História Cynosure - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Slender (Slender Man)
Personagens Personagens Originais
Tags Lily, Smiley Dog, Ticci-toby, Zalgo
Visualizações 30
Palavras 2.107
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Genteeee! Decidi publicar essa fic antes de publicar uma one que ainda estou terminando de escrever do Laughing Jack... já sabem né, hot vai comer solto cof cof (aproveitem bastante aqueles que têm um tara pelo palhaço)
Não sei muito bem se a sinopse ficou boa, mas pretendo editá-la quando meu cérebro estiver fluindo uma narrativa melhor.
Spoiler: o prólogo dessa fic tem acontecimentos bem leves, mas logo pretendo meter o loko nos próximos caps. Essa fic vai ser muito sem noção, resumindo.

Espero que gostem da Lily <3 a fiz com muito carinho para todos vocês! Porque de meiga só vai ter ela nessa história mesmo hehehe

Capítulo 1 - A capa negra


"Lily analisou a capa. Era bonita, longa e negra além de possuir um capuz, talvez grande demais para o seu pequeno e magricelo corpo mas até que servia para bloquear o gélido." 

 

   Em uma cidadezinha dos EUA denominada como Weston, perto de Miami e muito distante dos parques temáticos da Florida, a pequena garota de cabelos castanhos escuros permanecia-se parada sobre aquele telhado da casa velha e abandonada, observando a lua cheia que enfeitava o céu repleto de estrelas. Estava muito frio para uma criança com roupas rasgadas e sujas, porem aquilo não importava, o que importava era o alimento que segurava firmemente em sua mão esquerda, como se aquilo custasse o preço de sua vitalidade. E realmente custava, não comia a três dias.

     -Não é muito perigoso? -Perguntou o gato de pelos pretos e luminosos, que poderia muito bem camuflar-se no escuro ou em qualquer coisa tingida pela tonalidade negra mais escura. 

    -Não sei. -Disse a criança de boca cheia, dando mais uma mordida urgente no pão.

   -Vamos, veja lá aquele homem saindo da biblioteca. -O pequeno animal direcionou sua cabeça em direção a uma residência alta e grande no sentido de largura, tinha uma decoração rústica e era amadeirado. 

  -Ele vai me chutar. -Respondeu depois de um longo tempo, engolindo a massa do pão em uma velocidade tão grande que teve a sensação de que sua garganta estava sendo rasgada.

  -Prefere ficar nesta rua imunda passando fome? -O gato levantou um olhar furioso em sua direção.

    O animal tinha olhos verdes reluzentes, tão claros que poderiam ser vistos brilhando na escuridão, porem havia algo de estranho. Suas movimentações emitiam um som de estalo, suas patas muitas vezes se entortavam como se estivessem quebradas, sua cabeça poderia ser girada em torno de 360 graus, porém isto nunca assustou a ingênua Lily, afinal, era o único amigo e orientador que tinha. O único que se preocupava com a mesma. 

     -Acha mesmo que ele vai nos escutar? -A pequena inclinou a cabeça levemente para o lado enquanto observava o homem atrapalhado, murmurando vários palavrões irritado, chutando uma lata de lixo furiosamente.

   -Desde quando desconfia de minhas orientações? -Semicerrou seus olhos.

    -Aí credo. -Resmungou Lily enquanto se levantava, pegando a bolsa verde escura ao seu lado e colocando em seu ombro, pesada demais para o seu tamanho e magreza, causando-lhe um certo desequilíbrio.

    Durante seus passeios pelas ruas, havia achado a bolsa esmurrada num beco, repleta de ratos e restos de comida. Lily tinha uma especialidade muito excêntrica em  querer conservar aquilo que é abandonado, então acolheu para si, lavou em uma torneira de banheiro público, desde então guarda tudo dentro da mesma. Suas famosas bugigangas. 

   Lily desceu pela mesma escadinha que lhe deu entrada através do pequeno buraco que o telhado obtinha entre os tijolos, voltando ao sótão empoeirado e composto pelo breu, retirando logo em seguida de sua bolsa uma lanterna que por sorte, ainda tinha pilhas funcionáveis. Iluminou o local e sorriu fracamente ao lembrar-se da caixinha de música que havia recolhido de uma daquelas estantes, pois era o único objeto que poderia se encontrar ali, e isto a interessou é claro. 

   -Vamos Lily! Não quer desperdiçar uma ajuda certo? -O gato a alertou, miando logo em seguida como forma de sussurrar um palavrão.

     Tem certas coisas que apenas outros gatos podem entender, aliás, era raro encontrar algum humano que pudesse os ouvir, e a ingênua criança tinha este dom. Isto foi o que a manteve viva durante a sua moradia nas ruas, a comunicação com os animais também abandonados, assim como ela. 

    A garotinha corria mais do que suas pernas magricelas poderiam aguentar, atrapalhada com o peso da bolsa enorme em seu ombro, ofegante, perseguindo o homem rabugento.

