História Curiosidade e Inocência - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bleach
Personagens Aizen Sousuke, Byakuya Kuchiki, Gin Ichimaru, Hisana Kuchiki, Ichigo Kurosaki, Nanao Ise, Personagens Originais, Rukia Kuchiki, Shunsui Kyouraku, Ukitake
Tags Byahisa, Byasana, Ichiruki, Rangin, Shunao
Visualizações 41
Palavras 1.969
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Well
Como essa fic está com capítulos curtos (ainda), já vou enviar o terceiro.

Capítulo 3 - Coragem


Os dias acaram passando rápido, e Ukitake estava o tempo todo evitando olhar para Kuroiwa. Shunsui se manteve quieto esse tempo todo, mas já estava no seu limite de estranhar o amigo quieto, e estranhamente mau humorado.

Nesse momento Ukitake e Kyouraku estavam sentados no chão do terraço da escola.

“O que tanto ele olha?” foi então que Shunsui decidiu seguir o olhar Ukitake.

_Ukitake, o que tanto você encara a Kuroiwa-san? – Shunsui franziu o cenho, e só então Ukitake se tocou que não conseguia evitar olhar para a morena, que conversava com as amigas de sua sala, em frente a eles, mas um pouco distante.

_Fala baixo. – Ukitake estava um pouco irritado.

_Tá bom, tá bom. Relaxa cara, eu só quero saber o que está acontecendo. Já fazem umas duas semanas que você está assim, quietão, mau humorado, com um olhar de ódio mortal, e não fala nada.

_É. Acho que tenho deixado ser eu mesmo ultimamente. – Ukitake passou as duas mãos no cabelo, os empurrando para trás.

_Fala aí, o que está acontecendo? – Shunsui pegou no ombro do amigo com uma mão.

_Tá, mas já vou avisando que é complicado. – Ukitake estava um tanto sério. - Tanto que eu nem sei ao certo como dizer.

_Agora você está me deixando preocupado. Anda logo, fala.

_Acontece que… eu sei lá cara. – Ukitake bufou, colocando uma mão sobre os olhos, enquanto encostava a cabeça na parede em suas costas.

_Fala logo. – Shunsui foi possível sentir a agonia de Shunsui.

_Eu e a Kuroiwa nos beijamos. – Por fim Ukitake falou um pouco trêmulo.

_Kuroiwa-san? Há! Eu sempre achei vocês um casal muito bonitinho, desde o dia que ela foi escolhida para se segunda representante, mas nunca achei que vocês pudessem se gostar.

_Não cara, não é o que você está pensando. Ela só me usou.

_Te usou? – Shunsui passou a olhar incrédulo para a menina que conversava com sua namorada, Nanao. – Pra que? Pra fazer ciúmes para alguém?

_Não, não foi isso. Ela me usou para ter um experimento.

_Experimento?! – Shunsui estava mais incrédulo ainda, e espantado.

_É, foi o que ela disse, queria ter uma experiência. – Ukitake relaxou o corpo, dando de ombros.

_Nossa, mas foi só um beijo? – Shunsui perguntou bem sério, e Ukitake respondeu positivo com a cabeça. – Se é um só um beijo, porque todo esse mistério?

_Porque não foi um simples beijo.

_Então teve algo a mais? – Shunsui já estava insinuando que ‘aquilo’ havia acontecido.

_Não. Quer dizer… sei lá.

_Cara me explica direito o que aconteceu. – Shunsui estava muito interessado, intrigado, e desacreditado.

“Ukitake sempre é tranquilo” o moreno queria muito entender o que aconteceu, pois nunca havia visto o amigo daquele jeito, por nada.

_Há alguns dias, quando já havia todo mundo ido embora da sala de aula, não sei porque, Kuroiwa ainda estava lá. Eu voltei pra sala porque esqueci meu celular, e quando vi ela sentada na carteira, fui conversar como fazemos normalmente. Só que do nada ela me puxou, e começou a me beijar de um jeito….. – Ukitake mordeu os lábios lembrando “Aquele gosto de uva”. – Ela parecia estar com muita vontade, não me deixava se soltar, e… depois de algum tempo eu comecei a achar… gostoso. – Ukitake sentiu o rosto começar a formigar, levemente

_Hmm, gostoso? – Shunsui sorriu, achando interessante o fraco vermelho nas bochechas de Ukitake.

_Cara ela… ela me agarrou com as pernas dela e me fez sentir…. – Ukitake novamente esfregou o rosto, levando os cabelos para trás.

_Sentir…? – Shunsui cava vez mais curioso.

_Sentir ela, sabe? – Ukitake estava um tanto sem graça. – Ela estava de uniforme… saia…

_Ah! – Shunsui entendeu. – Sério? – Mas logo franziu o cenho estranhando. – Ela fez isso? –“Que danada”.

