História Desejos a Beira Mar - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chen, Xiumin
Tags Insinução Sexual, Menção A Minseok/?, Xiuchen
Visualizações 7
Palavras 1.765
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HELLO!!!!!! Eu voltei agora com uma xiuchen e eu tô bem feliz de finalmente usar um casal de EXO.

A ideia da fanfic veio a uns dias atrás, e eu só decidi escreve-lá depois que conversei com a minha namorada sobre a ideia da história.

A fanfic é levemente baseada no filme brasileiro Beira Mar/Seashore (2015), um filme de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon. Sinta-se a vontade para assisti-lo, mesmo que não seja necessário para a leitura dessa fanfic.

Sem mais delongas, boa leitura ♡

Capítulo 1 - CAPÍTULO UM - Sabádo


O dia estava calmo, ameno. Tinha poucas nuvens no céu, mas o suficiente para não deixar o sol fazer o seu trabalho de esquentar o dia. Não que isso fosse importante para Jongdae, que encontrava-se esparramado em sua cama, roupas mais quentes que as usuais devido ao frio que fazia por aqueles dias. Estava preguiçosamente distraído em seu celular, alternando entre responder um e outro amigo e jogar um bobo jogo que ele havia baixado a alguns dias para se distrair.

Estava completamente alheio quando seu pai entrou no quarto, a expressão séria, passos silencioso e cautelosos. A presença do mais velho não foi percebida de imediato por Jongdae, ele apenas foi notado quando sentou-se ao seu lado, colocando gentilmente sua mão sobre a perna dele para que fosse notado. Jongdae assustou-se quando sentiu o toque, mas relaxou assim que notou que era apenas seu pai. Virando um pouco o corpo na cama, ele encarou o pai curiosamente, esperando para que ele dissesse o que ele queria. Pois Jongdae sabia que ele queria algo, pois conhecia o mais velho, ele nunca iria ao seu quarto numa tarde como aquela de um sabádo, ele sempre tinha coisas mais importantes para fazer.

Demorou um pouco para Jongdae saber o motivo da visita repentina de seu pai. O mais velho passou bons minutos observando seu filho, como se tivesse vendo alguém que não via a muito tempo. Ele parecia nostálgico com aquilo, e isso incomodou ligeiramente Jongdae, pois este pensava que a falta de familiaridade do mais velho com ele era de total culpa dele. Ele passava horas trabalhando, viajando de uma cidade a outra cuidando de seus negócios, e quando estava em casa enfurnava-se em seu escritório por horas a fio, muitas vezes nem viam-se para jantar.

O moreno sentia uma falta absurda de sua falecida mãe nessas horas, pois ela era a única coisa que mantinha eles conectados de alguma forma. A relação de Jongdae com o pai era muito mais confortável quando sua mãe ainda era viva, eles conversam, saiam juntos, conseguiam conviver bem, coisa que agora era algo um tanto raro.

Jongdae não o culpava totalmente, por um lado ele entendia, pois entregar-se de corpo e alma aos negócios foi a forma que seu pai encontrou de superar a ausência da esposa, que sempre foi muito amada por ele. Não que isso justificasse a falta de tato que agora ele tinha com o filho, mas ainda assim Jongdae entendia.

— Filho, eu preciso que você me faça um favor. – Ele disse finalmente, depois de um longo suspiro, fazendo Jongdae arquear uma sobrancelha para si.

— O que? – Jongdae falou de forma um tanto seca, não inteiramente intencional. Ele apenas não conseguia evitar o leve incômodo que sentia com o pai ali, já que eles estavam a semanas tratando-se como estranhos.

— Eu preciso que você vá a Sokcho, na casa dos seus tios. Eles tem uns documentos que são indispensáveis pra mim, e eu preciso que você pegue com eles. Você pode ficar na nossa casa de praia lá, caso isso demore mais de dois dias. – Seu pai sorriu amarelo, dando gentis tapinhas em sua perna, talvez como forma de incentivo.

