História Depois da Guerra - A Dama da Noite - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Bellatrix Lestrange, Draco Malfoy, Harry Potter, Lord Voldemort, Rabastan Lestrange, Remo Lupin, Rodolfo Lestrange, Ted Lupin, Tom Riddle Jr.
Tags Ladydehogwarts, Tom, Tomriddle
Visualizações 32
Palavras 2.060
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Adiantando o capítulo de amanhã!

Capítulo 12 - Sequestro


Ivy

Sinto uma raiva incontrolável de mim mesma. Como eu pude permitir que levassem o meu avô? Eu deveria tê-los atacado! Meu avô me ensinou tantos feitiços das trevas nos poucos encontros que tivemos e eu li tanto sobre maldições imperdoáveis que eu tenho certeza de que conseguiria lançar uma cruciatus certeira em cada um, mas então eu me tremi toda e não consegui expor em palavras os feitiços que eu queria, e para não chorar na frente do vovô Vold, preferi voltar correndo igual uma covarde. Fiquei o dia todo em estado de choque. No dia seguinte, eu tentei me mover, mas tudo o que eu consegui foi arrumar um canto para chorar.

Sentei-me com as costas encostadas nas pilastras do salão principal e fiquei ali chorando muito, mas talvez eu tivesse soluçado alto demais, coisa que eu odiei, porque logo atraí a atenção do tio Neville que veio a passos rápidos falar comigo.

- O que foi, Ivy? Fizeram algo pra você? – Ele perguntou todo preocupado.

- É que levaram o vovô Vold! Eu vi quando cinco bruxos cercaram ele amarraram os braços dele para trás. Sei que meu vovô é poderoso, mas como ele lutaria com cinco bruxos ao mesmo tempo? – Eu perguntei e ele coçou a cabeça nada surpreso. – Você não se importa, não é? Nem fez nada para impedir!

- Ivy, eu não poderia fazer muita coisa... e se ele é inocente, logo vão libertá-lo... – Ele tentou acariciar os meus cabelos, mas eu o repeli.

- Você é a favor disso, não é? É tudo culpa do Harry Potter e você é amigo dele. Vai embora, tio Neville, me deixa sozinha! – Eu escondi a cabeça entre os meus joelhos e voltei a chorar. O tio Neville até tentou conversar comigo, mas quando eu gritei pra ele sair, ele finalmente foi embora.

Chorei tanto que a minha cabeça começou a doer, mas se eu não tinha o apoio do tio Neville, eu iria buscar o apoio dos meus amigos. Mina e Erika eram medrosas demais, mas o Ted, Max e a Katie eram tão corajosos quanto eu.

Limpei as lágrimas e fui correndo em direção a entrada da sala comunal da Lufa-Lufa cujo caminho, Ted havia me ensinado. Por sorte, vi dois lufanos saindo pelo buraco do retrato, e incrivelmente, bastou eu pedir para eles chamarem o Ted que eles voltaram correndo para fazerem o que eu havia pedido. Eu nunca havia visto algum aluno tão solícito assim comigo. Minutos depois, Ted apareceu, mas bastou ver a minha cara de choro para ele ficar preocupado comigo.

- O que foi, Ivy? Você estava chorando? – Ele perguntou confuso e eu o puxei para um canto.

- O Ministério levou o meu avô... estão acusando ele de coisas ruins! Eu pensei que você, o Max e a Katie pudessem me ajudar a ir resgatá-lo! Eu sei onde fica Azkaban, meu avô já me levou lá uma vez para conhecer... não é difícil chegar se formos voando e eu sei que todo o caminho! Uma vez, você me disse que queria viver aventuras, por que não começamos elas agora? – Tentei ser persuasiva, mas ao contrário do que eu esperava, ele abaixou a cabeça.

- Ivy, só temos 11 anos... não podemos sair voando assim da escola, ainda mais em tempos como esse. O seu sangue é puro, mas o meu não... seu avô já tentou matar os meus pais, um dia. – Ele respondeu.

- Você está se vingando dele então! Eu não sabia que você era tão covarde assim, Ted Lupin. – Eu o chuteie saí correndo antes que ele pudesse fazer algo. Ele apenas ficou me gritando para voltar.