_Sim, ela me deixou… excitado como nunca fiquei antes, e eu acabei me entregando ao beijo, porque estava gostoso demais, mas então ela começou a colocar a mão dentro da minha calça, e.

_E?

_E eu fui tirar.

_Sério isso? Porque não deixou? - Claro que Shunsui fez cara de decepção.

_Olha Kyouraku, eu sei que você gosta dessas coisas quentes e tal, mas eu não me sinto preparado para deixar alguém me tocar.

_Sim, sim. – “Parece uma moça” Shunsui concordou com a cabeça. – Mas então?

_Então o Keigo chegou e atrapalhando tudo.

_O Keigo?! Que filho da…

_Daí eu não consegui falar com ela, e mal conseguir dormir aquele dia.

_Hmm, acho que lembro de ter visto você esquisito… noite ruim, algo assim

_É. Então, no dia seguinte eu perguntei o que havia acontecido. – Então ele respirou fundo, lembrando-se d o gosto da decepção. – Foi aí que ela disse que era só um experimento. Eu não sei por que eu esperava outra resposta.

_E que resposta você esperava?

_Eu achei que… sei lá… não faço ideia do porque eu pensei que ela pudesse gostar de mim, e que estava se declarando.

_Hmmm… entendi, entendi.

_E agora eu fico observando ela, pensando coisas, e não entendo porque eu fico tão frustrado com isso.

_Que tipo de coisas você pensa?

_Ah sei lá, que poderia ser diferente se ela tivesse me dado uma resposta diferente.

_Hmmm

_Também ando tendo sonhos com aquele dia…

_Você está apaixonado.

_O que?! – Ukitake olhou para o amigo, em total espanto. – Não…

_Ah meu amigo, isso não foi uma pergunta, foi uma conclusão. – Shunsui colocou a mão no ombro do amigo, e deu alguns tapinhas.

“Apaixonado?” Ukitake engoliu seco, e ficou pensativo. Logo o sino tocou anunciando o fim do intervalo, e seu olhar acompanhou Kuroiwa, que estava indo em direção as escadas.

_Eu apaixonado? – De repente o que Kyouraku disse, fez todo o sentido, serviu como uma luva, só que no coração de Ukitake.

Então ele ficou mudo por algum tempo, pensando no que estava acontecendo consigo.

_Vamos? Já acabou o intervalo.

Ukitake se levantou, e passou a acompanhar o amigo. “Mas que merda… eu me apaixonei por uma garota que parece uma santinha, mas agora eu descobri que é uma louca, maníaca por sensações eróticas…?”, então ele se encostou de costas para o corrimão, levando uma mão na testa.

_Kyouraku, eu estou ferrado. – Ele finalmente conclui decepcionado, depois de pensar profundamente, e se tocar que a menina era completamente diferente dele.

_Ah você está sim, mas se quiser conquistá-la eu posso dar alguns conselhos. – Ideias começaram a borbulhar na mente de Shunsui.

_Eu não sei… não sei se eu seria um cara que ela iria gostar.

_Bom, ela deve ter te beijado por algum motivo.

_Como assim?

_Você beijaria alguém por quem não sente a mínima atração?

_Não.

_Então. – Shunsui deu de ombros. – Acho que ela não faria o mesmo, e isso já é um bom sinal.

_Talvez. Eu não quero me iludir tirando conclusões precipitadas. – Ukitake passou a caminhar.

_Bom então vamos ver o que sabemos. – Ukitake levou o dedão da mão para o queixo, pensativo.

_Hm?

_Bom, você disse que ela te usou para ter uma experiência.

_Certo.

_Então faça ela ter mais experiências com você.

_O que?! - Ukitake olhou espantado para o amigo. - Está louco? Eu não sou rato de laboratório.

_Eu não disse para deixá-la te usar, eu disse para fazer ela ter mais experiências.

_Como assim?

_Como posso te explicar…. – Então Kyouraku desviou o olhar pensativo. – Já sei, tenha você a atitude, o mesmo tipo de atitude que ela teve, mas vindo de você.

_Eu não vou usar ela para um experimento.

_Não é isso, só faça ela sentir o que ela procurou em você aquele dia.

_O que? Eu agarrar ela daquele jeito? – Ukitake franziu o cenho, não estava gostando muito.

_Isso, já conheci garotas como ela. Aposto que ela vai gostar. – Kyouraku ficou empolgado, passando o braço por cima dos ombros do amigo, e ao mesmo tempo batendo no peito dele com a outra mão.

_Sem chance. – O platinado respondeu sério, e com a expressão fechada.

