História Dark Paradise - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Demi Lovato, Fifth Harmony, Lady Gaga
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Demi Lovato, Dinah Jane Hansen, Lady Gaga, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Drama, Horro
Visualizações 14
Palavras 2.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Mistério, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei! Não foi tão rápido, mas foi o mais rápido que consegui. Sorry.

Capítulo 2 - I miss you


Fanfic / Fanfiction Dark Paradise - Capítulo 2 - I miss you

               18 de abril
                      Camila Cabello
                        Casa - Miami
                            10:30

Eu simplesmente estou destruída. Afundei meu rosto no travesseiro e gritei, um grito abafado. Não quero que ninguém escute isso, odeio mostrar fraqueza, odeio quando me vêem assim. Eu só sei chorar, a raiva me consume e tristesa invade meu coração, mas entre a tristeza e a raiva, prefiro a raiva porque ela leva à ação e não ao comodismo. O problema é que a raiva passa, mas as coisas que fazemos por causa dela não. Eu estava prestes a fazer uma besteira. Olho para o chão e vejo meu celular despedaçado, olhei para o espelho e vi uma mulher triste e com a maquiagem borrada. Vou para o banheiro e pego uma lâmina nova, olha pra ela e para meu pulso, penso em em me matar ali, na minha banheira, como vi em uma série. Mas logo desisto ao me lembrar de Lauren, me lembrar do ela sempre me dizia.

-nunca faça uma coisa por impulso, pense antes de agir, suas ações tem consequências.

Ouvi alguns ruídos vindo da porta do quarto e voltei onde estava. Abria a porta e olhei minha mãe, ela me abraçou e beijou meu rosto. Eu só chorava sem escândalo, sem soluços, só minhas lágrimas descendo e meu rosto com uma semblante sério. Eu choro e penso. Ouvi minha mãe falando algo, mas não entendi, só consegui entender meus pensamentos. Eu saí do abraço e caminhei até a cama, me joguei e fechei meu olhos com força. Minha mãe fechou a porta e saiu devagar.

(...)

-eu sei, eu sei. -falo um pouco baixo com Demi.
-sabe como ela é. -fala e sorri de lado.
-ok Demi. Eu só preciso de um tempo. -falo seria.
-vem aqui, vamos pro quarto dela. -me abraça.

Caminhei até o quarto de Lauren e passei por Joanne, que estava cuidando do funeral dela junto com Dr Styles. Entramos no quarto e Demi fecha a porta. Ouvi alguns gritos, a voz parece da Dinah e a outra de tia Bey, Abri a porta e olhei, não consigo olhar quem é, porque a pessoa já está em cima de mim e me sufocando. Olho para cima e vejo Dinah, com os olhos inchado e cabelo bagunçado.

-como você tá, chancho? -Fala e me olha com os olhos marejados.
-to péssima. -falo e começo a chorar.

Não gosto de demonstrar fraqueza, mas dessa vez foi inevitável, Dinah, Demi e eu. Todas chorando em um quarto, por causa de uma pessoa. Olhei pra mesinha do computador e vi uma foto minha e de Lauren.

  Olhei aquela foto e sorri, lembro do dia que tiramos a foto. Ela me puxou e mandou eu fazer biquinho, juro que eu não queria sair parecendo a Lea Michele, ela falou que gostou da foto  (risos), então tive que concordar em revelar. Fui até seu closet e abri uma gaveta onde tinha algumas foto e álbuns. Ficamos olhando aquela foto por um tempo e Dinah ficou me lembrando de algumas histórias. Passamos mais de uma hora olhando fotos e procurando vídeos, o tempo passa e só resta lembranças.

-Não acredito que isso aconteceu. -Dinah fala e me olha.
-eu também não, ela era tão forte. -falo e tento sorri, mas não consigo.
-ela deixou memórias, ela marcou nossas vidas, e a gente sempre vai lembrar dela. -demi fala e tenta sorri.

Saímos do quarto e fomos para a cozinha, chá e alguns biscoito, Joanne sempre vai ser a melhor cozinheira. Fiquei olhando para o chá, como se conseguisse ver alguma coisa nele. Fiquei olhando para ele até a voz de Dinah me disperta.

-oi. -a olho.
-come, você não comeu nada hoje. -fala e me olha seria.
-ok. -falo e bebo o chá de uma vez.

Ele desce queimando minha garganta, não tão quente assim, mas arde um pouco. Sorrio e coloco um biscoito em minha boca e saio caminhando com Dinah. Olho para o cachorro e vejo que ele está com um chaveiro na boca.

