os olhos, mas fui tão cega.

– Não, mãe... A culpa não foi sua. – Mordi o lábio inferior, segurando o choro. – Fomos vítimas daquele monstro. Jason estava certo. Ele me alertou, mas não escutei.

– Seu irmão é mais inteligente do que nós, pelo visto. – Mamãe comentou divertida e eu ri em meio ao choro, assentindo em concordância. – Mas você deveria conversar com alguém. Se não um psicólogo, suas amigas.

– Não tenho amigas, mãe. – Comprimi os lábios, suspirando. – Laura estava dormindo com Carlos.

Mamãe arregalou os olhos, surpresa.

– O que? Aquela descarada... Querida, eu sinto muito.

– Eu também. – Suspirei.

– Esse garoto não te merece!

– Estou cansada dele, mãe! Mas antes ele fosse meu único problema.

– E Deborah?

– Não sei se posso confiar nela. Não sei em quem eu posso confiar.

– Estou aqui, meu amor. Na sua família, você pode confiar. Nos seus irmãos, seu pai... Nós faríamos tudo por você.

– Eu sei... – Assenti, secando novamente as lagrimas do meu rosto.

– Você não precisa ir pra escola agora. Pode voltar quando se sentir preparada. Eu vou entender.

– Não. Eu quero voltar. Não quero ficar em casa, não quero ter mais tempo pra pensar em nada disso.

– Você tem certeza?

– Absoluta! Por que se eu não voltar agora, não vou mais querer voltar. Vou me ver como vitima pra sempre. E eu não quero isso. Não quero me lembrar de nada disso, quero esquecer que um dia esse homem entrou na nossa vida. Quero esquecer que ele... – Engoli em seco, olhando em direção da porta, na qual Jason apareceu e encostou-se ao batente, me observando em silencio.

Ao vê-lo ali, comecei a chorar. Mamãe me puxou para um abraço, afagando meus cabelos enquanto tentava me consolar, chorando junto.

Jason abaixou o olhar e permaneceu no mesmo lugar. Mamãe me soltou depois de um tempo e se levantou ao ver Jason, sorrindo para o meu irmão. Ele entrou em seguida e se sentou ao meu lado, em silêncio.

– Fica com a sua irmã. – Pediu e ele assentiu, me olhando.

Voices off.

Megan levantou-se da cama e caminhou em direção da porta vagarosamente, enquanto olhava em direção dos filhos. O olhar de ambos era intenso, ela não tinha parado para reparar até então. Jason passou um dos braços pelos ombros da menor e a puxou para um abraço, se deitando e fazendo com que ela deitasse com ele.

Ela fechou a porta ao sair, indo até o ex-marido que a esperava em seu quarto. Ao vê-la, Justin abriu um sorriso e Megan retribuiu, se sentando ao lado do homem na cama.

– Como ela está?

– Ela vai ficar bem. – Falou segura daquilo, deitando a cabeça no ombro do homem, que envolveu o braço em sua cintura. – Como eu pude ser tão cega?

– Ei. – Ele chamou, encarando a mulher. – A culpa não foi sua. Brooke vai superar isso, ela é uma garota forte, igual a mãe dela.

Megan sorriu com aquilo, selando os lábios aos do ex-marido, que acariciou o rosto da amada, levemente.

– Muda pra cá. – Pediu, fixando o olhar ao de Megan.

– O que?

– Mora comigo, de novo. Eu posso cuidar de vocês.

– Justin, eu... – Suspirou, sem saber como reagir àquele pedido.

– Nunca deveria ter deixado vocês, me desculpe, Megan. Me dá outra chance.

 – Muita coisa aconteceu...

– E? Você não me ama mais?

Ela riu, negando.

– Eu sempre amei você. E sempre vou amar.

– Então? O apartamento é grande, tem mais dois quartos pra Brooke e Carl. E vocês não precisam voltar mais para aquela casa, nunca mais. Aqui é seguro... Temos seguranças no prédio, no andar...

– Você pensou em tudo, não é? – Ela riu com a explicação do irmão, mordendo o lábio inferior enquanto fingia pensar.

– Tinha esperança que voltássemos a ser uma família.

– Nunca deixamos de ser.

– O que isso quer dizer?

– Que eu volto... – Assentiu e Justin alargou o sorriso, beijando a mulher ao lado, intensamente.

– Eu amo você. – Sibilou entre o beijo, acariciando o rosto da mulher.

