História Décimo Primeiro Andar - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Flex!yoonmin, Menção Hopekook, Menção Namjin, Sugamin, Suji, Yaoi, Yoonmin
Visualizações 361
Palavras 4.827
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie, obrigada pelos favoritos e comentários, guardo todos no meu coração com muito carinho. <3 <3
Perdoem qualquer erro que eu possa ter deixado passar e boa leitura! <3

Capítulo 3 - Toques


Considerações sobre Senhor Min. Yoongi hyung. Chefe Gostosão.

- Ele é muito lindo;

- Ele é muito cheiroso;

- Gosta do café extraforte, sem açúcar;

- Tem um sorriso lindo;

- TaeTae disse que ele tem potencial para ser “sugar daddy”;

- Eu fico louco quando ele ajeita o terno e o relógio, ambos caríssimos;

- Queria ter tanto dinheiro quanto ele;

- Depois de dois meses estudando muito sobre o assunto, acho que a mesa dele aguentaria se nós transássemos em cima dela;

- São nove horas da noite de uma sexta-feira, eu estou sozinho no andar cheio de trabalho para fazer, mas achei melhor escrever essa lista;

- Ele está em uma reunião com algum país da Europa agora;

- Eu quero muito dar para

Jimin largou a caneta, fechou seu caderno e o jogou dentro da gaveta em tempo recorde quando ouviu o som do elevador chegando no décimo primeiro andar. Ele queria se lembrar do que estava fazendo com os papéis que estavam em cima de sua mesa antes de começar a escrever a lista, mas em sua mente estava passando um filme pornô com o enredo terrível onde Min Yoongi era a estrela principal. Quando finalmente ligou os pontos e percebeu que estava apenas marcando com um marca-texto os horários de voo de seu chefe, Jimin soltou um suspiro e sentiu seu corpo relaxar na cadeira.

“Ainda está aqui?” Yoongi começou a tirar seu blazer, e o movimento de seus ombros tensos fez com que ele grunhisse. Jimin se estapeou mentalmente, tentando desligar o pornô a todo custo. “Te dei tanto trabalho assim em uma sexta-feira?”

“Imagina,” Jimin soltou uma risada nervosa, e automaticamente prendeu a respiração quando ouviu o som sutil da gravata de seu chefe se afrouxando. “Só estava checando. Aviões. Voos? Aviões que vão te levar a lugares. A tecnologia é incrível, você não acha?”

“Sim, incrível.” Yoongi disse de cenho franzido, encarando a situação de Jimin. Ele estava mexendo nos papéis em cima de sua mesa, mas sem fazer algo útil de fato. Suas pernas balançavam de um lado para o outro, o nervosismo explícito em suas ações. “Você está bem?”

“Nunca estive melhor!” A voz de Jimin saiu fina demais, alta demais, e ele só queria se esconder atrás da planta de plástico do hall de entrada e nunca mais sair de lá. “Sério, estou bem. Ótimo. Não se preocupe.”

“Ok.” Yoongi concordou, mas ele claramente não estava convencido. Jimin precisou engolir o suspiro que queria sair de sua boca para tentar posar que estava bem mesmo. “Eu espero você acabar aí para nós sairmos juntos, pode ser?”

Se estivesse com sua cabeça no lugar, Jimin teria dito para Yoongi ir embora, que esperá-lo era besteira, totalmente desnecessário. Só que Jimin não estava pensando direito quando em sua cabeça o maldito filme pornô ainda não tinha acabado, então ele apenas fez que sim e foi obrigado a assistir Yoongi entrando em sua sala com um sorriso simpático no rosto.

Jimin precisava se acalmar. Ele precisava tirar da cabeça a imagem de seu chefe tendo um orgasmo naquele instante se não quisesse arrumar um problema no meio de suas pernas, mas a tarefa estava mostrando ser muito difícil. As letras nas folhas de papel em frente a ele não estavam focadas, e Jimin mal conseguia segurar o marca-texto sem deixá-lo cair logo em seguida.

