História Dangerous love - Camren - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Crises De Ansiedade, Depressão, Lauren Jauregui, Medo, Psicopatas
Visualizações 101
Palavras 1.929
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello trevosos, boa leitura!

Capítulo 13 - Thirteen


Fanfic / Fanfiction Dangerous love - Camren - Capítulo 13 - Thirteen

Sussurros e mais sussurros, como se a minha mente fosse um quarto vazio e escuro, cheio de ecos, completamente solitário. Eu me via em minha cama, agarrada com a Nala, um dos meus ursos de pelúcia, quando a porta se abriu e a silhueta masculina que tanto me apavorava se aproximava. Eu queria gritar, mas ele tapava minha boca, tentava afastar minhas pernas, enquanto tirava a roupa, tentando roubar minha inocência, ele tentava isso várias e várias vezes, e eu me sentindo por um fio de chegar ao fundo do poço. o suor se instalava em meu corpo, eu me mexia na cama enquanto as imagens me aterrorizava, era como estar em um labirinto, tentando fugir das lembranças e não encontrando saída. E então como se emergisse eu abri os olhos e senti meu pulmão voltar a funcionar normalmente aos poucos.

— apenas mais um pesadelo, ele se foi, você o matou Lauren, ele não vai voltar...

Falei pra mim mesma enquanto notei que já era dia. dormir ao lado de Camila afastou os pensamentos ruins, como se ela fosse meu filtro dos sonhos. Passei a mão no rosto, estava suada, fui direto pro banheiro, precisava de um banho. Deixei a água fria molhar meu corpo enquanto sentia o alívio, a água penetrando por entre minhas madeixas, enquanto me segurei na torneira, a tontura quase me fez cair, tudo girou. Quando terminei me olhei no espelho, minha pele branca parecia ter perdido ainda mais sua cor, eu estava pálida demais. Fui na cozinha comer algo que havia comprado com o dinheiro que Camila me deu, me alimentei, mas ainda me sentia vazia, eu ainda tinha fome, mas não era de nutrientes para o meu corpo, eu precisava com urgência da presença de Camila, e eu senti um arrepio gostoso me tomar quando ouvi o barulho na porta da frente. Eu podia sentir ela, de alguma forma que não sei explicar. Fui correndo abrir e me joguei em seus braços.

— ei! calma

— não posso mais Camz

— o que?

— ficar sem você, não posso mais, instantes ou horas parecem anos pra mim, gostaria que viesse ficar aqui comigo

— as coisas não funcionam assim lolo, precisamos de dinheiro, de um trabalho, eu nem terminei o colegial

— eu consigo dinheiro

— roubando? machucando pessoas? porque se for eu não quero, prometeu que ia fazer as coisas certas agora

— e eu vou, mas... só quero ficar com você. Vi uma frase em um dia que dizia "ela era minha insanidade e eu sua calmaria" lembrei da gente

— você é mesmo minha insanidade, me relaciono com uma psicopata, uma maldita psicopata linda

Fechou a porta e me beijou, pressionando meu corpo contra a parede e me deixando sem ar.

— você acalma os demônios que me atormentam, por isso preciso tanto de ti

— só por isso?

— não, também porque eu te amo, e amar pra mim estava totalmente fora de cogitação depois que Clara e Taylor se foram

— podemos construir algo juntas, mas tem que ser um passo de cada vez, eu vim dizer que meu pai tem vaga pra te atender

— agora?

— sim, ele vai tentar te ajudar lolo, com o transtorno de boderline e com a esquizofrenia

— eu sei qual remédio me deixa sã, é você Camz, eu não quero ficar perto das pessoas

— como quer viver ao meu lado futuramente? quer que eu fique aqui? presa?

— estar comigo não é suficiente pra você?

— claro que sim, mas eu preciso de você e também da vida lá fora, terminar meus estudos, ir pra faculdade, me formar, trabalhar. Já pensou que poderia se matricular? fazer novos documentos, quando pensa em uma profissão, qual a primeira que vem a sua mente?

— Camila, antes de te conhecer eu só pensava em sangue, em chacina, em matar, em várias formas de fazer alguém morrer e sofrer muito antes do último suspiro

— não consegue sentir remorso?

— Michael não sentia quando queria me machucar

— mas você não é Michael! você é Lauren e é boa

— não, eu não sou boa Camz, sou assim só com você, e tenho medo de estar condenada a ser assim pra sempre, amor nem sempre salva das ruínas, a vida não é como nos livros de história, a realidade é muito mais árdua e dolorosa

Ela segurou meu rosto e encostou a testa na minha.

— se o meu amor não te mudar, então seremos duas almas condenadas porque eu não vou te deixar

— jura pra mim? promete que não vai me deixar, não importa o que aconteça

— eu prometo, mas eu preciso que prometa também que tentará ser boa, consertar o que Michael quebrou em você. Quando me tocava enquanto a gente fazia amor, eu senti o quanto você é doce, não é tão tóxica como imagina, só precisa aflorar mais esse seu lado, eu vou te ajudar com isso, ok?

— ok

— vem comigo? minha mãe não está em casa, foi fazer compras, meu pai está te esperando. Vamos fazer isso, juntas

Segurei em sua mão e ela sorriu, e aquele sorriso já me deixou um pouco mais leve, eu faria isso por ela, porque a amo o suficiente pra querer mudar o caos que eu sou.

Na rua ela não soltou a minha mão, eu coloquei um casaco preto com touca, não gostava que as pessoas ficassem me encarando, mas mesmo não dando pra ver meu rosto direito, eu via que eles estavam escarando. Mas logo chegamos na casa, ela abriu a porta pra mim e então entramos, era a primeira vez que eu entrava lá, na verdade já tinha ido algumas vezes, mas era apenas para o quarto de Camila.

