História De repente Acontece - Capítulo 18


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anorexia, Comedia, Doramas, Eu Odeio Ela, Eu Odeio Ele, Passados, Romance, Segredo, Suspense
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Palavras 1.960
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente esse capítulo me deu muita dó ao escrever sério mesmo, não sabem o quanto fiquei triste e peço desculpas, mais a vida é assim cheia de decepções e nem tudo é conto de fadas!!!!

Peço desculpas pelos atrasos de capítulos, mais é que ultimamente eu ando com muito preparativo pra maldita feira da escola, e to me preparando para o lindo show do Blanc7 to muito ansiosa❤ Vou tentar agarrar eles por vocês^^
Mais peço desculpas por não estar postando todos os dias novamente kskssksk

Bom é isso boa leitura e comentem por favor, quero compartilhar essa bad com vocês!❤

Capítulo 18 - Adeus Bonnie


Fanfic / Fanfiction De repente Acontece - Capítulo 18 - Adeus Bonnie

Não existe tristeza na morte, há tristeza

Em quem não aproveita a vida.

 

LEIAM AS NOTAS INICIAIS É IMPORTANTE! 

P.O.V Sam:

Eu tinha ficado naquele hospital há dois dias, até que o médico cumpriu com o seu acordo, se eu me alimentasse eu poderia ganhar alta. E foi o que ele fez.

Bom eu não estava me alimentando 100% mais estava 30% melhor.

Era tão estranho, há uma semana atrás eu estava lá na cozinha fingindo que não estava com fome, enquanto o idiota do Nathan me encarava para comer. E agora aqui estava eu dentro do carro indo para o apartamento de Priscila.

Mais o ruim é que eu teria que tomar remédios para me hidratar, mais lá eles não sabiam que eu jogava os comprimidos fora.

– Está se sentindo melhor Sam? – Pergunta Priscila enquanto dirigia.

Eu estava com a cabeça apoiada no vidro do banco de trás, apenas olhando para o movimento dos outros carros. Andrew estava em meu lado e Nathan estava no banco da frente.

– Está se sentindo melhor Sam?  – Repete Priscila e mais uma vez me mantenho quieta.

Sinto olhares em mim mais eu não dou à mínima. Priscila se mantem quieta e continua a dirigir em pleno silêncio no ambiente. Até que meu celular apita com uma mensagem:

Adélia Bonnet 07:00  : Sam preciso que você atenda o celular por favor!

Por que Adélia me mandaria mensagem às 7 horas da manhã?. Deve ser pra cuidar da Bonnie mais nesse estado realmente não da.

Eu reviro os olhos e guardo o celular. Chegando em casa eu jogo minha bolsa com tudo em cima da mesa fazendo um grande barulho e chamando atenção de todos na casa, mais antes que eu pudesse ir para o meu quarto o meu celular toca:

 

Eu: Alô? – Falo numa voz tediosa.

Adélia: S-Sam Aconteceu uma coisa horrível com a Bonnie, ela não está bem!  Por favor me ajuda!  - Diz Adélia chorando.

Eu arregalo os olhos e sinto meu coração acelerar e minha pele gelar.

Eu: O- Oque aconteceu?

Adélia: Ela... Ela...

Eu: FALA! – Grito.

Todos da casa olham pra mim por causa do meu grito e reparam que eu estava aflita e com os olhos avermelhados.

Adélia:...Venha logo... Hospital Mouint Sinai, quarto andar número do quarto 14.Ela não está bem, não está bem mesmo Sam!.

Solto o meu celular no chão devido as minhas mãos que estavam trêmulas e geladas.

– O que aconteceu Sam? – Pergunta Priscila assustada.

Eu olho para ela com os olhos cheios de lágrimas e saio correndo em direção à porta.

– Sam espera! – Ouço Andrew, Nathan e Priscila falarem juntos, mais eu não dei importância.

– TAXI! – Grito muito alto fazendo o carro parar.

Graças a Deus.

Eu entrei dentro do carro e passei o endereço do hospital para o motorista. Consegui ver Nathan, Andrew e Priscila correndo em minha direção através da janela do carro, mais ignorei totalmente. Agora meu objetivo era ver a Bonnie.

Comecei a chorar desesperada.

– ACELERA O CARRO RÁPIDO! – Gritei.

– Desculpe moça mais olha o transito!.

Eu vi pela janela e tinha um transito gigante da porra.

Revirei os olhos e abri a porta do carro.

– EI MOÇA AONDE VAI? E O DINHEIRO?