Jongdae estava levemente a par dos motivos dos quais seu pai precisava tanto desses papeis. Era algo relacionado a uma herança, a pouco descoberta deixada a familia por seus avós paternos. Nunca foi de interesse deles mexer nisso, até que o pai de Jongdae tomou conhecimento disso, e quis o que era seu por direito. Desde então ele, seus irmãos e uma tia viviam em guerra sobre o destino dessa herança. Mas Jongdae nunca quis se meter, por achar que nada daquilo era da conta dele. Mas agora ele iria se envolver de alguma forma.

Ele encarou o pai por um tempo, ponderando se faria ou não aquilo. Ele então suspirou derrotado, pois apesar do quão afastados eles estavam, Jongdae ainda não era capaz de dizer não ao pai.

— Tudo bem, eu vou. Me passe os endereços e tudo que você vai precisar. Se importa de eu ir apenas na segunda?

— Claro que não, filho. Vou anotar tudo em um papel e entrego pra você mais a noite. Muito obrigado, meu filho.

Sorrindo, ele levantou e caminou até a porta para deixar Jongdae sozinho. Ele se virou rapidamente, para olhar novamente na direção de Jongdae, que sorriu fraco e acenou levemente com a cabeça.

Assim que a porta fechou, Jongdae afundou a cabeça no travesseiro e suspirou longamente, encarando o teto. Ele então pegou o celular novamente, rapidamente mandando uma mensagem para seu melhor amigo, Minseok, o chamando para passar em sua casa mais tarde.

Minseok:  Tudo bem, passo ai por volta das 18h. Vou levar algo para a gente comer e algumas bebidas. Até mais tarde!

Jongdae sorriu lendo a mensagem, antes de voltar a se deitar, agora mais confortavelmente, pegando no sono rapidamente.

Algumas horas mais tarde, Jongdae foi acordado com o estridente toque de seu celular, que tocava sem parar em cima de seu criado-mudo. Pegou ele preguiçosamente, notando que era Minseok ligando.

— Oi? O que foi? – Jongdae falou sonolento, a mão livre esfregando ambos os olhos na tentativa de afastar o sono.

— Ora, finalmente. Eu estou aqui na sua porta a um tempão, pediu para mim passar aqui, lembra? – O mais novo quase poderia ouvir Minseok sorrir do outro lado da linha. Conhecia demais o mais velho para saber que ele sorria aquele sorriso ladino dele.

Jongdae levantou então preguiçosamente, saindo de seu quarto, descendo as escadas a passos lentos até a porta. Pelo caminho ele notou a casa silenciosa demais, o que provavelmente significava que o pai dele estava mais uma vez enfurnado em seu escritório ou havia saído. Ele suspirou cansado. Chegando até a porta e abrindo-a, Jongdae deu de cara com um Minseok sorridente, nas mãos algumas sacolas.

Ele foi para o lado, abrindo espaço, silenciosamente convidando o amigo a entrar, que atendeu prontamente.

— Pensei que passaria a noite toda na porta, o que já estava me preocupando, porque parece que vai chover. – Minseok disse simplista, sorrindo para o amigo, enquanto esperava ele liderar o caminho para o quarto dele.

Jongdae gargalhou, tomando a frente, caminhando até o seu quarto com Minseok atrás dele. Uma vez no quarto, Jongdae deixou mais velho entrar e se acomodar, colocando as coisas na mesinha de canto que o mais novo tinha no quarto, e viu ele logo depois deitar-se confortavelmente na cama do moreno. Jongdae sorriu, achando a cena engraçada.

Era divertido e ao mesmo tempo satisfatório perceber o quanto ambos era confortavelmente íntimos um do outro. Eles tinham essa coisa desde que haviam se conhecido, uma intimidade desde o primeiro dia que haviam conversado. Eles sempre foram muito próximos, fisíca e emocionalmente e mesmo que Jongdae nunca tivesse conseguido entender, ele gostava.

