História Devil - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Palavras 2.726
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Hentai, Orange, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oeee td bem

q bom

To otima tbm

Capítulo 23 - Vinte e três


– Uau, mal chego e já tem treta nessa casa. – Diz uma garota, me viro para olhá-la. É estranho, mas sua aparência me é familiar e sua voz também. Ela estreita os olhos em direção à mim. – Nos conhecemos? Porque, cara, você me lembra alguém.

– Está dando em cima de mim? – Pergunto sarcástica. Sinto alguém descer as escadas e praticamente todos olharem para ela. Não pude deixar de olhar também. – Ah, Zalgo, achei que estava lidando com Alice. – Digo um tanto sem emoção.

– Você está estranha... Uh, sua voz. De qualquer modo, preciso falar contigo. – Não agora.

– Não posso! Tô atendendo a visita. – Falo como uma dona de casa.

– Na verdade, eu vim pra ficar. – Falou me mandando uma piscadela. – E respondendo a sua pergunta, garota estranha que me é familiar, não estou dando em cima de você. – Foi ironia, mas tudo bem, ninguém se importa.

– Ainda é visita, minha filha. – Zalgo diz o que eu iria dizer, eu podia dizer que ele é minha alma gêmea mas, tipo, ele meio que não tem alma então foda-se. O demônio pega meu braço e me puxa.

– Calma , parça. Deixa eu saber quem é a menina aqui. Olá, meu nome é Emma, as people me chamam de Devil, porque eu sou, literalmente, a filha do Diabo. – Estendo minha mão para ela, e a mesma cerra os olhos e logo sorri me dando um abraço.

– Caralho mermão, é tu mesmo? – Diz se afastando. Posso dizer que estou confusa e que não gosto de abraços de estranhos ou pouco conhecidos. – Sou eu. Lana! – Tentei me lembrar e fiz uma cara pensativa. – Da Black Rose, vagaba! – Pera...

– PUTA QUE PARIU! – Lhe dei um abraço bem forte.

– Devil, docinho... – Ai, Zalgo, nojento.

– A gente pode conversar depois? Estou tendo uma crise nostálgica de quando eu conheci uma velha amiga que sumiu do mapa e que me apresentou o único cara que amei. – Digo rapidamente, eufórica, feliz. – O que caralhos você faz aqui?

– Só porque você me confinou seus segredos quando estávamos drogadas não significa que eu tenha feito isso também. – Dou uma risada forçada e murmuro um “engraçadinha”. – Pois é, eu sou uma fodida proxy. – Hm.

– Legal. – Digo apenas. – Eu agora preciso conversar com o ser mais irritante da galáxia porque ele é tão impaciente quanto é gostoso. Até daqui a pouco. – Vou até meu quarto irritada. – Zalgo, seu corta clima do caralho, eu vou chutar seu saco. Só porque você tem a porra da influência de me tentar e me fazer ficar excitada a qualquer hora não significa que tu deva ficar fazendo isso o tempo todo, filho da puta. – Digo me jogando na cama.

– Eu estava com pressa, e você me ignorou. – Tá parecendo aquelas adolescentes ciumentas e inseguras. – Mas antes de conversarmos do assunto interessante quero conversar sobre o que sua amiga proxy falou. O que é essa Black Rose?

– Virou um pai superprotetor? – Levanto a sobrancelha rindo. – Mas de qualquer forma não posso contar, eu fiz um juramento quando saí.

– Minha querida, Black Rose é um nome peculiar demais para ser esquecido. Um subordinado meu participou dessa sociedade há um tempo atrás, só preciso saber se é a mesma, que acredito que seja. – Diz se sentando da cama.

– A sociedade que estuda o sobrenatural. – Sussurro e me viro, Zalgo se deita também e fica de frente para mim. – Fiquei sabendo que ela acabou.

– Os criadores da própria a abandonaram e seus membros arrumaram outro líder.

– Michael deixou a casa? Pelo amor, isso é mentira, Zalgo. Mike estudava o sobrenatural feito louco, o ocultismo, demonologia, várias outras coisas. Ele amava... – Para ele ter abandonado sua paixão algo muito ruim aconteceu. E se ele morreu? Ou... Ou se um demônio o pegou? – Você o matou? – Começo a sentir falta de ar e tento puxá-lo violentamente para dentro dos meus pulmões. Estou tossindo. – Me diz que você não o matou.

– Se acalma. Credo. – Diz se aproximando lentamente. Eu o empurro com brutalidade.

