História Don't Leave Me Again - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Rap Monster, Suga, V
Tags Namjin, Sugamon, Taegi, Taejin
Visualizações 32
Palavras 2.260
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bem vindos ao último cap, espero que gostem.
Obrigado por ler e continuar acompanhando a fic, amo vocês muitão.
Comecei a escrever essa fanfic quando vi um cachorro morto, no mato, do lado da calçada. Aquilo doeu, eu realmente sou sentimental então eu fiquei "ele só merecia amor, mas morreu sozinho, sem conhecer alguém que o daria isso." Depois de chorar litros, finalmente tomei coragem.

Capítulo 7 - Why you do that?


Fanfic / Fanfiction Don't Leave Me Again - Capítulo 7 - Why you do that?

2 anos atrás

POV's Yoongi

Meu appa quer se mudar de cidade, droga. O pior, é que isso tudo é pela morte da mamãe. Ele decidiu investir mesmo na empresa. Disse que vai me dar uma boa vida, que eu também iria ser um empresário ótimo..essas coisas chatas.

Agora que ele não pode comprar tudo o que a omma quiser pra ela, ele vai comprar as flores mais caras que tiverem na floricultura. Ela sempre foi simples, mas papai sempre quis ela como uma madame. Tinha um bom dinheiro, gastava comprando alguns vestidos caros, omma apenas sorria gentilmente e falava que não era seu estilo.

Foi num acidente de ônibus, mesmo rica ela parecia com aquelas camponesas que ganham herança e querem continuar humildes.

Enfim, na cidade nova, Seoul, os apartamentos são muito mais caros, a cidade e o custo de moradia são extremamente altos. Ele iria ficar numa casa tradicional, eu em um quarto não muito simples, era bem luxuoso até. Mesmo assim, era pequeno, não ia dar para meu pequeno morar aqui comigo. Caixa de areia, ração, eu não tenho emprego, ele vai ficar sozinho e infeliz.

- Appa, não vou deixar Mong aqui~

- Com tanto gato menor, raças diferentes, raças que não crescem, e você cismando? Yoongi, é só colocar ele numa caixa de papelão, tacar no mundo, sei lá.

- Isso não é humano, isso é cruel! - Resmunguei.

- Eu posso fazer, mas você vai nem se despedir.

- Anni-ah! Appa, eu o amo muito, eu não duvido que acabe entrando em depressão.

- Deixe de drama. - Revirou os olhos.

4 dias depois

- Mong, eu gosto muito de você, sabe? Você é um ótimo companheiro, me aquece, me faz feliz, é fofo, melhor que muitos humanos.. é minha âncora.

O olhei, ele me lambia, sem entender, acho.

- Vou voltar logo, appa vai viajar e tenho que ir, mas chegando lá posso tocar o terror e o fazer voltar. - Ri de nervosismo, não era normal eu querer me arriscar tanto. O vi deitar, suspirei sentindo meus olhos arderem com as lágrimas que formaram. Abaixei o olhar, engolindo um nó que se formou na minha garganta. Em vão, o nó não iria desaparecer. E o aperto que eu estava sentindo em meu coração também não ia.

Ouvi ele miar, talvez tentando chamar minha atenção.

- Ya, não se envolva com gatos malvados, hm? Também não coma lixo, sei que vai duvidir a ração com outros gatos, mas lembre que você também tem que comer. Se um estranho passar a mão em você, não o siga querendo mais, você ainda tem dono. Eu vou voltar. - Fungar não era muito normal para mim, não chorava com facilidade. Sinceramente, acho que todas as vezes que não o fiz, vieram naquela noite. Eram umas 19 horas, estava escuro e frio, então deixei meu capote com ele também. Eu iria voltar.

- Eu vou voltar o mais rápido que posso. - Disse como se ele me entendesse. Confio nele, ele é esperto, entende sim.

