História Darkness - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Palavras 3.853
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Hentai, Lemon, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


ATENÇÃO AQUI Ô
OLAAAAA PESSOAS! Vamos lá... Lembra que eu prometi uma spinoff do capítulo anterior? Então. Eu pensei em postar este capítulo separado, numa história separada, mas achei melhor e mais viável por aqui. Pois tem coisas que vai influnciar nos próximos capítulos. Tudo, desde os capitulos anteriores, influenciam.

Esse capitulo focará em GoenjiXToramaru. Espero que mesmo não gostando do shipp, vocês leiam, porque é importante do mesmo jeito.
Vamos recapitular?
Ela se passa na noite do capítulo anterior, mas um pouco mais cedo, antes de Shirou Fubuki chegar no apartamento dele. Para entender, leiam o capítulo anterior.

Boa leitura, minna-san!

Capítulo 3 - Cafajeste; Spin-off de "Falso"


Fanfic / Fanfiction Darkness - Capítulo 3 - Cafajeste; Spin-off de "Falso"

Inazuma City, Japão; 

Segunda-feira de 2017, às 18:00.





A campainha tocava sem parar, nem sequer um segundo. Um homem um tanto baixo, de cabelos morenos e um olhar sério que demonstrava uma certa responsabilidade. Sem contar que ele estava bem vestido, com um relógio caro de pulso; no qual parava para olhar enquanto alternava a tocada de campainha e batidas na porta revestida de madeira maciça.

Toramaru Utsnomiya.

O moreno olhava desconfiado para os dois lados daquela rua deserta e única, nem um carro ou alguma pessoa passava por lá. E o frio? Insuportável. Toramaru tentou se abrigar na própria vestimenta, que por mais cara que seja, não aquecia ninguém naquele maldito inverno. Para a sua sorte, passos de dentro da casa se aproximavam, e logo a maçaneta girou, mas antes o dono da casa teve que destravar um monte de trancas que fizeram Toramaru revirar os olhos. Assim, finalmente, a porta se abriu.

– Ah. Já chegou, Toramaru. – O dono da casa exclamou sorrindo enquanto o moreno cruzou os braços.

– Não! Ainda estou em casa, no meu aquecedor e comendo batatas fritas enquanto vejo Netflix. – Disse num tom meio irritado, mas debochado enquanto abria um sorriso de canto. – Mas que demora, heim.

– Desculpe-me, mas ainda não aprendi a me teletransportar. Me chamo Goenji, e não Goku. – O outro respondeu no mesmo tom irônico, dando na mesma moeda.

O moreno bufou e empinou o nariz virando o rosto para o lado, como se estivesse olhando para a rua, que não passava sequer uma pessoa. Apenas o vento forte que batia em seus cabelos, os fazendo balançar. Era assim que os dois se comunicavam. Por mais que fossem respeitosos um com o outro, sempre havia deboche e brincadeiras por parte deles; quem dera... Eram amigos desde adolescentes. Ambos se conheceram na abertura da FFI – Futebol Fronteira Internacional. –, ou melhor, foi ali que trocaram as primeiras palavras um com o outro. Ficaram íntimos rapidamente e bastante amigos, tanto que agora trabalhavam na mesma empresa. Uma enorme e desenvolvida agência de detetive/polícial do Japão, e patrocinavam uma academia de tiros em Los Angeles.

O líder da empresa era um rapaz alto, bastante bronzeado, mesmo que antes era mais clara a sua pele. Ele tinha olhos negros, mas os tornava mais sedutor, de alguma forma. Cabelos loiros com algumas mechas azuis, viviam soltos, mas naquele momento estavam amarrados à um rabo de cavalo baixo. Ele era por muitos conhecido como "Ishido Goenji", por ser o dono daquela empresa e da casa em que o moreno estava a frente da entrada.

Shuuya/Ishido Goenji.

Toramaru olhou em volta da rua,  assim como fez antes de Shuuya abrir a porta; mas dessa vez, em vez de desconfiado, olhou calmamente. Como se não fosse nada demais.

