História Desculpa se te chamo de amor - It's you. - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Candice Swanepoel, Zayn Malik
Personagens Candice Swanepoel, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Candy Silverstone, Liam Payne, Luna Aniballe, Romance, Zandy, Zayn Malik
Visualizações 209
Palavras 3.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Me perdoem pela demora, mas hoje saiu! AMÉM.
Eu estava ( ainda estou ) com bloqueio criativo, então talvez, esse não seja um dos melhores capítulos.
Mas calma. Logo vai dar tudo certo, tenho fé.
Espero que gostem mesmo assim, beijos e boa leitura <3

Capítulo 4 - Aurora Hampton Malik.


Fanfic / Fanfiction Desculpa se te chamo de amor - It's you. - Capítulo 4 - Aurora Hampton Malik.

Ele inspirou fundo várias vezes. Nunca negara ajuda a Mere. Mas ela estava em um estado que jamais virá. O quarto inteiro fechado, ela jogada na cama e um cheiro insuportável.
Seu cabelo estava grudando e os olhos vermelhos em contraste com a pele pálida.
Ela era uma das mulheres mais lindas que conhecera; uma modelo que muita menina se inspirava e agora estava parecendo uma moribunda.
– Vamos aplicar glicose logo ela estará melhor. – comunicou o médico.
– Vou tentar dar um banho nela antes, se o Doutor não se importar. – respondera, um pouco sem graça.
Moccia havia sido o médico que acompanhará ambos desde antes da gravidez de Meredith.
– Não, imagina. Vou esperar lá fora.
Malik assentiu, puxando a mulher quase desmaiada para o banheiro. Ele fazia o máximo para que Aurora não visse a mãe dessa maneira. Quando a filha passava o final de semana com Hampton, as empregadas ficavam em cima para que ela não deslizasse. Todo mundo queria o bem de Meredith e se por algum momento ela bebesse ou se drogasse na presença de Aurora, Malik não pensaria duas vezes antes de tirar Aus sob a guarda dela para sempre. Mere sabia disso e tentava ao máximo ser a melhor mãe naqueles dois dias.  

Depois que a vestira adequadamente, e as empregadas trocaram as roupas de cama, o médico  espetara Meredith com uma agulha e inseriu glicose, direto em sua veia.
Aquilo não era o que havia imaginado que aconteceria em sua vida, quando a conhecerá em um bar, depois de um desfile em Nova York. Mere era uma das mulheres mais linda que tivera o prazer de conhecer e vê-la nesse estado caótico, partia seu coração. Sem contar que era mãe da sua filha.
Inferno, era a mãe da sua pequena luz. Claro que não a abandonaria, mas às vezes, ah, às vezes queria sumir no mundo com Aurora. Apenas os dois contra todos. A vida seria plenamente bela. Porque não existia felicidade maior que o sorriso de Aus.
– Zayn, vim o mais rápido que pude! – disse Chiara, mãe de Meredith, entrando como um furacão no quarto. – Como ela está?
– Agora está tudo bem, mas exagerou nas bebidas. Não estamos em uma boa situação.
Chiara deixou uma lágrima escorrer dos olhos. Ela era uma daquelas mães da alta sociedade que só percebiam o que haviam feito com o filho, quando um estranho chamara sua atenção.
Nesse caso, o estranho havia sido Malik.
– E Aurora? Onde está?
– Deixei com Payne.
– Ah que vergonha, não queria que ninguém soubesse que Mere está passando por essa crise.
– Chiara, isso não é uma crise. – respondera irritado – Meredith se tornou uma viciada depressiva.
– Pelo amor de Deus, os empregados vão ouvir. – exasperou a avó da sua filha.
Ele bufou, pegando as chaves que havia deixado ao lado da cama de Hampton.
– A partir do momento que a senhora aceitar que sua filha não está bem, as coisas vão mudar, enquanto isso, não trago mais Aurora para vê-la. Isso não é um ambiente adequado pra minha filha.
Chiara segurou seu braço com certa força.
– Não esqueça que ela é minha neta.
– Eu não esqueço. Mas antes de qualquer coisa, a senhora precisa se lembrar que tem uma filha – disse irônico – e precisa saber que ela estava imunda com o próprio vomito e praticamente em coma. Então por favor, não vamos dificultar mais as coisas.
– Aonde você vai? – quis saber ela.
A senhora Hampton, não queria perder para ele. Era sempre ela, quem saia por cima e dava a voz final.
– Ver minha filha.