“Jimin,” a voz grave de Yoongi invadiu seus tímpanos de forma tão repentina que Jimin precisou segurar um gemido, completamente imerso em seus pensamentos. “Tem certeza de que não aconteceu nada? Você parece tão tenso.”

“Sim, estou bem.” Jimin tentou engolir saliva para colocar seus pensamentos em ordem, mas sua boca estava completamente seca. “Estou ótimo, de verdade, eu só preciso terminar de marcar suas viagens–”

“Você precisa relaxar.” Como se possível, a voz de Yoongi ficou ainda mais grave e Jimin conseguiu sentir as mãos de seu chefe pousando em seus ombros e apertando levemente o local, procurando aliviar a tensão. “Eu não tenho nenhum voo marcado para o fim de semana, você só está adiantando o trabalho.”

Jimin queria odiar Yoongi. Ele queria xingá-lo até sua voz ficar rouca, até a mãe de seu chefe aparecer e perguntar o que ela tinha feito de errado, até que tivessem que tirá-lo arrastado do prédio, mas ele não conseguia. Jimin sempre achou que as mãos de Yoongi fossem uma de suas características físicas mais atraentes, e por tempo demais ele sonhou em ser tocado em alguma parte de seu corpo por elas. A pressão certa no local certo, o movimento preciso de seus dedos, tudo isso junto dos murmúrios de incentivo de Yoongi estavam fazendo Jimin perder a cabeça.

Então, ele soltou um gemido. Baixo, bem baixo, Jimin mal conseguiu se ouvir. Aquela seria a hora que ele voltaria para a realidade e pediria desculpa, falaria que nunca quis que aquela massagem acontecesse, mas a sensação era tão boa que ele não conseguiu segurar o segundo gemido que saiu de sua boca. Jimin nem conseguia mais ouvir o que Yoongi estava falando – poderia estar falando que o demitiria e ele continuaria ali, emitindo todo tipo de som obsceno sem nem se dar conta. Depois do primeiro e do segundo, Jimin não conseguiu e nem quis se segurar. Ele sabia que podia ser vocal demais sem querer, mas ninguém nunca havia reclamado, então ele nunca havia parado.

Um último apertão em seu ombro, alguns segundos de silêncio, e Jimin finalmente abriu seus olhos. Devagar, como quando acordava de manhã e seu quarto estava ensolarado demais, piscando lentamente. Ele não se lembrava de quando tinha os fechado, mas decidiu que agora tinha problemas muito maiores para resolver. No mesmo instante em que finalmente voltou para a realidade, Jimin pulou de sua cadeira e se virou para encarar seu chefe, que agora tinha as mãos no bolso e um sorriso satisfeito estampado em seu rosto.

“Não tem problema.” Yoongi disse antes que Jimin começasse a pedir desculpa de todas as maneiras possíveis, em todos os idiomas existentes. A máquina de café parecia estar rangendo um pouco mais alto naquele silêncio insuportável entre eles, e Jimin só conseguia olhar para baixo. “Isso fica entre nós, ok? A menos que você queira contar para alguém. Ou que você tenha ficado desconfortável.”

“Eu não estava desconfortável.” Jimin murmurou, parte de si querendo se estapear por responder aquela parte de tudo que Yoongi havia falado. “Também não pretendo contar a ninguém.”

Yoongi não falava quando não era necessário. Ali, naquele momento, ele percebeu que eles não precisavam mais conversar. O incidente da massagem morria ali, ninguém saberia, e, se alguém perguntasse, ambos negariam tudo ou desconversariam. Talvez ficasse como um assunto pendente entre eles; Jimin estaria devendo uma a seu chefe, ou será que Yoongi gostaria de repetir o que quer que tenha sido aquilo? Ainda era cedo demais para dizer. Jimin estava ciente do desconforto que sentia no meio de suas pernas, e a julgar pela forma que Yoongi se mexia no elevador a caminho do andar térreo, talvez sua situação não estivesse muito melhor.

