História DENKIs - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias As Bruxas de Eastwick
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Ficção, Magia, Mistério, Poder, Romance
Visualizações 7
Palavras 1.467
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


É... então... desculpe?
Me perdoem pela demora, por problemas de insegurança/bloqueio eu deixei de escrever. Mas eu mudei o rumo da história, não a mudei totalmente, mas foi o suficiente para eu mudar o final do capitulo 8 (deem uma conferida para não se atrapalharem ou acharem que sou doida, não que eu não seja... :), foi uma boa mudança, me deu oportunidades para que eu pudesse escrever de forma mais confortável! Desculpem pela demora, e boa leitura!

-IK

Capítulo 9 - Silhueta - Parte 2


Logo de manhã um desejo surgiu em mim, fazer uma caminhada nunca foi tão superestimado em minha mente.

Logo quando eu estava prestes a entrar no parque uma sensação estranha me tomou, eu me sentia aprisionada, como se algo ou alguém estivesse me observando constantemente.

A cada minuto eu olhava para trás, e a cada segundo que passava ficava mais tensa. Olhei mais uma vez para trás, desconfiada, e nada apareceu.

Quando finalmente cheguei ao parque comecei a andar na trilha, e a sensação não parou, mas resolvi ignorar, foi quando ouvi passos leves e aparentemente distantes de mim, aumentei a velocidade e finalmente corri, porém, os passos pareciam me perseguir, queriam me alcançar, degradadamente eu os ouvia, chegar perto. Alguém estava realmente me perseguindo, e de repente o som parou, nada se ouvia além da minha respiração pesada e as folhas das árvores balançarem, agradeci aos céus, "Já basta de perseguição!".

Quando iria voltar a andar vi o seu vulto, e senti a sua presença marcante.

- Você corre bastante sabia? - Sua voz soou atrás de mim, era um homem de aparência asiática, cabelos negros assim como seus olhos, e pele branca feita neve.

- Porque me perseguia? - O vi rir.

- Perseguir? Você é bem egocêntrica, não? - Se aproximou - E bem difícil de controlar. - Pareceu pensativo, mas logo desviou o olhar.

- Do que está falando? - O olhei suspeitando de cada ato seu, cada movimento, eu sentia sua respiração em meus ossos.

- Está se sentindo poderosa, não é? Essa sensação é boa? - Deu mais um de seus sorrisos, que transpirava superioridade exagerada.

- Você é louco, não chegue perto! - Resolvi apenas o ignorar, "Deve ser mais um idiota assediador!".

- Está dando uma de desentendida Senhorita Lin? - Bradou a frase, como se estivesse fazendo uma aposta consigo mesmo, para ver qual seria minha reação - Ou realmente não se lembra de mim?

Eu soube na hora quem era. Era a pessoa misteriosa, era a silhueta daquela noite, eu tinha tantas perguntas para fazer, tantos porquês que provavelmente só ele poderia me responder.

- Você tem me vigiado? - Me virei bruscamente, para visualizar seu rosto esperando a resposta.

- Sei que você tem perguntas, mas primeiro preciso de umas respostas! - Se tornou sério, toda a situação se tornou confusa.

"O que ele quer que eu responda? O que eu poderia responder? Sou a única aqui que não tem noção ou conclusão de nada dessa história toda! Nem sei quem eu sou!"

 - O que você quer saber? - Eu estava realmente interessada, queria saber o que havia acontecido àquela noite.

- Se eu te convidasse a vir comigo, você viria?

Um turbilhão de coisas se passou por minha mente. "Se eu falar que não, o que é obvio, ele ainda vai responder às minhas perguntas? E porque eu diria sim?"

- Para onde? Para quê?

- Para alguém que precisa responder, está perguntando demais! - Sorriu um pouco - Para um lugar onde existe mais pessoas como nós, Denkis.

Abri os olhos em surpresa. "Como?".

"Como ele saberia dessa palavra?", "E porque ele nos chamou de Denkis?". Sentia que minha cabeça estava prestes a explodir.

- Meu nome é Shiro Inoue, e eu posso controlar as pessoas. A maioria delas! - Se curvou.

Me afastei um pouco para poder espairecer a mente.

- Eu sei o seu nome e o que você pode fazer. Acho justo você saber essas coisas sobre mim também! - Falou com sinceridade.

- E o que eu posso fazer?

Eu tinha ideia do que era, mas eu queria ouvir isso de outra pessoa, para que aquilo tudo se tornasse real.

- Você? Deixa eu pensar! Ah sim! Você controla a massa de tudo, como se não fosse nada. E por longa distância! Não é o máximo? - Pareceu empolgado!

- Isso machuca pessoas! Como pode achar que é "o máximo"? - Me lembrei de Yun ao ver as juntas dos meus dedos avermelhados - Eu poderia ter a machucado! Eu... eu matei um homem! - Soltei aquilo, como se estivesse soltando um fardo horrendamente pesado.