                               DSTCDA – C.

Ela estacionou o carro que emprestara do pai. Ele não quisera ir junto à casa da família Payne, alegando que faria uma visita aos avôs dela. Candy desceu, arrumando o vestido soltinho. Era verão, os dias se tornaram mais longos e ela amava aquela sensação de calor e liberdade.
– Achei que me daria bolo! – exclamou Luna, esperando na porta.
A família Payne morava, em um condomínio fechado, era algo realmente de outro mundo. Candy nunca vira nada como aquilo.
– Eu tive probleminhas com o GPS, mas cá estou! – respondera animada.
– Até parece que não nasceu em Londres. – brincou Luna a abraçando – Vem, Leonardo está cozinhando algo especialmente para você.
– Leonardo?
– Nosso cozinheiro.
Ela ficou boquiaberta.
– Ah é claro.
Luna sorriu, balançando a cabeça.
– E Sebastian?
– Está brincando com uma amiguinha. Esqueça que ele existe agora.
Candy seguiu a dona da casa até a cozinha, sentando em uma cadeira e encostando-se à ilha de mármore. O lugar era incrivelmente lindo.
– Leonardo, essa é minha amiga que falei. – disse Luna, os apresentando – Estou em débito com ela em uma viagem nossa para o Rio de Janeiro, por isso, teremos comida brasileira hoje.
Candy sorriu, balançando a cabeça.
– Prazer em conhecê-lo Leonardo.
– Igualmente, senhorita.
 – Ele é brasileiro. Faz maravilhas. Meus pais estão até querendo roubá-lo de nós. – comentou Aniballe, rindo.
Seus pais eram italianos, e um deles, ela não lembrará qual, tinha um restaurante renomado na cidade e o outro era cirurgião plástico dos famosos.
– E Payne?
– Trabalhando. – respondera ela, revirando os olhos. – Não posso deixá-lo alguns minutos, que está resolvendo assuntos da empresa.
– E como é ter um terço da maior empresa de arquitetura do país?
Aniballe pegou duas taças e enchera uma com vinho branco e outra com água, sentando ao lado de Candy.
– Um pouco estressante, mas vale à pena.  – ela deu a taça com vinho a Silverstone – É o que eu amo fazer. E trabalhar com meu marido não é a pior coisa do mundo.
– Eu imagino que não. O segundo bebê em três anos.
Luna fez careta, ficando encabulada.
– Depois que Liam foi atrás de mim em Nova York me contar toda a verdade e se desculpar, logo casamos, então veio à lua de mel e todo aquele amor reprimido. Ficamos quase um ano separados, era evidente que logo aconteceria isso. Então veio Sebastian.
– Fico feliz que ele tenha te contado toda a verdade. A história de vocês merecia um filme, porque foi algo que jamais acreditaria se não estivesse bem no meio dela.
Luna sorriu nostálgica.
– É, você sabe de tudo. Foi um ano assustador. Mas valeu a pena viver tudo aquilo.
Candy engoliu em seco. Será que para ela, havia valido a pena? Surpreendentemente a resposta era sim. Nada na sua vida teria acontecido se não fosse pelo o que havia vivido naquele ano assustador, como Luna tinha dito. Ela não teria encontrado sua melhor amiga, não conheceria pessoas incríveis, talvez nunca tivesse a chance de viajar pra tão longe, como fora para o Brasil. Sem contar é claro, que jamais descobriria o que era amor de verdade se não tivesse dado seu coração a Malik. E depois, tudo.
Sua vida em Bruxelas, seu trabalho, os amigos verdadeiros que havia feito lá. Simplesmente tudo.
– Zayn está aqui! – disse Payne, de repente, surgindo na porta.
– O que? Você está brincando, não está? – indagou Luna encarando Silverstone.
– Não, não estou! Ele acabou de passar na portaria do condomínio.
Ela ficou boquiaberta. Quase derrubara a taça de suas mãos. Será que Malik sabia que estaria na casa deles? Havia feito aquilo de propósito? Meu Deus!
Luna colocou uma mão em cima da boca, balançando a cabeça.
– Tem algum problema ele te ver aqui? – questionou Liam.
