História Darling, U R perfect tonight; - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Debrah, Kentin, Leigh, Lynn, Lysandre, Nathaniel, Rosalya
Tags Amor, Amor Doce, Love, Lysandre, Romance, Teen
Visualizações 26
Palavras 2.668
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - 3RD Page


Fanfic / Fanfiction Darling, U R perfect tonight; - Capítulo 3 - 3RD Page

Chegámos em alta velocidade ━ Tipo, o novo filme da Velocidade Furiosa. Querem saber? NUNCA, e volto a repetir, n-u-n-c-a andem no mesmo carro que a Rosalya conduz; A menos que queiram viver os últimos minutos das vossas vidas com o coração a sair pela boca, ou a ver um azulado a dizer um «tchau» por todos os carros que passam nas ruas.

━ Alexy, coloca essa cabeça para dentro, já! ━ Resmunguei, com as minhas mãos a tapar o meu rosto que já em cor de carmim, por causa da vergonha alheia do meu amigo purpurinado.

━ Mas a minha cabeça está dentro dos boxers ━ Deu um sorriso malicioso, abraçando-me de lado em seguida. Bufei e afastei-o, enquanto ele fazia bico pelo que fiz. Limitei-me a sorrir e não tive tempo para mais nada, se não em segurar o banco e gritar que amava os meus pais numa curva espontânea de Rosalya.

━ QUERES-NOS MATAR? ━ Bravejei, desesperada. Cadê o meu coração? Ele saltou já faz um tempinho.

━ ADRENALINAAAAAA! ━ O outro gritou, completamente maravilhado e animado com a cena. Coloquei a mão sobre a cabeça e encostei-me nos bancos de trás. Rosalya só sorria e dizia para termos calma. Até digo mais. Completou dizendo que se tivesse pressa seria bem pior. "Se tivesse pressa", ata, amiga.

Adivinhem só? Chegámos inteiros. É, eu, Evelynn Krystal sobrevivi ao Titanic versão estrada, ou lá como se diz. Agradeci a Deus baixinho enquanto saía daquele maldito carro do inferno e fui buscar as minhas malas.

 O relógio apontava para 06h54 e descemos pela rampa abaixo até aos autocarros. Pelos vistos, só faltávamos nós. As malas ficaram na parte debaixo do autocarro. Rosa entrou primeiro, eu depois e Alexy em último. 

Mal entrámos e era impossível não reparar nos olhares que  me lançavam. Tá, podia ser coisas da minha cabeça, mas quase coloco as mãos no fogo de como eram direccionados a mim. Abaixei a cabeça, porém nem concentrada em olhar para o chão estava. Eu queria era sentar-me sossegada, chegar à tal mansão tranquila e conhecer o rapaz por quem eu vou pagar uma fortuna para estar comigo por que sim, eu sou aquele tipo de ser humano que não consegue ter namorado naturalmente e sim a pagar. Bufei indignada com os meus próprios pensamentos. Não queria toda aquela atenção, no entanto toda veio até a mim assim que alguém me fez uma rasteira e eu acabei por cair no meio do autocarro. Gargalhadas fizeram-se ouvir. Que constrangimento, que dia péssimo e mais valia ter ficado em casa! Levantei-me devagar ━ Já que a minha perna doía ━ e notei que o meu joelho sangrava e, como consequência, a meia calça estava toda rasgada.

Olhei em volta procurando o/a agressor/a e aquele riso cínico a denunciou; Debrah.

━ S-SUA! ━ A Rosalya defendeu-me, indo para cima dela no instante a seguir, mas tanto eu e como Alexy a paramos. Não valia a pena estar a dar importância a esse tipo de pessoas porém... Um dia ainda vou ter coragem de me conseguir vingar...

━ Esquece, Rosa. Foi só um acidente. ━ Ela bufou e lançou um olhar mortal à Debrah, tanto que se os seus olhos fossem balas já não restava nada daquela diabrete. Entre piadas de jocosidade contra mim e os meus amigos, sentámos nos bancos que tinham os nossos números. Sorte que era quase no fundo.

Arqueei o meu corpo para ver o ferimento; estava feio e ardia-me imenso. Recostei-me querendo chorar, mas não podia dar esse gostinho nem à Debrah, nem ao restante pessoal da turma. Bufei passando as mãos pelos meus cabelos, tentando esquecer aquele momento de chalaça. 