Era desconfortável sentar bem ao lado de alguém com quem você gostaria de testar todas as posições do kama sutra. O metrô balançava demais, Jimin tinha a impressão de que ainda conseguia ouvir os murmúrios de Yoongi em seu ouvido, a pressão de dedos em seu ombro, e o calor em suas calças só aumentava. Ele estava com um problema dos bem grandes, e não sabia o que fazer. Jimin não sabia lidar com tanta frustração sexual a menos que fosse resolvida da maneira correta, e ele sabia que aquela alternativa era inviável.

No dia seguinte, teria que fingir que nada havia acontecido.

Seria quase impossível, mas ele teria que tentar.

**

Havia uma barreira invisível entre Jimin e Yoongi. Por mais que quisessem e chegassem muito perto de ultrapassar essa barreira, eles sempre se impediam antes que pudesse acontecer. Depois do incidente da massagem, no entanto, parecia que eles ligavam um pouco menos para aquilo. Era como se suas mãos criassem vida própria e não obedecessem aos seus comandos – ou seus comandos que começaram a ligar cada vez menos para a tal barreira.

Jimin sentia a mão de seu chefe em suas costas quando eles falavam, sentia seu corpo chegando mais perto por conta própria, como se a barreira estivesse ficando cada vez mais inútil. Às vezes, Jimin se pegava encostando uma mão em seu ombro e pensando na massagem, pensando mais do que devia nas mãos de Yoongi.

Taehyung estalava os dedos em frente ao seu rosto para chamar sua atenção na hora do almoço, e tanto Jungkook quanto Hoseok só conseguiam assistir aos dois amigos discutindo em sussurros e vozes baixas. Jimin estava aéreo, e aquilo não era bom sinal. Ele estava pensando demais, Taehyung sabia bem porquê, e aquilo realmente não era bom.

“Ei, Jimin!” Hoseok disse com uma voz animada, chamando pelo colega de trabalho assim que o viu entrando pela porta de vidro com um envelope em mãos. “Tem um minuto para conversar?”

“Claro!” Jimin não tinha tempo, na verdade, mas ele não estava animado para continuar seu trabalho. “O que houve?”

“O aniversário de Jungkook está chegando, e eu queria fazer uma surpresa.” Hoseok abriu um sorriso que mostrava suas covinhas, e Jimin se pegou sorrindo também. “Sábado que vem lá em casa, pode ser? Eu te passo o endereço.”

“Pode ser!” Jimin sorriu e assentiu olhando para sua mesa com o canto do olho, dando a entender que precisava ir. “Depois nós falamos sobre isso direito.”

Sentado em sua cadeira, Jimin pensou na situação. Ele era amigo de Hoseok e Jungkook, mas não era tão íntimo assim. Talvez ele ficasse um pouco excluído caso aceitasse o convite, mas também sabia que poderia soar rude caso recusasse. Jimin suspirou e olhou para os papéis em suas mãos, buscando uma resposta nas palavras que naquele momento não faziam sentido para ele. Poderia ser divertido, poderia ser um tédio. Ele só descobriria se fosse.

Então, Jimin decidiu ir. Não porque tinha ganhado confiança de uma hora para outra, mas porque à noite quando estava em casa, Taehyung havia o perguntado se ele estava sabendo do aniversário de Jungkook. Aquilo acalmou um pouco sua cabeça, deixou que ele pensasse melhor. Tornar-se mais amigo de Hoseok e Jungkook poderia ser bom, e com Taehyung ao seu lado, talvez ficasse tudo mais fácil. Seria divertido conversar com eles fora do ambiente de trabalho, onde tudo os preocupava a todo momento. Seria uma mudança, e Jimin estava precisando de algumas em sua vida.