- Ah sobre isso! Não foi você! - Coçou a nuca, mostrando nervoso evidente - Eu o controlei para te perseguir, queria ver o que você poderia fazer! Queria sabe qual o seu poder. Não imaginaria que seria tão...

- Assassino? Destrutivo? Ele é!

- ... forte! Não imaginei ser tão intenso, tão inimaginável! Seu poder não tem limites!

- Do que você está falando? – Queria saber mais, queria mais informações, estava com sede de conhecimento.

- Como eu disse antes, meu poder tem limites, não consigo controlar todos, só aqueles que mentem para si mesmos, aqueles que não admitem os seus erros, o seu passado ou presente, aqueles que se escondem atrás de problemas que eles mesmos inventam! Mas você?! Você é incrível! Seu sangue é puro! Você é mais forte do que imagina Lin! – Me encarou como se esperasse que algo viesse de mim, mas eu só conseguia pensar – O que acha? Vem comigo?

- Não confio em você!

- Compreensível! Mas saiba que ele foi a primeira e única pessoa da qual tive o desprazer de matar, e isso está me consumindo! Pareço bem, mas eu minto para mim mesmo, então eu engano as pessoas ao meu redor com facilidade! – Piscou para mim.

- Ainda não confio! Como posso confiar em alguém que mente até para si mesmo?

- Você também mente para si, se fosse totalmente sincera consigo mesma não poderia te controlar! – Se sentou em um banco de madeira desgastado pela chuva e sol constantes.

- Você me controlou? Quando? Quantas vezes? – Me exaltei sentindo meu sangue ferver, por ter me chamado de mentirosa, mesmo que sendo verdade, e por ter me controlado em algum momento.

- Você não consegue segurar a sua língua direito, então eu te ajudei! Você não podia simplesmente sair contando para os policiais que eu estava na cena! – Me sentei ao seu lado.

- Então você só não queria que eu contasse? Você não me controlou quando eu o machuquei? Você não me fez fazer aquilo? – Perguntei preocupada com sua resposta.

- Não! Mas você não o matou! E- Eu o matei! Você não fazia ideia do que estava fazendo! – Mesmo ele dizendo aquelas palavras, meu coração estava pesado, nós dividíamos a mesma dor, a mesma culpa.

Abaixou a cabeça apoiando a testa nas mãos parecendo abalado. Pela primeira vez em toda a conversa que tivemos, ele demonstrou uma de suas fraquezas, Ele parecia tão frágil e desprotegido. Queria o ajudar.

- Ele tinha família? – O vi franzir a testa.

- Uma menina! – Sua voz soou baixa e suave – O nome dela é Akira, vai fazer nove anos no próximo mês! – Me impressionei com a quantidade de informações que ele tinha dela.

- Como...

- Me senti culpado, extremamente culpado! Eu pesquisei sobre ela. Queria saber sobre, criei uma ligação! E não sei dizer se isso é bom!

- Entendo! Eu faria o mesmo! – Resolvi que mudar de assunto acabaria com sua áurea assustada e talvez o fazer sorrir mais uma vez – Me fale mais sobre essas pessoas que você chama de Denkis!

- Somos pessoas com habilidades, tais são condizentes com nossos traços pessoais mais marcantes, podendo ser refletido em um de nossos defeitos mais feios para nossa qualidade mais bela.

- E no que se refletiria meus poderes? Em qual qualidade ou defeito? – A curiosidade falou por si mesma, “Espero Que seja uma qualidade! ”.

- É isso! Só você pode descobrir! E quando você souber o significado poderá o controlar! Você só precisa achar o que você esconde dentro de si! Geralmente qualidades são mais fáceis de encontrar! – Sorriu cabisbaixo.

- Foi para você?

- Dá para perceber assim que o meu é um defeito? – Gargalhou alegre, o que me fez rir também.

- Não poso considerar mentir para si mesmo como uma qualidade! – O vi ficar sério.

- Verdade! – Fitou as próprias mãos, refletindo sobre algo que eu nem imaginava ser sobre – Foi mais difícil do que eu poderia imaginar.

Meu celular tocou, silenciosamente, vibrando, tirei do meu bolso e olhei, na tela o nome “YUN” brilhava.

- Devo atender! Com licença! – Eu ia atender quando ele segurou meu pulso de leve.

- Me encontre em frente ao seu trabalho no fim do seu expediente.

E simplesmente pôs as mãos nos bolsos do casaco e saiu andando, para o lado oposto da trilha, sumindo ente as árvores. “Que figura interessante! ”.

Desviei o olhar do seu corpo e rapidamente atendi o telefone, ouvindo sua voz irritada de Yun do outro lado da linha enquanto andava de volta para casa, “Ela realmente parece ser mais velha me dando esses sermões. ”.


Notas Finais


Espero que tenham gostado da personalidade de Shiro, eu amo fazer as falas dele <3 (Me inspirei um pouco no personagem de uma série, FRIENDS, o personagem é bem divertido e brincalhão, mas esconde problemas), se gostaram não esqueçam de comentar!

-IK


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