{...}

A semana enfim acabou e o final de semana chegou rápido. Justin e Megan fizeram o possível para que Brooke se sentisse confortável na presença da família e esquecesse todo o trauma que passara com o ex padrasto. Fora uma semana calma na família Bieber, certamente não estavam acostumados com aquilo.

Carl também voltou para casa e se acomodou no novo quarto no apartamento do pai. Não podia estar mais feliz com aquela notícia, ainda mais em saber que seus pais estavam juntos novamente. Ele torcera muito por isso, não tanto quanto Jason, obviamente.

Ele também estava feliz, apesar de não falar ou demonstrar muito interesse naquele assunto. Jason não era muito de falar sobre seus sentimentos, seus pais estavam acostumados com a dificuldade que o filho tinha em se abrir, porém conheciam o suficiente para saber que aquilo o agradava e muito.

Point Of View Jason Mccann.

Entrei no quarto de Brooke, notando a garota arrumar as roupas no closet que era três vezes maior que o antigo. Suas roupas também pareciam ter se multiplicado, não fazia ideia de como. O quarto tinha sido decorado pela mesma, o que explicava os adesivos de borboleta na parede cor de rosa e o tapete peludo no chão.

– Já sentiu saudades? – Perguntou assim que me viu, fechando a gaveta onde guardava suas joias. Ela usava brincos que tinham pedras verdes e brilhantes como seus olhos, por sinal.

– Estou dando graças a Deus por ter meu quarto de volta. – Provoquei, me deitando no sofá dentro do closet.

– Tira os pés daí, vai sujar com esses tênis! – Empurrou meus pés do sofá ao passar em minha frente.

Brooke pegou Satan no colo e só então notei que ele estava com uma coleira rosa cheia de lantejoulas.

– Que porra é essa? – Perguntei indignado, apontando para a coleira.

– Não é lindo?

– Não! Ele é macho, Brooke. – Me levantei, pegando o cachorro do seu colo.

– E daí? Ele tá uma gracinha.

– Não tá não. – Retruquei, tirando aquela coleira.

– Você é um fresco.

– E você tá deixando meu cachorro todo boiola.

– Então combina com você. – Carl provocou ao aparecer no quarto, nos fazendo notar sua presença.

– Vai se foder.

Ele riu e saímos do closet, voltando para o quarto de Brooke.

– Adorei a decoração, Broo. – Carl comentou, se jogando na cama da garota.

Revirei os olhos, soltando Satan no chão.

– É claro que gostou. – Debochei. – É muito viado mesmo.

– Vai se foder, Jason.

Gargalhei e Brooke voltou a colocar aquela coleira ridícula no cachorro.

– Eu tenho dó desse cachorro na mão de vocês. – Carl comentou, rindo. – Sua testa está melhor. – Apontou ao falar com Brooke.

– Eu sei. – Ela suspirou aliviada. – Achei que fosse ficar com cicatriz.

– E como você tá?

– Cansei de responder essa pergunta. – Bufou. – Podemos não falar sobre isso?

– Só faz três dias, Brooke. Nós temos que falar sobre isso. Você não conversou comigo... Eu estou aqui, caso...

– Eu sei, eu sei. – Suspirou. – Só quero esquecer.

– Tudo bem, eu entendo. Mas é um trauma, isso pode acabar interferindo na sua vida de alguma forma, por mais que você pense que é besteira, não é. Você foi uma vítima nas mãos daquele brutamonte.  – Argumentou, se explicando.

– Não estou traumatizada.

– Quem você quer convencer? A gente ou a si mesma?

– Para, Carl!

– Não quero invadir seu espaço, Broo. Eu me importo com você, por isso acho que você deveria se abrir. Você ainda nem iniciou sua vida sexual e isso pode acabar atrapalhando...

– Chega, Carl. A decisão é minha, eu já disse que não quero falar sobre isso.

– Não tá mais aqui quem falou! – Ergueu os braços em forma de rendição, se sentando na cama. – Me desculpe, não queria te forçar a falar. É algo a se pensar.

– Tá. – Bufou, desviando o olhar para mim, enquanto eu observava aquela discussão em silêncio.

– Concorda comigo, Jason? – Carl me perguntou, agora me encarando também.

– Me deixa fora dessa. – Ri, me sentando na poltrona.

– Você não tá ajudando. – Carl bufou.

– Nem você. – Retruquei.

– Você sempre dá opinião sobre tudo, até quando não te perguntam. Estou estranhando.