Hoseok não era a pessoa mais discreta do mundo quando estava tentando planejar uma festa surpresa, e Jimin se perguntou diversas vezes no decorrer da semana como Jungkook ainda não havia descoberto. A todo momento Hoseok deslizava, quase deixando uma informação confidencial sair de sua boca. Jungkook estava ocupado demais o encarando com os olhos grandes e brilhantes para notar, e Jimin apenas observava aquela cena se repetir diversas vezes com muitos questionamentos rondando sua cabeça.

“Jungkook e Hoseok têm alguma coisa?” Jimin perguntou uma vez durante o almoço, quando as pessoas em questão estavam pegando sua comida e apenas ele e Taehyung estavam sentados. O homem arqueou uma sobrancelha e inchou uma bochecha com o que quer que estivesse mastigando, mil palavras ditas em uma ação simples. “Tipo, eles estão juntos? Namoram? São casados?”

“Eu nunca perguntei, mas acho que sim.” Taehyung disse com a boca cheia e Jimin franziu o cenho, repreendendo a ação do amigo. “Eles estão sempre juntos de um lado para o outro, então você deve estar certo.”

“Mas nós dois moramos juntos e não temos nada.” Taehyung parou de mastigar sua comida para pensar no que Jimin havia dito, dando de ombros por não ter uma resposta. “Eu fico sem graça de perguntar, mas é que eles se olham de um jeito tão... íntimo? E eu te contei que quando eles brigam, o andar inteiro para! Eu só queria–”

“Hyung! Jungkookie!” Taehyung disse com a voz animada olhando para trás de Jimin, dando o assunto como encerrado antes que eles pudessem ouvir qualquer coisa. “Vocês viram aquele prato que eu falei sobre? O chef disse que...”

Jimin parou de ouvir o que Taehyung estava dizendo e resolveu focar em sua comida, deixando que os mesmos questionamentos continuassem rondando sua cabeça. Talvez ele não tivesse uma resposta tão cedo.

Mesmo com os deslizes de Hoseok e com o medo de que tudo fosse por água abaixo a qualquer momento, a semana passou rápido e Jimin se encontrou no endereço que o colega de trabalho havia o passado. Ele estava vestido casualmente, mas não tão casual. Tinha passado perfume, mas nada exagerado. Jimin estava estupidamente nervoso para ir a uma comemoração de aniversário de seu colega de trabalho. Era o fim do mundo.

“Jimin!” Hoseok abriu a porta com um sorriso largo, e para alívio de Jimin, ele estava vestindo algo parecido – casual, mas não tão casual. Enquanto suspirava, foi puxado para um abraço forte típico de Hoseok, e entrou na casa entregando o presente nas mãos dele. “Espere o Jungkook chegar e dê a ele, aposto que vai ficar contente!”

Ele não sabia o que esperar quando chegasse lá, mas definitivamente não estava pronto para ver Kim Namjoon e Kim Seokjin escorados no balcão que dividia a cozinha da sala, trocando beijos rápidos e rindo de algo que só era engraçado para eles dois. Taehyung já estava lá havia um tempo – porque eu sou uma alma boa, caro Jimin, eu fiquei de ajudar o hyung a arrumar tudo – e apenas cumprimentou seu melhor amigo com um aceno de mão, como se fosse a coisa mais normal do mundo o que estava acontecendo do outro lado do cômodo.

Jimin tentou disfarçar sua surpresa e se abaixou para tirar seus sapatos, começando uma análise fria de toda aquela situação. Primeiramente, como Tae não tinha o avisado que os chefes de Hoseok estariam ali? Uma coisa era ele ficar rodeado de seus colegas de trabalho, outra coisa era ele ficar rodeado de diretores importantes da empresa em que trabalhava! Jimin não podia entrar em pânico, então respirou fundo e decidiu que poderia brigar com Taehyung mais tarde. Segundo, ele nunca imaginaria que Namjoon e Seokjin eram um casal. Não que eles não combinassem, mas não era algo exatamente convencional de se ver. Terceiro...

Então existia a possibilidade de Yoongi ir ao aniversário também?