_Por quê? – Foi possível não sentir o biquinho que Kyouraku fez neste momento.

_Não tem como, eu não sou assim.

_Eu sei, mas…

_Sem “mas”, eu não vou tentar conquistar uma garota, tentando ser alguém que eu não sou. Se for pra conquistá-la, tenho que ser do meu jeito.

_E como é o seu jeito? – Kyouraku soltou o amigo, e cruzou os braços, olhando o amigo coçar a nuca, pensativo. – Você nunca teve um interesse numa garota antes, não é? – Então Ukitake olhou para ele, sem resposta, mas Kyoraku já sabia que não. – Bom, acho que seria mais do seu feitio chamá-la para sair, ir ao cinema, ou algo assim.

_Isso! – Ukitake apontou feliz para Shunsui. – Isso seria uma boa.

“Não sei por que, mas acho que isso não vai funcionar” Kyouraku já estava sentindo dó do amigo.

_Eu posso chamá-la para algum lugar fora da escola, e conhecer um pouco mais da vida pessoal dela. Afinal tudo o que eu falo com ela, é sobre as atividades escolares.

_Ok, você vai tentar do seu jeitinho, mas se não der certo…

Kyouraku voltou a passar o braço por cima do ombro do amigo, e começou a cochichar no ouvido dele, coisas que ele gostava de fazer com sua namorada, e ela gostava.

“Definitivamente eu não vou fazer nada do que Kyouraku disse” ao chegarem na sala de aula, Ukitake foi caminhando lentamente até o seu lugar, enquanto olhava Kuroiwa, que observava a vista da janela. “Droga… eu estou tão apaixonado assim?” ele esquivou o olhar no mesmo instante em que ela passou a olhar em sua direção, “Não consigo nem encará-la?”. Então ele se sentou em seu lugar, e passou a olhá-la por cima do ombro, “Qual é? Se acalma” o platinado já estava brigando com as batidas do coração, enquanto apertava o peito, “Só de imaginar indo até ela e a chamando para sair, eu fico assim, nervoso”.

Foi preciso algumas horas para que Ukitake conseguisse se acalmar um pouco. Ele planejou ir até ela no final da aula para chamá-la pra sair. Mas os seu planos não deram muito certo, logo que o sino anunciou o final da aula, Kuroiwa foi cercada por Rangiku, Nanao e Hisana. Ukitake recuou, pensando em deixar para o outro dia.

_Até mais. – Kuroiwa se despediu de Rangiku, enquanto trocava os wabaki por seus sapatos.

“Ela está sozinha?” Ukitake viu, e no mesmo instante sentiu a mão suar frio. “É agora” engolir saliva nunca havia sido tão difícil para esse garoto, até esse momento.

_Kuroiwa. – Ele tomou coragem, mas quase gaguejou.

_Ukitake. – Ela olhou para ele, e fechou a porta do armário.

_Eu estava pensando…. – Já ficando sem saber como fazer o convite, Ukitake desviou o olhar, e começou a coçar a nuca.

_Sim? – Ela estava com abraçando um caderno em seu peito, e deu um passo para se aproximar dele.

“Deus, como ela é linda” Ukitake parou de coçar a nuca, e voltou seu olhar para o rosto dela. “Porque eu nunca havia olhado pra ela assim antes?… Concentre-se!”

_Kuroiwa, eu estava pensando. – Então ele conseguiu encará-la sério, e sem tremedeiras. – Você gostaria de ir comigo ao cinema?

_Cinema? – Ela franziu o cenho.

“Ela não vai aceitar” ele estremeceu, sentindo o coração acelerar, se uma forma que até sua boca secou.

“O que ele está querendo?” ela inclinou a cabeça para o lado de leve pensativa, “Só tem um jeito de descobrir”.

_Sim.

_O que? – Ele arregalou os olhos, surpreso.

_Sim, porque não? – Ela sorriu, fazendo o ele ficar totalmente sem reação.

_Mas é só você e eu. – De certa forma, ele não estava acreditando.

_Não aceitaria se fosse de outra forma. – Ela piscou pra ele, ainda sorrindo, e então ela começou a se virar, indo em direção à saída. – Até mais.

_Até. – Ele ainda estava abobado, sem acreditar. – Ela disse sim! – Ele comemorou quando viu que ela não estava mais por perto.

“Viu Kyouraku, não precisa ser um homem avassalador, é só ter coragem”.


Notas Finais


Gostaram das reações do Shunsui? kkkkk
Ele será uma bela ponte entre os corações de Kuroiwa e Ukitake.

Alguém já esperava o "sim" dela? kkkkk
Como vocês acham que será esse encontro?
Já estou escrevendo o próximo capítulo, e não vou demorar muito pra postar
Beijos


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