– “Se acalma” o caralho! Sai de perto! Eu quero saber se você o matou ou não. – Me apoio na parede. Por que eu estou assim? Não pode ser porque Mike está supostamente morto, não falo com ele tem mais de um ano. Como eu disse, eu o amo, mas não gosto mais dele. Talvez... Talvez...

– Sim, Devil, eu o matei. Satisfeita? Ele teve a chance de desistir e continuou! – Tentei conter minha raiva. Tentei mesmo, porém meu talvez era uma certeza, eu morreria pelas mãos de Zalgo se eu ainda estivesse com Michael. Uma única decisão. – Aquele filho da puta estava me enchendo, falei para que nunca mais pesquisasse o sobrenatural, que esquecesse, ele tinha tanto potencial que pensei em usá-lo mais tarde, então dei uma segunda chance. Ele me desobedeceu e eu tirei sua vida. Destruí aquela sociedade perigosa para todos, não só para mim, Devil, os creepypastas, sua amiga... Tudo poderia ser conhecimento dos humanos, eu estava me protegendo.

– Como o demônio egoísta que é. – Digo mais calma, fechando meu semblante e saindo da porra do quarto.

Fui para a sala onde encontrei Alice e Lana sentadas comendo morangos. Mas que cuzonas. Juntas, na maior amizade.

Que desgraça de dia.

A proxy saiu, como se o Slendy tivesse chamado ela. Me sentei ao lado de Al.

– Nossa, que milagre você por aqui, normalmente não sai de perto do professor Girafales. – Digo rindo dela engasgando com o morango e dando tapas propositalmente fortes em suas costas.

– Professor Girafales é foda hein. – Fala recuperando o fôlego. – A Dona Florinda aqui tá na solidão porque seu amado anda ocupado com umas paradas de polvo humanoide.

– Ah, tá. Essas coisas de pedófilo que sequestra crianças. Entendi. – Falo normalmente enquanto a bruxa faz uma careta.

– Que horror, Em. Vou te obrigar a comer essas porras desses morangos pra ver se tu fica quieta!

– Nem vem! – Levanto os braços em rendição. Tenho uma puta alergia de morangos, alergia do satanás. Só pode. Deito minha cabeça em seu colo e fecho meus olhos ao sentir o cafuné. – Al... Acho que preciso te contar algo super hiper mega plus importante. – Falo ainda com meus olhos fechados. Não é justocom ela, eu aqui feito uma puta dando para o Zalgo enquanto ela o odeia. – Primeiramente: eu sou uma péssima amiga, segundamente: não espero que me perdoe.

– Hum. – Resmunga, sorrindo.

– Eu... Eu... Ah, caralho, que desgraça! Não consigo nem falar. Eu sei que tu odeia teu pai adotivo, e tem bons motivos, Alice. E, bom, eu... Hã...

– Eu sei, Em. Eu sei dessa história aí, sei exatamente o que tu anda fazendo na cama com aquele cuzão de merda. – Fecha a cara quando diz. – Eu não posso fazer nada em relação a isso. Além do mais, contanto que eu não precise ficar no mesmo recinto que aquela desgraça tá tudo bem. – Termina. Eu estava surpresa, me sentia numa fanfiction onde o autor ficou com pena de mim e aliviou a barra.

Caralho, não posso quebrar a quarta parede. Desculpa.

– Mas Al, eu sou sua amiga... Eu não poderia fazer uma coisa assim.

– Eu tô puta pra caralho, Em. Eu tô muito puta, mas eu aceito seu relacionamento com ele. – Minha vez de fechar a cara.

– Ai credo, parece que eu estou pedindo pra casar com aquele merda! Calma, a única coisa que eu faço com o Zalgo é séqso. Sem compromissos.

– Legal. – Toby diz chegando se jogando no sofá sorrindo de forma maliciosa. Esse cuzão sempre descobre os casalzinho que ninguém sabe que tem.

– Me sinto um objeto. – Foi a vez do demônio, e só para lembrar ainda tô com raiva dele, de falar, fingindo estar decepcionado. – Achei que tínhamos uma história, Em. – Limpou uma lágrima imaginária do rosto, pondo a mão no peito.

– Como eu disse, contanto que eu não tenha que ficar no mesmo recinto que ele... – Alice se levantou, dando um beijo em minha bochecha enquanto me tirava do seu colo. E saiu.

– Agora me sinto um objeto odiado.