– Não vai entrar? – Goenji disse passando a mão por seus cabelos.

– E você? Não vai me convidar nunca? – Disse Toramaru, novamente, sarcástico.

O comentário do moreno fez o loiro soltar uma gargalhada gostosa e abrir um pouco mais sua porta para que Utsnomiya passasse. Toramaru notou que Goenji usava uma calça de moleton cinza escuro, e uma blusa cinza claro básica.

– Pelo visto alguém gosta muito de cinza. – Exclamou surpreso. – Vai me explicar o motivo de todas essas trancas? – Disse passando a mão em uma das fechaduras da porta. – Aqui não passa nem mosca, vai passar gente?!

– Mas é deserto, e perigoso. – Shuuya suspirou enquanto esperava o moreno adentrar para fechar a porta. Até que o fez.

– Como irão assaltar uma rua em que só passa frio? Me poupe, Ishido. – Disse cruzando os braços e se sentando no sofá de Goenji.

Shuuya novamente riu. O apartamento em que morava não era nem um pouco pequeno. Grande demais até para duas pessoas. E sim, Shuuya Goenji não morava sozinho. E sim, com seu namorado/noivo, Shirou Fubuki. Mas no momento, ele havia saído com seus amigos mais próximos, também amigos de Goenji. Hiroto Kiyama e Kazemaru Ichirouta.

Os cômodos do apartamento eram largos e bem organizados. Todos cheios de mimos e materiais caros de enfeites. Qualquer um que visse, sentiria inveja ou vontade de ficar ali para sempre. Uma casa na qual Shirou fazia questão de manter bem limpa e arrumada para quando Goenji chegasse tarde todas as noites em casa, eles pudessem aproveitar para bagunçar. Todas as noites Fubuki esperava o noivo para que jantessem juntos, mas justamente hoje, que Goenji havia chegado cedo, ele tinha saído com os amigos. Então o loiro decidiu aproveitar para chamar Toramaru, seu assistente empresarial, para ajudá-lo com alguns papéis referente a empresa.

Toramaru, sentado no sofá, revirava a casa a apreciando com os olhos. Enquanto isso Goenji foi a geladeira.

– Vinho, ou Vodka? – Perguntou segurando duas garrafas de bebida.

– Você me ajudar com esses papéis. – Disse espalhando os papéis na mesa de centro, debochado.

– Que garoto objetivo. – Shuuya fechou a geladeira e caminhou até a sala, com apenas uma das garrafas na mão. – Prefiro Vodka.

– Só porque agora quero vinho. – Toramaru suspirou apoiando a maçã de seu rosto na palma da mão. Imaginando uma veia saltando da testa de Goenji e sorrindo de lado.

– É mesmo uma pena.

Os dois riram um pouco e Goenji se sentou ao lado de Toramaru. Colocou duas taças na mesa de centro, e se encontrava alguns papéis que o moreno trouxe e espalhou para que pudessem ler e organizar. Shuuya olhou entediado e percebeu que seria uma tarefa cansativa, mesmo que não fosse preciso se levantar. Por mais que responsável seja, Goenji odiava excesso e bagunça de papelada. Por isso deixava os papéis geralmente com os cuidados de Toramaru. Então Utsnomiya começou a ler os papéis um a um para que Goenji escutasse o que estava escrito.

A mínima atenção do loiro se concentrava na boca do moreno, que não parava de se mecher, mas para os ouvidos de Ishido, ela não pronunciava nada audível. Shuuya se perguntava que horas Fubuki chegaria; não que estivesse realmente preocupado com o noivo, mas achou estranho o fato dele sempre ser caseiro e justamente querer sair a noite com Hiroto e Kazemaru.

Enquanto Toramaru falava sobre algumas coisas aleatórias, pelo menos para Shuuya, o loiro bebericava o copo de Vodka tentando entender o que era dito. Mas nada, nem uma hipótese do que se tratava, lhe via a mente. Foi aí que Toramaru viu o quão Goenji estava desatento e parou de falar.

