História Cursum Perfício - Capítulo 8


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Categorias Eldarya
Personagens Erika, Nevra, Personagens Originais
Tags Eldarya, Nevra
Visualizações 23
Palavras 1.676
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"Eh isto".

Capítulo 8 - Capítulo 8 - Más ações, péssima escolha de palavras.


  — Você me chamou, Miiko? — ele pergunta, atuando (e ele se diz que não é uma mentira, apenas atuação); as habilidades necessárias para a Guarda Sombra o fizeram um bom mentiroso, o que é contraditório visto que ele odeia mentiras, mas ainda sim, se sente orgulhoso de tal habilidade.

   A kitsune ficou confusa, mas em segundos sua expressão voltou à rigidez habitual.

  — Não, de fato. Mas já que Erika está em uma missão de dias com Cameria... Tenho uma ordem para você, sim.

   Não era o que Nevra esperava, mas, decidindo não fraquejar e aproveitar o nome de Erika para sugerir o assunto que tanto afetava Ezarel, (e embora odiasse pensar sobre isso) e afetava a ele próprio; ele seguiu com o papel.

 — E qual seria?

 — Instrua Jamon a libertar o humano, leve-o a enfermaria, ou ao quarto de Erika, por favor.

   Bingo.

— Por que ao quarto dela?

— Você também com isso? — Miiko respondeu na defensiva. — Não temos outros quartos disponíveis, e se tiver mais alguém chorando pelos cantos por que "Miiko foi má o bastante e me deu um quarto sem colchão" de novo, eu vou surtar! — ela suspirou.

   — Erika já aceitou, não tem nada que você possa fazer, Nevra. — Huang Hua disse, entrando no Salão.

  Ele sentiu Huang Hua antes, se não, ele teria sido pego desarmado, e o resultado não seria bom.

   — Isso não est-

   — Não é o que sua aura a sua volta diz. — Huang Hua sorriu um sorriso que sugere que ela realmente sabe das coisas.

   Com isso, ele partiu.

   Mas não foi de imediato fazer a tarefa a que foi designado, não por preguiça (ele desconhecia essa palavra), mas porque ele se permitiu fazer birra pelo menos uma vez. Ele se perguntou se era ciúmes, mas a resposta que se deu foi negativa; ele não era um ciumento histérico como Ezarel, mas também não era desprovido de sentimentos como esse, como Valkyon; mas ainda sim, ele sentia algo parecido, e pelo bem de sua reputação e de sua guarda no topo do Ranking, ele executaria a tarefa, mais tarde.

  Por agora, ele iria ao mercado, se concentraria em lojas de vestuário femininas (e se esforçar para não imaginar a reação de Erika se ele a presenteasse com algum desses, e se esforçar até mesmo para não realmente comprá-las) e faria o que ele sabia fazer muito bem, mas não de melhor: flertar.

  Afinal, embora suspeitasse que seu coração estivesse sendo arrebatado, e o flerte não dessem em nada: as aparências precisam ser mantidas.

                        ___

 

   Quando a lua já pendia no céu, ele pensou melhor na burrada que fez, e se apressou. Ele correu para libertar tal humano e levá-lo ao quarto dela.

   O quarto de Erika...

   Ele sorriu confuso, era um assunto do qual ele considerava curioso: ele se lembra de decorar o quarto da garota (um bom trabalho, aliás), mas também se lembra de ter ido a uma missão em busca do pequeno Kappa perdido, com ela. No entanto, há fatos e testemunhas de que ela realizou a missão com Valkyon.

   Como era possível?

                       ____

 

  Por sorte, Jamon já estava em seu encalço, por tanto não teria o trabalho de procurá-lo e pedir-lhe chaves.

   — Nevra imprudente. Nevra pedir Jamon soltar humano mais cedo. — Jamon grunhiu enquanto inseria a chave na fechadura da cela.

   — Eu me distraí. — Também não era uma mentira, mas também não era verdade.

