História Dominus avertens - Capítulo 4


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Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Hermione Granger, Personagens Originais, Ronald Weasley, Severo Snape
Tags Harry Potter, Lemon, Severussnape, Slash, Snarry, Yaoi
Visualizações 57
Palavras 3.978
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Josei, Lemon, Luta, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


olaa!! pessoinhas adoradas *-* como estão?

esse capitulo ta bem mais longo que os outros, acho mas acaba sendo importante poquê vou apresentar uns personagens que vão ter relevância mais pra frente.
terminei de escreve-lo hoje, durante uma fatídica aula que dispensa detalhes... e escrevi com amor e dedicação!
eventuais errinhos... considerem que não tenho beta. mas mesmo assim, vou revisar algumas vezes os capítulos já postados.
boa leitura!
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Capítulo 4 - Azkaban


Fanfic / Fanfiction Dominus avertens - Capítulo 4 - Azkaban

Ainda não era dia quando Harry acordou. Vestindo uma roupa que ganhara como agradecimento, de algum de seus muitos fãns, foi ate o ministério da magia, certo de que esse seria o dia em que Severus Snape  seria reconhecido por seu verdadeiro papel na guerra.

Foi muito bem recebido no local, mas a situação não era exatamente agradável. Nunca gostou de ser o centro das atenções. Como se nao bastasse todos os olhares em si, um numero vertiginante de bruxos correu ate Harry para lhe agradecer pessoalmente, oferecer todo tipo de coisa, lisonjeá-lo e interroga-lo.

Um homem velho, baixinho, de cabelos e barba brancos, foi quem salvou Harry da multidão. Em alguns segundos o rapaz estava em uma sala imensa, decorada ostensivamente. Sentou-se em um sofá, de frente para o senhor desconhecido. Ainda admirava os tapetes imensos com estampas de figuras magicas magnificas, os lustres adornados de pedras preciosas e as pesadas cortinas, repletas de detalhes bordados, quando o senhorzinho começou a falar.

-senhor Potter, é uma grande honra recebe-lo! Gostaria que soubesse que todos estamos imensamente agradecidos ao senhor.

Harry segurou-se para não bufar. Nao que desprezasse a gratidão alheia, mas já nao se podia saber quem falava com verdade e quem apenas buscava alguma vantagem. Além disso, não fizera nada sozinho. O ministério parecia ter esquecido todos os sacrifícios que houveram em prol da vitória, todas as mortes causadas por comensais e outros seguidores do lorde das trevas, toda a destruição que ainda pairava sobre os mundos trouxa e bruxo.

-eu sou o atual assistente do ministro. Como ele esta ausente, gostaria que o senhor contasse comigo para o que desejar.

-ah, sim... Eu quero desfazer um mal entendido. Há um homem que esta sendo condenado erroneamente, e eu farei o que for preciso para impedir que ele seja punido injustamente.

-hmm...entendo. O senhor tem provas da inocência? Nao que eu duvide do senhor, é claro...mas seria difícil lidar com algo assim sem evidencias.

-sim. Eu tenho provas.

Harry falou impacientemente. Ja nao estava calmo antes de chegar ao local, mas o modo como todos estavam agindo o irritou ao extremo. Mas sabia que nao podia faltar com a educação nessa situação.

-senhor Potter...creio que o senhor nao necessita se envolver em questões problemáticas como essa. Nao seria melhor deixar que essa pessoa se defenda durante o julgamento?

-senhor...com todo o respeito: Ele poderia ter provado a própria inocência, nao fosse o condenarem sem ao menos permitir que se defendesse.

-...entendo. E quem seria o felizardo que tem a defesa do próprio Harry Potter?

O homem disse engrandecendo o nome de Harry, que não se importou nada.

-Severus Snape.

O homem se sobressaltou de tal modo, que Harry pensou, por um momento, que estivesse tendo uma convulsão. Os olhos arregalados, mãos na cabeça, suor escorrendo pelo pescoço e a boca aberta sem pronunciar nada. Harry já ia lhe lançar um feitiço de restauração quando pareceu desengasgar.