O que? Era óbvio. Nunca mais queria vê-lo na sua frente. Não mesmo, nem pensar. Em hipótese alguma queria ver Zayn Malik.
– Ahm, óbvio que não. – disse ela, com a voz fraca.
Luna a observou por um instante e sorriu.
– Amor? – chamou a Sra. Payne. – Nós vamos subir, quero mostrar algumas roupinhas que comprei pro bebê, você avisa quando o jantar estiver pronto?
Ele curvou o cenho e assentiu em direção a Candy.
– As crianças estão com a babá, vou chamá-las. – disse ele.
– Não. – pediu Luna, dando um passo em direção ao marido. – Quero que Candy conheça Aurora.
Payne umedeceu os lábios um pouco receoso. Era nítido que ele estava nervoso porque Malik havia surgido do além. Todo mundo parecia estar tenso, na verdade.
Candy e Luna subiram para o segundo andar em um silêncio constrangedor. Silverstone jamais imaginara que eles teriam que fazer quase que um plano para que ela não esbarrasse em Zayn.
Deus, isso era um absurdo.
A casa era imensa. Candy sequer escutaria a voz dele. Um aperto no coração a fez quase parar. Quando se mudara para a Bélgica, deitava em seu pequeno quarto na casa dos avós e ficava por horas a fio, lembrando do som da voz dele. Da maneira como ele a chamava de Caramella e quando ria de alguma coisa quando falava besteira. Por vezes sonhara com ele a chamando e quando abria os olhos, tudo o que sentia era um vazio imenso.
– Está tudo bem? – indagou Luna, entrando em um quarto lindo, inteiro branco, de bebê.
– Sim. Só me sinto um pouco constrangida.
Aniballe se sentou em uma poltrona gigante no canto a encarando como se entendesse exatamente o que queria dizer. E de fato, Luna a conhecia muito bem. Era óbvio que sabia o que estava sentindo.
– Eu juro que não sabia que ele viria aqui. Pensei que nós levaríamos Aus embora.
– Aus? – indagou.
A mais velha fez careta, suspirando fundo, com os olhos preocupados e depois sorrira, com os lábios rígidos.
– Eu preciso te contar algo.
Ah não. Odiava aquela sensação na boca do estômago. Porém de todas as coisas que passará em sua cabeça, ela jamais imaginará que seria aquilo que Luna lhe contaria. Não, nunca.
– Logo quando fui para Nova York, Zayn também se mudou para lá... Aconteceram algumas coisas que o levou há uma pessoa e então nasceu... Aurora ou Aus; como a chamamos, nossa afilhada e... – ela suspirou profundamente, colocando ambas as mãos na barriga, como se a protegesse – filha de Zayn.
O que?
Uma estranha confusão tomou conta da mente de Silverstone.
– O que?
– O nome dela é Aurora Hampton Malik. Têm quatro anos daqui algumas semanas. A mãe dela é Meredith Hampton.
Candy ficou imóvel. Zayn havia se casado? Sua filha tinha quatro anos? Fazia apenas cinco que ela tinha ido embora. Será que era isso? Será que existiu uma terceira pessoa que mexerá de fato com o coração dele? Ah meu Deus.
Aquilo era tão absurdo. Enquanto estivera todo tempo em Bruxelas chorando, imaginando, idealizando um homem que sentia sua falta, ele estava tendo um filho. Um filho, com uma mulher que ela nunca ouvira falar. Silverstone estava em choque.
– Porque nunca me contou isso?
– Bem, você pediu que nunca mais falasse dele.
– Mas uma filha...  – a ficha simplesmente não caia.
– Desculpa Candy. Ele passou por tantas coisas e você estava começando uma vida. Eu achei que estava fazendo o correto.
Ela assentiu, sentindo o coração rasgar dentro do peito.
– Está certo. Eu só fiquei chocada.
Luna balançou a cabeça, a observando por alguns minutos.
– Quer se sentar? – indagou à amiga.
– Não. Está tudo bem.
Mentiu. E sabia que não podia enganar uma das suas melhores amigas, mas caramba. O que ia dizer? Que estava arrasada? Que mesmo depois de cinco malditos anos, ainda lembrava dele? Não, era muita humilhação, até mesmo para ela.
– Então ele veio buscá-la? – quis saber.
– Sim, mas nós não sabíamos que viria. Pensamos que a levaríamos embora.