-tia Joanne. -grito e ela vem até mim.
-o cachorro tá com uma chave na boca. -Dinah fala e pega o cachorro no colo.
-onde conseguiu isso? -pergunta e tira a chave da boca do leo.
-tia Joanne, o cachorro cavou na areia do gato e achou um osso. -Blue ivy fala e corre na sala.
-não é um osso meu bem, era uma chave. -fala e mostra a chave.
-que chave é essa? -pergunto seria.
-de uma casa vitoriana da família, é bem antiga, mas está em um ótimo estado. Queria saber como ele conseguiu isso, já que só Lauren tinha uma chave. -fala sério e vai até o quarto de Lauren, onde guarda a chave.
-Dinah, pode me deixar em casa? -falo seria e a olho.
-sim. -fala e tira uma chave do bolso.

(...)

Antes de chegar em casa, passamos na casa da mani, ela veio junto, já que Dinah queria passar o resto do dia com ela.

-sua mãe tá em casa. -mani me olha.
-não. -tiro a chave de dentro da bolsa.
-e Sofia? -Dinah pergunta e entra.
-ta na casa de uma amiguinha. -falo e vou direto ao meu quarto.
-o que tem pra comer aqui? -mani pergunta e abre a geladeira.
-mani! -Dinah fala sério.
-desculpa.
-vou tomar um banho, se importa de ficarem ai? -pergunto e saio do quarto.
-não. -falam juntas.

Pego uma toalha e entro no banheiro, olho o espelho e vejo alguma coisa escrita nele, com uma cor vermelha, ou melhor... Com meu Baton.

-Dinah! -grito e Dinah vem até o quarto junto a mani.
-o quê? -pergunta seria e me olha.
-olha isso. -abro a porta do banheiro e ela olha o espelho.
-nunca esqueça de mim. Assinado - J.L- lê em voz alta.
-que porra! -mani fala séria.
-quem escreveu? -pergunta e me olha.
-juro que não sei. -falo e jogo água e passo um pano onde estava sujo.

Mani caminha ate fora do quarto.

-a porta de trás tá aberta. -grita.
-porra! -falo e saio do quarto indo até meu closet.
-pegaram alguma coisa? -dinah pergunta.

Vasculho meus portas jóias e algumas gavetas. Vejo uma blusa preta de Lauren, a preferida dela. Saio do closet com ela na mão.

-olha o que encontrei. -mostro a blusa.
-tão de brincadeira? Isso é sério? -mani fala sério e pega a camisa.
-é a preferida dela. -falo e me jogo na cama.
-isso foi uma brincadeira de mal gosto ou ela mandou alguém fazer isso... Antes... Vocês sabem... -Dinah fala seria.
-não sei. Sabe como ela é.. então acho bem provável. Ela me falou que era nosso último dia juntas quando tava no hospital, acho que ela sabia o que ia contecer. -falo seria.
-vocês transaram? -mani pergunta.
-é. -sorrio e passo a mão na nuca.
-elas transaram. -Dinah grita.
-puta merda, Dinah! -falo sério.
-mas sobre a brincadeira? -Dinah fala e olha pro banheiro.
-eu não sei se foi uma brincadeira. Sabe que ela sempre assinava com J.L ou Jauregui Lauren. -falo e levanto da cama.
-mas qualquer pessoa sabia disso. -mani fala e senta na cama.
-ok. A gente deixa isso pra lá. -entro no banheiro e tiro minha roupa.

Começo a tomar banho e pensar, pensei em como seria se Lauren não estivesse morta. Ela ia tá comigo aqui, me abraçando em baixo da água e brigando por que tá quente. Pensei em como seria minha vida depois disso, Lauren sempre me ajudava e sempre estava comigo, nas minhas crises ou pra me ajudar a esquecer que tenho isso. Antes de começar a namorar Lauren eu descobri que tinha transtorno de ansiedade, eu achava que quando alguém soubesse disso se afastaria de mim, eu tinha medo de sair de casa, medo de ter medo. Lauren sempre me ajudou com isso, descobri que tinha ansiedade com 18 anos e comecei a namorar Lauren com 20 e já estou com 21, quatro anos e ela me ajudou quando descobriu, ela era minha amiga, minha melhor amiga, depois namorada... E agora ela não tá mais comigo.

-Dinah, sua mãe tá em casa? -pergunto seria e saio do banheiro.
-não, ela tá resolvendo algumas coisas sobre a Lauren, na gravadora. -fala e me olha.
-a gente pode ir pra lá? -pergunto e vou até o closet.
-sim, é claro. -fala e tenta dá um sorriso.
-o que tem pra comer lá? -normani pergunta.
-para com isso, só pensa em comer. -Dinah fala e olha seria pra mani.
-ok. -fala triste.
-Dinah! -a olho seria e aponto pra Normani.
-Desculpa. -vai até ela e a abraça. -tem que entender que perdi minha prima, alguém que gostava muito. -fala e começa a chorar.

As lágrimas desciam devagar no rosto de Dinah. Ela tenta sorri, e mani a abraça forte.

-vai ficar tudo bem. -abraço Dinah e sorrio.
-sei como é, você nunca esquece, mas cada dia parece ficar mais fácil superar. -Mani fala séria e senta na cama.