-anh...senhor...mas esse homem... A dois dias foi ordenada a busca e prisão! A essas horas deve estar em Azkaban!

-o que?!?!

Em alguns minutos, estavam o ministro, seus principais ajudantes e os jurados responsáveis pela condenação de Snape, junto a Harry, na mesma sala. Um jurado se manifestou.

-porque o condenaram sem ao menos deixa-lo se manifestar?! Nunca se fez isso nem com comensais presos em flagrante!

-senhor Potter...se fosse qualquer outra pessoa... Mas é conhecido de todo o mundo magico que Severus Snape era o braço direito de você-sabe-quem! Além disso, é irrevogável que ele assassinou Dumbledore. Quantos trouxas e bruxos ele deve ter assassinado durante sua vida?!

-vocês nao possuem provas a respeito dessa ultima acusação. Quanto à primeira, eu posso provar que ele é inocente.

-...ouviremos o que o senhor tem a dizer. E em nome do mundo bruxo, seremos justos em nosso julgamento. Agora conte-nos tudo. Como pode provar a inocência desse homem?

Harry quase riu. Nao contaria tudo. Apenas se ateria ao necessário.

-Severus Snape era um espião de Dumbledore. Ele esteve protegendo minha vida e o mundo bruxo, esse tempo todo. Dumbledore o ordenou a mata-lo, para que Voldemort confiasse nele.

Todos ainda tremiam ao nome de Voldemort.

-eu posso mostrar memorias que provam a inocência dele.

Houve silencio. Por fim concordaram que veriam as memorias e depois o julgariam novamente.

-certo...mas quero que o deixem livre de Azkaban antes disso.

-mas senhor...deixar um prisioneiro livre, mesmo que haja a possibilidade de sua inocência...

-só o deixarão preso se ja presumem que ele é culpado.  Isso pode causar uma má imagem ao ministério...

Harry decidiu ameaçar implicitamente. Nao era de seu caráter fazer isso, mas já havia decidido lutar tanto quanto fosse necessário.

-as pessoas poderiam pensar que o ministério esta sendo injusto... Quem sabe, ate ineficaz. Que só esta condenando os primeiros suspeitos que encontra, para mostrar um serviço que não faz. Não que eu pense isso de vocês, claro. Mas não posso simplesmente mentir que ele é culpado se alguem me perguntar.

Todos se se entreolharam em silencio. O grifinorio sabia que aquele silencio significava palavras que nao seriam pronunciadas ao grande Harry Potter, salvador do mundo bruxo.  Harry ainda não gostava da maneira que o estavam tratando, mas usaria a seu favor.

 

Se passaram algumas horas. Harry estava agora voando de vassoura, em um lugar extremamente gélido, acima do mar, rumo a Azkaban. Em sua companhia, quatro aurores de elite.

Avistaram, após um tempo de voo, uma ilhota pedregosa ao longe, sobre a qual ja era visível um pequeno ponto de forma semelhante à de um castelo. Ao aproximarem-se mais, Harry teve noção do quão imenso era, na verdade, o lugar.

Imediatamente após descerem na ilha, todos os autores que estavam com Harry conjuraram o patrono corpóreo. Era fácil entender o motivo. Haviam centenas de dementadores circulando a área, dês de perto do chão ate acima das nuvens. Alguns eram realmente muito maiores do que os que Harry ja vira antes, e mais bizarros em aparência, com garras gigantescas, dois pares de braços, caudas e uma aura completamente negra os envolvendo. Harry tremeu. Em seguida constatou, com grande alivio, que não era o único temeroso ali. Os próprios aurores estavam quando, alguns mais trêmulos que outros, mas todos anormalmente pálidos. Azkaban era um lugar realmente horrível.