   Jamon bufou em desaprovação, e Nevra conseguiu ver o sopro quente se desfazer no ar. Após guardar as chaves, o ogro se retirou.

   Nevra observou o humano, seus olhos permaneciam fechados, mas ele não estava dormindo, sua respiração era fraca e instável, quase não se via o vai-e-vem corporal da respiração, assegurando que estava vivo.

   “Merda.” Ele pensou entrando na cela para verificar o homem desacordado, e ao tocá-lo sentiu o suor tocar seus dedos, o humano estava quente e suado, muito suado.

   Ele resmungou.

   Seria difícil subir as escadarias com um peso morto, ele estava desgostoso com a situação.

   “Se eu fosse o Kero, — ele pensou — seria mais fácil.”

    Pé após pé.

    Degrau após degrau.

    Ao atingir o último degrau (primeiro, se você estiver descendo), ele agradeceu ao Oráculo pelo fato do Salão das Portas estar vazio. Agora ele estava tão suado quanto o homem que ele carregava (ou arrastava); era não estar apresentável segundo a linha de raciocínio dele.

                       ____

 

  Ewelein estava tão concentrada em seu próprio negócio entre papeladas, que Nevra se perguntou se ela não tinha percebido ele com um corpo lá.

   — Foi me dito que você deveria ter trazido ele esta tarde. — Ewelein permaneceu sem tirar os olhos dos papéis.

   Bom, ela tinha.

   Após uma longa pausa, Ewelein suspirou.

   — Deixe o na maca, por favor. — Ela apontou para uma maca ao fundo, ainda verificando os papéis. — E saia, por favor.

    Contemplando o humano na maca, Nevra se permitiu questionar repetidas vezes do por que estava agindo como um idiota por um dia inteiro.

     Como antes, ele achou que se não era um princípio de ciúmes, ele não sabia o que era.

                         ___

    Batida um, batida dois, batida três.

     “Você pode ignorar, logo vai embora...”.

    Batida cinco, sete, e dez.

    “Ou talvez não.”

 

     Toda vez em que via Karenn, ele comparava suas características físicas com as próprias, e sempre lamentava não haver semelhança nenhuma entre eles.

    Karenn era a mistura perfeita de seus pais fisicamente, mas o único traço de personalidade que ela carregava consigo que se assemelhava aos pais, era sua ira; sua ira era a cópia da ira de sua mãe.

    Todos somos cópias de nossos pais em alguns momentos da vida, não somos? Personalidades gravadas em todos os nervos e lembranças que tanto o cérebro quanto e apenas o subconsciente poderiam lembrar.

    Sorte de quem escapa, e Nevra desejava todo dia ao acordar, para que escapasse.

    — Como você quer que Erika te perdoe e te ame se você não faz por onde?

   Ela cuspiu as palavras enquanto passava por ele, cada passo sendo dado com força no chão.

    — Ahn?

    — Não se faça de burro! Se aquele garoto tivesse morrido porque você foi fazer sei lá o que por aí... O que infernos você tava fazendo?

    Fechando a porta, ele deu de ombros.

    — O meu negócio.

    Karenn parecia perplexa.

    — O seu-seu negocio ou o seu negócio? — ela estreitou os olhos.

    — ... A segunda opção.

    Oh não, Karenn estava enraivecida de verdade agora.

    — COMO VOCÊ QUER QUE ELA TE AME SENDO ASSIM?

    Ela gritava.

    — Eu não quero que ela me ame.

   Talvez ele quisesse, mesmo sabendo o que isso implicaria.

    — Diga isso a si mesmo mais cem vezes, quem sabe você acredite, porque eu não acredito. Não esconda pra sua irmã que você está apaix-

   — Eu não estou apaixonado.