– E não só por ela. – Levanto-me para ir em direção à cozinha, Toby já dormiu. Adoido. Procuro uma paradas para comer. Pego creme de amendoim e passo no pão com geleia de goiaba. Tava uma delícia, eu sempre gostei dessas porra que invento na hora, essas comidas misturadas.

Do nada um enjoo me atacou e eu corri e vomitei no lixo.

– Que porra é essa? – Pergunto a mim mesma. Caralho, eu só posso ter comido algo que não me fez bem. Mas esse é o problema, nenhuma comida causa esse efeito em mim, ao não ser morangos, a resposta alérgica o meu corpo é horrível.

Lavo minha boca e, ao tentar sair da cozinha, me esbarrei em quem eu menos queria ver.

– Justamente quem eu quero conversar.

– Vê se me deixa, Zalgo. – Desvio o caminho, mas adivinhem só? O lindão aqui segurou meu braço, me virou para ele e prensou-me no balcão e colou aquela delícia de corpo no meu. Não, não. Não tem nada de delícia.

– Você está chateada. Realmente chateada. – Sussurra no meu ouvido, respiro fundo quando ele começa a acariciar minha cintura. – Sabe como eu sei? Porque ao invés de sair gritando palavrões e continuar falando comigo, você me evita. – Mordo meu lábio inferior. É verdade, quando eu só estava com raiva dele por ter me manipulado eu não me importava muito, afinal, eu também queria dar um fodida com ele, o mesmo apenas usou seu incentivo sobrenatural ao próprio favor. – Por quê?

Mas cara, se eu ainda estivesse com Mike nos estudos dele, o que garante que Zalgo não me mataria ou tentaria me matar.

– Porque eu era a pessoa que mais ajudava Michael com todo o estudo sobrenatural, eu era a namorada e sócia. Éramos unha e carne, folhas e tronco. – As lágrimas insistiam, porém as segurei. – Mike era o amor da minha vida, Zalgo. Eu o deixei, nós nos deixamos. E quando sumi e saí da nossa sociedade secreta, cortamos totalmente o contato. – Seus braços enlaçam meu corpo. – O que você fez com o resto dos membros? Tipo, ele arrumaram outro líder.

– Matei, é claro. Apenas “Mike” me era útil. E quando o fiz se afastar com  falsa promessa, aproveitei para matar o atual líder e o resto. – Deu uma risada. Ele se afastou o suficiente para que eu pudesse olhar claramente seu rosto. Talvez eu não devesse ficar tão próxima dele, em todos os sentidos possíveis.

– O que eu estou fazendo? Contando essas coisas, como se Zalgo, o demônio dos demônios, se importasse. – Penso, e este pensamento se torna uma fala sem que eu perceba de imediato, um sussurro, um fio de voz, quase não dava para ouvir.

Seus lábios carnudos e desenhados se contorcem em um sorriso, apenas uma fina linha, onde seus dentes perfeitamente alinhados se escondiam detrás. Aquilo o embelezara. Olho diretamente nos seus olhos e pela primeira vez reparei que eram de um cinza claro onde havia um anel escuro que rodeava a íris, essa cor única contrastava com seu cabelo castanho-avermelhado, e me peguei suspirando ao desejar tocá-lo. Quero juntar minha boca na dele, sentir sua língua explorar cada canto dela.

Se Deus me mostrasse o paraíso, nele haveria uma grande dose de Zalgo.

– Sabe, eu estou me perguntando... Se vocês nem estavam se falando há um tempão, por que se importar tanto com a morte dele? – Você não entende, entende? Não.

O empurro de leve e me afasto, explicar algo que alguém como ele claramente não se importaria em entender. Cara, nem mesmo eu entendo. Mas talvez, um mínimo talvez, um quase invisível... Talvez eu deva admitir para mim mesma em voz alta.

Ele abraça-me por trás. O cara realmente quer saber o que há.

– Eu não estou chateada por você ter matado meu ex, Zalgo, não totalmente, pelo menos. Eu estou triste. – Dessa vez me solto com um pouco mais de violência. – Estou triste, Zalgo, porque sei que se eu ainda estivesse ao lado de Mike você não hesitaria em tirar minha vida. Estou triste porque eu achei que de alguma forma poderíamos ser amigos, e fico mais triste ainda por finalmente me tocar que isso jamais aconteceria. – Jogo tudo, digo como se fosse uma fofoca que duas velhas vizinhas fazem sobre os vizinhos que ainda são jovens.