Nao poderiam fazer o percurso voando, pois a entrada da prisão ficava no subsolo, após uma descida por um precipício imenso que cortava toda a ilha.

-cuidado, nessa parte há varias...armadilhas naturais.

Disse uma menina loira de cabelos curtos em cachos e olhos de um azul claro demais, cuja pela era quase branca como porcelana, com algumas manchas e sardas nas bochechas.

Era muito baixa e magra, aparentando dez anos, que estava entre os autores. Só então Harry reparou em como ela parecia jovem demais pra estar ali. Ate então não havia observado nada além dos dementadores e do castelo ao longe, pensando apenas em tirar logo aquele homem dali. Sentia uma raiva forte demais sobre toda aquela situação.

-anh...você...é uma auror?

Perguntou, um tanto chocado com a aparência da menina.

-não se engane. Emily nao é o que parece.- disse o auror mais alto e forte, que tinha os olhos cor de mel e a cabeça quase raspada. A proposito, sou Robert, prazer em conhece-lo, Harry.

-prazer...

A garotinha voltou a falar, com uma voz bastante agitada e infantil.

-eu nao mudo de aparência dês de os onze anos. Duvido acertar que idade eu tenho...

-anh...não faço ideia. Vinte?

-ela nunca vai te dizer- afirmou Robert. -agora, falando serio, cuidado aqui.

Entrar por uma ladeira na grande fenda rochosa. Havia um tipo de escada ali, provavelmente feita através de magia por aurores, para facilitar a descida que, ainda assim, era muito íngreme. Os outros dois aurores eram um homem ruivo de cabelos arrepiados, alto, que carregava um olhar duro e um mais jovem, da pele morena e traços indianos, carregado de tatuagens parcialmente descobertas sob as roupas.

-sou Damian, e esse é Ahmed. -se apresentou o homem alto de feições rígidas.

Nao houve muita conversa pelo caminho, pois os autores estavam muito concentrados. Haviam algumas plantas tenebrosas se movendo pelas paredes, por vezes saltando na direção dos autores, que mantinham seus patronos. Harry ja estava com muita dificuldade de permanecer com o feitiço ativo. Parecia cansado demais para a curta caminhada, e seus sentidos enfraqueciam.

-você pode parar se quiser. Eu compenso você.

Disse a garotinha que na verdade nao era garotinha. Harry pensou em recusar e se manter em esforço, ate como treinamento para sua futura carreira de auror, mas ao sentir suas mãos e pés latejarem,  acabou se distraindo do feitiço e deixando se dissolver. Nisso, o patrono da menina, que era um peixe, se tornou em dois.

-você pode fazer dois patronos?!

-não são exatamente dois. É o mesmo, de uma face diferente.

-aurores formados são mais fortes do que eu pensei...

Disse observando o patrono de Robert, que era um urso, o de Damian, que era um touro e o de Ahmed, que era um elefante. Todos eram grandes, com exceção do patrono de Emily, que era duplo.

-hey Harry, se importa de responder uma pergunta?- Emily falou sorridente.

-não. Pode perguntar.

-o que há entre você e o detento que viemos libertar?

Harry ficou pasmo por um tempo. "entre"? Nao era como se realmente houvesse algo entre eles.

-porque?

-você realmente não precisava vir. E mesmo que quisesse se certificar de que nao aprontaríamos nada pra estragar seus planos...

Harry ruborizou. era exatamente essa a ideia.

-desculpa, mas teria sido inútil. Você talvez seja ate mais poderoso, mas somos mais experientes e conhecemos o terreno, ao contrario de você. Suponho que deve ter pensado nisso, então deve haver outro motivo pra você estar aqui.

Harry suspirou, desviando o olhar. Os outros autores, cada um a seu próprio modo, esticavam a orelha afim de ouvir a resposta. Deu de ombros, por fim.

-na verdade não pensei. Mas tem sim outro motivo. Na hora em que estavam resolvendo isso...percebi que não havia visto ele dês de que acordou no hospital.

