História E as horas viram anos - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Lílian Evans, Pedro Pettigrew, Remo Lupin, Rose Weasley, Scorpius Malfoy, Severo Snape, Sirius Black, Tiago Potter, Tiago S. Potter
Tags Harry Tempo, James Potter, James Sirius Potter, Lily Evans, Rose Weasley, Viagem No Tempo, Vira-tempo
Visualizações 37
Palavras 2.005
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Incesto, Insinuação de sexo, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oiiiii, voltei anjinhos, mais um capitulo para vcs S2 s2 s2s s2

Capítulo 3 - Entao?


Fanfic / Fanfiction E as horas viram anos - Capítulo 3 - Entao?

 

O nervosismo me fazia subir pelas paredes, já era à hora do café da manhã e meu único pensamento era o chapéu seletor.  A Grifinória não era o lugar correto para alguém como eu, motivos para mi ter ido para a Sonserina.

James se mantinha sentado no sofá, ele parecia calmo, mas seus olhos o entregavam, nunca foi do seu feitio ser esterçado, anos de pratica serviram para alguma coisa no final. Me peguei encarando o mesmo, a alguns anos atrás, eu daria tudo para fazer parte do seu grupo, eu daria qualquer coisa para ser uma marota, mas nunca tive essa oportunidade.

Ninguém da família me levava muito a serio, era como se eu fosse uma criança, no começo Alvo passava pela mesma coisa, mas ele conquistou o respeito e o direito de ser esquecido por todos. Comigo era outra estória.

- Acha que vamos ficar na mesma casa? – Não segurei as palavras. Ele riu baixinho, como se minha duvida fosse uma piada.

- Acho que não... Você não iria para a Grifinória, tem medo até de olhar as pessoas – Seu sorriso me feriu novamente, às vezes ele conseguia ser um Sonserino perfeito.

Eu era a prima que todos gostavam de folgar, a prima em quem eles descontavam suas frustrações, não havia compaixão, talvez na opinião deles, uma sonserina não precise dessas coisas.

- Tem razão – não era exatamente o queria dizer, mas foi o que soltei na hora. Não era possível rebater.

Ficamos mais alguns minutos ali, quietos e pensativos, 1975 estava mexendo com nossas mentes. Havia sido uma noite difícil para nós dois, não me lembro de ter dormido e sei que ele também não. Era tão surreal estar naquele lugar... Era estranhamente mágico.

Eu finalmente poderia conhecer Sirius, Lílian, James, Remo e Severo. A insegurança bateu na porta novamente, nem tinha certeza se eles gostariam de mim, ou se fossem agir como o resto da minha família.

Balancei a cabeça em negação, não era assim que minha nova vida deveria ser, precisava de um pouco de confiança e sem duvida me daria super bem aqui, não seria vergonhoso como no primeiro ano.

A porta foi aberta pelo velhinho de óculos meia-lua, ele mantinha os olhos brilhando com um arde felicidade. Dumbledor me parecia tão curioso quanto a historias, ele era peculiar em um nível absurdo, como se fosse a sabedoria no simples fato de respirar. Assustador por um lado.

- Estão prontos? – Sua voz saiu calma e relaxante.

Balancei a cabeça em concordância, não conseguiria dizer a mentira nas palavras, era melhor manter o silencio. James levantou do sofá e respirou fundo, observei suas mãos tremerem levemente, pelo menos não era só eu.

Passamos pela porta e encontramos um corredor vazio, o dia estava bonito os raios de sol invadiram meu rosto como em um sonho fantástico. Parecia minha casa, mas estava bem longe de ser. Caminhamos em silencio ao lado do diretor, ele sabia de nossos medos e receios e o admirei por não ser impertinente.

Estranhei o fato de não ver  nenhum aluno nos corredores, nem todos compareciam no café da manha, geralmente eu era uma dessas, preferia a biblioteca nesse horário da manha, sem olhos curiosos.

Torci as mãos em nervosismo, já estávamos perto do grande salão, um frio na barriga me deixava completamente desconfortável, em questão de segundos, já existia dificuldade de respirar.

       Recordei-me da minha seleção, o quão tudo havia sido constrangedor, a cara de todos quando o chapéu gritou Sonserina, quando ele me separou da minha família e decidiu como minha vida viraria o maior inferno. De fato, odiava o chapéu falante.