   -Moço! -Gritou Lily, esticando o braço direito em direção ao sujeito, que virou-se na hora em uma expressão mau humorada.

  -Não tenho dinheiro. -Revirou seus olhos castanhos, voltando a andar e ignorando a garota.

    O gato miou novamente. Desta vez foi um "cuzão". 

   A menina não iria desistir desta vez, estava a 3 anos sendo ignorada, expulsa de vários lugares ao pedir comida, roubando o mínimo que precisava para sobreviver, e a sua origem se passava pela sua cabeça em forma de borrão, pois não lembrava-se direito de sua família. 

   -MOÇO! VOLTA AQUI! -Berrou desesperada, então o cara parou.

    Patrick não era o tipo de gente bondosa, e muito menos gostava de se passar como tal, a impaciência reinava no final de tudo. Aliás, aquela menina suja estava atrapalhando o seus planos para o resto da noite, e um deles com certeza seria ver pornô lésbico enquanto da longos goles em sua Heineken, deprimido. Ah, e não podemos relevar que Patrick perdeu a virgindade em um estupro, porém ninguém nunca soube e ainda por cima este fato nem se passava por um segredo obscuro em sua mente, poderia expor isto numa boa. 

     -Que é?! -Rosnou, virando-se em sua direção pela segunda vez e tendo que abaixar um pouco a cabeça para ter uma visão melhor de Lily.

    -Eu te dou todos os meus brinquedos em troca de abrigo. -Seu tom era choroso, e seus olhos lhe passavam um sutil aspecto esperançoso.

    -Brinquedos? -Patrick riu, formando um semblante que definia um deboche escancarado em seu rosto. 

    -Sim! Olha! -Ficou empolgada, pois nenhum ser humano costumava a ficar parado ouvindo a sua voz por mais de 6 segundos. Não vamos esquecer de sua capacidade de se comunicar com animais. 

    Lily retirou de sua bolsa com uma certa urgência um livro grosso e pesado, tendo que segura-lo com os dois braços para não cair com o peso por ser tão fraca e frágil. 

    O homem de cabelos grisalhos tinha em mente de que iria fazer algo para ridicularizar a garota, até observar a capa preta extremamente familiar do livro empoeirado e manchado. Como um grande colecionador de livros, ficou encantado.

   -Aonde achou isso? -Retirou de seus pequenos braços rapidamente, analisando-o e limpando a camada grossa de poeira sobre a capa, arregalando levemente os olhos.

   -Hm... Nao lembro. -Suspirou tristonha, olhando para os próprios pés descalços.

    Patrick olhou para o livro e depois para a garota. Mal ela sabia que carregava algo de tanto valor naquela bolsa.

   -Sabia que isso é perigoso? -Ergueu a sobrancelha esquerda, sacudindo o livro para deixar claro a o que estava se referindo.

   -É só um livro...-A garota respondeu trocando o peso das pernas, ajeitando a blusa larga e branca que caia de seus ombros.

   -Só um livro. -Repetiu suas palavras ao soltar uma risada seca.

     A rua estava deserta, todos já estavam em suas casas, e tudo o que poderia se encontrar era a criança esperançosa e o homem oportunista, além do gato observador ao lado de um poste que iluminava fracamente o ambiente, já que piscava a cada dois segundos. Patrick olhou de relance para a sua biblioteca fechada e firmou suas mãos no livro, pensativo.

   -Certo, você pode ter um abrigo. -Revirou os olhos, sem ao menos olhar para a menina que acabara de abrir um largo sorriso.

  -Sério!? -Deu pequenos pulinhos, mais animada do que nunca.

   -É. -Foi seco, olhando novamente para o livro.

   Era difícil de acreditar que estava com uma raridade em mãos. Aquilo poderia ser uma passagem para o macabro de tantas invocações presentes naquelas paginas velhas e amareladas. 

  -OBRIGADA! -Começou a gargalhar infantilmente, abraçando a perna de Patrick como se o mesmo fosse um pai. 

  -Aah. -Fez uma expressão de repudio, reprimindo um pouco o seu corpo e emitindo um som trêmulo e baixo. -Não me abrace, criança. -A empurrou ao segura-lá pela cabeça, fazendo com o que a mesma cambaleasse para trás.

   Detalhe, ele passou um lenço em suas mãos logo depois. Detestava crianças. 

    -Eu vou ter uma casa? -Lily ignorou ingenuamente o seu ato, com seus olhinhos castanhos brilhando pelas lágrimas de emoção que estava prestes a sair.

   -É, por aí. -Respondeu com desdém, voltando a biblioteca. -Me siga seu pequeno verme. -Murmurou.

    Lily segurou firmemente sua bolsa enquanto andava saltitante atras do homem, observando-o abrir a biblioteca com as chaves e deparando-se com a imensidão do lugar extremamente bem conservado. O ambiente tinha um aroma sutil de café, as estantes eram altas e às escadas levavam a outros andares, sem falar das mesas e puffs espalhadas e forma organizada, dando um aspecto de conforto a biblioteca. 