E depois de jogar toda a verdade na cara dele, não espero por sua reação, e apenas corro como uma criança que não quer contar que quebrou o vaso. Eu fujo para a sala do Slender, o local que sei que ele não apareceria no momento.

Entro na falta de educação mesmo e bato a porta atrás de mim.

– As vezes eu queria ser Deus, então eu poderia mudar todo o curso da história, começando em tirar essa parada de livre arbítrio. – Digo depois de muitos minutos refletindo sobre o que eu fiz, percebi que o homem esguio não se encontrava em seu habitat natural. – Porra, tio Slendy, justo quando eu preciso de um psicólogo!

– Ahn, será que eu posso ser sua psicóloga? – A proxy, a velha amiga da Black Rose, disse saindo de Nárnia. Ela se senta na cadeirona do Slendy e fica séria. – Diga para a Dra. Lana Chucrutes o que você sente.

Nada. – Até parece que vou contar meu sentimentos para alguém que não seja o Slendy ou a Al. – Nada contra você, mas vai lá saber se a proxy mais velha do Slenderman não é uma fofoqueira? – O que eu menos quero nesse momento é que os creepypastas, seres do mal, trevas, da crueldade pura achem que eu, de alguma forma, gosto do Zalgo. O que seria uma mentira, mas fofocas são assim, não é? Você conta algo, e a cada pessoa que a história é passada uma exagerada alteração ocorre.

Se eu digo assim: “tô triste porque o Zalgo matou meu ex.”

A fofoca termina assim: “geeentê, já souberam da última? A Devil teve uma dr com o Zalgo!”

Quê?

Comecei a sentir uma tontura, porém disfarcei, e voltei ao normal. Caralho será que eu tomei cerveja sem querer?

– Laughing Jack! – Exclamei. Aquele vagabundo desgraçado do satanás me ofereceu a bebida, e se dentro daquela porra tinha uma porra aí desconhecida? E essa porra tá me fazendo mal.

– O quê? – Franziu as sobrancelhas. Fui até ela e a puxei comigo. Bora ver o L.J.

Andei pelos corredores até chegar no quarto do palhaço, cujo estava fodendo lindamente aquela menina fangirl. Nina. Como eu sei disso? Ah, porque eu sou mal educada e não bato em portas.

– Bonito. Que bonito, hein. – Comecei com o ritmo da música brasileira. Lana me pegou de surpresa e continuou:

– Que cena mais linda, será que eu estou atrapalhando o casalzinho aí? – Nina se cobriu enquanto Jack estava foda-se para a gente vendo ele peladão. Eu também. Quando eu era criança um palhaço desgraçado me traumatizou, eu superei meu medo de palhaços, porém me imaginar fodendo com L.J. para mim era broxante.

– O que vocês querem? – Pergunta irritado. Uhm.

– Eu quero saber o que tinha naquele absinto, porque eu tô passando mal, vomitei mais cedo e senti uma tontura agora há pouco. – Ele pensou um pouco. Mentira, ele só falou.

– Nada de diferente, ele estava ótimo. – Aff.

– Aliás, eu quero saber, enquanto você fode a Nina você a imagina como a C- – Ele nos pôs para fora. Uhm.

Olhei para Lana e ela possuía uma cara de paisagem.

– Ei, o que você acha do Laughing? – Me pergunta depois de um tempo, mais precisamente quando chegávamos na cozinha.

– Sei lá. Por quê?

– Nada não. Ele me assusta um pouco, e você parecia muito confortável mesmo com toda aquela cena.

– Ué. Homens tem pipi, e mulheres tem pepeca, nada de diferente. já vi muitos pipis e pepecas, não me importo em ver outro. – Dou de ombros. Suco! Pego a jarra e ponho na mesa, preparo uns mistos e começo a comer com minha abiguinha.

– Aí, aquela moça ruiva, por que ela tá sempre com o mestre? – Engasgo com a comida por causa da gargalhada.

– Se você prestar atenção no que falou, vai perceber que soou como se você fosse uma escrava sexual do Slendy. – Termino de rir e recupero o fôlego. Bebo um gole de suco. Manga. – “Mestre”, ai ai.

– Você continua a retardadona de sempre. Não sei como que tu pega o Zalgo. – Olho pra ela e ela pra mim. – Você acha mesmo que o Toby tava dormindo? Ele fofocou para mim.

– É a vida.


Notas Finais


É isso aí

Bjao

Comenta aí pq gosto de ler coments


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