Houve silencio por um tempo.

-você é realmente um tolo...não imagino como derrotou o lorde das trevas.

-nao fiz isso sozinho. Mais pessoas do que já me cumprimentaram na rua, morreram nessa luta.

Damian fitou Harry por um tempo, por fim voltando a sua rota normal. Robert sorriu.

-que bom que tem consciência disso.

Disse Emily, em um tom suave, mas um tanto triste, que Harry resolveu não questionar.

Pelo caminho, surgiram algumas criaturas estranhas que rastejavam pelas paredes, repletas de seres pontudos e com os olhos completamente vermelhos, sem pupilas. Mas foram rapidamente derrotadas por feitiços de luz que atingiram seus olhos. Robert explicou animado a Harry, que fazia uma cara de extremo desconforto.

-morgelites. são um tipo de praga que vive em cavernas, preferindo locais onde alguem tenha morrido. O único tipo de criatura conhecida que pode devorar fantasmas. Feitiços de ataque só os fortalecem, exceto fogo, porque o corpo deles é repleto de partes congeladas que, se derretidas, se tornam letais ate pra eles.

-anh...assustador.

Emily ilhava para as criaturas quase com carinho, o que era visível a qualquer pessoa. Após um tempo em silencio, se manifestou.

-eu os acho um pouco semelhantes a pessoas.

Robert imediatamente se afastou dela, com uma cara de nojo dirigida aos cadáveres magros, escamosos e foscos.

-o que?! Aquela coisa, parecida com uma pessoa?!

-sim. -disse Ahmed, se manifestando pela primeira vez.- veja bem...eles se desenvolveram pra ser fortes contra qualquer ataque, mas ainda possuem um ponto fraco.

Damian, que se mantinha em silencio, assentiu com a cabeça, em seguida falando.

-o que pode derrotar uma pessoa treinada e preparada para as coisas mais terríveis? Amoleça o coração dessa pessoa. Ela não vai saber lidar com isso. E antes que você precise tomar qualquer atitude, essa pessoa estará morta.

Harry parou um tempo, ponderando sobre o assunto. O jovem Robert começou a sacudi-lo pelos ombros, nervoso.

-hey, você não vai concordar com essas pessoas estranhas, vai Harry?! Você é meu herói de infância!

-anh...bem...o que disseram faz sentido.

Robert ficou cabisbaixo de imediato. Harry suspirou enquanto coçava a cabeça.

-mas...também é diferente. Se tratando de uma pessoa, creio que isso pode salva-la as vezes. Principalmente de si mesma.

Robert fitou Harry, completamente iluminado. Ahmed e Damian o olharam brevemente e seguiram o caminho. Emily ficou encarando o céu distante, no topo da fenda rochosa.

Depois acabaram em uma caverna, onde passaram por varias pontes de pedra e algumas armadilhas. A entrada do castelo ficava abaixo de um pequeno lago. Ahmed conjurou um feitiço bolha, com o qual todos puderam pesar pelo lago sem se molhar.

-estamos invisíveis, inodoros e protegidos de qualquer indicador de nossa presença. Esse feitiço mantem, inclusive, nossa energia magica invisível.

Disse Ahmed, percebendo a cara insegura de Harry ao ver animais gigantes e horripilantes se aproximando da bolha. Por fim, abriram uma grande porta de pedra com um feitiço conjunto feito por Ahmed, Damian e Robert. Ao entrarem, fecharam novamente a porta e subiram rio acima, se encontrando agora, em um salão maior do que a sala principal de Hogwarts. Não havia, porem, qualquer outra coisa que lembrasse Hogwarts. Era extremamente escuro, com pedras negras e cinzentas formando as paredes, repleto de símbolos vermelhos no chão e com uma pintura de dragão no topo. O dragão encarava os visitantes, por vezes batendo as asas. Antes de atravessarem a porta no fim do salão, Emily puxou um punhal prateado de algum bolso. Chegando à porta, Harry entendeu, quando viu a pequena vasilha branca. A menina fez um pequeno corte no pulso, deixando o sangue verter na vasilha. Em seguida, a grande porta negra se abriu.