Ignorei o motorista e sai correndo em direção ao hospital. Eu corria, muito mais muito mesmo, me chegava a faltar ar, mesmo eu estando fraca por não comer eu queria ver a Bonnie, saber o que se passava.

Passei a palma de minhas mãos sobre minhas lágrimas para enxuga-las enquanto corria, até que depois de longos minutos consegui chegar ao hospital.

– Ei moça não pode entrar ai sem antes de...– Disse uma mulher loira.

Eu ignorei passando pela longa porta branca. Muitas pessoas que aguardavam ser os próximos ficaram me olhando mais ignorei. Entrei no elevador do hospital e fui para o 4 andar como Adélia tinha me falado.

Fiquei correndo pelos corredores desesperada quando finalmente acho a porta do número 14.

Eu olho para o quarto que estava vazio e só vejo uma única coisa. Um ursinho em cima da grande maca branca. E estava escrito: Bonnie.

Eu peguei o ursinho quando vejo um médico entrar pela porta.

– Senhorita Adélia?

Eu olho para trás e o médico faz cara de confuso perguntando:

– Quem é você? Cadê a senhorita Adélia?

– O que aconteceu com a Bonnie? – Pergunto me aproximando dele.

– A Senhorita é quem?

– Babá dela, agora fala, fala agora!

– Desculpe não posso dar informações se a senhorita não for do membro da família.

Eu me aproximo do médico com o olhar frio e aponto o dedo em seu rosto.

– Fala agora!

Eu olho para o lado e vejo policias entrando no quarto, sinto um pressentimento ruim.

– A garotinha podemos conversar?.  – Pergunta um dos policiais.

O médico olha pra eles e depois pra mim.

– Podemos conversar em outro lugar? – Pergunta o médico e antes que o policiais concordassem eu entro no meio deles:

– Você acha justo, a única pessoa que se importou com ela não saber o que aconteceu? A mãe daquela criança não foi nada pra ela, ficava na rua dando para qualquer homem que via pela frente, e eu? Eu estava lá com a Bonnie quando ela mais precisou e o mínimo que eu devo saber é o que aconteceu com a garota!

Eles se entre olham e um dos policias bufa:

–  Okay, acho que devemos contar, mais quero que  fique muito calma!

Eu sinto minhas mãos mais trêmulas que o comum.

– Fala logo!

– Como vou dizer isso? – Diz ele.

– DIZ LOGO! – Grito.

O médico pegou em meu braço e falou:

– Hoje mais cedo, a mãe de Bonnie saiu de casa deixando a menina sozinha... E parece que o pai da garota invadiu a condominio... E...

– E o que?

– E... Ele a esfaqueou ! E ela... Infelizmente... Não resistiu. - Disse o homem abaixando o olhar.

Eu sinto o meu coração dar um nó e uma grande tontura bater em mim.

– C-como... P-por que ele...

– Parece que o pai da menina estava com problemas psicológicos e... Nunca quis ter uma filha, no começo ele até tratava a menina bem, mais depois começou mudar de humor rapidamente como também enfiava ideias na cabeça da garota... E hoje do nada, ele invadiu a casa da menina e sem motivo a matou... Lamento senhorita.

Sinto uma mistura de raiva, medo, nojo, tristeza... Saudades.

Fecho os olhos respirando fundo e sentindo as lágrimas caírem sobre minha face.

Vou em direção ao ursinho de Bonnie pegando nele e sentindo um cheiro de perfume de criança... Eu abraço o ursinho me lembrando dos pequenos momentos de mim com aquela garotinha:

 – Eu queria que você fosse a minha irmã.

– Eu quem disse que eu não sou? Sua bobona!  - Falo a abraçando.

– Você é a melhor babá de todas, e aquele tal de Nathan é um grande idiota!

_________________________________

–Fiz um desenho pra você Samy!

Eu olhava o desenho era eu e Bonnie de mãos dadas em baixo de uma arvore.

_______________________

– Você é uma ótima cantora e uma ótima pianista Samy!

__________________________________________________

Sinto uma raiva grande dentro de mim enquanto abraçava aquele ursinho. E agora o que eu faria sem aquela criança.

Eu em viro saindo do quarto correndo, minhas mãos estavam geladas junto com o corpo trêmulos.

– QUE RAIVA, RAIVA! – Grito muito alto entre soluços.

Eu me sento no chão encostada na parede do corredor do hospital. Poucas pessoas passavam mais eu nem ligava. Eu estava com o ursinho abraçada e chorando muito.

– Sam! – Ouço uma voz.

Mais eu estava fraca demais pra reconhecer quem era, até eu olhar e ver que era o idiota do Nathan.