A mesma coisa se repetiu com os meus outros amigos. Nenhum deles quis me acompanhar, dizendo que era perigoso demais. Decidi que o meu último recurso seria o meu primo Dean que estava a se gabar da prisão do meu avô, dizendo que o Lord das Trevas havia voltado e que rapidinho o meu avô sairia de lá.

- Inclusive, ele me deixou incumbido de recrutar novos soldados pra ele! Ele quer que eu os lidere já que serei um importante tenente do exército quando eu me formar, entendem? E não é só porque eu sou da família, mas porque ele vê muito potencial em mim. – Ele se gabou para um grupo de amigos.

- Dean, eu preciso falar com você! – Eu o interrompi e ele me olhou feio. – É sério, venha aqui. É em particular!

- Quando eu for tenente, colocarei essa menina em seu devido lugar! – Ele falou para os amigos rirem e me acompanhou.

- Não sabia que você era babaca assim na escola! – Eu o acusei e ele ia retrucar, mas então eu o cortei. – Preciso da sua ajuda para bolar um plano para salvar o meu avô. Sei como chegar à Azkaban...

- E você acha que é párea para aqueles aurores? Você é só uma pirralha, pare de se achar. Considerando que consigamos chegar em Azkaban, o que acha que vai acontecer? Você é só uma garotinha mimada e vai sair chorando na primeiro feitiço que lançarem em você! – Ele falou maldosamente, me deixando com raiva.

- Sou melhor bruxa que você! – Falei alto para atrair a atenção dos amigos dele. – Te desafio para um duelo, Dean.

- Você é só uma pirralha, não vou te machucar! – Ele recusou.

- Está com medo? Expeliarmus! – Eu tentei desarmá-lo, mas ele puxou a varinha e se defendeu. Foi o suficiente para todos fazerem uma roda ao nosso redor.

- Você pediu, implorou Ivy! Estupore! – Ele lançou o feitiço e se assustou quando eu o bloqueei facilmente. Eu já havia duelado algumas vezes com o meu avô para perder para o Dean.

- Estupefaça! Bombarda! Estupore! – Eu fui encurralando ele que só dava passos pra trás pra se defender.

- Cara-de-lesma! – Dean lançou após bloquear o meu último feitiço, e eu rebati em direção a ele, fazendo o feitiço atingi-lo em cheio.

Então o meu primo caiu no chão derrotado, vomitando generosas lesmas enquanto todos os amigos dele o olhavam assustados porque nunca imaginariam que uma primeiranista seria capaz de derrotar um quintanista em um duelo.

- Crucio! – eu o amaldiçoei aumentando ainda mais o espanto de todos. Quanto mais o meu primo gritava, mais eu ficava satisfeita. – Isso é para você parar de ser tão covarde e mentiroso! Meu avô nunca aceitaria um fraco com você no exército dele, quer dizer, isso se ele tivesse um.

Quando me virei pra ir embora, nenhum garoto ou garota se atreveu a me seguir, mas eu sabia que se eu quisesse agir, deveria fazer isso o quanto antes porque logo um professor viria atrás de mim pra saber sobre a minha briga com o Dean. Felizmente, minha avó havia me dado uma capa de invisibilidade e isso me deixaria segura até que eu pudesse roubar uma vassoura. Assim que eu entrei no dormitório, vi Mina e Erika.

As aulas haviam sido suspensas naqueles dois dias por conta da prisão do meu avô, então ambas tentaram ser solidárias ao dizerem palavras bonitas, mas eu as despistei rapidinho, só dizendo que eu ficaria fora por algumas horas. Talvez Dean tivesse razão quando disse que eu não teria chances contra os aurores, mas talvez com a minha capa da invisibilidade, eu pudesse roubar as chaves ou seja lá o que for que abriam as grades.

Momentos depois, eu soube que todos os professores estavam atrás de mim, mas eles não podiam fazer muita coisa porque eu estava com a capa da invisibilidade e ninguém sabia que eu a tinha. Só a minha avó. Roubar uma vassoura seria impossível porque certamente Ted, Max ou Katie teriam falado sobre os meus planos pra alguém, então subi até a sala precisa fui procurar alguma coisa que voasse lá, e felizmente, haviam umas vassouras velhas encostadas na parede. Eu sabia que elas não voavam muito rápido, mas serviriam para a fuga, e depois eu poderia voltar para a escola aparatando com o meu avô.