– Está prestando atenção no que eu falei, Ishido? – Toramaru olhou ssério, talvez meio bravo.

– Hã? Sim, sim... Você falava sobre o excesso de missões na parte detetive, não era?

Toramaru bateu na própria testa se perguntando de Goenji era burro, ou lezado.

– Não, idiota. Eu estava comentando justamente da FALTA de missões nesse setor da empresa. – Esbravejou cruzando os braços. – Você não estava dando a mínima atenção, não é?

– Quem sabe...? – Falou dando os ombros. – Você que decidiu vir aqui, meia noite, e meter papelada para cima de mim. Acabei de chegar do trabalho, Toramaru. Estou cansado!

Utsnomiya suspirou vendo que Ishido não cederia um tempo para o ajudar, pelo menos não hoje. Então o moreno pegou os papéis e guardou na sua mochila se dando por vencido.

– Já vai? – Goenji perguntou ao ver a agitação do moreno.

– Eu tenho alguma escolha? Você não vai conseguir ler os papéis nem com reza braba. – Retrucou se levantando.

Shuuya pegou a mão de Toramaru o olhando, como se pedisse para ficar. Na verdade, ele queria que o moreno ficasse consigo, seria entediante esperar Fubuki voltar. E mesmo que voltasse, provavelmente Shirou voltaria dormindo sendo carregado por Hiroto ou Kazemaru. O pensamento fez Goenji soltar uma risadinha baixa, mas ainda assim sua expressão permaneceu pidona. Toramaru apenas se virou para ele e o olhou, tentando decifrar o olhar de Ishido. Então Goenji o puxou para sentar, e o moreno praticamente caiu no sofá e soltou a mochila no chão.

– Não vai beber comigo?

– Você prefere Vodka à vinho, claro que não! – Toramaru falou emburrado, mas logo deu um sorriso de lado e pegou a taça que estava na mesa de centro. – Mas eu te perdôo por ter gostos ruins.

– Se eu tivesse gosto ruim, eu estaria te namorando. – Retrucou rindo enquanto colocava seus pés sobre a mesinha.

– Você não é gay. – Toramaru bebeu um pouco da Vodka do copo. – Ou é?

Utsnomiya abriu um sorriso debochado vendo que Goenji havia ficado sério, e em silêncio. Como se tivesse vencido, desta vez, a discussão. Goenji lembrou de Shirou ao dizer aquilo, e pensou que Fubuki ficaria bravo apenas em ouvir algo assim vindo dele, riu um pouco. Ao seus olhos o noivo tinha tudo de bom, mas apenas precisava deixar de ser tão inocente em certas horas. Todos acabavam uma hora ou outra tirando proveito da inocência do albino. Cogitou que o garoto demoraria mais para voltar para casa, o que fez Ishido suspirar.

Ele lembrou que teria que contar sobre sua sexualidade para Toramaru, de uma vez ou outra ele deveria descobrir. Ambos eram melhores amigos e Goenji já não estava tão inseguro mais quanto quando eram adolescentes.

– Toramaru, posso falar algo? – Goenji disse sério, se virando para o moreno.

Toramaru apenas balançou a cabeça dando concordância enquanto bebia mais um pouco da bebida.

– Eu sou sim gay.

Toramaru arregalou os olhos e tirou o copo da boca, provavelmente pela surpresa a bebida tenha escorrido um pouco por seu queixo. Utsnomiya nunca cogitou que seu melhor amigo seria gay, ou que ele um dia descobriria que era. Afinal, eles eram fechados um com o outro para falar sobre assuntos de relacionamento. Mas era isso por parte de Goenji, que não queria deixar que o amigo soubesse de sua sexualidade, ou de que ele namorava um dos antigos integrantes de equipe. Isso seria mais surpreendente para o menor.