– Ela não quer, Carl. Para de insistir.

– Pelo jeito estou sobrando aqui. – Ele riu ao falar, se levantando. – Já que vocês concordam em deixar isso pra lá, que tal falar sobre aquele beijo que eu presenciei?

– O que? – Eu e Brooke falamos ao mesmo tempo.

– É, aquele beijo. Vocês conversaram sobre aquilo?

– Caralho, quando foi que você ficou tão chato? – Bufei.

– Desde quando vocês me escondem as coisas?

– Não te escondemos nada, Carl. – Brooke revirou os olhos ao falar, entediada.

– Nada? – Riu sarcástico. – Vão pra merda, ultimamente estou sobrando nessa família.

– Achei que a dramática fosse eu. – Brooke debochou.

Carl foi até a porta do quarto e a fechou, voltando até nós.

– O que tá fazendo? – Franzi o cenho ao estranhar aquela atitude.

– Nós vamos conversar, não quero que nossos pais apareçam e escutem.

– Dá um tempo, mano. – Falei irritado. – Não temos nada pra falar!

– Por que você tá nervoso? – Provocou, arqueando as sobrancelhas.

– Porque você tá inconveniente pra caralho.

– É inconveniente perguntar por que meus irmãos se beijaram? – Ele riu, se sentando na cama. – A resposta é tão simples, a não ser que...

– A não ser que o que?

– Que tenham algo a mais pra esconder.

– Você é idiota. – Brooke riu ao falar, se sentando na cama com Satan no colo, ao lado de Carl.

– Nos beijamos porque sentimos uma atração inexplicável um pelo outro. – Ironizei em deboche.

 – Era pra ser uma piada? Porque estou acreditando mesmo nisso.

– Se tiver com ciúmes, beijo você também, Carl. – Brooke debochou e Carl fez uma cara enjoada.

– Sai fora garota, eu hein. – Falou e nós gargalhamos com sua reação. – Eu sei que estão desviando do assunto.

– Eu estava chorando por causa do Carlos e...

– E eu a beijei. Não sabia o que fazer.

– Então você consola alguém assim? – Ele riu. – Nunca me console, por favor.

– Fique tranquilo. – Respondi também enjoado, acompanhando Carl na risada. – Agi por impulso.

– Gente... Isso foi muito estranho.

– Por quê? – Me sentei na cama entre os dois e Brooke foi atrás de mim, massageando meus ombros.

– Por isso. – Apontou, se referindo à nossa proximidade. – Vocês não ficavam mais de cinco minutos juntos sem brigar e agora estão até se tocando. É estranho, cara... Não me culpem por achar suspeito.

– Foi só um beijo, Carl. Um beijo que não significou nada. Você tá ficando louco. – Brooke respondeu cínica, massageando meus ombros por dentro da camisa, vagarosamente. Depois foi arranhando da minha nuca até meus cabelos, acariciando como se fizesse um cafuné, me arrepiando.

Apertei sua perna discretamente, insinuando para que ela parasse com aquilo, mas ela ignorou, arrastando novamente as unhas por minha nuca e puxou meus cabelos levemente, de forma sensual e provocante.

– Ficou duro? – Ela sussurrou no meu ouvido, mas Carl ouviu e nos encarou, incrédulo.

– Gente... Fiquei constrangido. – Ele riu indignado. – Vocês tão me zoando, vão se foder! – Gargalhamos e Carl revirou os olhos, se levantando e indo até a porta. – Não sei porque ainda tento falar sério com vocês.

Saiu batendo a porta e nós rimos.

– Filha da puta... Você sabe que eu fiquei.

– Ficou? – Perguntou cínica e abriu as pernas, envolvendo em minha cintura ao se sentar atrás de mim.

Brooke deslizou as unhas pelo meu abdômen por cima da camisa, até chegar no cós da minha calça. Ela apertou meu pau, sentindo meu caralho marcado no jeans.

– Querida, já está pronta? – Nossa mãe abriu a porta e eu me levantei rapidamente, me afastando de Brooke. – Ah, você também está aqui? Que bom que já se arrumaram. Seu pai está esperando, vamos?

Concordei e saí rapidamente, tentando disfarçar o volume marcado na calça. Minha mãe sequer reparou, graças a Deus estava mais preocupada com a reserva que havíamos feito no seu restaurante favorito – para comemorar que ela e nosso pai havia finalmente se reconciliado – do que no que eu e Brooke fazíamos sentados tão próximos daquela forma. 



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