Esperei anoitecer, coloquei a vassoura por baixo da minha capa e fui com cuidado até os terrenos da escola. Levantei voo ainda coberta pela capa da invisibilidade, e assim que senti a devida segurança eu avancei até os limites da escola, e por fim por fim para fora da mesma.

Durante o meu voo, eu vi Hogsmead, outras cidades que pareciam bem pequenas e mais um jogo de luzes tão bonito que eu acabou me distraindo. Entrei em pânico porque eu não sabia mais para onde ir. A solução foi ir para o chão e chamar o nôitibus andante. Meu avô dizia que aquele era o pior transporte bruxo do mundo, mas eu não tinha escolha. O pior foi saber que eles não queriam me levar para Azkaban.

- O que uma garotinha quer fazer na prisão de segurança máxima de bruxos? Aliás, você não deveria estar na escola? – o condutor perguntou.

- Tive permissão para sair, mas... me levem então ao beco diagonal, lá eu vou encontrar um professor e não me meterei em encrenca. – Eu menti e o condutor me avaliou por alguns segundos, até que deu de ombros e fez o que eu pedi.

Confesso que quase vomitei até o meu café da manhã quando chegamos. Mais uma vez, me escondi sob a capa da invisibilidade e fui até a Borgin Burke. Eu estava morrendo de medo porque à noite, a Travessa do Tranco era ainda mais assustadora. Vi um bruxo matar outro, escutei gritos desesperados e outros bruxos encapuzados com uma máscara de caveira medonha. Senti um alívio muito grande quando entrei na loja e vi o sr. Borgin. Então, tirei a capa.

- Sr. Borgin, lembra-se de mim? Preciso da sua ajuda! Onde fica Azkaban? – Eu pedi e ele me olhou assustado.

- Céus, é a neta de milord! Você não deveria estar na escola, pequena? Eu vou te levar até lá agora! – Ele se ofereceu totalmente nervoso, mas então percebi que não estávamos sozinhos.

- Neta de quem, Borgin? – Um bruxo que também usava a máscara de caveira perguntou. – Você disse milord? Lord das Trevas? É claro que disse! Aliás, ela é bem parecida a mulher, a antiga Lady das Trevas... pode ser que a Donzela aprecie...

- Não, ela não é neta dele... é minha neta! Você entendeu errado, senhor. – Borgin mentiu.

- Não seja estúpido ou mato você, venha comigo fedelha! – O bruxo se aproximou e eu dei um passo pra trás.

- Não! – Eu gritei e me preparei para correr.

- Estupore!

- Protego! – Eu tentei me defender, mas a minha magia foi fraca demais para a dele que me atingiu em cheio.

- É muito valente, menininha, mas isso não vai te salvar. Nos vemos, Borgin, e espero que seja mais obediente na próxima vez! – o bruxo assustador o ameaçou e tocou o meu braço.

Senti todas as minhas entranhas se revirarem e o meu braço arder como fogo. Tentei reprimir um grito mordendo os meus lábios, mas a dor era tanta que logo senti sangue quente escorrer por ele enquanto eu sentia o vômito subir pela minha garganta.

- Nobre donzela, trago até a sua presença, a neta do Lord das Trevas. Creio que vá apreciar o meu presente. – Vi o bruxo se ajoelhar aos pés de outro bruxo com a capa e a máscara de caveira, mas essa eu sabia que era mulher.

- Apreciaria mais se não a trouxesse estrunchada. Madie! – Ela gritou numa voz feia e distorcida. – Leve a menina para as masmorras e cuide do ferimento dela.

- Desculpe-me, donzela. – O bruxo que me capturou pediu em uma voz submissa.

- Não importa mais, só reze para que ela não fique com uma cicatriz. Lord Voldemort não vai querer que a sua querida netinha tenha uma cicatriz de estrunchamento! Agora, deixe-me. Seus excelentes serviços serão recompensados, mas agora preciso pensar nos próximos passos com este trunfo em mãos. – Ela respondeu. Ela parecia bem indiferente, mas eu sentia que estava feliz com a minha captura.

- Como desejar, senhora. – O bruxo se levantou e aparatou.

Fui levada para as masmorras como o prometido. O chão era duro, frio e doía as minhas costas. O elfo até tentou cuidar do meu braço, mas ele ainda ardia. Tentei salvar o meu avô, mas só consegui me meter em mais problemas. 


Notas Finais


Um pouquinho da Dama da Noite para fazer vocês me matarem pela curiosidade :P


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...