Goenji deu um tempo para Toramaru pensar e absorver a notícia. Não que Utsnomiya tinha algo contra, mas era pelo modo em que foi saber. E um misto de raiva por Shuuya não ter contado antes a ele. Claro que não se importava do amigo ser gay. Afinal, é algo da conta dele, por que raios outra pessoa se importaria? Finalmente Toramaru decidiu pronunciar algo.

– É sério isso? – Desejou que as palavras não saíssem no tom mais tenso o possível.

– Sim, é bastante sério. – Goenji bebeu o copo todo. – Sabe, Toramaru, eu não quis te contar antes porquê: 1, eu tenho vergonha, claro, o que você receberia após dizer que prefere pênis à vagina? Normalmente coisas horríveis e eu não suportaria ouvir isso de meu melhor amigo. – Suspirou. – 2, quem iria querer andar com alguém, se for homem, que sente atração por o mesmo sexo sem pensar que vai ser atacado à qualquer momento? Ninguém fica confortável por completo. E 3, muitas pessoas tentam me convencer a ser hétero, mas cara... A mesma desculpa besta sou forçado a ouvir "É nojento você enfiar o seu pinto por onde ele defeca". Caralho, essas pessoas enfiam por onde ela mija e menstrua! Não sou contra, mas não aguento receber esses tipos de coisas para cima de mim.

Toramaru permaneceu em silêncio e ficou meio inquieto, balançando os dedos. Goenji proseguiu.

– Você é meu melhor amigo, Toramaru. Se for dizer a mesma coisa que todos eles, saia já de minha casa. – Goenji abaixou o olhar.

Toramaru ficou sem reagir por instantes, mas finalmente decidiu fazer algo. No momento em que menos esperava, Shuuya sentiu seu corpo cair para trás, e ao ver isso, viu que foi pressionado contra o sofá e mãos seguravam seus pulsos, mantendo eles para cima de sua cabeça. Goenji fechou os olhos pela dor que atingiu a sua cabeça na hora do impacto. A dor durou até ele dar atenção à outros sentidos, como o gosto a mais da Vodka em sua boca e outro sabor por cima. Era a boca de Toramaru que presionava contra a sua. O beijo tinha uma mistura de gostos, o sabor de ambas bocas se deliciava com o gosto da Vodka.

Goenji até pensou em empurrar Toramaru, mas ao ver que o moreno pediu a passagem da língua, ele cedeu completamente, sem hesitar. Então o beijo se deu fim e ambos se encararam. Toramaru o olhava intensamente e Goenji sentia seus olhos se cravarem no fundo de seu interior, como se o estivesse perfurando com o olhar. Então as três palavras, que agora temidas por Goenji, foram ditas.

– Eu te amo, Shuuya Goenji. – Toramaru disse arfando, ainda por causa do beijo. – Eu deveria ter dito isso bem antes se eu soubesse que também era gay... Digo, eu tive medo de te contar e você se afastar de mim por eu ser "do clube".

Goenji colocou sua mão na nuca de Toramaru e o puxou para outro beijo.  Ele sabia que estava sendo a pior pessoa do mundo fazendo aquilo, mas sabia mais ainda que não sentia culpa de estar traindo Fubuki. Afinal, Toramaru nunca soube de seu relacionamento com o albino. Ele não se sentia a pessoa mais cruel do universo, mas sim, se sentia mais leve. Leve de forma que nunca se sentiu com Shirou na vida. A intensidade do beijo era diferente, nele continha sentimentos que nem sabiam dar nome ou sabiam sentir. Foi um beijo demorado, que acabou causando falta de ar em ambos.

Toramaru não perdeu tempo, e ao terminar de beijá-lo, cravou seus dentes no pescoço de Shuuya deixando marcas e alguns chupões, alternando isso à lambidas e beijos. Com cada ação, Goenji arrepiava e soltava murmúrios baixos. O efeito da bebida começou a atacar mais e mais, deixando o moreno cada vez mais tonto. Ao se dar conta, sentiu as mãos de Toramaru descerem de sua barriga até sua região íntima, por cima da calça e o moreno formar um sorriso malicioso. Então Goenji tirou a mão de Toramaru de cima e o olhou.

