História E no final? - Capítulo 6


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Categorias Originais
Tags Aventura, Comedia, Drama, Explicito, Revelaçoes, Romance
Visualizações 10
Palavras 1.328
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Recomeço


Fanfic / Fanfiction E no final? - Capítulo 6 - Recomeço

P.S: Começando pelas redes, pelas lembranças, para poder chegar ao coração... E assim os dias com o passar do tempo iam ficando mais leves. Voltei a focar nos meus projetos, comecei a treinar com mais intensidade, e todo aquele sentimento ia sendo esfriado. Minha relação com o Felipe estava cada vez mais próxima, agora não eramos apenas colegas de trabalho mas sim muito amigos, daqueles que dividem os problemas, as alegrias, e isso me fazia feliz. O fato dele estar ali pra me apoiar depois de todo esse furacão, me deixava bem. 

AGORA O BICHO PEGA! 

Que estava tudo bem com minha vida amorosa, isso todo mundo já sabe. Eu tinha superado um cara babaca, e ganhado um amigo extremamente incrível! Porém como tudo na vida nada fica 100% bem, tinha que rolar algum problema né... E isso caiu mesmo na nossa vida profissional, falei "nossa" porque eu e o Fê estávamos rodando juntos.  

A temporada de campeonatos já estava rolando, eu tinha que treinar uma equipe de 15 atletas para competir o brasileiro, a galera estava muito focada e eu muito feliz, era a primeira vez que treinava uma turma grande para um campeonato de nível altíssimo. E OS JOGOS COMEÇARAM! Intensificamos os treinos que eram 3x na semana , para todos os dias inclusive os sábados. Comecei a jogar duro com a galera, sem moleza, pegando pesado mesmo. Faltava apenas 1 mês para o campeonato, para isso eles precisariam treinar o dobro, mais que o normal para obter bons resultados. A jornada de treinos intensivos e muitos atletas no tatame incomodou os donos da academia, e aquelas reuniões ridículas que tinham diminuindo bastante voltaram a tona, todos os dias era uma reclamação diferente, uma opinião nova, e isso já estava enchendo o saco. O Felipe coitado, estava mais estressado que o normal, os caras queria que ele estivesse disponível 24h por dia, e isso o deixava maluco, tendo em vista que ele também tinha suas responsabilidades como por exemplo sua faculdade. Era onde o bicho pegava, os caras da academia marcavam entrevistas para manhã, e o Fê tinha aula, sempre chegava atrasado, e eles reprovavam isso; Chamavam de irresponsável, que daquele jeito não tinha como permanecer com o contrato; E por mais que todos nós fossem bem pagos, o estresse não era válido. 

Faltando 2 dias para o campeonato o dono da academia me liga e solicita uma reunião com todos os professores, após o campeonato. Ao passar a informação, começamos a idealizar o que estava acontecendo, o motivo da tal reunião...

- Acho que vamos rodar!

- Fala isso nem de brincadeira mestre.

- Tanto faz, estou de saco cheio mesmo. Que rode.

- Fê , também não é assim...

- Não é assim o que Jess ? E daí que a gente ganha bem, não adianta de nada. O estresse é maior. 

- Realmente Felipe tem razão Jess, chega uma hora que cansa.

- E quem assumiria toda aquela estrutura das artes?

- Professor Rodolfo

- Como assim Pai?

- Ele esteve andando pela academia, conversando com os donos, apresentando seus projetos... Acho que os caras estão agindo assim conosco para que nós mesmos possamos pedir demissão e eles contratarem.

- Mas são muito idiotas mesmo.

- Relaxa, pelo menos nosso conhecimento não fica dentro da academia quando acaba os treinos. Eles voltam conosco pra casa.

- O que quer dizer com isso Fê?

- Quero dizer que podemos ser professores em qualquer lugar.

- Bom, você tem razão... Mas ao invés de nos preocupar com esse tipo de coisa, vamos focar nos treinos. Campe tá chegando.

E foi o que fizemos, esquecemos um pouco essa história e focamos nos treinos, faltando 2 dias para o campeonato, os atletas teriam que está bem.  O tão esperado dia chegou... A turma toda foi para o estado vizinho lutar, eu não pude ir mas fiquei na torcida e pedi que me informassem sobre todos os resultados. 