       Só parei quando notou as grandes portas já abertas, os alunos olhavam curiosos para nós, meus olhos cruzaram vários outros e percebi como todos olhavam James, havia espanto e uma agitação especial na mesa da Grifinória. Como sempre, ele era o centro.

       - Ola a todos – Dumbledor nós deixou em frente a todos – Tenho um comunicado um tanto peculiar para lhes dizer... – houve uma pequena pausa – Recebemos dois viajantes do tempo na noite passada.

       O salão explodiu, os alunos dialogavam animados, eram teorias voando para todos os lados. Olhei para a mesa da Grifinória a procura de um grupo em especifico e os encontrei com sorrisos enormes que se alargaram mais ao ver que eu os olhava.

       - Silencio! – O diretor pediu com calma e a paz se fez no ambiente – Esses jovens serão nossos convidados de honra até que possam voltar para seu tempo. No entanto, passaram pela seleção das casas – Indicou o chapéu velho que repousava sobre um banquinho de três pernas – Vamos começar por James Potter.

       Ouve risos vindos dos Marotos, olhei novamente para eles e sorri com vontade. O avô de James sorria tão abertamente que pensei por um momento que seu rosto fosse rasgar. Ele olhou para mim e em seguida para Jay que já possuía o chapéu em sua cabeça.

       Desviei o olhar para meu primo e esperei o resultado obvio que ecoaria pelo salão inteiro.

       - Grifinória! – O chapéu gritou e ouve a explosão de alegria e comemoração. O Potter era deles.

       Dumbledor aplaudiu minimamente retirou o chapéu do moreno, ele levantou e passou por mim com um sorriso vitorioso, era um leão de verdade. Respirei fundo e me preparei.

       - Rose Weasley – Vi que todos os alunos trocarem olhares. Não liguei, apenas me sentei no banquinho e deixei que o bom velhinho deixasse o chapéu cair sobre minha cabeça.

       Ouve uma pausa antes de ele começar a falar:

       - Uma Weasley, sim... Vejo sua inteligência e a ambição... Uma sonserina de fato, posso sentir Salazar em você – Minha postura relaxou e sorri para a curiosidade de muitos – No entanto falta algo em você, algo que não encontrara nas cobras... é realmente difícil, muito difícil de se escolher onde vou coloca - lá – Engoli em seco – Quem sabe a Corvinal?... Não, Lufa-Lufa também não seria má idéia, no entanto a Grifinória dentro de você me chama muita atenção – Arregalei os olhos com desespero. Jay notou meu terror e levantou uma sobrancelha – É, a senhorita aprenderia tanto com eles... O que acha?

       Tomei fôlego, nunca me imaginei no vermelho e dourado, nem em me sentar entre eles e ser aquilo que nasci para ser. Fechei os olhos, não era assim que devia ser, minha casa era a Sonserina e eu amava tudo lá, cada parede daquela sala e cada aluno... Eu amava as cobras.

       Abri os olhos e procurei alguém entre as cobras, qualquer um e encontrei dois olhos se escondendo em confusos cabelos cumpridos, reconheci de imediato, mas não fui esperta para notar que todos perceberam que eu encarava Severo Snape.

       - Ah, sim, temos estatísticas e talvez seus olhos digam o verdadeiro lugar que você pertence hoje - Desviei o olhar para o chão. O Chapéu gritaria a qualquer instante – Grifinória!

       Palmas invadiram meus ouvidos, gritos e alegrias. Demorei um pouco para me mexer, era surreal aquelas palavras serem ditas, caminhei lentamente até Jay que estava boquiaberto, balancei a cabeça em negação, não era possível.

       Sentei-me ao lado do meu Primo, olhei no fundo daquelas íris e respondi suas vidas em silencio. Em nossas mentes aquilo não era possível  e nunca seria.

       - Ola! Eu sou Sirius Black – O jovem de cabelos pretos me cumprimentou sorrindo de forma animada.

       Olhei para ele, suas vestes Grifinórias, os cabelos cacheados e os olhos de cachorro, aquele garoto fazia parte das historias que ouvi... E ele estava ali, me olhando com aquele sorriso.

       - Oi, Rose – Falei retribuindo o sorriso e olhando para todos ali.

       James encarava Jay como se o mesmo fosse a coisa mais incrível do mundo, Remo apenas ria de toda a situação e... Pedro comia como um rato que era, desprazível, senti vontade de matá-lo da pior forma possível.