Ele não teve tempo de choramingar por pensar na situação em que estaria mais tarde porque a campainha tocou, e mais amigos de Hoseok – ou de Jungkook, ele não sabia – entraram e precisaram tirar seus sapatos também. Aparentemente, Namjoon e Seokjin não estavam nem aí, porque continuaram fazendo o que bem quisessem na frente de todas aquelas pessoas. Taehyung também parecia nem ligar, porque nem olhava na direção do casal.

“Pela sua cara de desespero, eu já sei todas as suas perguntas e já tenho todas as respostas.” Taehyung levantou um dedo e disse em um tom baixo e rápido, evitando atrair a atenção de outras pessoas. Jimin estava com os olhos arregalados, o pânico já tomando conta de seu corpo. E ele tentou tanto se acalmar. “Pois é, os chefes do Hoseok são um casal e são amigos o suficiente dele para estarem aqui. Eu também não sabia.”

Eles ficaram em completo silêncio se encarando. Aos poucos, a sala ia ficando mais movimentada e mais pessoas iam chegando, a voz animada de Hoseok preenchendo o ambiente e cumprimentando todas as visitas. Jimin estava nervoso, Taehyung ainda não tinha dado a única resposta que ele realmente queria ouvir.

“Min Yoongi também foi convidado.” Taehyung disse baixo, bem mais baixo do que antes, e Jimin sentiu todo o ar que estava em seus pulmões sair de forma rápida. “E, pelo que eu entendi, ele é tão amigo de Jungkook que ficou de distraí-lo enquanto nós arrumávamos tudo e as pessoas chegavam.”

Jimin não se importou em ser discreto dessa vez e soltou um grunhido alto, atraindo a atenção de algumas pessoas desconhecidas que estavam por perto. Taehyung entendia sua frustração e apenas deu dois tapas nas costas do amigo, mostrando que estava ali para o que ele precisasse. Seria uma noite longa, uma noite muito longa, mas que Jimin também estava curioso para saber como se desenrolaria.

Aquele ambiente descontraído deixava as auras de Namjoon e Seokjin menos intimidadoras. Em algum ponto, quando Jimin já estava tomando sua segunda taça de vinho (eu não vou sobreviver a essa noite na sobriedade, palavras do próprio), eles se tornaram até amigáveis. A conversa estava boa, passava longe de qualquer assunto que pudesse envolver trabalho, e Jimin estava muito grato por poder tratar aqueles dois homens como gente e não como seres extremamente superiores a ele. Sua noite estava correndo surpreendentemente bem, seu riso já estava ficando mais solto, e ele tinha até se esquecido que estava lá pelo aniversário de Jungkook.

“Pessoal!” Hoseok chamou a atenção de todos levantando a mão no meio da sala. Jimin ainda estava rindo de alguma piada que Seokjin havia o contado, e nem conseguiu pensar que sua noite estava prestes a ser arruinada. “Yoongi hyung deve chegar com o Jungkook dentro de cinco minutos! Hora de ficar quietos e fazer uma surpresa para o aniversariante!”

O sorriso saiu do rosto de Jimin na hora. Ao seu redor, as pessoas falavam em tons mais baixos e se posicionavam na sala enquanto Hoseok se dirigia ao interruptor, pronto para apagar a luz a qualquer momento. Jimin estava parado ao lado do balcão, taça de vinho em mãos, e expressão desolada intacta. Ele ouviu alguém suspirando – provavelmente Taehyung – e sentiu sua mão livre sendo puxada para algum canto, preparando-se para a surpresa. Preparando-se para a hora que Jungkook chegaria ao lado de Yoongi. Min Yoongi. Chefe de Jimin.

Ele estava prestes a entrar em combustão.

Todos estavam extasiados, genuinamente animados quando Jungkook passou pela porta da frente e Hoseok acendeu as luzes, revelando toda a decoração e todas as pessoas que o esperavam. Os olhos do homem brilhavam olhando para tudo, para todos, mas no fim eles pararam em Hoseok, que estava sorrindo abertamente, feliz de ver o amigo – ou talvez algo a mais? – tão contente com o que estava diante dele. Um abraço apertado entre eles dois fez os convidados gritarem em comemoração, finalmente começando a cantar a tradicional música de aniversário.