    E essa é uma verdade no qual ele sempre pondera sobre. Embora eles já terem se beijado em um infeliz episódio, de fato, apaixonado não estava ainda, no entanto, ele estava experimentando sentimentos e sensações dos quais ele só tinha ouvido falar e se amaldiçoou quando o "isso é desnecessário", "não vai acontecer comigo tão cedo" se tornou "faz sentido, eu te entendo", e "o que eu faço agora?", ele tinha mais dificuldade em conter seus impulsos de querer conhecê-la melhor (e mais do que os outros rapazes), ou sua mente de até mesmo pensar nela, mas ele não impedia de pensar no quão maravilhosa Erika era.

  Contudo, embora estivesse cada vez mais próximo de ser, não era paixão ou amor, era um período de querer conhecê-la e saber tudo sobre ela; e algo próximo a sentimentos ruins quando via outros seres sendo capazes de aproximar-se dela naturalmente e descobrir coisas sobre ela que ele ainda desconhecia.

     “Se ao menos ela fosse como eu...”

    — Quando você se der conta de que está, sabe onde me encontrar e sabe o que vai ouvir.

    Ela saiu, se batendo com força, de propósito em seu braço, e ele se irritou.

    Por que as pessoas presumem saber tudo sobre as outras?

                       ____

 

  Os dias passaram e Nevra não procurou saber sobre o estado de saúde do humano, mas as notícias chegaram a seu conhecimento mesmo assim: o rapaz contraiu uma pneumonia (que já estava sendo tratada por Ewelein com tônicos diários); pessoas curiosas tentavam entrar na enfermaria para verificar o garoto, mas Jamon os bloqueava, proibia qualquer um de entrar, aliás, até mesmo os da Guarda, o que deixou Karenn e Alajea insatisfeitas; e por último, as reuniões de Ewelein com Miiko para discutir o destino dele, aparentemente, ele organizava arquivos delicados muito bem mesmo sem entender uma sequer palavra da linguagem dos Faerys.

 Até então, ele decidiu não ouvir mais e se empenhar em missões.

 Isso até vê-la.

 Erika estava em estado deplorável; o hematoma escuro ao redor de seu olho parecia o mínimo de seus problemas comparados aos outros hematomas e cortes em seu corpo; mas ele não se sentiu preocupado; não, era... Admiração. O treino e trabalho duro eram necessários para a sobrevivência em Eldarya, ele só pôde admirar a mulher diante de sua visão: a garota indefesa agora estava ganhando seu espaço.

 Ele observou Valkyon conversando e sorrindo para ela, eles se despediram e Nevra foi atrás dela, mas foi proibido de adentrar a enfermaria, por Jamon.

____

  Ele vagou pelos corredores de aposentos, sua mente vagava em um vale distante, uma terra de pele macia com alguns hematomas, e olhos violetas expressivos; mas ele foi trazido de volta à realidade quando a focalizou, vindo em sua direção em passos determinados.

    — Ele poderia ter morrido, Nevra! — Erika exclamou, indignada. — Você pode dar em cima de quem você quiser, mas não deixe alguém morrer porque você... Você... Ughhh! — ela grunhiu — Nevra...

    Ela olhou para ele intensamente, e ele estremeceu; era o olhar que ela só dirigiu a ele uma vez, e ele morreria para garantir que nunca mais visse aquele olhar novamente.

    O olhar de decepção.

    As palavras estavam nos lábios de Nevra, mas não ousavam sair.

    Erika suspirou, e quando ela passou por ele, ele vislumbrou-a fechando os olhos com força, e uma única lágrima solitária rolar por sua face.


Notas Finais


Cada dia que passa tá ficando mais difícil defender Nevra (tanto na história quanto no jogo) IAJSIAJSIJASAS
Eu quero agradecer a quem comentou, sério, fez meu dia mais feliz e me inspirou a continuar a história, pelo menos não é um flop total né amados ♥
Até a próxima, gals

(((P.S, vou tentar corrigir esse os parágrafos, tá tudo torto, socorro AAAAAAAAAAAAAAAA)))


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