O acariciei até ouvir seu ronrono, e logo o ver dormir tranquilamente. Me desculpe, pequeno. Se eu te levar de volta, ele pode te machucar e quando eu dormir você ser jogado na rua, sem nenhum adeus meu. Pensava. Me afastei devagar, mordendo os lábios. Saí andando rapidamente, sentindo que uma parte de mim havia ficado lá. Realmente.

Quando cheguei em casa, as malas estavam prontas. Eu não acredito que vou deixar meu pequeno..aish..

No avião, não falei uma palavra. Não tive animação para isso. Fiquei observando as fotos de Mongtae, até meu pai e a aeromoça me darem uma bronca. Merda de desligar o celular porra nenhuma, eu quero ver fotos do meu gatinho. Suspirei por não poder xingar eles, guardando o celular.

Alguns dias em Seoul, vem o senhor Min, para me avisar que não teria como morarmos lá. Parece que alguém deu um valor maior pelo terreno que ele iria construir a maldita empresa.

- Droga, você me fala isso agora?

- Não seja mal educado, pelo menos vamos ficar em Daegu, ainda. Vou ter que te por no edifício que tenho.

- Então você vai ficar em casa e ir para o trabalho de lá.

- Sim, é mais ou menos 30 minutos de carro. Vai morar sozinho agora, acho que consegue ser responsável. Dezessete anos, consegue sim.

- Nee, me põe logo no avião, ainda lembro onde deixei Mongtae.

- Já fazem seis dias, ele deve ter ido para a casa da primeira criança energética que viu. Gatos não são fiéis.

- Conversei com ele sobre isso. Ele é mais confiável que muitas pessoas, pro senhor ficar sabendo. - Cruzei os braços.

- Como quiser.

Estava já me aquecendo desde a descida do avião, sou sedentário, mas o que não faço pelo meu pequeno? Iria correr sim. Corri até um carro quase me atropelar e dizer que tinha vindo me pegar.

- Acelera moço, dashi run. - Observei a janela o trajeto todo, quando desci corri para onde tinha deixado meu gatinho. Estranho. Ele não estava.

Senti o desespero subir, será que se perdeu?

- Mongtae, Mong~ - Gritei, esperando que ele aparecesse nem que fosse do chão e se esfregasse em mim.

-...Yoongi.. - Ouvi uma voz conhecida me chamar. Vovó Eun Ae!

Olhei na direção da mesma, corri e me curvei, energético. Estava começando a perguntar sobre Mong quando ela me interrompeu.

- Ya, eu sinto muito. - Me estendeu o capote, franzi o cenho e observei o mesmo, estava sujo. Okay, sujo..tudo bem..

- Anni, não tem nada. Pra quê essa expressão? Sujo mais que isso. - Ainda estava examinando o tecido. Não parecia lama. - Isso é sangue? - Olhei ela rapidamente.

- Eu sinto muito. - Ela não falava mais nada. Isso me dava aflição.

- Cadê meu Mongtae? - Eu tinha razão para sentir aflição. Senti de novo o aperto e o nó na garganta, um nó que não iria desatar.

- O pequenino foi atropelado ontem, 23 horas. - Abaixou o olhar.

- Não! Cadê meu gatinho? Cadê ele? Ele quebrou a patinha? Eu vou cuidar dele, eu prometo.. - Fui abaixando o tom, até sussurrar a última parte.

- A batida não foi leve.. ele estava perambulando pela rua, pegou o capote e seguiu o cheiro, provavelmente. - Pôs uma mão em meu ombro. Me afastei.

POV's Mongtae

Ouvi atentamente o que meu mini dono dizia. Claro que obedeceria, eu o amo muito e sou muito obediente com ele. Ronronei ao sentir seu carinho, pela última vez. Na verdade, eu estava com medo, ele não me traria numa caixa pra passear. Eu tenho muito medo dessas caixas. Muito mesmo.