– Hey, Maru-chan, vamos para o quarto? – Disse sussurrando de forma dengosa para o moreno.

– Achei que nunca me convidaria para entrar. – Disse sorrindo enquanto se levantava. Goenji fez o mesmo.

Ambos quase caíram, o efeito da bebida ainda era presente e cambalearam um pouco a caminho do quarto de casal de Goenji e Fubuki. Toramaru se apoiava nos braços de Shuuya a medida em que ele agarrava sua cintura durante os beijos que trocaram durante o caminho. Depois de se esbarrarem em algumas coisas, eles finalmente chegaram no cômodo. Shuuya empurrou Toramaru ali dentro e fechou a porta, sem se preocupar em trancar. A primeira coisa que Toramaru fez foi sentar na cama e desabotoar suas roupas, pois já sabia o resultado que daria dali em diante.

Goenji se virou vendo o moreno esboçar um sorriso pervertido e se aproximou enquanto tirava sua blusa, fazendo uma espécie de strip-tease. 

Toramaru riu um pouco. Em pouco tempo, Goenji se encontrava apenas com a calça de moletom e Toramaru com os botões desabotoados, tanto da camisa quanto da calça. Shuuya empurrou Utsnomiya na cama e subiu por cima dele, enquanto imprensava suas costas contra o colchão, ainda, por pouco tempo, arrumado. 

– Devo te dar um castigo por ter subido em cima de mim tão de repente? – Goenji falou sugerindo, num tom autoritário. 

Toramaru apenas sorriu e inclinou a cabeça de Goenji para cima, mordendo sua clavícula e lambendo até chegar na região de seu pescoço. Goenji riu baixo com a ação do menor. 

– Se você me marcar dessa maneira, amanhã não poderei ir trabalhar. – Brincou debochado enquanto apertava a cintura dele. 

– Se você não for trabalhar... 

– ... Eu não irei te ajudar na papelada. – Goenji continuou sorrindo. 

– Merda! – Sussurrou. – Eu iria dar a idéia de transarmos o dia todo. 

Goenji riu alto. Na sua cabeça agora Fubuki não existia mais, nunca existiu. Ele havia esquecido completamente do albino, e de seu relacionamento. Agora sua visão, mesmo embaçada, só enxergava Toramaru. Nunca havia sentido atração pelo amigo, mas estava se divertindo com a situação um tanto banal para si. Mesmo que nagasse Fubuki de sua cabeça, ele estava pecando enquanto tocava no corpo quase desnudo do moreno e se deliciava ao ser atiçado pelo seus sentidos despertos. 

O sabor da bebida fazia cada vez mais efeito durante os beijos, a com ambos bêbados, foi fácil prever diversas situações. Nenhum dos dois queria dizer algo, na verdade, ambos permaneciam calados enquanto trocavam carícias e beijos. Toramaru havia deixado claro a paixão pelo loiro. E Goenji, pelo moreno. Mas não sabia distinguir, ele estava gostando daquilo, e ele sabia que aquilo era errado. Mas em nenhum momento o nome de Fubuki em sua aliança o fez parar, tanto que atirou o anel de outro no canto do quarto. Queria esquecer o nome do noivo durante aquilo, queria esquecer que tinha um noivo, queria esquecer tudo. 

Utsnomiya passava sua mão pelo tórax de Shuuya, e de vem em quando alisava suas costas e as arranhava de leve. Goenji passou a morder o pescoço do moreno e a tirar a blusa dele, que já estava aberta. Ao terminar de retirar a blusa, jogou-a no canto do quarto, por cima da aliança de noivado. Logo, tentou fazer o mesmo, mas com a calça. 