Jimin batia com sua mão livre em sua coxa, mas não conseguia cantar junto com as outras pessoas. Seus olhos involuntariamente pararam em Yoongi, que, como sempre, estava vestido muito bem. Casual, mas não tão casual. Uma camisa preta com seu peito um pouco exposto, as mangas indo até seu cotovelo. Um relógio que provavelmente custava mais do que um salário de Jimin, e uma calça perfeitamente passada. Jimin estava entrando em combustão. Não importava quantas taças de vinho tomasse naquela noite, ele não sobreviveria. Não seria capaz

Eventualmente, Jimin precisou sair de seu transe para cumprimentar Jungkook. Um sorriso simpático, um abraço, e um desejo de muitos anos de vida e ele estava livre para deixar seus pensamentos tomarem conta de sua noite. Nem mesmo as piadas ruins de Seokjin estavam o distraindo mais, não quando Yoongi tinha chegado perto para cumprimentá-lo também e estava incrivelmente cheiroso. Aquele homem seria a morte de Jimin, e ele provavelmente nem saberia que a culpa era dele.

“Park Jimin.” Yoongi tirou uma mão do bolso – especificamente a mão que estava carregando seu relógio caro, vale notar – e a estendeu na direção de Jimin, que a segurou e balançou de cima para baixo, lentamente, como devia ser feito. “Você está muito bem vestido hoje.”

“Posso lhe dizer o mesmo, senhor Min.” Jimin deixou que um sorriso de canto aparecesse, quase desafiando seu chefe para algo. Yoongi arqueou uma sobrancelha, mas não soltou a mão de Jimin. Pelo contrário, apertou-a com um pouco mais de força. “Bela escolha de acessórios.”

“Claro.” Yoongi sorriu e soltou o aperto de mão, colocando a sua dentro do bolso da calça novamente. Casual, simples. Jimin já estava entrando em combustão. “Nós já conversamos sobre isso de você me chamar de senhor Min, não é mesmo?”

“Eu achei que o momento pediu que eu o chamasse assim.” Jimin deu um gole em seu vinho e arqueou uma sobrancelha, claramente já embriagado demais para discernir uma conversa normal de um flerte. “Algo no seu jeito, não sei explicar.”

Yoongi umedeceu seus lábios com a ponta de sua língua e mordeu o inferior levemente, tentando conter a pequena risada que saiu de sua boca. Jimin não sabia até então que eles estavam jogando um jogo – um perigoso, talvez – mas não estava disposto a parar. Sua terceira taça de vinho o ajudaria a se tornar um jogador melhor, ele sabia, mas precisava ir com calma para não passar vergonha. Talvez sua noite não tivesse sido arruinada, talvez estivesse apenas começando.

Taehyung tinha visto toda a cena e o alertou sobre os perigos do que estava fazendo, mas não recomendou que Jimin parasse. Era um jogo, e se era um jogo, Taehyung também poderia assisti-lo de longe, observando cada movimento do amigo e ainda o ajudando em estratégias. Yoongi se afastou depois da breve conversa, foi buscar algo para beber e resolveu que seria uma boa ideia colocar o papo em dia com Seokjin e Namjoon. Jimin apenas observava, pensando qual seria sua próxima jogada.

A noite ia chegando mais perto de acabar, e algumas pessoas começavam a ir embora. Aos poucos, os rostos que Jimin já estava começando a se acostumar a ver na sala de Hoseok estavam se despedindo de Jungkook, e ficavam só as pessoas mais íntimas do aniversariante. Até que ele se viu em uma roda com sete pessoas, ele incluso. Seu melhor amigo, Hoseok, o aniversariante, Kim Namjoon e Kim Seokjin, e ninguém mais ninguém menos que Min Yoongi.