Olhei para Alexy e Rosalya que estavam sentados juntos nos dois bancos à minha frente. Em visitas era sempre assim, já que eu mesma preferia ouvir MP3 do que propriamente conversar com o vizinho do lado e, como eles são ótimos faladores, podem muito bem ir juntos; Não me importo. 

Coloquei a Spring Day e tentei fechar os olhos, desligando o mundo cruel e ligando o meu mundo imaginário onde tudo era perfeito para mim. Não tinha tudo o que eu queria, mas era feliz. E ser feliz ali parecia ser tão simples, que eu mesma me questionava como eu não conseguia trazer essa simplicidade para o mundo real.

Mais uma vez, lá estou eu a pensar demais. Tanto que uma lágrima traiçoeira começou a descer pelo o meu rosto, mas logo a limpei. Já estraguei o corpo então, vamos tentar preservar a maquilhagem.

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Até que este Inverno possa passar

Até que a primavera possa chegar

Que as flores comecem a desabrochar

Por favor fica um minuto mais

Um segundo mais

BTS, Spring Day

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Embora a viagem tenha demorado cerca de 2 horas, chegámos meia hora mais cedo do que o previsto ━ Aleluia, pois eu já estava farta de estar sentada. Arrumei o meu MP3 e tirei tudo o que tinha dentro do autocarro com alguma dificuldade, pois o joelho ainda me doía ━ principalmente a dobrá-lo ━  e o sangue estava seco. Alexy e Rosalya ajudaram-me com as coisas, sobretudo com as malas. Agradeci-lhes pelo gesto e fomos os últimos a sair do autocarro.

━Então, tu desenrascas-te? ━ Arqueei uma sobrancelha tentando perceber a pergunta da minha amiga. Entendi logo a quem se referia quando deu aquele sorriso malicioso, provavelmente por ter percebido a minha cara com um nome ponto de interrogação visível; Anderson.

Ah, se eu me desenrascava. Ainda nem eu mesma tinha caído na realidade que eu fiz para estas "férias". Mas que porra, eu devia ter desligado a chamada. Desde quando eu preciso de homem para mostrar que eu sinto-me segura? Suspirei. Talvez precise apenas um pouco para deixar de ser alvo de chacota. Além disso, é por contrato. Nada mais. Ah, Lynn, metes-te a boca na botija.

━  Ah, não! ━ Alexy agachou-se para ver o meu joelho ━ Vais encontrá-lo nesse estado? Pelo menos, desinfecta a ferida primeiro.

Ugh, maldito dia que decidi utilizar um vestido. Por que me quis sentir bonita mesmo? Se depois iria ser que nem a Fiona, de princesa iria virar um ogre.

━ É, Alexy tem razão. Tira a meia-calça e lava a ferida. — Rosalya continuou, de braços cruzados. 

Olhei em volta tentando encontrar algum café, padaria, sei lá, algum local que desse para estar — e de preferência, sem ninguém da minha turma por perto — e ir à WC: ━ Naquela padaria. ━ apontei ━ Alexy, queres tomar o pequeno almoço? ━ Alexy era o louco por comida no nosso trio maravilha. Apenas esconda o que trouxe para o deu lanchinho, principalmente se forem cookies de chocooate. Eu, no passado, comia mais do que ele mas, devido ao problema que tive, deixei de comer daquela forma.

- SIM! - Ele respondeu de imediato com um sorriso largo.

Eu e a Rosa nos entreolhámos rindo com a empolgação que o Alexy tinha ganho instantâneamente quase palpável. O azulado foi à frente como se fosse o guia, e nós as duas atrás como meras turistas.

Estava pouca gente lá dentro. Dois casais e um adolescente. Ou o povo daqui ainda está a dormir ou este lugar não é muito habitado. Por mim, ótimo.

O recinto até era bonito. Tinha cores chamativas — porém, não era enjoativo — e sobretudo, agradável. Assim que chegámos ao balcão, os meus olhos começaram instantâneamente a tentar encontrar uma placa em que estivesse escrito "WC".

— O que irão desejar? - Perguntou uma senhora do outro lado do balcão, perto dos seus 80 anos com o cabelo grisalho e as rugas a preencherem o seu rosto, principalmente ao redor dos seus olhos muito azuis.

— Eu só quero um café. — Pediu a Rosalya.

— E eu só quero 2 croissants e um pão com sementes. Ah, aquela bola de berlinde também aparenta estar apetitosa. — Fechei a boca do Alexy que estava aberta em um "O" perfeito de entusiasmo. Sei lá, vai que entra um inseto na boca desse alien e ele fica mais doido do que já é.