Ela morderá o lábio aflita.
– Ele não sabe que estou aqui, sabe?
Luna apenas negará com a cabeça.
Por um lado Candy se sentiu aliviada. Mas por outro lado seu coração estava aflito. Ele havia seguido com a vida e ela ainda estava lá, com metade do seu coração socando o peito tamanho o seu nervosismo, ao imaginar por um segundo que ele podia estar na casa do amigo, por sua causa.
Não. Ele estava lá apenas para buscar sua filha.
Meu Deus! A ficha simplesmente não caia. Há quatro anos Malik tivera um bebê e ninguém, nem sua melhor amiga, havia pensado em lhe contar a verdade. Minha nossa. O mundo era mesmo uma caixinha de surpresas.
Luna olhou aflita pela janela.
– Quer conhecê-la?
Candy a encarou sorrindo a contra gosto. Queria matar sua melhor amiga. Mas não podia ter uma crise de nervos na frente dela. Tinha que manter sua postura. Tinha que fingir que já não se importava mais com Zayn vivendo no mesmo mundo que ela. Bem, uma parte de si conseguira caminhar por todos esses anos sem pensar nele. Mas lá no fundo, alguém que a conhecesse muito bem, saberia que ele ainda a incomodava. Ele ainda era importante.
– Não seria estranho?
Luna se levantou animada.
– Vamos dar um oi as crianças antes que ele entre.
Silverstone sorriu educadamente. Não podia fazer nada e nem ser grosseira. Ela caminhara atrás da dona da casa, – que parecia estar fora de si, tamanho era a animação de apresentar as duas – até outra área daquela imensa mansão.
Quando viu a pequena criança ao lado de Sebastian, seu coração quase parou. A filha do homem que amará por muito tempo, era a criatura mais linda do mundo. Tentara procurar alguma semelhança de Malik, mas a garota era tão loira e tinha olhos tão claros que mais parecia uma versão dela criança.
Candy engoliu em seco. Era provavelmente a cara da mãe e pensar nisso não era tão fácil.
– Tia Luna! – disse a pequena garotinha, correndo até as pernas de Aniballe – Sabia que eu vou ganhar uma bicicleta? O Sebastian não acredita em mim!
– Eu acredito sim! – resmungou o menino do outro lado, manhoso.
Luna sorriu.
– Uau, um dia podemos andar de bicicleta juntas. Não seria incrível? – disse ela, com um tom de voz amável, que só uma mãe teria.
– Seria incrível mesmo. Não é Basti?
Sebastian concordara novamente, torcendo a barra da camiseta, envergonhado. Luna se abaixou, ficando da altura da menina.
– Aus, deixa eu apresentar a melhor amiga da tia Luna. O nome dela é Candy. – a garotinha olhou para cima sorrindo.
Minha nossa, ela estava perdida.  O sorriso era o mesmo.
Candy ficou de joelhos para cumprimentar Aurora que a olhava encantada.
– Olá.
A menina deu um passo se aproximando de Aniballe com vergonha.
– Diga oi querida.
Sebastian que estava um pouco atrás correu em direção a madrinha com ciúmes a abraçando pela cintura. Candy sorriu beijando o topo da cabeça dele.
– Como se chama? – insistiu Silverstone.
– Aurora! – respondeu Sebastian rapidamente.
– Filho, deixa ela falar! Fala querida, não precisa ter vergonha.
A filha de Malik sorriu novamente se enfiando ainda mais no colo de Luna.
– Aurora Hampton Malik. – dissera a pequena, com a voz baixa.
Deus. Ela engoliu em seco. 
Era isso mesmo. Zayn tinha uma filha. Uma filha linda. Ele havia seguido em frente, assim como ela faria. Em algum momento – ela rezava por isso – alguém surgiria e tudo mudaria.
Não pensaria mais nele. Não que só fizesse isso na vida. É só que... bem, ela não o tirava de dentro do coração desde que fora embora. Ninguém nunca a conquistara de fato. Claro que já tinha tentado com alguns caras, mas não passaram de semanas ou nem isso.
Era ele o dono do coração dela. Porém jamais se colocaria no meio de uma família.
Nunca.
Ela seguiria em frente, o arrancaria da sua vida e das suas lembranças para sempre.
 