Jimin bebia sua taça de vinho com calma, observava a conversa e ocasionalmente fazia um comentário. Yoongi fazia o mesmo, sempre atento, mas nunca ativo no assunto. Aos poucos, com o efeito do álcool, Jimin ia ligando cada vez menos para o que estava fazendo – se estava fazendo uma pose mais sugestiva, ou se estava encarando Yoongi abertamente – e se deixava levar. Deixava-se levar pelo momento, pelo calor que já sentia subindo por seu corpo por conta de um simples olhar. Se sóbrio ele não conseguia controlar seus hormônios perto de Yoongi, Jimin não esperava que conseguisse embriagado.

Então, subitamente, Yoongi levantou-se de seu lugar e apontou na direção do corredor para Jimin. Ninguém pareceu notar a ausência dele depois de um minuto, então Jimin resolveu segui-lo sem saber exatamente onde estava indo – até agora só conhecia o caminho para o banheiro. Era estranho andar num corredor escuro sem sentir medo do que poderia acontecer, pelo contrário, ele estava se sentindo excitado na situação. A qualquer momento uma mão poderia puxá-lo para um quarto escuro e mil e uma coisas poderiam acontecer.

Jimin parou em frente a uma porta entreaberta no final do corredor, espiando o lado de dentro. Ele viu uma cama, uma escrivaninha, e por fim, uma varanda que estava completamente aberta, apenas esperando que ele entrasse. Yoongi estava lá, parado, observando o céu como quem não queria nada, e Jimin foi caminhando lentamente até ele, deixando sua taça de vinho em alguma superfície no meio do caminho. O ar estava pesado, silencioso, e parecia que só existiam eles dois no mundo quando Jimin encostou um pouco a porta de correr atrás dele.

Suas mãos pousaram nos ombros de Yoongi imediatamente, arrancando um suspiro pesado de seu chefe com um simples apertão no local. Jimin não tinha muita experiência com massagens e suas mãos não eram grandes como as de Yoongi, mas ele achava que podia fazer um bom trabalho. Às vezes ele parava, alisava os braços do homem, voltava para o mesmo local de antes e repetia o processo. Yoongi não era muito de se expressar vocalmente, então Jimin guardou no coração cara gemido fraco que saía do fundo da garganta do homem.

Mesmo com o ar fresco da noite batendo em seu rosto, Jimin conseguia sentir suas bochechas quentes não apenas por conta do álcool. Yoongi estava relaxado, deixando que suas cordas vocais se soltassem, e se ele não parasse naquele instante era capaz de Jimin ter uma ereção. Mas parte de Jimin não queria que Yoongi parasse porque era satisfatório vê-lo daquele jeito, tão entregue aos seus toques, quando no trabalho ele tinha a aura de alguém que não podia ser tocado.

Trabalho. Aquela palavra devia ter acionado alguma coisa no cérebro de Jimin, mas não o fez. Ele simplesmente continuou massageando os ombros, alisando os braços, voltando ao começo e repetindo os mesmos movimentos. Sem parar, sem se mover, até que teve uma ideia. Talvez não fosse a sua mais brilhante, mas não teve tempo de repensá-la quando sentiu o contato de seus lábios com o pescoço de Yoongi.

Foi rápido, mas o suficiente para fazer Yoongi ficar tenso. Jimin fingiu que nada tinha acontecido e voltou a massageá-lo, para cima e para baixo, de um lado para o outro. Alguns segundos – ou minutos? – haviam se passado quando Jimin sentiu uma mão pousar sobre a sua, puxando-a para baixo em um movimento lento, finalmente parando na cintura de Yoongi. Ele apertou levemente o local e desceu sua outra mão também, ignorando completamente o primeiro motivo para eles estarem naquela situação. 