Os meus olhos ampliaram no modo automático assim que vi a placa de "WC". A Senhora perguntou se eu iria querer algo e eu só balancei a cabeça negativamente, enquanto corria — literalmente — para a WC. Mas como sabem, a minha relação com a filosofia da sorte NUNCA foi boa. Por isso, adivinhem. Dei um mega encontrão com uma pessoa, e só continuei seguindo reto como se nada tivesse acontecido. Calma, eu falei um «Desculpe», mas creio que tenha saído completamente inaudível. Meu ombro doía pela força do embate.

Entrei na WC e não havia ninguém. Coloquei a bolsa sobre o lavadouro, e demorei alguns segundoa para encontrar os meus pensos rápidos já que a mesma estava numa repleta confusão. Entrei na cabine e tirei a meia-calça rasgada e ensaguentada. Saí, deitei a meia-calça fora, partindo para lavar a ferida — Cujo foi a pior parte. Maldita diabrete! — Afastei as lágrimas e o cenário de como aquilo se tinha originado para longe de mim, e coloquei um penso rápido.

Maldita Debrah... — Sussurrei. Olhei-me ao espelho e retoquei a maquilhagem. Depois disso, dei um suspiro e um sorriso fraco, murmurando « Fighting » para mim mesma. Saí.

— Não pedirás nada, Lynn? - Alexy perguntou de boca cheia. Puxei a cadeira que estava no meio deles e sentei-me.

— Não, é raro ter fome antes das 11 horas... Por aí — Tirei o meu telemóvel e fui verificar as minhas notificações e notícias.

— Quando vais ter com ele? — Rosa bebeu um golo do seu café.

— Por volta das 10h00. - Apoiei a mão esquerda no meu rosto, enquanto com a direita mexia no meu telemóvel. Olhei para o relógio do telemóvel - Ainda são 09h07... Chegámos muito cedo.

— Até é bom termos chegado cedo! — Alexy deu duas batidas no peito para acabar de engolir aquela enorme bola de berlim — Dá para ir explorar mais o lugar em si — sorriu, malicioso.

— Alexy quer é explorar antes os corpos humanos dos rapazes que se encontram ali na esquina da praia.  — Quando Rosalya terminou de falar, Alexy engasgou-se tanto de rir que tivemos de lhe bater nas costas para se sentir melhor. Eu apenas sorri de lado. A minha mente estava perdida em devaneios, não no Castiel ou naquela cabeça de semáforo — ambos são, enfim —  mas sim no tal Anderson. Questionava-me a mim mesma se ele já tinha chegado ou, se se calhar nem iria vir. Ainda estava tudo muito fresco na minha cabeça, nem eu mesma estava ciente da loucura que fiz; e o preço que custava. Os meus olhos deslizaram até às lindas cortinas de seda cor bege, para seguidamente ver o pior cenário do mundo. Ver o Cassy e a Debrah beijarem-se, mais ao fundo, perto do mar.

Acho que eu não preciso de pesquisar tutoriais de como despedaçar um coração em 2 segundos.

— Deixa ler isso, Lynn — Rosa aproximou o seu rosto do meu telemóvel e eu acompanhei. Não queria ver mais aqueles dois juntos. O que ela tinha que eu não tinha? Sem ser beleza, corpo, voz e popularidade. Ah, agora eu descobri. Tudo. Balancei a cabeça de forma negativa, com o escopo de afastar aqueles pensamentos, e olhei para o que a Rosa lia. Falava sobre o príncipe Nathaniel, que mais uma vez estava gravemente doente e isso podia vir a ser uma grande problema. Os reis tiveram dois filhos, um "original" e outro considerado "bastardo". O bastardo desapareceu quando foi descoberta a sua existência, tendo apenas 5 anos de idade nessa época. Ninguém sabe como ele é, nem se está vivo ou morto — Que o príncipe Nathaniel fique bem logo — Suspirou. Ela tinha um pequeno amorzinho platónico por ele, mas todos nós sabíamos quem realmente esta platinada amava.

Bloqueei o meu telemóvel e continuei a ouvi-los conversarem; desta vez, o assunto era moda. Suspirei e olhei de novo pela janela, reparando que o Castiel e a Debrah já não estavam lá. Desanimada, tentei sorrir quando ouvi o Alexy e a Rosa a rirem sobre algo, mas surgiu mais fraco do que previsto. 