Shuuya abaixou um pouco, ao ver que o moreno só se encontrava de peça íntima, parou para olhar por uns instantes e notou que o corpo de Toramaru era bem desenhado, mesmo sendo menor que o de Fubuki e o dele, Utsnomiya tinha belos dotes. Ao se sentir penetrado pelos olhos de Goenji, Toramaru virou o rosto envergonhado. Shuuya riu e começou a beijar o corpo desnudo do rapaz, descendo sua língua, pincelando até o ventre. 

Toramaru mordeu seus lábios, tentando não deixar escapar nenhum gemido. Porém, Goenji o beijou novamente. 

– Eu quero escutar. – Mordeu a orelha dele enquanto voltava para onde estava. – Não sabe o quanto anima aqui embaixo.

– G-Goenji... – Apertou os lençóis. – O que você vai... A-Aaah. 

Utsnomiya corou mais ainda ao se sentir completamente nú, quando Shuuya retirou sua peça íntima de si. Abocanhando o membro do moreno. Toramaru soltou um grunhido alto e inclinou sua cabeça para trás. A ação foi bastante repentina, o que o fez estar despreparado. Shuuya agarrava as coxas de Toramaru, enquanto passava a chupa-lo. A medida em que ele ia e vinha, Toramaru se encontrava mais desconfortável, já apertando os lençóis e os bagunçando. A intensidade do boquete aumentava cada vez mais, fazendo Utsnomiya ir aos delírios naquela noite. 

– G-Goenji... E-Eu vou... Arhn... – Falou tentando conter os próprios sons desconexos. 

Goenji tirou a boca e o olhou, enquanto apertava suas nádegas. 

– Pois goze, eu quero sentir o seu sabor todo, Toramaru. Eu quero saber o nome daquele que está agora comigo na cama. 

– G-Goenji...

Toramaru apertou mais uma vez ao sentir a boca quente de Shuuya voltar ao contato com seu pênis. Então, Goenji chupou de forma intensa, o fazendo quase que instantaneamente ejacular na boca do loiro. Shuuya, sem pestanejar, engoliu a essência do amante e subiu para beijá-lo. Toramaru não se importou com o gosto amargo que se dividia entre o sabor de ambos lábios, a Vodka, e o sêmen dele mesmo. Estava bom demais o misto de sensações que sentia naquele momento, ele não queria que acabasse nunca. Mas já estava no fim das preliminares, Goenji o olhava como se quisesse devorá-lo, e iria. 

Goenji levantou as pernas de Toramaru pela suas coxas, e o olhou ternamente enquanto o beijava. Ao se separar ele levou um dos seus dedos à entrada de Utsnomiya, aproveitando que estava lubrificados por causa do sêmen. Com a ação Toramaru soltou um murmuro de dor, seguido de um palavrão, o que fez Goenji rir. 

– O-Oque está fazendo? – Toramaru perguntou surpreso. Não que não soubesse o que o loiro pretendia. 

– Ué, você é virgem? – Goenji perguntou curioso. – Achei que já tivesse feito isso com alguns caras. 

– Só com algumas garotas, digo, você sabe... Sua irmã. – Sorriu de canto. – Eu namorei a Yuuka por um tempo. 

Shuuya revirou os olhos. 

– Vamos mesmo falar de minha irmã enquanto transamos? – Riu, torcendo para que a dor de Toramaru passasse. – Ou vamos foder? 

– Foder! – Toramaru riu de canto. – Eu já me acostumei, pode vir, Goenji. 

Goenji riu e abriu bem as pernas de Toramaru enquanto apertava sua bunda. Substituiu os dedos por seu membro, adentando devagar enquanto o moreno gritava de dor, alternando nisso, ou morder os próprios beiços, descontando em seus lábios. Com isso, Goenji começou a beijar a boca de Toramaru, a mesma começava a sangrar um pouco devido as mordidas, mas nada sério. Shuuya começou a estocar o interior de Toramaru devagar, enquanto masturbava Utsnomiya, tentando fazer o moreno esquecer da dor. 