Jimin começou a distribuir beijos pelo pescoço de Yoongi. Umedeceu seus lábios, respirou fundo, e deixou que seus instintos fizessem o que tinham para fazer. Suas mãos subiram um pouco, de sua cintura para suas costelas, fazendo Yoongi soltar um suspiro um pouco mais alto que os outros, um pouco mais desesperado. Jimin não pensou muito quando puxou o corpo de Yoongi um pouco mais contra o seu, mas definitivamente reparou como ele não havia se afastado.

Uma leve mordiscada, Yoongi começou a arfar. Uma mão passando perto de áreas sensíveis, Yoongi jogou a cabeça para trás. Jimin estava amando a situação, cada vez mais juntando seus corpos, começando a soltar suspiros com a fricção de sua ereção contra a bunda de Yoongi. Eles se sentiam como adolescentes com os hormônios à flor da pele, sempre buscando por mais contato físico, até que Jimin perdeu sua paciência e levou sua mão ao cinto de Yoongi.

Jimin deu um passo para trás em direção ao quarto, tentando evitar qualquer tipo de nudez ao ar livre que poderia estar prestes a acontecer, e Yoongi o acompanhou. O cinto estava a meio caminho de ser desafivelado quando algo os interrompeu.

“Jimin! Jimin, onde você está? Nós temos que ir para casa!”

A voz de Taehyung nunca soou tão irritante, e Jimin nunca quis tanto que o melhor amigo desaparecesse. Yoongi pareceu voltar para a realidade e se deu conta do que estava acontecendo, afastando-se completamente do corpo de Jimin e afivelando seu cinto como se nada tivesse acontecido. Jimin olhou para o céu e se perguntou se aquela interrupção tinha sido boa ou ruim.

“Jimin! Cadê você, cara?”

“Aqui.” Jimin disse com a voz fraca. Ele pegou sua taça de vinho e saiu do quarto, fazendo o possível para esconder o tom avermelhado em suas bochechas e o volume evidente em sua calça. Taehyung o encarou de cima à baixo e soube que teria que ouvir muito do amigo. “Hora de ir para casa, é?”

“É, Namjoon e Seokjin hyung já foram, então achei melhor nós irmos também.” Taehyung evitou ao máximo olhar para Yoongi enquanto o homem saía do quarto com a expressão irritada, passando direto por eles dois e voltando para a sala sem dizer uma palavra. “Nós... conversamos em casa, certo?”

Jimin assentiu e deu o último gole em sua bebida, colocando a taça vazia na primeira superfície que viu disponível quando chegou à sala. O clima parecia pesado; Yoongi estava olhando para seus pés, Jungkook estava quase dormindo no sofá, e Hoseok sorria amarelo para a dupla de amigos que tinha acabado de sair do corredor. A despedida foi breve, alguns até segunda ditos em vozes baixas, e uma pergunta de Yoongi que estraçalhou o coração de Jimin. ‘Minha viagem para Daegu segunda à noite está confirmada, certo?’. Jimin só conseguiu assentir, sem ter certeza se estava confirmada ou não. Era uma pergunta desnecessária, apenas para lembrá-lo do que eles realmente eram: patrão e empregado, e nada além disso.

“O que houve?” Taehyung perguntou no caminho de volta para casa, mas Jimin não queria responder. Seu cérebro tinha acabado de dar um nó e ele ainda estava tentando entender o que havia acontecido. Tudo tinha ficado ainda mais bagunçado depois do incidente da varanda, e agora Yoongi havia se mostrado indiferente à situação, ao contrário de como havia sido depois da primeira massagem.

“Eu não sei.”

E era verdade, Jimin não tinha ideia


Notas Finais


Segunda tem comeback do BTS, WOOOOO.
Falar em comeback, o Yoongi no segundo teaser de DNA me lembrou muito o Yoongi nessa fic... Fiquei me tremendo toda, obrigada BigHit por me dar essa visão do paraíso.
Como será que o Jimin e o Yoongi vão ficar no trabalho, hm?
Espero que tenham gostado do capítulo! Comentários sempre são bem vindos, e também aceito gritos no twitter (@/yunttai, só falo bosta lá). Até semana que vem, chuchus. <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...