História Destino ou coincidência? - Capítulo 72


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Shoujo Romântico
Visualizações 3
Palavras 1.020
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 72 - Capitulo 72


  P. O. V Bernardo on

   - Devo dar-lhe os parabéns? – Zeke fala com uma voz jocosa.

   Termino de pôr meus livros no armário e fecho a porta.

  - Por que você não cai fora e cuida da sua vida? – olho para ele de modo para que me deixe em paz.

   - Nossa! – Zeke finge estar chocado, me deixando com mais raiva ainda. Mantenho o controle – achei que você estava feliz porque sua namorada será chamada para uma entrevista para a universidade.

  - O que? – pergunto confuso.

  - Carolina foi chamada para uma entrevista em Cambridge... ah... – ele continua zombando de mim, cerro os punhos e me forço a não agredi-lo – então ela não te contou?

  - Por que você não para de mentir e vai embora? – falo em tom controlado – sua vida é tão entediante assim?

 Consigo perceber que agora ele ficou com raiva, mesmo assim Zeke mantém o sorrisinho presunçoso.

 - Bem, pelo o que vi ela confia mais em mim do que em você.

  Ele dá um tapinha em meu ombro e vai embora. “Será verdade ou ele só quer me provocar?”. Carol é uma excelente aluna e estou um pouco surpreso por a terem chamado, mas... “Por que ela não me contou? Como Zeke soube e eu não?”. Se ela aceitar, poderemos ficar juntos por mais tempo! Mas... Se Carol não contou, quer dizer que... Começo a ficar com mais raiva ainda. Carol não confia em mim, deu para perceber. 

   Várias vezes eu perguntava se estava tudo bem e ela sempre dizendo que “não era nada”. Há quanto tempo ela está escondendo isso? Cerro as mãos de novo. Estou furioso. Porém decido fingir que nada aconteceu. “Zeke fez isso de proposito, você sabe disso”.

   Vou até a porta do refeitório e dou meia volta. Não quero falar com ela.  Sinto algo queimar dentro de mim. Se Carol recusasse, seria como se ela não quisesse mais ficar. Ela não quer dizer que quer ir embora.

   Meu celular toca, é Carol. Ignoro e vou para a sala.

    P. O. V Bernardo off

   No final das aulas...

  P. O. V Carol on

  Bernardo sumiu. Não o encontrei nos corredores e ele nem veio almoçar. Ligo de novo, mas ele não atende. Estou ficando cada vez mais preocupada. “Será que foi por causa do pesadelo de ontem?”.

  - Gente – falo para Bertie, Hector e Emily – tenho que procurar Bernardo, já vou indo. Tchau, até amanhã!

 Nem espero a resposta e saio apressada pelos corredores. Estou aflita, tem alguma coisa muito errada. Bernardo não costuma sumir desse jeito. Encontro-o saindo do prédio.

 - Ei! – eu o chamo e ele vira para mim, seu olhar me assusta – aonde vai?

 - Pra casa – Bernardo responde e sai andando.

  - Tá tudo bem? – pergunto e ando um pouco mais rápido para acompanhá-lo.

  - Tá.

  “Ele está com raiva de mim?”. Não estou entendendo por que ele está me tratando assim. Fico quieta o resto do caminho, esperando que ele diga alguma coisa.

   Chego em casa e vou direto ao meu quarto. Me troco, pego o conteúdo das próximas provas e desço para a sala. Assim que passo pela porta, Bernardo me fuzila com o olhar.

  - Bernardo, o que está acontecendo? – pergunto. “Estou cansada dessa enrolação”. Sento-me ao seu lado e deixo os livros na mesa de centro.

  - Nada, “aluna exemplar” – ele diz em tom irônico.

  - Eu fiz alguma coisa pra você? Tá com raiva de mim?

  - Eu? Por que estaria? – Bernardo ri tristemente – afinal, você nunca esconderia nada de mim.

  - Esconder o que? Do que você está falando? – fico mais agitada.

  - Carolina, para de se fingir de sonsa! – ele fala em um tom mais agressivo – você sabe muito bem do que estou falando.

   - Como eu vou saber se você é sempre cheio de segredos! – falo sem pensar, estou muito irritada – você nunca me diz o que é! Fala logo!

  - Fale você, “futura universitária” – Bernardo me provoca.

   Como... Ele sabe? Estou atordoada. “Não, ele não podia saber agora”. Como fico quieta, Bernardo continua.

  - Achava que você confiava em mim – vejo uma fúria que nunca vi antes – por que não contou?

  Bernardo olha para mim como se eu o tivesse traído. “Como ele sabe?”. Só contei para Emily... “Não, ela nunca faria isso”.

  - Eu não sei – tento me explicar – não queria que você soubesse-

  - Jura? – ele fala ironicamente.

 - Não sei! – falo mais alto do que pretendia, sinto um aperto na garganta – Eu não sei se quero!

 - Você não quer ficar mais aqui?! – Bernardo fala no mesmo tom que eu, sinto meus olhos lagrimejarem – Quer dizer qu-

 - Para! – eu grito, sentindo minhas lagrimas prestes a escorrer – Você acha que é simples assim?! Ficar longe de casa é fácil? Longe de sua família e amigos? – seco meus olhos antes que as lágrimas caiam e respiro fundo – sinto falta de casa! É difícil! Por mais que seja para meu futuro e não por seu motivo egoísta!

 - Egoísta?! – ele fica ofendido – é você quem é enxerida! Tem assunto que não da sua conta, será que consegue aceitar isso?

 - Você não confia em mim – falo da mesma forma que Bernardo– Parece que você está sempre me escondendo alguma coisa! Esse assunto da faculdade não é da sua conta!

 - A minha vida não é da sua conta! – ele grita – Se você fosse embora, não faria nenhuma diferença!

  É como se alguém tivesse acabado de dar uma bofetada.  Minha visão está embaçada e estou soluçando. “É isso o que você realmente pensa?”.  A expressão no rosto de Bernardo suaviza e ele tenta me tocar.

  - Carol, sinto muito... eu não-

    Afasto sua mão com um tapa, corro escada acima e me tranco no quarto. Desabo. Encolho-me na cama e começo a chorar. Choro de raiva e de tristeza. Suas palavras foram cruéis, esperava que ele entendesse quando eu dissesse. Ele é tão egoísta! Tão infantil!

  Extravaso mais um pouco tudo que sinto. Estou me sentindo exausta agora. Olho para o teto. “Sou tão idiota!”. Mais soluços escapam de meus lábios. “Por quê?”.

   P. O. V Carol off



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