– A-Ahhn... G-Goenji... Vai mais rápido... – Disse enquanto rebolava afoito. – Eu quero... Ahn... 

– Calma, querido. – Falou enquanto aumentava as estocadas. – Eu vou te foder todo... 

Enquanto Goenji dizia coisas pervertidas, Toramaru arrepiava sentindo suas pernas estremecerem e a velocidade da punheta que Goenji fazia aumentar. Em pouco tempo sentiu suas pernas falharem a acabou soltando jatos, gozando novamente e melando a barriga de Shuuya. Então suspirou aliviado, mas ainda assim, Shuuya permanecia dentro dele, com a velocidade suficiente para ainda o fazer delirar. 

Goenji apertou com força as pernas de Toramaru e acabou dando uma última estocada com força e acabou ejaculando dentro dele. Conforme Toramaru se sentia preenchido, ele soltava murmuros e gemidos baixos, ainda fraco e trêmulo. Depois disso, ele esperou seu membro amolecer para tirá-lo de dentro de Toramaru. Utsnomiya suspirou aliviado novamente ao se sentir menos cheio. 

Então Goenji se deitou na cama, nem se preocupou em estranhar se Shirou havia voltado ou não, e nem de seu paradeiro atual, ele não estava nem um pouco afim disso. Então sentiu Toramaru por a mão em seu peito e se virar, ainda gemendo de dor. O moreno encostou a cabeça no peito do loiro e roçou seu rosto no pescoço dele, dando uns selinhos. 

– Descanse, Toramaru. – Alisou a cabeça do moreno. 

Ele apenas fez que sim com a cabeça e em pouco instante acabou adormecendo. Shuuya ficou olhando para sua própria mão, não vendo mais a aliança em seu dedo. E sorriu... Quem sabe a relação de Shirou e ele nunca havia existido, ou que ele sempre pertenceu ao moreno. Por algum motivo se sentiu bem com aquilo, ele sabia o que queria, mas não sabia se deveria apagar do seu diário de vida todos os anos que passou "amando" o albino. 

Então celular começou a tocar, ele estava na cômoda do quarto. Quando viu quem era, era Hiroto. Então a cabeça começou a doer, deve ser algum recado de Shirou. Ele pegou e atendeu enquanto bocejava. 

"H-Hiroto?" Falou gaguejando, tentando ainda assim esconder a voz rouca.

"Goenji, só tenho dois recados para dar: 1, Shirou está no hospital delirando... E 2, não se aproxime nunca mais dele, seu cafajeste filho d'uma puta!" E desligou. A voz grossa e irritada se fez presente. 

Goenji estava confuso, mas não se levantou, nem sequer saiu do quarto ou da cama. Permaneceu ali, com Toramaru. Ele estava ainda bêbado e não entendia bem o que seu passava, e o que se passou. Shirou não existia mais na sua cabeça, ele queria esquecer de vez o noivo e o que passaram. Mesmo que Fubuki estivesse no hospital, ele não estava afim de ir vê-lo, nem de encarar o albino depois do que fez. Goenji Shuuya era mesmo um belo cafajeste. 




To be continued... 


Notas Finais


VOLTEI E NEM ME MATEM SENÃO NEM POSTO MAIS...
Eu estou me morrendo porque nem tava afim de escrever sobre esse casal, eu gosto deles juntos, mas o lemon saiu um cú, não foi não?
Enfimmmmmmmmmm... Quero que odeiem o goenji mesmo! É PRA ODIAR! Isso acontece durante o capítulo anterior, por isso é uma spin-off e ao mesmo tempo uma parte II do cap "Falso".
Espero que tenham gostado, e daqui que eu poste de novo vai demorar, porque tou na reta final de estudos desse ano e não posso vacilar, senão eu perco!
Bem. Se gostaram ou não comentem, porque dá trabajo!
Eu sinto que Fiz o lemon mais chato da história. Mas me desculpem... Beijos!


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