Rapidamente ele se juntou ao mais velho, deitando-se ao seu lado, encarando o teto. Minseok aproximou-se minimamente, cutucando Jongdae gentilmente com o cotovelo, querendo chamar sua atenção.

— Você já quer beber alguma coisa? – Disse Minseok olhando o rosto de perfil de Jongdae, admitindo novamente que o amigo era de longe um dos homens mais bonitos que ele conhecia.

Jongdae olhou o mais velho, e sorrindo apenas acenou com a cabeça, vendo ele levantar-se rapidamente, pegando uma garrafa da cerveja escura e forte que eles tinham costume de tomar juntos. Assim que a garrafa foi aberta, o mais novo viu Minseok sentar-se ao seu lado, as costas encostadas na parede perto da cama, tomando um longo gole da bebiba docemente amarga. Jongdae sentou-se também assim que viu o mais velho oferecer-lhe a bebida com as mãos pequenas.

Jongdae tratou de tomar um longo antes de passar a garrafa novamente para Miseok, que observava ele atentamente. Eles apenas sorriram um para o outro, em um silêncio confortável enquanto a garrafa era passada de uma mão para a outra, o líquido amargo acabando em longos goles.

Em alguns minutos, eles já finalizavam a terceira garrafa, ambos encostados na parede, o riso solto, a fala já meio enrolada. Minseok se aproximou mais um pouco de Jongdae, encostando seu braço no dele, e aproveitou o calor gostoso que vinha do mais novo enquanto abria a quarta garrafa.

— Meu pai quer que eu vou para Sokcho. – Jongdae falou soando indiferente, a cabeça encostada na parede, os olhos meio fechados. Minseok apenas olhou o mais novo curioso.

— Pra que? Ele mesmo não pode ir?

— Para pegar uns documentos com os meus tios. E você sabe que não, hyung, ele jamais deixaria o trabalho dele, nem que fosse por uns dias. Então eu vou no lugar dele.

Jongdae deu de ombros, pegando a garrafa recém aberta das mãos de Minseok, tomando mais um longo gole. Sua cabeça já começava a rodar por conta da embriaguez, mas ele não se importava, ele até gostava de se sentir assim. Ele então olhou Minseok antes de lhe passar a garrafa. O mais velho sorriu para ele com a ponta da garrafa em meio aos lábios antes de bebericar mais um pouco dela. Jongdae fingiu não perceber como sua pele se arrepiou por completo diante a cena.

— Você quer ir comigo? A casa é grande demais, e eu não quero ter que passar uma provável semana sozinho lá.

Jongdae observou o mais velho ponderar por um tempo e ele até pensou que ele fosse recusar quando um pequeno sorriso apareceu em seus lábios, já respondendo Jongdae de que ele iria com ele

Minseok virou o corpo e deitou-se na cama novamente, sua cabeça descansando sobre o colo do mais novo enquanto brincava com a garrafa agora pousada sobre sua barriga. Jongdae achou meio repentino da parte dele mas não se importou, levando uma das mãos até os cabelos loiros escuro do mais velho, fazendo ali um leve carinho.

— Nós podemos ir no meu carro. Você sabe o quanto é legal viajar de carro até a praia.

Sorrindo, ele apenas concordou com a cabeça. Ele então passou a pensar o que aconteceria quando ele chegasse em Sokcho. Sabia que não seria fácil persuadir os tios a darem os documentos em nome de seu pai. Se fosse tão fácil, essa briga entre eles não estaria já se desenrolando por meses e o pai dele já teria conseguido o que queria a muito tempo

Um longo suspiro escapou pela boca de Jongdae enquanto ele fechava os olhos novamente, tentando não pensar no quanto essa viagem provavelmente seria frustrante. Pelo menos Minseok estaria com ele, esse era o único consolo que ele conseguia ter por estar se metendo nessa história.


Notas Finais


Bom, está ai. Essa é a primeira parte. Essa fanfic provavelmente vai ter mais duas ou três partes, então fiquem aguardando.

Até mais ♡


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