Visto uma roupa, e pego uma touca. O dia está nublado e frio. Olho Normani e Dinah juntas, sorrio.

-a gente pode ir pra lá? -falo e saio do quarto.
-sim. -fala e sai do quarto junto a Normani.
-o que vai fazer lá? -normani pergunta seria.
-vou falar com tia Bey. -sorrio triste.
-mas ela tá na gravadora. -dinah fala e entra no carro.
-eu sei. É que quero relaxar um pouco. -sorrio e entro junto a Normani.

Em alguns minutos chegamos, a casa está vazia, era o que eu queria.

-oi. -a voz de tia Bey ecoa pela casa.
-oi tia Bey. -tento sorri.
-como você tá, Mila? -sorri triste e senta no sofá do quarto de Dinah.
-não tô muito bem, mas tô tentando. Queria falar sobre o contrato da Lauren. -sorrio.
-ok, me acompanha. -fala e sai do quarto indo até o escritório.
-a gravadora... Podia liberar algumas músicas dela, as que foram tiradas de alguns álbuns. -falo e me sento.
-é uma boa ideia. Precisamos fazer isso, você pode nos ajudar? -fala seria e assina um "documento".
-sim, posso. -sorrio.
-ok.

(...)

Fiquei no escritório até as 18:00 horas, depois fomos para a gravadora. Achamos alguns áudios antigos de Lauren, desde o dia que ela assinou o contrato e começou a gravar, até o mês passado que ela terminou o último álbum. Tia Bey e tio Jay prometeram que vão terminar esse álbum daqui pro final do mês.

-os fãs vão ficar feliz. -tio Jay fala e coloca uma das músicas pra tocar.
-eles vão ficar loucos, se os hackers não vazarem as músicas. -sorrio e dou de ombro.
-verdade, mas vamos ter o máximo de segurança com essas músicas, vamos segurar elas firmes. -fala e senta na cadeira giratória.
-preciso te deixa em casa, Camila. -tia Bey fala e pega a chave do carro.
-ok. -sorrio e a sigo.

Foram longos minutos e ainda não chegamos até minha casa, passei em frente a praia, leuren e eu sempre amamos essa praia. Sorri ao olhar para "as pedras", um lugar calmo onde ela me pediu em namoro.

-foi nessa praia? -pergunta seria e sorri.
-sim. -sorrio.
-ela me falou que foi em uma praia. -sorri e segue caminho.
-eu sinto a falta dela. -sorrio e deixo algumas lágrimas caírem.
-eu sei. -as lágrimas eram presente no rosto de tia Bey.
-me desculpe. -falei e enxuguei as lágrimas do meu rosto.
-tudo bem, eu entendo. -fala seria.

Depois de alguns minutos, chegamos em minha casa. Foi difícil lembrar dela e conseguir ficar seria, não deixar cair nenhuma lágrima. Me despeço de tia Bey e saio do carro.

-onde estava? -papa pergunta e me dá um abraço forte.
-na gravadora com tia Bey. -sorrio e retribuo o abraço.
-sei que o dia não foi fácil, mas você precisa comer alguma coisa. -sorri e me leva ate a mesa do jantar.
-pizza? -sorrio fechado.
-sua mãe não teve tempo de fazer a janta, tivemos que pedir pizza. -sorri e pega um pedaço.
-ok. -pego um pedaço e como, como se minha vida dependesse disso.

(...)

São exatamente 07:00, o funeral havia começado e eu estava chorando muito. Estavam falando algumas coisa, eu lembrava e chorava. Lauren nunca foi muito religiosa, mas sempre quis um funeral descente e queria que todos lembrasse dela. O caixão está fechado, disseram que o cheiro não está muito agradável. Eu queria ver o rosto dela pela última vez, ou tocar ela, mas não pude. Quando tudo acabou recebi alguns abraços e algumas frases reconfortantes e fui até o carro de meu pai. Sentei no banco do passageiro e tentei sorri, mas acabei caindo no choro. Abraço papa com muita força e ele retribui e beija o topo de minha cabeça.

-papa. -o olho.
-você vai ficar Melhor, eu juro. -sorri e liga o carro.
-me desculpa. -falo e enxugo minhas lágrimas.
-não tem do que te desculpar. -sorri e segue viagem.

Sei que isso vai passar, um dia vai passar. Olho sério para o vidro da janela do carro e coloco meus fones. Somebody else - the 1975. Essa musica me faz lembrar de Lauren, me lembro do último show que fomos. Ela dançava comigo ao som de chocolate, até começar a tocar essa musica. Foi a primeira declaração que recebi, ela meio que cantou pra mim, falou que não aguentaria me ver com outra pessoa. Eu corei no mesmo momento que ela cantou para mim, sorri e a abracei.

Lembranças vão e vem, assim como pessoas. Elas vivem e depois morrem, então tente aproveitar o máximo de sua vida com alguém que você goste.


Notas Finais


Algum erro me avisem
Beijos 😘😏


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