Claro que você vai voltar, mini dono! Eu sei que você me adora! Pode ficar emburrado e me empurrar para não te acordar alumas vezes, mas gosta de mim. Não é?

Durmi tranquilamente enquanto tinha esse pensamento. Quando acordei, ele não estava lá, me aconcheguei em seu capote sentindo sua temperatura. Por enquanto, posso fingir que o pedaço de pano é meu mini dono.

- Gatinho~ - Ouvi no dia seguinte, de tarde. Uma pequena garota estava tentando me acariciar, eu deixei para não magoar, ela tentou me chamar mas eu lembrei do que meu mini dono disse. Não vou seguir ela, eu tenho dono!

- Vem, vem Jessica, ele não deve gostar de sardinha, ou então é malvado mesmo. - Engano seu moça, adoro sardinha, mas não vou desobedecer meu mini dono. Ele já me comprou sardinhas também, aposto que quando voltar vai me dar uma recompensa boa por ter ficado longe. Pode não ser de comer, mas só os beijos carinhos e brincadeiras já são tudo o que preciso.

Vi ela ir, e fiquei quieto, comendo algumas vezes a ração. Brincava com meu próprio rabo pra passar o tempo, e me encolhia quando passavam motos. Algumas fazem muito barulho.

- Olá pequeno, se perdeu? Não vejo Yoongi aqui.. - Vovó Eun Ae perguntou, continuei a brincar, se eu entrar na casa dela o mini dono vai achar que eu fugi ou enjoei dele. Eu nunca vou enjoar dele!

5 dias depois

Estou aqui desde..perdi a conta. Ele enjoou de mim? Nhaaa estou com saudade.. já está escurinho de novo, quero ficar no escurinho com ele~

Vou procurar ele, e vou levar meu mini dono temporário junto, assim vou acompanhado. Peguei o capote com a boca, e atravessei a rua. Na verdade, acho que algo bateu em mim..dói..

- Appa, appa~, me deixe o ajudar por favor, eu vou pras aulas de canto, de dança, eu faço o curso que quiser e não reclamo, mas não o deixe morrer~ - Um garoto com aparência de um coelho chorava, desesperado. Não sei quando ele apareceu, esta tudo embaçando.. Uh.. será que meu dono me descartou?

- Jeon, entre no carro agora, gatos de ruas tem mais de mil, só nessa cidade. Um a menos não fará falta.

- Existem oito bilhões de pessoas no mundo e se o senhor matasse um iria ficar de consciência pesada, hipócrita! - Gritou, levando um tapa em seguida. Ele já estava vermelho por chorar, com isso ficou mais ainda.

- Olha a merda que você está falando. Uma vida humana é diferente de uma vida animal! Humanos são..

- Diferente como? Ah, já sei, humanos tem maldade e fazem merda toda hora, fazem coisas ruins pras pessoas ao redor, podem matar, roubar, sequestrar, tudo de ruim que existe, mas um animal só sabe uma coisa, amar! amar, senhor Jeon! - Estava revoltado.

- Entre logo, você vai ser médico, não veterinário. - O pegou a força e trancou ele no carro, entrando e dando partida, passando perto de mim, mas ignorando.

Vi a vovó chegando, meu miado estava fraco, eu não sentia mais força, mini dono, você vai chegar para me manter acordado pra que brinquemos a noite toda?..

- Aish o pequeno está morrendo! - Eun Ae gritou tentando discar no celular, morrer? Acho que já fiz isso..

Pelo menos estou morrendo com meu mini dono. Estou sentindo o cheiro dele ainda. Estou sujando ele, será que vai ficar bravo? aigoo, não fique me ignorando, responda se você vem brincar comigo, mini dono..

Eu só..queria ser tratado diferente, me sinto extremamente sozinho agora. Queria que me dessem valor, que não me deixassem.. queria que me enxergassem como um companheiro, mas me enxergaram como algo descartável.

Estava magoado por ele não voltar, eu o esperei tão animado..