O dia passou muito rápido, a galera não falava nada, eu cada vez mais ansiosa e preocupada, ligava para o Fê e nada, nem ele, nem o pai , nem o primo, nem ninguém da equipe atendiam os telefones. As horas iam passando... Oito, nove, dez, onze horas e nada nem ninguém. Então decidi ir dormir, no dia seguinte não era possível que não soubesse, afinal iria encontrar todos na academia. SEGUNDA-FEIRA, dia mais odiado hahaha, no meu caso era o dia mais aguardado. Estava ansiosa como um todo, ia ficar sabendo o que rolou no campeonato e ia saber o motivo da bendita reunião. Quando se esta ansiosa as horas elas não passam, eu estava ficando maluca já. A hora passou na sua lentidão, mas quando caiu a noite fomos para a academia, no caminho eu e meu pai íamos falando sobre o campeonato, a reunião e afins. 

Ao chegar, encontrei a galera toda, alguns com medalha, outros sem, e o Fê? O Fê sentado num cantinho com uma tipoia no braço... Não entendi, corri, subi as escadas, cumprimentei a galera e fui direto falar com ele.

- E aí bebezão, o que foi isso?

- E aí, cara logo na minha primeira luta o cara tirou meu ombro do lugar.

- Nossa... Não acredito, como foi que aconteceu?

- Ele estava por cima, eu estava tentando sair, quando tentei me virar ele puxou o braço e eu senti sair do lugar.

- Caralho Fê, imagino a dor.

- Nossa, nem me fale. Eu gritava de dor, um dos enfermeiros lá colocou meu braço no lugar, mas pediu que eu fosse no médico.

- E aí ? Tu foi?

- Fui sim, fiquei com uma lesão agora tenho que cuidar. Vou passar um bom tempo sem treinar.

- Puts, que azar ein... Mas relaxa, se cuida depois volta com todo gás.

Ficamos ali conversando, ele me contando como tinha sido as lutas, as vitórias, as derrotas... E naquele dia não houve treino, a galera foi mesmo só para mostrar as medalhas, tirar umas fotos e comentar como tinha sido o campeonato. Depois que todos foram embora, nós subimos para conversar com os donos e sabe do que se tratava a reunião. Não vou falar aqui como tudo sucedeu, o que foi dito, vou adiantar que sim ... Nós rodamos. Um dos donos alegou que nossa falta de interesse, estava afetando a academia, e que se continuasse assim eles iam perder muito, a melhor solução era retirar todos da parte de artes. E depois teve toda aquela lavação de ego que a gente sabe que não passa de um teatro...  " Vocês são os melhores no ramo, trabalharam super bem durante esse tempo, vai ser difícil encontrar alguém a altura, estamos triste, vamos parar as atividades de artes marciais por um tempo até achar um novo professor." O.K ! Besta é quem acredita nesse papinho furado. Recebemos nossos direitos e pulamos fora. 

Naquela noite demos a notícia de saída para os nossos alunos que ficaram super tristes... Mas fazer o que né? Eu e o Felipe viramos a madrugada no telefone conversando sobre isso, e fazendo planos mirabolantes.

- Cara, a gente podia comprar umas placas de tatame e puxar os treinos aí mesmo na sua casa.

- Dava certo.

- Lógico que dava, tem espaço, é bem localizado, a gente só cobrava um valorzinho inicial de R$50 e pronto.

- Dividia em partes iguais para os professores.

- Exatamente, não íamos ter dor de cabeça com nada.

- Fê e o material?

- Isso é o de menos, pai tem muito amigo que pode ajudar com isso.

- Então é tranquilo demais, depois vamos sentar com teu pai e o meu para apresentar essa ideia.

- Fechou.

Depois de tudo ter ido por água a baixo, agora estávamos em fase de recomeço. Precisaríamos de tempo e paciência para colocar as coisas no lugar, e voltar a dar aulas. Com fé e muito esforço de cada professor tudo daria certo.


Notas Finais




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