-tem um desses a cada andar ate o quarto. As portas reconhecem o sangue, e nao aceitam uma sequencia repetida, como sangue de uma mesma pessoa dois andares seguidos. Por isso é necessário pelo menos quatro aurores, mesmo que se trate de apenas um detento. -disse Emily, enquanto começavam a subir pelo labirinto de escadas movediças aparecera por trás da porta.- você tem sorte Harry... Se não fosse o grande herói adorado por tido o mundo bruxo, jamais poderia estar aqui agora. Essas vasilhas, por exemplo...elas não precisam do sangue. Mas de uma poção permanente que existe somente no sangue de aurores experientes e aptos pra esse tipo de missão.

No próximo andar foi Damian, depois Ahmed, e por último Robert, sempre sendo levados a algum tipo de labirinto com armadilhas e animais estranhos. Finalmente chegaram ao primeiro andar da prisão em si.

Harry sentiu certo temor. Mas logo o pingo de temor se transformou em um oceano de euforia. O garoto sentia uma liberdade que nunca antes lhe fora permitida. Nao por terem, após muito conflito, permitido que fosse ate Azkaban. Liberdade para lutar contra quem quer que fosse, para decidir por si mesmo, para lutar por algo que ele mesmo tivesse escolhido.

Enquanto caminhava pelos corredores escuros, cercado de todas as direções, por jaulas gigantescas onde estavam bruxos, monstros e dementadores, havia grande tumulto. Os dementadores nao se aproximavam mais que vinte metros, os presidiários se encolhiam no fundo de suas jaulas, de modo que nao pudessem ser vistos, em silencio. A prisão tremia diante de Harry, que derrotara o deus dos residentes daquele local. Estavam todos no mínimo debilitados. Muitas feridas feias marcavam os presidiários.

Finalmente, os aurores pararam em frente a uma jaula. Harry pode observar que os presos ficavam acorrentados, e possuíam muitas marcas de tortura. Primeiro os aurores alteraram três feitiços de barreira para uma jaula quase ao fim do corredor.

-é uma alteração por identidade. -disse Robert, a Harry, de modo animado demais para o local onde se encontravam. -vai permitir que apenas o detento escolhido por nossos feitiços possa passar. E de todo modo expira em dez minutos.

-Severus Snape. Você esta livre. -disse Damian.

O homem, que antes estava atirado no chão, irreconhecível entre os vultos parcialmente ocultados pela escuridão da cela, se levantou. Ahmed quebrou as algemas com alguns feitiços. Emily ordenou que a jaula se abrisse, permitindo que Snape saísse.  Em seguida, a fechou e restauraram as barreiras.

O ex-comensal ainda não entendia direito o que houve quando percebeu Harry. Olhou o garoto com uma expressão extremamente rígida.

-Potter! O que faz aqui?!

-o que você acha?

Snape não disse mais nada. Mas olhava pra Harry o tempo todo, como se desejasse muito dizer algo. E assim seguiu por todo o caminho fatídico, que tiveram de repetir na volta. Nao falava nada, mas cada vez seu olhar pesava mais sobre Harry. Foi um imenso alivio quando saíram daquela ilha lúgubre, repleta de toda a morbidez que se possa imaginar.

O garoto sorriu enquanto voavam rumo a algum lugar longe de Azkaban, onde poderiam desaparatar.

-o que foi Severus?

-depois falamos.

-ok.

Todos aterrissaram em um porto. Em seguida os aurores entregaram a Snape, alguns papeis com instruções a respeito de seu julgamento e em seguida desaparataram. Finalmente, Harry perguntou.

-e então? O que queria dizer?

-você continua um idiota imprudente. Indo ate Azkaban...o que há com sua cabeça, Potter?!