— vem, pode vir comigo, ele está no escritório

Me puxou pela mão e abriu uma porta marrom, um homem de cabelos um pouco grisalhos, alto e bem afeiçoado deu alguns passos a frente pra se aproximar de nós.

— você deve ser a Lauren, namorada da minha filha

Eu baixei o olhar e me senti trêmula quando ele tocou meu queixo e me fez erguer a cabeça para fita-lo.

— você tem olhos verdes muito bonitos. parece assustada, não precisa ter medo de mim

Queria muito que ele soubesse que eu não tinha medo algum dele, ele era quem deveria ter medo de mim. O que eu sentia era repugnância, eu não gostava das pessoas, só de Camila. Me esforcei ao máximo para falar.

— obrigada senhor Cabello

— apenas Alejandro. sente-se

Olhei para a cadeira e vi Camila ir pra perto da porta.

— não vai ficar aqui?

— ele precisa conversar com você a sós, sem interferência, eu sei que consegue isso lolo, acredito em você

Assenti e ela saiu, fechando a porta logo em seguida. Me sentei na cadeira em frente a mesa dele.

— Camila já me contou algumas coisas, mas quero ouvir de você, o que a tornou assim?

Comecei então a falar desde a minha infância até a minha adolescência. Falei das perseguições de Michael, mas inúmeras vezes que ele tentou abusar de mim sexualmente, do meu transtorno, da esquizofrenia e ele me analisava e escrevia em um caderno. Falei dos assassinatos também.

— o que você sentiu quando matou seus colegas de escola?

— satisfação, poder, eu via o medo nos olhos deles e aquilo me deixava com uma sensação satisfatória

— não pensou nas consequências dos seus atos?

— não, eu não tive medo das consequências, não conseguiram me prender por muito tempo, eu fugi daquele lugar horrível, eles enfiavam agulhas em mim, diziam que estavam me tratando, mas aquilo aumentava a minha raiva

— sente falta da sua mãe?

Nessa hora eu travei, eu não falava sobre Clara, não gostava de lembrar, porque sua ausência me doía.

— Lauren? você sente falta da sua mãe?

— não

— mas como não? achei que ela era importante pra você

— eu a amava, mas eu a destruía por dentro, nunca fui uma criança normal, eu era um peso pra Clara, ela seria mais feliz se tivesse tido apenas a Taylor

— se culpa pela morte da sua mãe? mas seu pai foi o responsável!

— ELE NÃO É MEU PAI!

Falei em um tom alto.

— tudo bem, calma, eu estou falando só biologicamente, porque pai de verdade não faz nada do que ele fez

— por isso eu o matei, e foi tão bom! o sangue em minhas mãos, ele implorando pra mim parar e eu o torturando

— e você fala tão naturalmente?

— eu já disse que gosto do medo que provoco nas vítimas, não sinto remorso, eu não consigo.

— e você se acha adequada para a minha filha?

Eu levantei e o encarei.

— ah, então essa análise não era pra me ajudar, era pra saber se estou saudável o suficiente pra Camila, acha que eu posso mata-la? eu nunca faria mal a ela

— você está mentalmente danificada, desestruturada, não tem nada de bom pra oferecer a ela, se você a ama não a destrua como fez com sua mãe, você mesma disse que fez mal a ela. Não deixe o seu caos danificar a minha filha também, eu como pai e por ter amor a ela, quero o que for melhor, e não está bem o suficiente pra estar com ela. não quero correr o risco.

— e vai fazer o que? ligar pra Polícia?

— se for necessário sim

— se tentar me separar da Camila, eu vou te caçar até no inferno, mas eu acabo com você!

— saia da minha casa! te proibo de ver a minha filha. Eu não desejo o seu mal, se dentro de você existe algum sentimento bom, se afaste dela

— não pode me pedir isso

— você a ama?

— claro que sim

— então a deixe em paz, livre de todo o seu caos, não destrua a minha filha Lauren! ela vai ficar melhor sem você

Minha cabeça começou a doer com as palavras fazendo eco em minha mente.

— por favor! se a ama vai sair daqui e nunca mais voltar a procura-la, é o certo

— não parece justo

— será a sua prova de amor

Meus olhos ardiam e eu chorei sem perceber, eu odiava chorar. Me aproximei da porta e abri rapidamente, passei por Camila correndo.

— ei! LAUREN! espere, o que aconteceu?

Mas eu não olhei pra ela, era meu ponto fraco, talvez ele tivesse razão, eu não sirvo pra Camila, eu nunca poderia fazê-la feliz, há cicatrizes que não se curam, mesmo que o tempo passe.

Dobrei a esquina e esbarrei em uma mulher, que por coincidência era a mãe de Camila, ela derrubou as sacolas no chão.

— você! já deve ter tido a conversa com o meu marido, espero que tenha caído em si e enxergado que eu e Alejandro jamais deixaríamos que se mantivesse perto da nossa filha, você é doente! É louca

— EU NÃO SOU LOUCA

Gritei e segurei em seus braços, quando percebi a força que estava usando soltei e me afastei.

— não gostei de você desde o primeiro momento, intuição de mãe não falha, fique longe de minha filha

Me empurrou pelos ombros e pegou as sacolas. Eu senti vontade de pegar uma pedra que estava ao meu lado e bater na cabeça dela até não restar mais vida. Eu cheguei a imaginar a cena, mas levantei e voltei a correr totalmente sem rumo, sentindo um vazio ainda maior, e uma dor ainda mais dilacerante, porque ficar longe de Camila, pra mim é como a morte.


Notas Finais


Xoxo


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