História Dreaming - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bruno Mars
Tags Drama, Romance
Visualizações 21
Palavras 1.787
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 29 - Vocês Saberão


I kiss those little feet and watch for your perfect smile

And wait it comes, the world's sight in your eyes

I felt love, I found peace of the purest kind

And your love, it shines so bright

You bring me back to life, back to life

You make everything right

And your love, it shines so bright

You bring me back to life, back to life

You got a light inside, light insid

 

Eu beijo esses pequenos pés e vejo seu sorriso perfeito

A espero chegar, a visão do mundo em seus olhos

Eu senti amor, encontrei paz do tipo mais puro

E o seu amor brilha tão forte

Você me traz de volta à vida, de volta à vida

Você faz tudo dar certo

E o seu amor brilha tão forte

Você me traz de volta à vida, de volta à vida

Você tem uma luz interior, luz interior

Beyoncé - God Made You  Beautiful 

 

Meu coração estava como os lábios da Dra. apertado. Já que meu coração parecia estar sendo esmagado por colunas que se aproximavam sem chance de permitir que eu escapasse enquanto eu a via reler o que quer que fosse e acabou por não concluir o que estava dizendo.

— É algo sobre o meu filho? —Não sei como tais palavras conseguiram sair pela minha boca visto que eu quase nem respirava direito.

— Não, não, não, não. — Ela disse enquanto negava também com a cabeça. E eu suspirei brevemente.  — Enquanto fazíamos o parto, como você sabe, ela teve uma hemorragia inesperada. — Assenti. — Nós não tínhamos opções, se ela ficasse acordada para que empurrasse o bebê para ter o parto normal, as chances dela não resistir eram enormes. — O medo me corroeu nesse instante. — Então, de ultima hora, fizemos uma cesariana, mas tínhamos que interromper a hemorragia.

— Marcela por favor, eu estou ficando nervoso.

— Eu recebi um documento do laboratório agora a pouco sobre o doador da Nick. O pessoal do laboratório descobriu que existe uma compatibilidade sanguínea entre ela e o doador.

— Como assim? São parentes?

— É uma possibilidade. — Assentiu e imediatamente me veio a tal irmã que não conhecemos da Nick. Será que... ela foi a doadora da minha esposa.

 

             Apoiei as palmas das mãos no vidro frio da incubadora para admirar a primeira maravilha do mundo para mim. A segunda era a Nick. Desculpe amor.

            Havia pedido para ver o nosso filho antes de deixar o consultório.

               As suas bochechas infladas tinham dois furinhos como as minhas, mas os olhos e o nariz eram como os da mãe, mas os seus pequenos cachos foi a cereja do bolo para mim. A agonia deu lugar a alegria terna envolveu o espaço que havia no meu coração enquanto eu admirava aquele corpinho caramelado o qual eu era responsável. Nós éramos.

              Isso me faz lembrar da conversa por telefone que Phill e eu tivemos e agora mais do que nunca, eu tinha certeza. E não havia outra mulher com a qual eu desejasse isso.

 

— Eu sei. — Afirmou. — Mas esse dia iria chegar, mais cedo ou mais tarde, era apenas uma questão de tempo. — Eu franzi os olhos. — Nos falamos mais tarde.

Quando adentrei o quarto ao empurrar porta. Seus cabelos por cima do seu casaco escurecido que me receberam já que ela permanecia de costas para a porta.

— Ah!. —Deu um sorriso de lado quando sua cabeça virou pra mim. — Oi, Bruno.

— Oi Marina, como ela esta? — Questionei.

— Ela ainda esta dormindo. — Suspirou ainda com o celular nas mãos ela olhou para a Nick, que ainda dormia tranquilamente com as mãos sobre o peito. — Tomara que ela não demore a acordar.

— Marcela me disse que tudo foi normal e que apesar da hemorragia ela ficará bem. — Passei a mão no rosto quando sentei no sofá próximo a cama.  — Ela só esta em observação.

— Graças a Deus. — Suspirou aliviada ao fechar a sua bolsa preta na qual ela havia posto seu celular. E por um momento o que restou foi o silencio já que ela ficou me encarando por todo aquele tempo. Eu queria perguntar o que houve mas ela logo disse o que queria e em momento algum deixei de sustentar o seu olhar. — Eu gostaria dizer uma coisa. — Assenti para ela que prosseguiu. — Ela tem sorte de ter você, você a conhece melhor que... — Assisti ela abaixar o queixo — Mesmo ausente na vida dela ela é essa mulher incrível, acho que em momento algum ela sentiu minha falta.

— Isso não é verdade. — Me apressei em dizer. — Ela apenas aprendeu a viver com a sua ausência, mas isso não significa que ela não tenha sido sentida. — Abruptamente, ela tencionou o corpo. — Ela não queria correr atrás disso, e sei que se ela sonhar que eu estou dizendo isso para uma mulher que mesmo sendo sua mãe é uma completa estranha ela ia querer uma DR. Ela teve medo.

— Medo? Mas ela... — Olhou para a Nick rapidamente e depois para mim.

— Ela sempre foi assim, durona, mas ela tem uma menininha dentro dela, mas esse privilegio é para poucos porque nem todo mundo a conhece. — Já de pé, ao lado da sua cama, acariciei o seu rosto.

— Eu sei que quando eu me comprometi a me abster dela eu deixei essa menininha trancada, mas... será que algum dia eu a terei de volta? — Ela soou pensativa.  

— Marina também a encarava, assim como eu.

— Eu não sei e não posso dizer que sim ou que não, apenas ela sabe a resposta. — Assentiu com a dor estampada em seu rosto quando beijou a face da minha esposa antes de se despedir de mim.