Em um segundo havia a estrada, o calor do tecido, a vovó, a pequena que não segui se escondendo atrás da mãe..

No outro não havia nada.

Depois de um tempo, finalmente vi a luz. Estava menor.. com medo e chorando, não conseguia controlar o choro. Até sentir um calor, e abri os olhos minimamente, parando de chorar. Não estava no colo da mamãe, estava no colo de um menino, aparentemente tinha quinze anos, cabelo mel, sorriso contagiante. Ele falava que a mamãe ia virar bebê de novo, já que ela não aguentou ser mamãe. Estava triste, mas sorria enquanto suas lágrimas caiam.

- Eu fiquei feliz quando soube que teria um irmãozinho, sabe? Eu iria ter um companheiro. E.. sim.. eu tenho, mas agora só tenho esse companheiro. Eai, bebê? Como vai se chamar? hm.. podemos decidir isso quando você fizer um aninho. Não é? assim escolhe seu nome. Mas vai ter Kim, antes. Que tal?

Eu sorri, não conseguia falar nem pensar direito, mas ele era legal.

Alguns anos se passaram, Jin hyung disse que papai não sabia que mamãe era híbrida, e que não tinhamos parentes.

Ele não tinha ninguém para chorar de noite, eu tinha ele. Achei justo demonstrar que ele poderia desabafar, disse que estava ali pra ele, e que seríamos felizes mesmo sem uma casa nem um dono. Realmente, mas foi como um reflexo. Quando vi meu mini dono, eu relembrei tudo que passei com ele, e me senti muito feliz. Quando senti ele me carregar, vi uma nova chance de ser um melhor gato, e ter ele como mini dono de novo.

Flashback Off

Yoongi POV's

Olhei Jin, ele sabia da história, pela versão de Tae.. mas sabia. Por isso não simpatizou comigo. Por isso Tae sempre agiu como Mongtae. Ele queria que eu o notasse, e só agora consegui perceber isso.

- Eu entendi tudo. Mas juro que voltei no dia seguinte, eu voltei para te buscar, eu cumpri minha promessa.

- Não a tempo suficiente. - Falou, mesmo com um sorriso no rosto.

- Me desculpe, agora entendi o pânico que tinha quando eu tinha que sair. E..eu tenho até hoje aquele capote, depois que você se foi, acabei entrando em depressão, nunca mais achei que fosse ser feliz. Até que desisti de basicamente tudo que deveria fazer. Eu sei, sempre fui do contra.

- Mini dono, eu não pude dizer isso quando era um gato, agora que sou apenas metade, eu posso.

- O quê? Mais mágoas? Cara, eu tô muito feliz que você esteja aqui. Não sabe como meu coração está leve.

- Saranghaeyo. - Sorriu sapeca, se aproximando de mim.

- O quê? Anni-ah, não brinque com os sentimentos das pessoas.

Me puxou, iniciando um beijo. Puta merda ele tá me iludindo não, socorro.

Sabe o poder de teletransporte? Acabei de descobrir que Jin e Namjoon tem. Sumiram que nem minha alma.

Separou devagar, depois que retribui. Sorriu novamente, me abraçando.

- Vou ser um bom gatinho. Apenas não me deixe novamente.

- Não vou. Nunca vou deixar você ir sem mim.

- Quando eu for, você vai junto?

- Consequentemente, quando amamos nossa alma vai junto com a pessoa se a perdemos.

- Mini dono, prometa que quando você for, vai acabar voltando pra mim, de novo.

- Não tem como não prometer. Vou voltar sempre, sempre com o mesmo destino, o de ficar juntos. Eu sinto isso. - Sorri automaticamente, eu realmente sinto isso, e acabo tendo certeza, pois se isso não acontecesse, eu não aguentaria viver.


Notas Finais


Até a próxima fic
Mas boa sorte na espera
EU SOU BEM INDECISA E INQUIETA


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