-quis me certificar de que ninguém poderia armar nada. Deu certo, mas podiam estar planejando algo sujo... Não confio no ministério. Nem antes, nem agora.

-claro...e se alguem fizesse algo contra seus planos? O que teria feito?

-eu nao sei. Isso é tudo?

-não. Não é tudo, Potter.

Snape estava furioso. Nunca se conformaria com o modo como Harry se arriscava, e agora, que era por sua causa, odiava ainda mais. Queria que o grifinorio apenas desistisse de bancar o herói de uma vez.

-em outro momento...

-hey, não faça isso. O que tiver que dizer, diga, ora.

Snape fechou os olhos e suspirou.

-demoraria, Potter. Há coisas que devem ser faladas com calma.

-eu realmente quero ouvir o que você tem a me dizer. Se não pretendia falar, deveria ter dito que não era nada.

-cale a boca moleque insuportável!

Harry se calou, mas ainda permaneceu fitando Snape, esperando que dissesse algo.

-certo. Apenas dessa vez, vou tolerar sua falta de noção. Mas nao direi nada antes de ir a minha casa e me livrar dessa roupa imunda. Então você vai ter que esperar um pouco, de qualquer modo.

Harry sorriu vitorioso. Então Severus bufou.

-segure em mim.

Harry engoliu em seco. Receoso, se aproximou, incerto de como deveria tocar-lhe.

-o que esta esperando, Potter?

De imediato, o garoto agarrou a mão do homem, que se sobressaltou um pouco, mas não protestou.

Aparataram em uma sala escura e imensa,  decorada de forma bastante contemporânea para um bruxo. Quase parecia uma casa trouxa. No entanto, via-se pelos livros na estante gigantesca e por alguns itens mágicos, que só poderia pertencer ao bruxo. Haviam sofás espaçosos organizados em volta deum tapete grande, a frente do qual estava uma lareira. Os quadros mostrando paisagens diversas enfeitavam as paredes, organizados simetricamente entre as duas grandes janelas que estavam fechadas.

-pode soltar minha mão, Potter.

O grifinorio largou Snape rapidamente, corando ao se dar conta que havia ficado algum tempo a observar a casa enquanto esquecera-se completamente que estava agarrado ao mestre de poções.

-desculpe.

-sente-se e espere ate que eu volte. De preferencia não mexa em nada.

-certo.

Dito isso, Severus saiu dali. Harry não podia negar que dava uma forte vontade de explorar a casa. Mas se mantinha sentado, tocando a própria mão, que parecia queimar com a sensação recente do toque frio de Snape.

Demorou bastante pra que o homem voltasse à sala. Acendeu as luzes e sentou-se de frente pra Harry. Vestia uma camiseta cor de chumbo, bastante justa, que permitia um vislumbre da massa muscular de seu peito e abdômen. Uma calça preta e sapatos pretos. O cabelo nao estava úmido, mas parecia mais solto que antes. E Harry quis tocar.

-podia ter acendido as luzes.

-ah, bem...você disse pra nao tocar em nada.

-nao leve tudo ao pé da letra.

-estava confortável.

-onde estão os dois pirralhos que deveriam impedir o grande-herói-Potter de cometer deliberações?

-Hermione esta ajudando os medimagos. Rony... Esta magoado. Porque não salvei Ginevra Weasley.

Snape suspirou.

-provavelmente varias pessoas colocarão a culpa em você. Melhor se acostumar. Ainda assim, nao pensei que o Weasley fosse tão burro.

-talvez eu tenha culpa mesmo. Mas não importa quantas vezes eu pense que se tivesse um vira tempo as coisas seriam diferentes. Por que não seriam.

-nao faço ideia do que esta dizendo.

Harry olhou fixamente pra Snape. Disse serio.

-... Eu teria que te deixar morrer. E nao seria capaz disso.

O homem suspirou novamente. Se levantou do sofá e ficou caminhando pela sala.