     -Essa aqui é sua casa? -Perguntou boquiaberta, dando voltas para analisar por completo o lugar.

   -Não animal, é minha biblioteca. -Pronunciou da forma mais grosseira e impaciente, colocando o livro grosso abaixo dos braços.

  -Ata. -Lily fez cara de paisagem, voltando a o seguir.

   O homem parou ao deparar-se com um tapete, chutando-o para um lado e revelando um formato quadricular naquele chão liso e amadeirado, e o que mais chamava atenção naquilo era um cadeado. 

  -O que tem aí? -A criança curiosa inclinou a cabeça para o lado, vendo-o colocar uma pequena chave no cadeado ao atrapalhar-se todo para encontrá-la no bolso de seu sobretudo.

  -Seu quarto. -Lhe lançou um sorriso maníaco, mas Lily nem percebeu.

   -Legal. -Pronunciou débil, piscando involuntariamente.

    O cara resmungou um palavreado e levantou uma pequena porta que dava entrada a um porão, e logo abaixo havia uma escada, por onde desceu sem esperar a garota. Lily sorridente largou sua bolsa ali, arfando ao escutar o gemido de dor que Patrick havia soltado pelo fato da mesma ter caído sobre sua cabeça meio careca. 

   -Desculpa tio! -Gritou, começando a descer as escadas.

   -Que garotinha retardada. -Reclamou, massageando o topo de sua cabeça.

   A menina suspirou cansada ao pisar em chão firme, esfregando suas mãos em seus olhos que estavam começando a transmitir uma certa dor diante daquela luz falha que havia acabado de ser acesa por Patrick. 

    -Você vai dormir aqui. -Informou com cara de cu. 

   -Aonde? -Piscou novamente como se estivesse com um cisco no olho.

     Sua visão lhe incomodou por muitas vezes, mas naquele dia estava bem pior, mal conseguia enxergar aquilo que estava longe de si.

    Lily sentiu as mãos grossas do homem lhe guiarem até a um colchão velho coberto por uma coberta costurada a lã, que pelo menos estava usável. Ao lado deste colchão, havia uma pequena estante com várias revistas e gibis, e em outra parede era existente um fogão enferrujado com um eletrônico de fazer waffles sobre o mesmo. A vantagem era que o fogão era de sua altura. 

   -Ué, você dorme aqui? -A menina pegou cuidadosamente a bolsa, colocando-a sobre o colchão ao sentar-se no mesmo.

   -Dormia. -Pronunciou melancólico, com as mãos na cintura enquanto observava o pequeno porão de forma nostálgica.

    Podemos dizer que o pai de Patrick, o antigo dono da biblioteca, era um homem bem... rígido em suas regras.

   -Legal. -Disse entre um suspiro, sorrindo de canto enquanto olhava encantada para o homem que agora enxergava inocentemente como um pai.

   -Acha legal sobreviver apenas de waffles? -Indagou indignado, arqueando as sobrancelhas enquanto a olhava.

   -Eu acho sim! É gostoso! -Lambeu os lábios ao lembrar-se da cobertura sendo derramada lentamente sobre o alimento.

     Um de seus melhores passa tempos era ficar observando as cafeterias perto do beco aonde dormia. O asfalto frio lhe proporcionava pesadelos, nada melhor do que acordar vendo comida, lhe reconfortava até certo ponto, já que o estômago continuava a doer de fome. 

  -Meu deus. -Sussurrou enquanto passava a mão no próprio rosto. -Bom, vai ter que fazer algumas coisas para mim se quiser ficar por aqui. 

   -No que? -Lily perguntou pegando no próprio pé, analisando seu machucado.

   -Vai ter que limpar a biblioteca assim como as outras moças. -Informou apático, lhe jogando algo na maior indelicadeza.

   -Aí, o que é isso? -A menina retirava atrapalhadamente todo aquele tecido pesado que havia caído sobre si.

   -Sua capa, pode fazer frio e eu não quero que me siga para pedir outra coberta. -Resmungou.

    Lily analisou a capa. Era bonita, longa e negra além de possuir um capuz, talvez grande demais para o seu pequeno e magricelo corpo mas até que servia para bloquear o gélido.

   -Obrigada. -Agradeceu o olhando, novamente encantada.

     

 

    O gato havia ficado do lado de fora, vagando pelas ruas e até se sentindo realizado por cumprir seu objetivo em cuidar de Lily. Todos o ignoravam assim como ela, ambos tinham a mesma sensação intensa de abandono, e havia se simpatizado mais ainda com a garota pelo fato da mesma não ter se assustado com a sua aparência bizarra. Maldito monocromático palhaço que lhe quebrou todos os ossos, só não sentia dor por estar morto. 

    Uma coisa era certa diante de toda aquela reviravolta. O livro às vezes parece ganhar vida própria apenas para voltar para aquele que o encontrou. 

   

    


Notas Finais


Cynosure - Ponto de admiração.

Todos admiram Lily pelo seu modo puro e livre de ser.

Ps: desculpem qualquer erro, sempre posto pelo celular.


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