— Lynn está muito murchinha hoje  — Rosa fez bico, enquanto pegava na sua chávena de café. Porém, já falei o quanto «a sorte» ama-me? Tipo, de um jeito enorme! Não faço ideia de como foi, mas quando se tem noção de que se tem uma amiga super desastrada, todas as coisas imagináveis impossíveis são consideradas possíveis com essa amiga. Nomeio, Rosa. Um toque em falso e a chávena de café entornou em cima do meu vestido. Afastei-me rapidamente, fazendo um estrondo com a cadeira e a chávena cair da mesa e partir no momento seguinte.

Queria desaparecer, nada estava a correr bem. Eu devia ter ficado em casa e não ter vindo estagiar num circo pela qual eu com certeza, viria ser a personagem principal e tornar-me numa palhaça com um diploma prestigiado.

  — E-Eu!  — Rosalya levantou-se pegando em vários guardanapos para limpar o meu vestido. Alexy fez o mesmo  — Desculpa! Foi sem querer, juro.  — Tentou-se explicar. Com um gesto de mão, afastei ambos e sorri. Vontade de chorar não me faltava, mas não podia fazê-lo ali.

— Acidentes acontecem, Rosalya. Eu vou só para casa primeiro, está bem? 

  — Vamos pagar a conta, Alexy.  — Rosa levantou-se e tomou a sua pose séria.

— Mas..!  — Apontou para o resto dos seus bolos.

— Fiquem, eu virei rápido. Prometo  — Pisquei o olho tentando parecer segura. Eu era ruim em orientação, mas não queria dizer, não à frente dos meus melhores amigos o quão arrependida eu estava por ter vindo. Ah, acrescento o Anderson.  

Com os ombros levemente descaídos para a frente sentindo-me vencida, andei em passos lentos em direção à casa. Chutava uma pedra aqui, ora chutava outra acolá. Sentia-me numa princesa quando saí de casa e agora sinto-me num ogre. Vish, eu sou mesmo a Fiona. Então, em vez de procurar um príncipe, vou procurar o meu ogre. Ou amar-me um pouco mais. É, a última opção não vai dar mesmo. 

A vista da praia era linda. Eu amava sítios tranquilos e que me transmitissem paz, e o cheiro do mar simplesmente era o melhor perfume que eu tinha o prazer de ter experimentado. Fiquei debaixo de uma sombra olhando aquela divindade, mas tudo o que é demasiado bonito tem sempre uma mancha para nos abrir os olhos da pior forma. Por outras palavras, tudo isso seria perfeito se uma barbie de plástico não se metesse à minha frente. Eu tentei passar por ela sem lhe ligar nenhuma, o que foi em vão, pois ela acabou por puxar o meu ombro para trás assim que estava a passar e ficámos frente a frente.

— Então  — Cruzou os braços — Vejo que já não estás tão aprontadinha como hoje de manhã. - Deu um riso sarcástico e semicerrou o seu olhar. Trinquei os dentes, tão forte que até as minhas gengivas doíam. Contei até 10 e ignorei, mas parecia que ela hoje não tinha mais nada do que fazer a não ser me irritar.

 Lindinha, eu gosto de quando as pessoas me respondem!  —  Cruzou os braços e fez uma postura de superioridade — Entende, moça. O Castiel é meu. Estou farta dos teus olhares de pena e de quem o quer comer dirigidos a ele. Já agora, ele é um Deus grego  — Mostrou a língua —  Mas isso tu nunca poderás experimentar, não é mesmo? — Olhou para as suas unhas e riu. Acho que todas as gaivotas voaram —  Para ser sincera, a única coisa que eu tenho mais pena é o espelho em que te olhas todos os dias, mas é um diferente cada dia, neh queridinha? Ninguém te quer.

Doeu, caramba. Bem forte. Todas as inseguranças que batiam e persistiam em ficar na minha mente foram pronunciadas por aquela cabeça de semáforo num ápice, sem dor nenhuma e tudo cheio de intenções. Os meus ombros descaíram, a minha cabeça abaixou. Sempre era assim. Merda, hoje eu já tinha tido o suficiente. 

—  Eu quero. — Falou uma voz masculina, colocando o seu braço pelo o meu ombro.

(:..)


Notas Finais


Meus amores, desculpem a demora na atualização.

A vida é sempre corrida, não é mesmo? Espero que estejam bem ^^ É um capítulo beeem ~ diferente do outro.

Vemo-nos no próximo capítulo, abraçooooo ~~ !


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