                     DSTCDA – Z.

– Sinceramente, acho que você deveria colocá-la em uma clínica de reabilitação.
Ele bufou exausto.
– Também acho, mas Meredith estava melhor esse mês. Não sei o que houve.
– Ela tem depressão, às vezes está bem, às vezes mal.
Zayn assentiu com a cabeça.
– E o aniversário de Aus?
O amigo lhe ofereceu um copo de whisky, parecia o ideal para uma conversa como aquela.
– Meredith e Chiara estavam tomando a frente de tudo. Mas acho que teremos que cancelar se ela continuar desse modo. Como vou falar com as pessoas e as crianças se ela não estiver lá? Você sabe que eles são uns demônios.
Liam concordou rindo.
– Você será o anfitrião de qualquer modo.
Malik revirou os olhos. Lógico que amava sua filha mais do que qualquer coisa no universo, porém odiava festas de crianças. Era uma gritaria sem fim, crianças correndo uma atrás das outras e sem contar que Meredith fazia da data um espetáculo.
– Papai! – gritou Aus entrando correndo no escritório de Payne.
Zayn a agarrou como pode quando ela se jogou em seu colo. Era pequenos gestos como aquele que o faziam esquecer tudo. Todos os problemas se apagavam quando abraçava Aurora.
– Nós podemos levar o Basti para dormir lá em casa?
Zayn a beijou na bochecha e afundou as mãos no cabelo loiro da filha. Ela e Sebastian não se desgrudavam nunca. O que causava uma breve parada cardíaca nele, já Liam ria da situação. Mas ah, Malik fazia todas as noites uma oração para que Luna estivesse grávida de uma menina. Ele sentiria na pele a sensação de que um dia – mesmo que demorasse quarenta anos e ele esperava por isso com toda força – perderia sua menininha para um marmanjo.
Mesmo que esse marmanjo tivesse três anos agora e fosse a criança mais linda do mundo. Zayn sentia arrepios ao imaginar Sebastian um dia com Aurora.
A morte era muito mais bonita que aquilo.
– Amanhã você precisa acordar cedo.
– Mas o papai pode levar o Basti no tio Liam.
Zayn encarou Payne, escorado na mesa do escritório, com um sorriso torto nos lábios.
– Pergunte ao tio Payne e a tia Luna, se eles deixarem, Basti pode ir, então vamos embora, porque você tem atividades para fazer.
Aurora descerá do colo do pai caminhando decidida até Liam. Ele se abaixou, ficando da altura da garota. Malik amava a postura firme dela. Mesmo sendo uma garota delicada e doce, ela era decidida em suas ações.
– Tio Liam o Basti pode dormir lá em casa hoje?
Payne encarou Aurora curvando as sobrancelhas, fingindo pensar.
– O tio deixa. Mas e a tia Luna?
– Ela também deixa. – respondera dando uma risadinha sapeca – Eu já perguntei. E a tia Candy já arrumou nossas coisas, porque a tia Luna não consegue pegar todas minhas bonecas e os carrinhos do Basti sozinha, sabia?
– Filha, você disse o que? – indagou ele, sentindo o coração na garganta.
Liam se levantou o encarando sério.
– Ela disse tia Candy. – respondeu Payne rapidamente – Aus, não quer ir lá chamar o Basti? Seu pai está com pressa.
A garota concordou saindo correndo pela casa.  
– Ela está aqui? – perguntou, cerrando os punhos na poltrona.
– Está. Mas, – disse Payne, se adiantando, como se ele fosse sair correndo atrás dela. – não quer te ver.
Ele deu de ombros, indiferente. Mas droga, porque não queria vê-lo? Aquilo havia sido um soco direto no seu estômago. Não conseguirá dizer uma palavra sequer.
Porque não queria vê-lo? 


Notas Finais


Não me matem!! O próximo capítulo é o qual eles vão se encontrar, então muita coisa irá acontecer!
Obrigada por cada comentário e cada leitor novo, to muito feliz!!
Beijos e até a próxima ( que será BREVE ) <33


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