– O que aconteceu? O que aconteceu? – Diz ele se abaixado, mais eu nem olhava para os seus olhos. Sua voz suava preocupada e trêmula.

–Querida o que aconteceu? – Diz Priscila.

Eu não conseguia dizer nada, minhas mãos só sabiam tremer e minhas lágrimas só sabiam cair.

Nathan se aproximou mais e do nada eu pulei em cima dele dando um forte abraço entre choros abafados. Suas mãos estavam em meus cabelos acariciando.

– O que aconteceu, por favor, me diz! – Diz ele praticamente cochichando.

Eu me afasto dele e ele vê um ursinho em minha mão, ele pega  e vê o nome da Bonnie escrito na camiseta do bichinho.

Ele arregala os olhos na mesma hora e em seguida volta a olhar pra mim.

– Ele... A esfaqueou AQUELE DESGRAÇADO A ESFAQUEOU ATÉ A MORTE! – Gritei. – ELE ERA O PAI DELA NATHAN! ELE NÃO TINHA ESSE DIREITO!

Gritei atraindo as atenções de algumas pessoas que passavam pelo corredor do hospital. Nathan estava com os olhos marejados e os meus já estavam inchados de tanto chorar. Andrew e Priscila estavam com as mãos na boca, mostrando assustados.

– Eu o odeio tanto! Como aquele filho da mãe pode matar uma criança... Pior... A própria filha! – Falei encolhida e chorando.

Nathan se aproximou novamente passando suas mãos  em meus cabelos:

– Shhhi, vai fica tudo bem, eu prometo.

– Não, não vai, ela era como uma irmã mais nova pra mim, ela era minha irmãnzinha tá bom? Eu tinha que cuidar dela não só como uma babá sendo paga! Eu tinha que cuidar dela como se fosse minha!.

Ele me apertou mais forte, fazendo sentir o seus braços quentes envolta de meu corpo enquanto eu chorava em seu ombro. Até que eu ouço uma voz:

– Sam?

Eu olho para o lado e avisto ela. Estava bonita como sempre porem seu olhar mostrava tristeza.

Eu me afasto de Nathan ainda olhando para Adélia e me levanto do chão eu me aproximo daquela mulher e de repente dou um forte tapa em sua cara:

– Sabe o que você fez? Matou sua filha pois estava ocupada dando pra qualquer um na esquina!

A mulher ainda me olhava com o rosto avermelhado e quieta, sinto alguém puxar o meu braço:

– Querida é melhor nós irmos! A gente...

- NÃO EU NÃO VOU! – Grito pra Priscila.

Eu avanço nos cabelos de Adélia e ela começa a gritar:

– SAM PARA! – Gritava Nathan tentando me segurar e Andrew também estava tentando ajudar.

Eu batia na Adélia enquanto chorava:

– Eu te odeio te odeio!

Nathan me puxa com muita força fazendo eu parar de bater naquela vadia e grita:

– SAM PARA! ELA ESTÁ ARREPENDIDA OKAY?!

Eu empurro Nathan com muita força e Adélia entra em minha frente:

– Eu estou muito arrependida pelo que fiz Sam, eu juro que voltaria no tempo pra consertar todos os meus erros com minha garotinha... Eu só queria... - Ela deixa lágrimas caírem - Olha eu só queria te entregar isso... Achei no quarto da Bonnie:

Adélia me entrega uma cartinha com um desenho de uma garota e uma criança e lá estava o meu nome: Para Sam.

Eu reviro os olhos com a carta na mão e saio correndo:

– SAM ESPERA!

E chegando em casa entro dentro do quarto.

           FLASHBACK OFF:

 

–––––––––––

 

Eu coloco as mãos sobre os cabelos e tranco a porta. Eu soluçava de tanto chorar, minhas mãos tremiam e eu já estava zonza.

Levantei lentamente colocando a minha mãos sobre minhas costas me fazendo sentir alguns ossos que parecia que queriam sair para fora de meu corpo, havia mais manchas se formando em minha pele, e meu cabelo estava começando a ter queda. Sim eu estava com anorexia nervosa. E esse é um dos sintomas mais causados na anorexia, pelo menos foi o que Priscila disse após me levar ao médico. Mais isso não importava agora, o que importava era o que estava acontecendo com a Bonnie, uma criança inocente de apenas 8 anos.

– Piolho abre a porta, por favor, – Dizia Nathan com a voz trêmula.

Eu me levanto lentamente com as pernas bambas e vou em direção ao espelho. Deixo uma lágrima cair. Eu estava com medo, não queria perde-la.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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