— Até mais Bruno.

— Até. — Vi uma mulher exausta e chateada deixar o quarto, ela e Nick envolvidas em uma situação desconcertante. Não era da minha conta mas eu estava morto de curiosidade.

Deixei Nick em um momento e ainda a vi no fim do corredor.

— Marina! — Ela parou abruptamente no fim do corredor. — Quem é a sua outra filha?

— Vocês saberão. — Dobrou o fim do mesmo não me dando tempo de questionar.

Observando—a melhor, seu rosto estava coberto por uma mascara de oxigênio e com todo aquele aparato. E apenas eles rompiam o silencio.

— Ele é grande! — Comentei ainda cheio de orgulho com a mão rente a sua.

Recuperei o folego me preparando para passar uma noite ao lado dela.

—Em menos de um ano nossas vidas mudaram tanto. — Continuava a encarando quando eu pressionei os lábios tentando segurar as emoções, mas foi inútil. — Mas estamos juntos. — Cuidadosamente, apertei sua mão com convicção. — Agora mais do que nunca. Nós três.

 

 

 

— Você já queria fazer isso desde quando?

— Já faz um tempo. — Timidamente, eu sorria enquanto minha mão mergulhava nos cabelos da minha nuca. — Na verdade, eu estava esperando ela ter o nosso filho.

— Você tem certeza disso? Vocês começaram completamente errado, mas esse passo será realmente serio. — Comentou enquanto eu via a moça de saia lápis retornar com o que eu havia pedido e quando eu vi o anel cravejado de diamantes em um circulo bem reluzentes eu sorri sabendo que ela ia gostar.

— Depois de tudo que passamos eu realmente tenho certeza. — paguei pelo que havia adquirido e sai da joalheria.

— Obrigado por ter vindo comigo. Cara. — Agradeci sinceramente ao Phill quando já estávamos a caminho do hospital. — Estou me sentindo um  adolescente de novo. — Eu posso não ter visto mas com certeza deveria ter sorrido como um idiota.

— Imagina, Cara. Eu sei como é, já passei por isso.

— Ela é tudo que eu quero. — Assistia enquanto meu amigo estacionava em frente ao hospital.

— Fico muito feliz por vocês. — Assenti ao receber o seu aperto de mão me felicitando. — De verdade.

— Eu também, cara, eu também. — Empurrei a porta para sair do veiculo e ele chamou minha atenção.

— Se ela não quiser me liga. — Comentou brincalhão e eu gentilmente dei a ele o dedo do meio.

— Ela não vai dizer que não.

— Olha. — Se tem uma coisa que eu aprendi com a Nick esse tempo todo é que ela é imprevisível meu irmão. — Negar eu não ia, pois imprevisibilidade era com ela mesmo.

Mas de maneira alguma eu queria fazer aquilo em um hospital.

Seria uma surpresa inesquecível.

 

 

Nicole Pont Of View

 

— Você esta brincando comigo, né? — Mesmo que eu estivesse dando altas gargalhadas dos seus olhos esbugalhados, eu precisava manter a seriedade. Assim eu fiz.

— Não. — Neguei.

— Eu não acredito. — Eu ainda o vi apertar os olhos antes de dar uma volta com as mãos pregadas nos cabelos — E agora? Tem certeza que você não lembra de nada? — Ele avançou sobre mim e isso estragou tudo já que eu sorri entregando toda a brincadeira.

Má, eu sei. Mas eu não resisti.

Antes de soltar um palavão muito feio diga—se de passagem, ele socou o lado da minha cama enquanto eu ainda me acabava de rir.

— Merda, Nicole. Não faz isso!. — Reclamava com a mão junto ao coração. — Que susto. — Ainda resmungando eu o puxei para mim. Mas ele veio sem pestanejar, claro.

— Não quero um velho chato, resmungão pro resto da minha vida. — O alertei ainda com os olhos piscando e encarando os seus, ele entortou o rosto. — Cadé o nosso filho?

— Esta na incubadora, ele é tão lindo! — Aquele sorriso de orgulho já me causou arrepios, mas não de medo, mas sim ansiedade.

— Eu estou louca pra ver como ele é. — Sorri ansiosa.

— Imagino. — Beijou a minha testa. — Eu já volto. — Assisti ele atravessar a porta praticamente saltitando.

Assim que acordei esta manhã ainda me sentia um pouco tonta. Mil e uma visões vinham em mente enquanto ficava sozinha lá naquele quarto, e ainda que estivesse ansiosa, eu também estava batendo cabeça para me recordar a foto naquele porta retrato. Eu sabia quem era aquela mulher, era a...

— Voltamos. — Me voltei para a porta e ele ainda sorria com o nosso presente envolvido em seus braços.

— Ai meu Deus! — Uni as mãos fazendo aquela voz irritante de bebê. — Ele é lindo. — Cuidadosamente eu o acoli aquele pequeno ser, e pela primeira vez senti algo muito mas muito distinto no meu coração, uma sensação nova.

Os seus olhinhos.

O seu corpinho.

Suas formas.

Ver o resultado do nosso amor me deixou bem babona.

Com certeza serei uma terrivelmente grudenta.

Mas mesmo assim, eu não mudaria nada.

— Ele é lindo não? — Sorriu tão ou mais coruja do que eu.

— Muito mesmo.

— É genética. — Revirei os olhos com a sua humildade.

Confessei a mim mesma que a sensação era um pouco esquisita.

Era como se meu coração tivesse me deixado mas que ainda permanecesse em mim, como se o nosso presente fosse uma extensão de mim, do Peter, de nós.

E aquele momento, sem duvida, teria grande importância em minha memoria.  



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