       - Oi Rose, é um prazer conhece – lá, eu sou a Llilian, mas pode me chamar de Lily – A ruiva falou tão rápido que mal pude ter tempo de digerir as palavras.

       Acabei rindo da situação toda, era tudo tão cômico, eu sentada nessa mesa, falando com essas pessoas, era tudo engraçado demais.

       - São de que época? – Remo perguntou sem me dar a chance de responder Lily.

       - Não podemos dizer, é meio sigiloso – Jay respondeu espontaneamente.

       Vi a troca de olhares do grupo, não acho que tenha sido algo positivo, estávamos em território desconhecido, ainda mais para mim. Concordei com a cabeça e me servi o mínimo de comida possível, a fome já havia ido embora.

       - Então você é meu parente? – James tinha os olhos brilhando.

       - Meio obvio – Fui eu quem respondi. Todos me olharam rapidamente. Corei na hora.

       Olhei para me prato, ótima maneira de começar.

       - É uma Weasley, né? – Lily perguntou para mim.

       Concordei sorrindo, existia orgulho em mim, amava os Weasleys, acho que esse era meu mal, amar minha família a ponto de permitir que me diminuíssem a suas frustrações. Levei um pedaço de pão para a boca, todos falavam com Jay, menos Llily que se mantinha fiel a mim.

       - Qual sua matéria preferida? – Ela perguntou mais animada.

       - Poções! – nem era preciso pensar muito – E a sua?

       Ela parou um momento, parecia indecisa. Uma vez o Tio Harry disse que sua mãe era uma mulher muito inteligente, sem duvida ela deveria ser.

       - Transfiguração acho – Não era minha matéria preferida e estava longe de ser.

       Fiz uma careta e ela riu com vontade, isso me fez rir também, era idiota, mas me senti bem do lado dela, talvez pudéssemos ser amigas, seria divertido. Já era o fim do café da manha e todos precisavam ir para aula e eu e Jay iríamos organizar nossos horários, materiais e uniformes para as aulas.

       Saímos todos juntos, eu ainda não havia falado diretamente com ninguém que fosse a Lily e o Sirius, o que me deixou insegurança, talvez os outros não tenham visto graça em mim.

       - Nos vemos depois? – Surpreendentemente foi James quem falou para mim – A propósito, sou James – Ele sorriu e estendeu a mão.

       Mesmo surpresa, apertei sua mão e concordei que nos veríamos depois na hora do almoço. Ele era muito parecido com Harry, à semelhança não ficava longe de Jay, meu primo e ele eram copias não tão iguais, talvez fosse os olhos, ou o cabelo, era difícil dizer sem uma analise.

       Despedimos-nos e eu e Jay pegamos o caminho mais rápido para a sala de Dumbledor, meu primo parecia perdido em um paraíso só dele e por um segundo, esqueci de todas nossas brigas e fiquei feliz, mas por alguns segundos.

       O chapéu me devia explicações, muitas na verdade, apesar de tudo, aquela não era minha casa e talvez eu me sentisse melhor nas cobras, onde tudo era frio. Respirei fundo, nunca aceitaria a decisão de fato, era pedir muito de mim, não existia nenhum leão aqui... Somente uma cobra rastejando sem ser vista. Todos têm um pouco de veneno... Ninguém é livre da Sonserina.

       - você pediu para ir para Grifinória? – Jay perguntou me olhando agora – Pediu?

       Não parecia bravo, mas dava para ver a confusão que se sentia, era como se não pudesse achar argumentos para uma ofensa.

       - Não! Por mim, estaria na Sonserina, essa é a minha casa de verdade – Deixei claro que não iria bancar um leãozinho como ele – Não sei o que aconteceu.

       Seu corpo ainda era tenso e percebi que ele segurava palavras, quando elas saíssem, seria como um soco, sempre era. James fazia isso quando se irritava, quando perdia algum jogo, fazia questão de despejar tudo nas minhas costas, no final, eu era o saco de pancadas verbais, sempre era eu.

       - Você não é uma de nós, nunca vai ser, entendeu? – Ele perguntou com toda calma que conseguiu. Queria falar mais, mas não o fez.

       Concordei e abaixei a cabeça, era a verdade, nunca seria como eles, não era a minha casa, de repente senti vontade de chorar e por pouco não deixei as lagrimas caírem. Parece que nada havia mudado de verdade.


Notas Finais


aquela raiva do James!


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