-eu nao te entendo Potter. E eu sabia... Sabia que você precisaria daquela poção pra alguma outra coisa. Sempre precipitado...

-precipitado? Queria o que? Que eu assistisse você morrendo? Você é mesmo sádico, professor.

Harry respondeu sarcástico, mas serio.

-eu estava preparado pra morrer Potter. Nao precisava do seu altruísmo.

-não foi altruísmo. E pare de ficar se lamentando por estar vivo, porque eu sei que teria feito o mesmo por mim. Esqueceu que eu vi suas memorias?! Nao seja hipócrita.

-nao sou uma princesa indefesa, senhor Potter. E não preciso que você vá me resgatar.

Harry riu. Suspirou. Então se levantou, ficando novamente de frente com Severus, olhando um pouco pra cima, devido a diferença de altura.

-e eu nao sou uma criança que precise ficar seguindo instruções o tempo todo.

-diria que você nunca segue instruções. Isso é diferente de quebrar regras escolares. Você pode realmente acabar morto desse jeito.

-eu sempre estive arriscando minha vida.

Snape ficou em silencio. Os dois permaneceram assim durante um tempo.

-como você conseguiu que me liberassem?

-eu disse que tenho provas da sua inocência. E ameacei o ministro de fazer o mundo bruxo inteiro saber que te condenaram injustamente, caso nao te soltassem e permitissem sua defesa.

-e posso saber como você pretendia cumprir sua ameaça? Afinal não tinha como mostrar minhas memorias enquanto eu estivesse em Azkaban.

-nao pretendia. Mas eu precisava que te soltassem, pra que você pudesse mostrar por si mesmo.

-...esperto. Você realmente poderia ser um sonserino. Mas provavelmente só deu certo porque foi você a fazer isso.

-eu sei. Estava contando com isso.

Severus ficou em silencio novamente, enquanto Harry sorria por um simples elogio.

-Potter...não quero ninguém sentindo pena de mim. Muito menos você.

-você errou de novo. Nao estou fazendo nada por que tenha pena de você. Mas já que você é tão obstinado... prometo que paro com isso logo que resolver esse problema.

-certo.

Harry sorriu novamente. E Severus só pode questionar mentalmente, como alguém pode ser tão lindo.

-então, ja que estamos de acordo, eu vou indo.

-te acompanho ate até a porta.

Os dois foram ate a calçada, de onde Harry desaparatou. Enquanto isso, um Ronald Weasley bebia descontroladamente em um lixo de bar qualquer. Estava enojado de ouvir todo mundo falando "Harry Potter isso" e "Harry Potter aquilo".  Naquela noite o nojo foi tanto, que teve de se manifestar.

-vocês não sabem nada sobre Harry Potter. É apenas um maldito assassino.

Rapidamente se levantou uma multidão, em defesa do herói do mundo bruxo. Rony acabou bebendo na sarjeta. Estava extremamente escuro naquela noite.

Um homem desconhecido se aproximou.

-você não era amigo de Potter?

-era. E sabe o que ganhei com isso? Depois que ele usou toda a minha família como bem quis, abandonou a todos. A própria namorada morreu por culpa dele.

O homem se aproximou mais.

-quanto ódio...

-você não odiaria? Alias...quem diabos é você?!

-eu sou apenas outro que aprendeu da pior forma...quem é o verdadeiro harry Potter.

Rony bebeu um pouco mais, olhou o estranho com atenção, enquanto este sentava ao lado do ruivo. Era um rapaz de cabelos castanhos e olhos azuis, bem vestido.

-Ronald Weasley...você ja pensou em se vingar?

 


Notas Finais


então, por hoje é isso né pessoinhas... eu queria muito detalhar azkaban e tal, porque tem muito pouco destaque na serie e nossos protagonistas nunca estiveram la...espero ter criado uma segurança forte o bastante...
em relação ao Rony... muitas coisas virão. e ainda mais coisas depois.
ate mais, bjinhoos! Comentem please! *-*


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